Hoje são os vestidos de uma gala que deu na televisão este fim de semana. Os bonitos, os feios e os ridículos, somo se fossem conhecedoras de moda e estilo.
Valha-me Deus!
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19.5.14
13.5.14
Conversas
Juntam-se 7 mulheres com idades compreendidas entre os trinta e os
quarenta e dois anos.
2 delas têm um filho com menos de 2 anos
1 delas está grávida do segundo filho
Fraldas, papas, mamas, partos, sopas, roupa e sapatos de bebé,
pediatras, otites e gastroenterites, vacinas, sogras, cunhadas, creches,
infantários, educadoras, etc… etc… etc…
Às segundas, também se fala de novelas, ou programas de entretenimento
de sábado e domingo à noite.
Muitas vezes também se fala de supermercados, promoções, bacalhau, cabrito, refogados, bolos de chocolate, pudins de ovos.
De vez em quando fala-se de roupa a secar, de marcas de detergentes, de limpezas e arrumações.
Muito raramente discutem-se algumas lojas e marcas de roupa e trocam-se informações sobre os tamanhos de cada marca, sobre a durabilidade das peças e sobre maior ou menor facilidade para fazer trocas.
Vale-me uma delas (a outra divorciada) que me compreende e se sente tão
perdida como eu no meio das outras.
Comunicamos através de olhares e ficamos absolutamente espantadas com as coisas que (ainda) ouvimos durante o horário de expediente.
2 delas têm um filho com menos de 2 anos
1 delas está grávida do segundo filho
1 delas não tem filhos e não é casada
1 delas tem um casal, a menina com 7 e o menino com 12
2 delas têm um ou mais filhos com mais de 10 anos e são as únicas
divorciadas 1 delas tem um casal, a menina com 7 e o menino com 12
De que se fala todo o dia, além de trabalho?
Muitas vezes também se fala de supermercados, promoções, bacalhau, cabrito, refogados, bolos de chocolate, pudins de ovos.
De vez em quando fala-se de roupa a secar, de marcas de detergentes, de limpezas e arrumações.
Muito raramente discutem-se algumas lojas e marcas de roupa e trocam-se informações sobre os tamanhos de cada marca, sobre a durabilidade das peças e sobre maior ou menor facilidade para fazer trocas.
Nunca se fala cinema, de literatura, de concertos ou qualquer
espetáculo que seja, de viagens, de diferentes culturas ou de documentários na
televisão.
Quando se fala da empresa é sempre tudo mau, porque nunca trabalharam
noutra.
Ainda bem que possuo uma grande capacidade de abstração e desligo o
aparelho auditor a maior parte do tempo. Sinto-me uma completa extraterrestre
perdida no meio destas pessoas.
Confessou-me recentemente que também teve de aprender a desligar porque
estava quase a enlouquecer e que agradeceu às alminhas todas eu ter chegado (um
ano depois dela).
Comunicamos através de olhares e ficamos absolutamente espantadas com as coisas que (ainda) ouvimos durante o horário de expediente.
31.5.11
Relativizar
Lembro-me de sentir isto quando percebi que o meu ex-marido me mandou seguir e mandou colocar um dispositivo de localização no meu carro, quando acreditava que eu tinha um amante e queria ter provas para mostrar a toda a gente para justificar a nossa separação. Lembro-me de me sentir assim, roubada, pilhada. A mesma frustração, a mesma raiva, a mesma sensação de perda, e acima de tudo a mesma impotência. Esta fim-de-semana assaltaram o carro do meu irmão e levaram a minha bolsa. A bolsa não valia um cu, mas dentro tinha a minha vida. Além de todas as minhas chaves, de casa e do meu carro, que tive de substituir mais os respectivos canhões, dentro da bolsa estava a minha carteira com os documentos excepto o cartão multibanco e o cartão de cidadão, ou cartão único ou lá como é que se chama, e o telemóvel, que tinha comigo. Mas a carteira constitui a minha vingança. Os filhos da puta dos ladrões não levaram um chavo. Nem tusto. Tive de cancelar o cartão de crédito e os cheques, é verdade, mas nem uma moedinha tinha. Mas a verdade é que preferia que me tivessem roubado uma porrada de euros do que o que efectivamente me roubaram. O sentimento não seria este, seria diferente. O dinheiro que se foda, a minha vida toda nas mãos de um estranho é que me incomoda mesmo muito. Mas, como me disse alguém chegado, quando me queixei que tinha uma puta duma sorte do caralho, vai à merda pá, os documentos e as chaves são todos substituíveis. Pensa que podias ter tido um acidente e a esta hora estar toda fodida numa cama de hospital, isso é que era, vai à merda pá, põe-te fina mas é.
