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16.7.14

O grande está cada vez maior

Está mais alto do que eu. Já corta o bigode. Tem acne. Tem voz grossa. Resmunga-me e leva palmadas como se tivesse 6 anos. Abraça-me e levanta-me como se eu tivesse 6 anos. Dá-me beijos gordos e sonoros. Já faz programas com os amigos. Fala de gajas e de mamas. Fui matricula-lo hoje. Vai mudar de escola, vai para o 10º ano. Deus o fade bem.

10.4.14

Grande

Veio de Barcelona a dizer que gostou muito e que não teve muitas saudades. Que ficava mais dois dias. Arrasou-me. Ontem quis ir ao cinema com um amigo. Primeira vez. Está a ficar grande. Mesmo grande, não é o grande que eu lhe chamava para distingui-lo do pequeno, é mesmo grande de grande, de crescido. Tenho de olhar para ele de outra forma, tenho de ajustar os olhos, mas acho que não conseguirei ajustar o coração.

3.4.14

Fui leva-lo ao autocarro que saía às 20:00h. Todo contente, nem quis que eu ficasse até o autocarro arrancar. Eu com um nó na garganta e um maçarico a queimar-me por dentro, meia dúzia de pedras no estômago e agulhas nos intestinos, mas com um sorriso nos lábios. Fui neste estado merdoso para a aula de Literatura Portuguesa, e mais ou menos a meio do caminho, já sentia náuseas. Raios partam quem decidiu meter os putos num autocarro em vez de num avião esticou as duas horas de agonia até uma noite inteira de falta de ar. Mandou-me há bocado uma foto, a fazer peito, grande como um homem. Não estou nada cansado, mãe. Isto é espetacular. E pronto, assim se arruma uma mãe preocupada. Assim se desaperta (um bocadinho de) um coração. Simples.

31.3.14

Medo

Ainda ontem tinha três anos e já vai esta semana a Barcelona, em viagem de finalistas do 9º ano. Quatro dias de dor de barriga para mim, mas eu aguento. O que eu quero é que não lhe doa nada a ele, que seja só gozo, deslumbramento, e muito juizinho naquela cabeça.