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13.7.11
Jealousy
Desde ontem que tenho estado a trabalhar com um casal israelita, ambos com quarenta anos e muito cool. Contaram-me que têm dois filhos pequenos e que ele, advogado, deixou uma empresa financeira internacional em Tel-Aviv para se juntar à mulher, designer, que batalha há quinze anos para fazer vingar a marca que iniciou e da qual sempre se ocupou sozinha. Desde que ele se dedicou ao negócio já abriram uma loja e distribuem em quarenta outras lojas. Estão entusiasmados e decidiram deslocar a produção para Portugal para poderem dedicar-se mais à distribuição e promoção da marca. É um conceito engraçado, destinado a mulheres adultas, entre os trinta e os cinquenta anos, que foge ao clássico mas também não é rock & roll. Acho que vai correr bem. Estão deliciados por não terem mais de comprar as matérias-primas e de ter todas as dores de cabeça até às peças estarem dobradinhas nas prateleiras das lojas. Acabamos hoje, antes do previsto e estivemos à conversa, descontraídos. Ela confessou-me que quando vai às lojas das marcas que mais gosta em Paris sente inveja. Demonstrei-lhe admiração, ela continuou, I am a jealous person, when I go to the Zadig & Voltaire store in Paris I am jealous, I think who needs me? What am I doing? I feel jealousy, it's true. Wait, disse-lhe eu, the fact that you aknowledge that and deal with it is a very good thing, it requires a strong personality and shows that you are very self aware. Yeah, yeah, I know that, I can say that peacefully now that I am forty, when I was twenty I could not say this, but the truth is that this jealousy I sometimes feel makes me really sad. Calei-me. Mudei de assunto. Senti-me pequenina.
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