E é.
E é.
Etiquetas:
bestas,
podia ter sido muuuuito pior,
sortinha de merda
23.9.10
Choque em cadeia
Os olhos viram um vulto e um carro que o cérebro não teve a certeza de identificar, mas achou que podia ser um determinado carro e o vulto o seu dono, e isto numa fracção de segundo, em andamento, na estrada. A seguir o cérebro envia instruções e o corpo recebe uma descarga de adrenalina, os braços e as pernas quase perdem a força, as tripas contraem-se e torcem-se e os dentes mordem o lábio inferior. Tudo isto mais ou menos em dois segundos. Restou um nico de frieza para permitir a condução num mínimo de segurança. Fiquei mal-disposta, tinha acabado de almoçar, e tudo isto por causa de um vulto que nem sei se era quem o meu cérebro achou que era, só porque conduzia um carro da mesma marca e da mesma cor. Estou mal-disposta principalmente por saber que não consigo controlar estas reacções que tenho àquele homem. Reajo involuntariamente àquele homem. O meu corpo reage, é incontrolável.
9.9.10
Nada contra
Ontem fiz o eco-doppler, coincidência das coincidências, o sô dôtor que me fez o exame era o mesmo que me viu no hospital, tanto na urgência em Janeiro como na consulta de Junho. Lembrava-se de mim. Coitado, viu-se fodidinho para me aturar, teve de me explicar tudo, tudo mesmo, o que estava a fazer, o que tinha feito e o que não tinha feito. Como e porquê. Massacrei-o durante mais de uma hora. No fim, fiquei satisfeita, percebi tudo o que me faltava perceber apesar de não concordar com alguns procedimentos. O homem acabou o exame todo contente por ter conseguido limpar a imagem dele e a dizer-me que "até já gosto de si", mas percebeu a argolada e remendou: "Não é que antes não gostasse, percebeu, não percebeu? Não tenho nada contra si". Sosseguei-o: "Claro que percebi doutor, eu também não tenho nada contra si. Nem a favor"
26.8.10
Encontros imediatos de terceiro grau
Os meninos foram jantar e dormir a casa do pai. A mãe aproveita a noite livre e resolve ir ao cinema. Até aqui tudo bem. Bom, saí do escritório e programei a noite: compro o bilhete, vou à Fnac procurar o livro e ainda tenho tempo de comer qualquer coisa antes do filme. Fui a um dos centros comerciais cá do sítio e dirigi-me imediatamente à bilheteira do cinema. Continua tudo bem. Com o bilhete comprado, dou meia volta para ir à Fnac e com quem me deparo? Quem? Pois... Outro encontro imediato de terceiro grau com alguém que durante anos e anos tinha desaparecido do mapa e que agora... bem, agora... em poucos dias emerge duas vezes. "Olá tudo bem?" e continuo em direcção à Fnac, resolvo o que lá tenho a resolver e à saída, eis que quase me esbarro novamente com essa pessoa. Ai o caralho... pensei eu, já a achar que isto são coincidências a mais. Já estava sentada à mesa quando me passa, mesmo pela frente, outra vez o gajo. Puta que pariu esta merda, aparece duas vezes em quatro dias, e três vezes na mesma noite.
Fiquei a saber, com estes encontros imediatos de terceiro grau, algo que não gostei nada de ter ficado a saber. Bato com os olhos nele, e estremeço, como dantes. Foda-se, foda-se, foda-se.
Fiquei a saber, com estes encontros imediatos de terceiro grau, algo que não gostei nada de ter ficado a saber. Bato com os olhos nele, e estremeço, como dantes. Foda-se, foda-se, foda-se.
