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17.5.11

Saudades

Este fim-de-semana fui à praia, foi o primeiro Sol no corpo, este ano. Custou-me tanto não fumar.

15.3.11

Coragem

No fim-de-semana tive vários momentos em que pensei: e se fumasses um cigarro agora? Estás sozinha e nunca ninguém saberia. Vais ao carro e pegas nos cigarros, é fácil. Ninguém sabe. E se fosses? Mas não fui. Ontem à noite tive a mesma ideia, e também não fui. O facto é que não tenho coragem. Desde que deixei de fumar há seis meses que mantenho um maço de cigarros num compartimento do carro. E desde aí que tenho vontade de fumar, todos os dias, várias vezes por dia, mas ontem percebi que chegada a este ponto, não fumo simplesmente porque não tenho coragem de fazer o caminho de volta. Um cigarro à noite, outro na noite seguinte. Em menos de nada estaria outra vez a derreter o maço diário. Não tenho coragem. Sou fraca.

7.1.11

Relatividade

Quatro meses sem fumar. De alguma forma que não compreendo, assinalar ou contar o tempo deixou de ter a mesma importância. Antes olhava para o "marcador" para me lembrar que estava a vencer uma luta pessoal. Agora olho para o marcador e não lhe encontro utilidade absolutamente nenhuma, mas deixo-o ficar. Não fumo. Mas não é por isso que deixei de ser a pessoa que era. A diferença é apenas esta: eu era uma pessoa que fumava e agora sou uma pessoa que não fuma, O resto, está igual, de há quatro meses para cá. Mais ou menos igual.

6.11.10

Cala-te

Amanhã faz dois meses que não fumo (estranho porque mais dois dias e são nove semanas, mas ninguém contradiga o calendário). O primeiro mês foi absolutamente fodido, o segundo foi bastante suportável. Há uma semana que tudo ficou diferente. Desde aquele dia em que quase que fumava um cigarro. Na minha cabeça só me vejo a fumar. Vejo-me a entrar numa tabacaria ou num quiosque e a comprar um maço de Marlboro Lights, não, que lhe mudaram o nome, Marlboro Gold, e um isqueiro e a acender um cigarro. Penso nisto constantemente. Ainda agora acabei de almoçar e fiz o percurso para o escritório a pé, sozinha e pensei, um cigarro, ia tão bem agora um cigarro, ninguém iria saber. Estou a quebrar, sinto-me a ceder. O meu cérebro já está às voltas a tentar arranjar um esquema para me enganar. Já sei como é. Já ouço aquela voz from the back of my head a dizer-me: fuma, vá, se te apetece, ninguém precisa de saber, vai comprar, é só um, escondes o maço no carro, ninguém descobre, vá, vai, tu queres, bem sabes que queres. E é isto, a puta da voz não se cala. Mandem-na calar, mandem-na calar senão ainda lhe espeto dois pares de estalos.

2.11.10

Fraquezas

Ontem fraquejei e quase que fumei um cigarro, felizmente a minha amiga impediu-me. Sentia-me tão mal que mandava às urtigas todo o esforço que fiz este tempo todo para não fumar. Por uns minutos de prazer deitaria tudo a perder. Depois, já sei, sentir-me-ia mal, muito mal, uma fraca, uma merda. Por uns minutos de prazer iria sentir-me uma merda durante muitos minutos, muitas horas, muitos dias. Burra. Felizmente a minha amiga impediu-me. Felizmente passou-me a ideia, foi um momento, um repente. Acho que estou a enlouquecer. Obrigada G.

12.10.10

Cinco semanas

Já não custa tanto, é verdade. Já não me lembro de todos os cigarros que fumava, lembro-me só de alguns. Ainda me apetece fumar, mas não da mesma forma violenta e dolorosa. Ainda me apetece fumar, mas bem sei que não posso, não fumo.

27.9.10

Smoke free

Vou tentar explicar o que sinto ao fim de três semanas sem fumar. Há os dentes que "embranqueceram" um bocadinho e as gengivas que entretanto estão a voltar ao cor-de-rosa original em vez do acastanhado dos últimos anos, e o hálito de merda pela manhã melhorou significativament, já não é de merda, é só o mau hálito normal de quem está a acordar. Depois há uma certa sensação de liberdade porque deixei de pensar nos sítios onde vou condicionada se são espaços fumadores ou não fumadores. Deixei de ter a canseira de ter de ter sempre tabaco comigo e a preocupação de saber onde está o isqueiro. Já não me preocupo se aquele intervalozinho entre afazeres vai dar para fumar um cigarro. A minha sala de estar já não fede e já não há cinzeiros para despejar. Fisicamente ainda não sinto nada de mais, tirando uns ataques de tosse que quando fumava não tinha. Diz que são os pulmões a limpar. Diz que sim. Mas, meus amigos, continuo a ter a mesma vontade de fumar. Pois.

