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4.9.10

A sangue frio.

Se um dia um dos meus filhos me disser, mãe, aquele homem fez-me isto, ou, aquele homem tocou-me aqui, ou, isso mesmo que ocorre a todas as mães e pais e que é tão medonho que se luta contra essa ideia com todas as forças do ser, se um dia um dos meus filhos me disser mãe, aquele homem, aquele homem, se um dia eu o apanhar, e esforçar-me-ei para o conseguir ainda que seja a última coisa que faça na puta da vida, se um dia eu o apanhar, aquele homem, morre às minhas mãos, às minhas unhas, aos meus dentes. Depois podem fazer um circo mediático à minha volta. Não me importo. Não verterei uma lágrima. Não proferirei uma palavra.

2.3.10

Juro que parto a puta da cara

ao gajo ou gaja que eu apanhe a meter aquelas publicidades de merda no limpa pára-brisas do meu carro. Quando não chove pego nos papéis e meto dentro do carro, que eu não sou mulher para deitar lixo para o chão. Se chove, aquilo cola-se ao vidro e é uma dor de cabeça para conseguir tirar. Que eu nunca apanhe ninguém com a boca na botija, que juro que lhe parto a puta da cara!

14.10.09

Pois... se fosse eu...

Nem digo esta merda a ninguém que ainda me lincham publicamente com honras de estado, mas vingo-me aqui que ninguém vê. Irrita-me tanto o entusiasmo futebolístico, que quase que desejo que os gajos percam e acaba-se a confusão, o stress, a correria, os infinitos programas de televisão depois dos jogos, a euforia, o histerismo, as palavras dessa língua inventada utilizada por jogadores, treinadores, comentadores e jornalistas, para não falar da corrupção (ok, aceito que a nível de selecções não se verifique como nos clubes). Se fosse eu que mandasse acabava com esta merda toda. E mais, irritam-me infinitamente mais as mulheres histéricas com o futebol do que os grunhos dos homens, eles aproveitam para extravasar aquilo que o politicamente correcto não lhes permite, o que não quer dizer que lhes justifique a estupidez. Há jogo logo à noite e desde a hora de almoço que já ninguém trabalha. Mete-me nojo! É vê-los nas esplanadas de pipo ao Sol, a emborcar a cervejola por baixo de orgulhosas bandeiras que nascem espontâneamente em qualquer varanda. À hora do jogo já está tudo bem bebido, uma alegria. Se a equipa ganha metem-me todos nojo, se a equipa perde também. Se fosse eu que mandasse acabava com esta merda toda. Trabalhem que é disso que o país precisa, não é de jogos de futebol, que só vêm arruinar os índices de produtividade das empresas. E depois há crise, bando de podres!

13.10.09

Foi uma sorte

Foi por pouco que não parti as trombas ao grandessíssimo(a) camelo(a) que cagou (sim, cagou!) o carro no estacionamento e me obrigou a fazer vinte e uma mil manobras para conseguir sair. Com um metro e meio de espaço à frente o(a) anormal deixou o cú de fora impedindo a passagem à minha viatura. Não fosse a minha falta de tempo e tinha-lhe feito uma espera só para lhe dar cabo do focinho. Ainda perdi uns bons 20 minutos, fartei-me de apitar e nada. Veio o vizinho lá da rua e foi bater às portas dos possíveis sítios onde o(a) enorminho(a) pudesse estar. É que há vários, desde um bar, passando por 2 ou 3 lojas e acabando num cabeleireiro. Sim há espertinhos(as) que vão para o cabeleireiro e deixam os carros mal estacionados. Depois não ouvem o povo a apitar por causa dos secadores. Bando de burros!
Lá consegui tirar o carro, fiz-me valer da minha perícia nas manobras, que sem querer armar ao cagalhão é muito superior a muitos que por aí andam, aceitei a ajuda do vizinho lá da rua e passei com não mais de 2cm de cada lado e mais de vinte e uma mil manobras. Podia ter chamado a polícia, pois podia, mas o que me apetecia mesmo era dar-lhe cabo das trombas, logo ali. Não tive foi tempo.

(esta merda está por um triz, eu bem a sinto a vir, ela está quase a chegar...)

24.9.09

Preço

Ainda não chegou à garganta. Vai demorar algum tempo ainda. Estou preparada.
Ela vem aí, eu sei, e vem com força, também sei. Só não sei porquê. Porquê agora? Porque não veio mais cedo? Porque não espera mais um pouco? Eu sei que não adianta empurrá-la mais. Agora tem de sair. Eu percebi os sinais, estão todos a aparecer. O tom de voz mais alto sem necessidade, o mau-estar sem motivo aparente, as reflexões impulsivas, a falta de sono. É evidente, tudo tão evidente. Quem me mandou ser tão racional, tão controlada? Ninguém. Achei que era melhor assim. Foi, na altura foi. Agora pago a factura. Tudo na vida tem um preço.