22.8.10
Autorização para namorar
Sem mais nem menos, assim de rajada fiquei a saber que pelo menos o meu filho mais velho concebe a ideia da mãe ter namorado. Com um de cada lado, pela mão à saída da missa deparo-me com um velho amigo, que do meio de uma confusão de gente aperaltada para o que parecia ser um casamento, se dirige a mim e me cumprimenta. Sorriu aos dois e perguntou o "Tudo bem?" da praxe. Seguimos com o habitual "Adeus, gostei de te ver" e logo o mais velho perguntou "Quem era mãe?" Respondi-lhe que era um velho amigo, do tempo de escola e ele, para minha total surpresa perguntou se era o meu namorado. "Não filho, que tolice!" E ele "Mas, oh mãe, vocês ficavam bem juntos".
(Caiu-me tudo ao chão. Este velho amigo era nem mais nem menos do que o tipo que me tinha ficado atravessado e que recentemente desatravessei. E pensar que passei anos sem me cruzar com ele, agora que já não é preciso aparece-me assim à frente, raio de sorte a minha.)
(Caiu-me tudo ao chão. Este velho amigo era nem mais nem menos do que o tipo que me tinha ficado atravessado e que recentemente desatravessei. E pensar que passei anos sem me cruzar com ele, agora que já não é preciso aparece-me assim à frente, raio de sorte a minha.)
8.7.10
Despistada
Tive de dar uma série de voltas agora à hora de almoço. Várias coisas para tratar na rua, mas percursos que obrigam a andar de carro. Um calor infernal. Entra no carro, sai do carro, tudo normal. Até que chego ao sítio onde fui levantar o Cartão de Cidadão e mal sai o bilhete da maquineta com o número, o ecrã solta imediatamente aquele toque e aparece o meu número atribuido a um balcão que estava vazio. Hesitei, verifiquei o ecrã e batia certo, era mesmo aquele balcão. Fui e vem lá de não sei onde um senhor na minha direcção, quer dizer, na direcção do balcão e muito delicadamente mandou-me sentar. Muito simpático, gostei. Depois tive de passar em casa porque me esqueci de uns documentos e como queria carregar o telemóvel no multibanco mesmo por baixo não meti o carro na garagem e estacionei-o em frente ao prédio. Vou à caixa multibanco e um senhor que lá estava cedeu-me a vez, muito gentil, agradeci e tratei da minha vida e o homem lá ficou à espera. No regresso ao escritório, parei no sítio do costume, onde tomo todos os dias o pequeno-almoço, para comprar qualquer coisa para comer, e enquanto esperava que me servissem, reparei num jovem que sentado numa das mesas mais próximas me mirava de cima abaixo. Estranhei, pensei logo que grande merda devo ter a roupa suja ou qualquer coisa, e aí fez-se-me luz. Roupa... pois... raio de ideinha me deu hoje para vestir os putos calções e ainda por cima com o top que nunca deve ser conjugado com outra peça de dimensões reduzidas, mas hoje de manhã não me ocorreu e enfiei os calções e o top e aqui a gaja andou a fazer estas figuras, a mostrar demasiada carne e tão tótó que sou nem achei estranha tanta simpatia. Moral da história: dou-me mal com o calor.
3.7.10
Compra-venda-troca
Da primeira vez o meu irmão foi comigo, mas hoje tenho de ir sozinha. Vou ao stand ver um carro. Tenho de trocar a minha traineira e quero ver vários, não só porque o orçamento não é ilimitado, longe disso, como também quero alargar o leque de opções e tentar fazer a melhor escolha possível. Numa situação ideal onde não teria de preocupar-me com os numeros a escrever no papelito na hora do pagamento saberia muito bem onde ir e o que trazer para casa, contudo isso é mesmo só aquela coisa do se fosse acima e se fosse abaixo e como não há cá se fosses nenhuns e só há o que é mesmo, o que é mesmo é que os euros que há são os euros que há e ninguém me vai dar mais e são os que eu posso trocar por um carro, junto com a minha traineira que não vale quase nada, mas que há-de servir para alguma coisa. Nestes momentos rogo na pele do meu ex-marido que no final de 2003 achou que não valia a pena comprar um motor a gasóleo, e vai e compra-se uma carrinha com um motor 1.8 a gasolina, que além de beber como uma louca, agora não vale a ponta de um chavelho. E eu que me lixe agora, que sou eu que tenho de a vender. Ora merda!
