20.6.10

A sério que não queria nada disto

Há um gajo que me ficou atravessado, e quando é assim é uma merda. Este gajo existiu na minha vida era eu ainda muito verde contudo parecia que tínhamos íman. Era uma coisa realmente extraordinária, inexplicavel, hoje diria animalesca. Os anos passaram e perdemo-nos o rasto. Durante este tempo todo, ora deixa-me fazer as contas, a menina aqui tinha 17 anos e ele 23, portanto passaram 17 anos e significa que este indivíduo tem agora 40 anos. Nestes 17 anos falei com ele apenas duas vezes apesar de o ter avistado e ele a mim mais algumas vezes na rua. O estranho (ou não) é que das duas vezes que falamos, aquelas conversas casuais de quem vai na rua e de repente encontra uma pessoa que não vê há anos, então tudo bem, e como estás, e o que estás a fazer agora, ok, felicidades, gostei muito de te ver, até à proxima, mais ou menos isto, eu sentia uma puta duma dor de barriga durante todos os segundos perto dele, olhámo-nos sempre nos olhos, eu a ler nos olhos dele um comia-te já aqui e estou convencida que ele a ler exactamente a mesma coisa nos meus. Animalesco. Sucede que eu era casada, um facto incontornável e está tudo dito. A segunda vez que me deparei com ele à minha frente ele deu-me o número de telefone dele, que eu nunca usei  e que francamente acho que perdi quando mudei de número por altura do divórcio. Vi-o algum tempo depois, empurrando um carrinho de bébé e com uma jovem ao lado que deduzi ser a esposa. É verdade que sempre soube que haveria de cruzar-me com ele novamente um dia, é verdade já o vi algumas vezes de longe na rua, depois do divórcio, é verdade que já pensei nele, mas aquele carrinho de bébé e a jovem que o acompanhava são altamente esclarecedores, proibem-me de sequer colocar a hipótese de entrar em contacto com ele e verdade seja dita, não me incomoda nada que esta figura esteja só no esquecimento e diluída no charco das recordações da juventude. A puta da merda toda é que este gajo me contactou há 2 dias, através de uma destas redes sociais virtuais. Grande merda. Não faço ideia do que é a vida dele neste momento, se está casado ou não, não faço a menor ideia. Também não faço ideia se vou ter força para lhe fugir.

7 comentários:

provocação disse...

Eu através da rede social tentava descobrir se está casado ou não, cuscava as declarações territoriais que as mulheres costumam fazer nesses espaços, as fotos a dois ou não e conforme o resultado avançava ou recolhia-me que casamentos e eu eu e casamentos é coisa que não liga.

jacklyn disse...

Pois. A informação sobre o estado civil deste indivíduo é fulcral. Dependendo disso vejo o que faço. Mas há uma coisa desde já reveladora, essa informação não consta na rede social, e acho isso só por si um nadinha suspeito. Há quer recorrer a outros meios para descobrir, porque honestamente também não me estou a ver a entrar em avarias.

grassa disse...

Há mais peixe no oceano.

grassa disse...

Hum... não me lembro do que escrevi.
Acho que carreguei no Enter sem querer.

Vou esperar para ver o que sai daí.

jacklyn disse...

Vê então o que escreveste. Lol.
Tens algo a acrescentar?

grassa disse...

Nem por isso. Era aquilo mesmo.

Se ele não tem o estado civil visível, é porque uma de duas: ou ele anda a comer por fora e é uma besta que, à falta de remorso, devia cortar os pulsos debaixo de um pneu de um carro a alta velocidade ou...

Não, afinal era mesmo uma de uma.

jacklyn disse...

Pois.

Pensei logo nisso, se fosse um gajo sem nada a esconder colocava essa informação, certo?

É ruim...