15.9.10

Provas de fogo

Passei ontem à noite com distinção (e ajuda dos amigos porque a dada altura vacilei e pedi uma passa mas não me deram e eu não insisti) uma das provas de fogo para quem está a tentar deixar de fumar: um concerto. Ah pois é. Os Supertramp tocaram ontem no Pavilhão Rosa Mota no Porto. E eu fui. E não fumei. Batam palmas se fazem favor. E gostei muito do concerto e teria gostado muito mais se tivesse fumado um cigarrito, mas pronto, não se pode ter tudo. Quero ver lá para o dia 23 ou 24, como é que vai ser. Preparem os tambores. Vou ovular. Vai ser lindo.

13.9.10

Igual ao litro

Se eu abrisse uma certa gaveta que eu cá sei, e se abrisse um maço que eu cá sei e fumasse um cigarro, ou dois ou três, ninguém saberia. Estou em casa sozinha e seria igualzinho ao litro. Mas não abro e não fumo, porque assim posso dizer que não fumo há 7 dias sem mentir, e mais, com uma pontinha de orgulho. Só me apetece chorar, inexplicavelmente a falta de nicotina dá-me para a lamechice em vez de me dar para ter vontade de partir o focinho a toda a gente, mas, puta que me pariu, hoje não fumo.

11.9.10

É fodido

É muito fodido quando percebes que o melhor sexo da tua vida não se vai repetir. É fodido quando percebes que aquilo do mover montanhas, do entrar em transe, do já nem saber de que terra és, de já não aguentares mais e o orgasmo vir acalmar o turbilhão em vez de ser o turbilhão não é um mito inventado pelos filmes, que a puta da fasquia não desce dali e não há nada a fazer. É fodido quando percebes que o gajo que te põe a arder com um olhar, que quase que te faz vir só com um sussurro ao ouvido e que te diz meu amor e tu por qualquer motivo incompreensível não te desfazes a rir, é fodido perceber que esse gajo, esse preciso gajo tu não podes ter. Eu já percebi e aceitei isto tudo há muito, mas só deixei de fumar agora, vai daí que as merdas que me irritam, neste momento irritam-me infinitamente mais.

9.9.10

A mim ninguém me cala

Apetece-me tanto fumar! Elas encolhem os ombros e não abrem a boca. Fumava um cigarro agora, ai... Elas entreolham-se e baixam os olhos. Posso dar um grito? Elas escancaram-se a rir. Merda! Ninguém diz nada? Então? Não sabemos o que te dizer, não sabemos se te custa mais se falarmos nisso ou se não dissermos nada. As minhas colegas todas de sala fumam, pois. E eu estou a tentar deixar de fumar. E ajuda-me falar nisso, ajuda-me dizer de vez em quando, quando tenho vontade de fumar, ajuda-me verbalizá-lo. Se, de vez em quando, eu mandar umas bocas, ai que eu fumava uma cigarrada, ai que me apetece tanto fumar, ai que nervos, ai que nojo, foda-se esta merda toda, puta de ideinha esta que me foi dar de deixar de fumar! Pronto, sinto-me melhor. Deixem-me falar!

8.9.10

Veredicto

Fiz o tal exame, hoje. O eco-doppler. A veia poplítea está bem. Há lá um pequeno vestígio da trombose na válvula, mas pouco, muito pouco.

Apetece-me tanto fumar. Tanto, mas tanto... Para me distrair ontem à noite fiz chá. Devo ter bebido perto de um litro de chá. Não me apetece chá, hoje. Coca-cola. Hoje é coca-cola.

Tenho de desfazer-me de todas as garrafas de bebidas alcoólicas, antes que a coisa vire...

6.9.10

Hoje

Faço 35 anos.
Deixo de fumar.

5.9.10

Amanhã

Chega a doer um bocadinho. Amanhã é o último dia.

9.4.10

Tiny little things

Acender um cigarro com um fósforo e inalar o cheiro do tabaco misturado com o cheiro a pólvora. Magnífico.

13.1.10

My own private war

Tenho conseguido vencer a vontade uma em cada três vezes. Reduzi portanto para um terço, mais coisa menos coisa. Acho que se não estivesse confinada ao meu sofá e arredores seriam mais as vitórias do que as derrotas. É que isto de não poder sair de casa, de quase não me mexer enerva-me bastante. E quando me enervo o que é que eu faço? Hein? Fumo.