22.6.10
Está bem
E pronto, posso finalmente parar de tomar o anti-coagulante e deixar de fazer as visitas bi-mensais ao Hospital para verificar o meu sangue. Ao fim de seis meses os senhores doutores vão analisar o dito, não sem deixar passar um mês sem interferência de medicação, para averiguar se há uma tendência genética para as tromboses. Iremos saber então porque raio tive eu uma Trombose Venosa Profunda, se de resto sou uma mulher perfeitamente saudável. A única coisa que me causa espécie é que não fui submetida a qualquer exame, ninguém sabe se o coágulo continua na veia ou se foi naturalmente absorvido. Mas acho que se o trombo ainda lá estiver, o sangue livre de anti-coagulante engrossará e voltará a ter dificuldade em circular e voltará causar dor. Está bem, poupa-se o custo do exame e se a paciente voltar a ter dores e fizer outra trombose que se foda. Está bem, está.
8.6.10
É que gosto
O nosso primeiro encontro foi algo tumultuoso, tive de me enervar para que ele fizesse o que eu queria. Mas perdoei-lhe pois ele rapidamente ajustou a atitude e tudo acabou em bem. Hoje foi uma doçura, todo mel. Mal me viu desfez-se em sorrisos e delicadezas, desculpando-se pelo atraso. Ouviu-me com muita calma e falou-me mansinho. Combinamos novo encontro para daqui a tanto tempo quanto decorreu entre o primeiro e o segundo: "só para me contar como está" disse ele, com meiguice.
Se me tivesse mandado fazer o filha da puta do eco-doppler é que ele tinha sido fino, o tótó. Isso queria eu, saber se os coágulos ainda lá estão ou não, foda-se! Perguntou-me se a perna está inchada e foi o necessário para chegar ao brilhante diagnóstico que está tudo bem comigo, tudo maravilha, já nem de anticoagulante preciso, só da meia elástica, isso sim, para passar o Verão a parecer que em vez de perna direita tenho uma prótese, nada chato, e para nem falar no filha da puta do calor que aquela merda faz. Só de olhar para mim viu logo que está tudo bem, são competentes os médicos hoje em dia, já devem vir equipados com visão raio X de origem, ou o caralho. Passaram quase 6 meses desde o episódio da trombose, e quer ver-me daqui a outros 6. Pergunto-me, para quê? Ah, só para lhe contar como estou. De facto não tenho mesmo mais nada para fazer do que ir de 6 em 6 meses à Consulta Externa de Cirurgia Vascular do Hospital, só para contar ao médico como estou. É. Até porque se o gajo tivesse engraçado comigo e me quisesse comer, de certezinha que não esperaria tanto tempo. Digo eu.
Se me tivesse mandado fazer o filha da puta do eco-doppler é que ele tinha sido fino, o tótó. Isso queria eu, saber se os coágulos ainda lá estão ou não, foda-se! Perguntou-me se a perna está inchada e foi o necessário para chegar ao brilhante diagnóstico que está tudo bem comigo, tudo maravilha, já nem de anticoagulante preciso, só da meia elástica, isso sim, para passar o Verão a parecer que em vez de perna direita tenho uma prótese, nada chato, e para nem falar no filha da puta do calor que aquela merda faz. Só de olhar para mim viu logo que está tudo bem, são competentes os médicos hoje em dia, já devem vir equipados com visão raio X de origem, ou o caralho. Passaram quase 6 meses desde o episódio da trombose, e quer ver-me daqui a outros 6. Pergunto-me, para quê? Ah, só para lhe contar como estou. De facto não tenho mesmo mais nada para fazer do que ir de 6 em 6 meses à Consulta Externa de Cirurgia Vascular do Hospital, só para contar ao médico como estou. É. Até porque se o gajo tivesse engraçado comigo e me quisesse comer, de certezinha que não esperaria tanto tempo. Digo eu.
