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30.12.09
Living on the couch
É... é neste estado vergonhoso que me encontro, a viver no sofá. Contra a minha vontade, mas tem de ser. Lá no quarto aborreço-me porque não tenho tantos canais no televisor e depois a cozinha fica mais longe. De modos que me deixo estar por aqui pelo sofá, quentinha, pousadinha, a encorrilhar. Vida dura... Trouxeram-me toda a tralha que estava em cima da minha secretária, pedi e trouxeram-me. Trabalhei qualquer coisa durante a tarde, já não foi mau. Amanhã há mais, apesar do office estar fechado e provavelmente toda a gente extra-office também. Os fornecedores deverão estar todos fechados, já os clientes acredito que alguns escaparão, modernices... Eu conto trabalhar mais amanhã, quanto mais não seja para me entreter e me distrair da dor na perna. Está quase na hora da pica, é o ponto alto do meu dia. Credo... isto está mesmo mau... Disseram-me que não devo abusar de bebidas alcoólicas, por isso um copo de vinho branco não é abusar pois não? Não é... ou é?... Na... abusar seria uma garrafa, certo? E assim, acabo de instaurar a Happy Hour cá em casa, só assim... senão não aguento.
10.12.09
Cambada
A mim disseram-me que no século XXI iriamos ter uma série de merdas fixes e nada. Fico fodida, claro que fico. Por exemplo, a mim disseram-me que no século XXI uma pessoa ia poder meter-se numa cena parecida com uma cabine telefónica e carregar num botão e desaparecer de dentro da cena e aparecer dentro doutra cena noutro sítio qualquer, e diziam que aquilo era altamente, ou seja o teletransporte. Quem é que não se lembra de ver esta merda na televisão? Ele era o Star Trek, ele era o Espaço 1999, e por aí fora. Ah pois, mentiram-nos com todos os dentinhos da boca. E nós, burros, acreditamos. E convencemo-nos que quando fossemos adultos iriamos usufruir destas e doutras cenas fixes amplamente divulgadas na televisão. E quê? Nada! Quer dizer, os melhores cérebros do mundo escavam túneis com quilómetros de comprimento, com máquinas e computadores e fios e merdas que não lembram ao diabo, gastam milhões ou biliões, eu sei lá, e nem uma cabinezinha telefónica para a gente dar um saltinho rapidinho ali a Paris, ou a Londres ou a outra cidade qualquer? Ir num pé e vir noutro? Dava tanto jeito... Cambada de mentirosos...
26.11.09
Porque mesmo uma mulher como eu tem as suas fraquezas
Quem me conhece sabe que o "outfit" abaixo é a minha cara.
Ok, menos as botas...
Acontece que nunca na puta da vida me iria assentar como à manequim, por isso olho para a foto e nem sequer me permito sonhar com a roupa, tenho a certeza absoluta de que adquiri-la representaria um esforço completamente em vão. Fico-me pelo delírio, que é uma cena que não chega a ser um sonho, de tão estapafúrdio que é. É verdade, juro, eu tenho destas cenas às vezes, eu sei que não parece, mas é verdade, a sério, tenho, tenho.
Ok, menos as botas...
Acontece que nunca na puta da vida me iria assentar como à manequim, por isso olho para a foto e nem sequer me permito sonhar com a roupa, tenho a certeza absoluta de que adquiri-la representaria um esforço completamente em vão. Fico-me pelo delírio, que é uma cena que não chega a ser um sonho, de tão estapafúrdio que é. É verdade, juro, eu tenho destas cenas às vezes, eu sei que não parece, mas é verdade, a sério, tenho, tenho.
Vivienne Westwood - Fall 2009 Ready to wear collection
30.9.09
Sangue
Hoje fui tirar sangue. Corrijo, tiraram-me sangue. Para analisar uma série de coisas. A tal investigação sobre a minha insónia. Era bom se se pudesse analisar outras coisas além do colesterol, da diabetes, etc... Era bom se se pudesse pôr por escrito em linguagem técnica, com os valores encontrados e tal como no resto, com os devidos limites inferiores e superiores, as outras cenas que nos estão no sangue. Aquelas que só mostramos em situações limite e aquelas que no quotidiano nos saem sem esforço ou delas ter consciência. E era giro se estivessem escarrapachadas no B.I. Ai que agora já não é B.I. É outro cartão, que como ainda não tenho não lhe conheço a denominação exacta. E assim, quando alguém nos pedisse a identificação ficava a saber, além do grupo sanguíneo (nem sei se já lá está, no novo cartão) de que é que somos feitos. E podíamos puxar do cartão para mostrar a nossa "raça". Depois era ver a malta a discutir e a sacar dos cartões para provar as merdas. Ou então ver os gajos (e/ou as gajas) a mandar os cartões para cima da mesa, tipo jogo de poker e a ver quem tem os melhores valores para "ir a jogo". E assim não havia surpresas quanto ao carácter de ninguém. E depois mandávamos todos os maus carácter para um sítio muito longe, de onde não pudessem voltar. E depois juntavam-se as pessoas de acordo com os valores similares, era muito mais fácil fazer amigos. E depois as pessoas tinham relacionamentos de acordo com o "match" do cartão. Em vez de ir ver o horóscopo vai-se comparar o cartão. E depois fazia-se análises todos os anos para manter a informação correcta. Comparticipadas pelo estado, claro, que depois também não cobrava pela actualização do cartão. E depois em vez de 3 ou 4 horas de espera para ir fazer ou renovar o cartão tinhamos 3 ou 4 semanas, ou meses... Era bem, não era?
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