4.6.10
Pensamentos
"Ai que este gajo é tão bicha, parece impossível, a voz claramente forçada para obter um tom doce que é preciso ser muito inocente para não perceber a trafulhice, as pausas dramáticas no discurso que a mim só causam nervos, mas que toda a gente parece estar a gostar, ai que esta merda nunca mais acaba e eu ainda tenho de comprar o pão para o almoço em casa dos meus pais, ai que raio de gajo bicha foram desencantar para por aqui, e depois do almoço mando mensagem ao P. para saber se está livre, apetece-me estar com ele, e estas gajas vêm para aqui armadas em boas e não têm onde cair mortas que eu bem as conheço de outros carnavais, e francamente esta bicha é um escândalo e aposto que desfila lá em casa com as cenas que veste aqui, e podias despachar-te não que eu não tenho a tua vida, nunca mais cá venho podes crer, e será que os meus tios vão aparecer depois do almoço e despacho logo o assunto ou vou ter de passar em casa deles depois do jantar, ai porra! que este gajo é tão óbvio com esta vozinha de mel e só deve mesmo enganar as velhinhas, e na próxima semana o puto tem testes e vai ser uma canseira, e amanhã vou ter um dia de cão no trabalho, e daqui a nada ponho-me a andar que a malta vai começar a ligar-me porque não tem pão para o almoço e eu aqui não posso atender o telefone e ainda me entram todos em pânico, mas o que é que aconteceu à rapariga, e esta bicha é tão bicha, mas tão bicha que até mete impressão, e foda-se! ainda bem que já está a acabar."
Tudo coisas que me passaram pela cabeça durante a missa a que resolvi ir.
Tudo coisas que me passaram pela cabeça durante a missa a que resolvi ir.
7.5.10
Mau...
Vamos lá ver se nos entendemos. Da última vez que me fizeste isto fiquei muito chateada mas perdoei-te. Agora, desculpa lá mas estás a tornar-te um bocado repetitivo. Quer dizer, iludes-me, enrolas-me e fico eu a pensar que vou passar um fim de semana em grande, que me vou descascar e sentir o teu calor na pele, que me vais percorrer o corpo com o teu toque suave, fico a imaginar coisas boas contigo e tu fintas-me outra vez? Mas que é isto? Andamos a brincar? Já devias ter percebido que nestas merdas aqui a gaja não gosta nada que lhe acenem com promessas que depois não dão em nada. Nem devias sequer dar o ar da tua graça percebeste? Deixavas-te estar quietinho lá pelo teu canto e eu ficava sossegadinha, sem expectativas nem fantasias. Prefiro que nem sequer te mostres ouviste? Por isso, Sol do meu coração, ou te decides e de facto apareces com todo o teu esplendor e me proporcionas uns bons momentos desnudos na praia ou está tudo acabado entre nós. Porra pá!
26.4.10
Insiste
Sms recebido esta manhã:
"Beijo de bom dia para uma linda menina!"
Ora bem, o remetente é o gajo do meu flirt. E quando penso nele só me ocorrem duas coisas:
1ª - Passou o dia, passou a romaria
2ª - Quem foi ao mar, perdeu o lugar
É isto, continua a insistir, depois de me ter tido ali, decidida a saltar-lhe para a espinha, os sinais todos lá, e ele a engonhar. Como tempo é coisinha que não me sobra, fui à minha vida que tenho mais que fazer. Além disso, estes "linda menina" não me caem lá muito bem, deve achar que está a lidar com uma adolescente a quem precisa de cantar o fadinho para ela lhe aceitar o namoro. E daqui retiro que o indivíduo muito provavelmente está à procura de namorada. Credo! Se lhe dou corda, está aqui está a convidar-me para o acompanhar a um baptizado para me apresentar à família. Então penso de mim para mim: faz-te de morta...
"Beijo de bom dia para uma linda menina!"
Ora bem, o remetente é o gajo do meu flirt. E quando penso nele só me ocorrem duas coisas:
1ª - Passou o dia, passou a romaria
2ª - Quem foi ao mar, perdeu o lugar
É isto, continua a insistir, depois de me ter tido ali, decidida a saltar-lhe para a espinha, os sinais todos lá, e ele a engonhar. Como tempo é coisinha que não me sobra, fui à minha vida que tenho mais que fazer. Além disso, estes "linda menina" não me caem lá muito bem, deve achar que está a lidar com uma adolescente a quem precisa de cantar o fadinho para ela lhe aceitar o namoro. E daqui retiro que o indivíduo muito provavelmente está à procura de namorada. Credo! Se lhe dou corda, está aqui está a convidar-me para o acompanhar a um baptizado para me apresentar à família. Então penso de mim para mim: faz-te de morta...
4.3.10
Preparativos
Isto de ser hipo-coagulada (nome pomposo, hein?) é uma carga de trabalhos. Vejamos: tenho um dente que já há uns tempos é uma bomba pronta a explodir. Andou calminho durante uns meses, mas há dois dias acordou e eu tinha sido avisada que se ele desse qualquer tipo de sinal teria de ser extraído. Ora isto, nada teria de especial ou extraordinário se eu fosse uma pessoa normal, hum... quer dizer... se eu não fosse hipo-coagulada. Assim, a extracção do dentito requer mais preparativos do que um casamento de uma casa real. Falei hoje com a dentista e o primeiro passo é contactar o serviço de imuno-hemoterapia para fazer medição do sangue antes de mais nada. Depois há que tomar antibiótico durante oito dias. Aí, suspende-se o anti-coagulante durante cinco ou seis dias substiuindo-se por injecções de heparina (as famosas picas na barriga) e só depois se pode extrair o dentinho, cosendo claro os todos os tecidos para reduzir a hemorragia. E é isto a minha vida, qualquer merda vira uma tamanha complicação que nem eu acredito. Tirar um dente, coisa banalíssima, vai envolver deslocações, tempo e chatices que avaliando bem, acho que vou fazer tudo o que ando a adiar fazer há meses nos dentes, e já que esta merda me vai dar semelhante trabalheira, faço tudo duma só vez e não penso mais nisto. É assim, já que a trabalheira vai ser em grande, façam-se os trabalhos também em grande!
1.2.10
Back to work
No passado dia 29 de Janeiro os senhores peritos da Segurança Social consideraram que as circunstâncias que me impediam de exercer a minha profissão não subsistem e como tal mandaram-me trabalhar. E eu vou. Toda contente. Primeiro porque estou fartinha de ficar em casa a pastar todo o dia, segundo porque se estou apta para o trabalho estou também apta para o resto: sair, dançar, curtir, etc... Estou a exagerar, mas que pretendo recuperar o tempo perdido ninguém duvide. Espero é que a minha médica de família e que os especialistas de Cirurgia Vascular do hospital concordem com a decisão dos senhores peritos porque acho um nadinha, pouquinho, estranho que a minha condição por todos tida como consideravelmente grave, se tenha de repente, assim num passe de mágica, dentro dum gabinete tenebroso, esfumado no ar. Daqui, alguém vai sair com um risquinho no verniz, porque alguém aqui é um bocadinho, pouquinho, incompetente. Ou uns, ou outros. Começamos as apostas?
12.1.10
Update da maleita II
Está visto que o único exercício que vou fazer nos próximos tempos é calçar e descalçar a puta da meia, que aperta que se farta e já me pôs a suar. De resto, tudo a mesma merda. Eu já toda lançada, acreditanto que isto sempre ia, mas não vai. Pelo menos não ao ritmo que indicava a segunda análise ao sangue, desta vez melhorou mas muito menos do que na vez anterior, ou seja, quase NA-DA!!! Pronto, e era isto. Continuando para bingo, aumenta ainda mais a dose dos comprimidos e continua a picar a barriga, toda negra coitadita.
7.1.10
Isolamento
Hoje em dia, tendo-se dinheiro no banco, um computador e internet, é possível viver sem ter de botar as patas fora de casa. Vejamos, as contas pagam-se por transferência online; as compras de supermercado fazem-se online e depois são entregues em casa; os jornais e revistas consultam-se online também; os filmes alugam-se directamente ao fornecedor de televisão por cabo; os livros encomendam-se online e são também entregues em casa; a roupa também se pode encomendar online e recebê-la em casa (não é o meu caso, para que quero eu roupa nova?) Enfim, tudo ao nosso alcance, ali mesmo nas teclas de um computador, e à velocidade desta maravilha que se chama internet. Pois, mas para quem como eu, nunca antes foi obrigado a ficar encerrado dentro do próprio lar, com mobilidade reduzida, este tipo de vida é francamente, uma boa merda. Habituada a viver sempre num ritmo bastante acelerado, e nesta altura nem sequer estar em condições de tratar dos próprios filhos é altamente perturbador. Só saio de casa para ir ao hospital, o que não é de todo atractivo, convenhamos. Isto de parar assim abruptamente é comparável a um carro que em alta velocidade, travando a fundo, baralha o sistema todo e simplesmente... desliga. Ainda não desliguei, mas o sistema está todo baralhadinho.
4.1.10
Update da maleita
1º controlo ao sangue da menina:
O dito está, pelos vistos na mesma, encontra-se dentro dos valores de uma qualquer pessoa não sujeita a medicação com o intuito de o diluir.
Assim sendo, aumenta-se a dose do comprimido (pelos vistos não muito) milagroso, e continua a injectar-se na barriguita o liquido precioso que previne que a trombose se repita.
E prontos, estou basicamente na mesma. 1 semana de medicação e nada. Estranho, não?
Dia 8/1, novo controlo.
O dito está, pelos vistos na mesma, encontra-se dentro dos valores de uma qualquer pessoa não sujeita a medicação com o intuito de o diluir.
Assim sendo, aumenta-se a dose do comprimido (pelos vistos não muito) milagroso, e continua a injectar-se na barriguita o liquido precioso que previne que a trombose se repita.
E prontos, estou basicamente na mesma. 1 semana de medicação e nada. Estranho, não?
Dia 8/1, novo controlo.
29.12.09
Molho
1ª nova experiência: dar injecções a mim própria, na barriga. Hoje apliquei a segunda, a primeira foi a enfermeira ontem na urgência. Faltam 5, uma por dia e sensivelmente à mesma hora.
2ª nova experiência: ficar em casa de perna ao alto durante 3 dias, e depois ficar em casa de perna ao alto, mas não necessáriamente o dia todo, durante no mínimo 3 semanas. Nem consigo imaginar como é que vou aguentar ficar em casa tanto tempo sem ir para o trabalho, sim, porque trabalhar remotamente a partir de casa não é a mesma coisa.
3ª nova experiência: tomar medicação durante 6 meses e uma vez por mês ter de ir ao hospital fazer o controlo do sangue porque a medicação vai dilui-lo e há que verificar mensalmente.
Portanto, estarei de molho, e durante tanto tempo vou de certeza ficar toda encorrilhadinha.
Ah, esclareço já que não tive o impulso que ir partir o focinho ao médico que me diagnosticou a lesão no tendão de Aquiles, porque o pobre homem foi induzido em erro pela aparência perfeita da minha perna. A gaja não inchou, não ficou vermelha nem quente, que são os sintomas habituais numa situação destas, que na altura deveria ser uma Trombo-flebite. Só me doía, e muito. Por isso outro qualquer médico teria feito a mesma coisa. E só se chegou ao diagnóstico correcto porque a dor piorou... perna enganadora...
2ª nova experiência: ficar em casa de perna ao alto durante 3 dias, e depois ficar em casa de perna ao alto, mas não necessáriamente o dia todo, durante no mínimo 3 semanas. Nem consigo imaginar como é que vou aguentar ficar em casa tanto tempo sem ir para o trabalho, sim, porque trabalhar remotamente a partir de casa não é a mesma coisa.
3ª nova experiência: tomar medicação durante 6 meses e uma vez por mês ter de ir ao hospital fazer o controlo do sangue porque a medicação vai dilui-lo e há que verificar mensalmente.
Portanto, estarei de molho, e durante tanto tempo vou de certeza ficar toda encorrilhadinha.
Ah, esclareço já que não tive o impulso que ir partir o focinho ao médico que me diagnosticou a lesão no tendão de Aquiles, porque o pobre homem foi induzido em erro pela aparência perfeita da minha perna. A gaja não inchou, não ficou vermelha nem quente, que são os sintomas habituais numa situação destas, que na altura deveria ser uma Trombo-flebite. Só me doía, e muito. Por isso outro qualquer médico teria feito a mesma coisa. E só se chegou ao diagnóstico correcto porque a dor piorou... perna enganadora...
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