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19.10.11
Física
Se acariciar os lábios com a língua durante algum tempo consigo sentir o sabor da tua boca na minha, como às vezes ao tocar inadvertidamente na minha pele sinto o toque quente dos teus dedos, ou como quando de manhã ao acordar me viro na cama e sinto o teu cheiro nos lençóis, sim, o meu corpo ainda é o teu.
1.9.11
Vida
Ontem à noite fui buscar o edredon, tenho sentido frio. Já me tinha esquecido como é bom dormir nua, já me tinha esquecido que às vezes o meu corpo ganha vida própria.
19.5.11
5.1.11
11.11.10
Just what I needed
Pó de talco, algodão.
Relva acabada de cortar.
Uma cama feita de lavado.
Uma manta e uma lareira.
Um abraço apertado.
Um par de mãos quentes que me seguram no rosto.
Um copo de vinho.
Espreguiçar-me ao sol.
Um corpo colado ao meu.
Um beijo na nuca, mesmo na linha do cabelo.
Um beijo nas costas, mesmo ali no fundo, onde faz cócegas.
Uma gargalhada ao acordar.
Tu fazes-me pensar em tudo isto. Só coisas boas, muito boas.
Obrigada.
Relva acabada de cortar.
Uma cama feita de lavado.
Uma manta e uma lareira.
Um abraço apertado.
Um par de mãos quentes que me seguram no rosto.
Um copo de vinho.
Espreguiçar-me ao sol.
Um corpo colado ao meu.
Um beijo na nuca, mesmo na linha do cabelo.
Um beijo nas costas, mesmo ali no fundo, onde faz cócegas.
Uma gargalhada ao acordar.
Tu fazes-me pensar em tudo isto. Só coisas boas, muito boas.
Obrigada.
23.9.10
Choque em cadeia
Os olhos viram um vulto e um carro que o cérebro não teve a certeza de identificar, mas achou que podia ser um determinado carro e o vulto o seu dono, e isto numa fracção de segundo, em andamento, na estrada. A seguir o cérebro envia instruções e o corpo recebe uma descarga de adrenalina, os braços e as pernas quase perdem a força, as tripas contraem-se e torcem-se e os dentes mordem o lábio inferior. Tudo isto mais ou menos em dois segundos. Restou um nico de frieza para permitir a condução num mínimo de segurança. Fiquei mal-disposta, tinha acabado de almoçar, e tudo isto por causa de um vulto que nem sei se era quem o meu cérebro achou que era, só porque conduzia um carro da mesma marca e da mesma cor. Estou mal-disposta principalmente por saber que não consigo controlar estas reacções que tenho àquele homem. Reajo involuntariamente àquele homem. O meu corpo reage, é incontrolável.
19.9.10
Tão errado
Sabes que algo está muito errado contigo quando, já no carro e a caminho de casa, com um sorriso nos lábios e com aquela sensação tão boa que te faz inclinar a cabeça e roçar o rosto no ombro, com o corpo relaxado e mole, a pensar que o P. é uma maravilha e que mais uma vez não te desiludiu, e na rádio toca uma puta duma música e é como se levasses com um balde de água fria pelos cornos abaixo porque sentes que acabaste de trair alguém. Muito errado, mesmo muito errado.
17.9.10
Manda foto
Ri-me tanto que até me deu um ataque de tosse e depois de conseguir compor-me lá respondi que ia pensar porque foi o que me ocorreu responder ao pedido que me fizeram hoje, um pouco antes do almoço, para eu enviar uma foto minha. Nua. Este pedido, não é assim tão ridículo se tivermos em conta que veio de alguém que já me conhece no sentido bíblico há bastante tempo e com quem eu estava hoje, um pouco antes do almoço, a falar para marcar um encontro para amanhã. E porque é que eu tive um ataque de riso de ir às lágrimas e à tosse convulsa? Porque eu, no fundo no fundo, entendi esta merda como um elogio. Cigarros, dai-me cigarros! Depressa!
11.9.10
É fodido
É muito fodido quando percebes que o melhor sexo da tua vida não se vai repetir. É fodido quando percebes que aquilo do mover montanhas, do entrar em transe, do já nem saber de que terra és, de já não aguentares mais e o orgasmo vir acalmar o turbilhão em vez de ser o turbilhão não é um mito inventado pelos filmes, que a puta da fasquia não desce dali e não há nada a fazer. É fodido quando percebes que o gajo que te põe a arder com um olhar, que quase que te faz vir só com um sussurro ao ouvido e que te diz meu amor e tu por qualquer motivo incompreensível não te desfazes a rir, é fodido perceber que esse gajo, esse preciso gajo tu não podes ter. Eu já percebi e aceitei isto tudo há muito, mas só deixei de fumar agora, vai daí que as merdas que me irritam, neste momento irritam-me infinitamente mais.
13.7.10
Felino
Sentiu-se nas garras de uma pantera que, elegante e segura, a encurralou. Sentiu-se impotente perante uma fera que ela não queria domar. Sentiu-se perdida naqueles braços que a apertavam ao limite da dor. Sentiu-se uma presa que percebendo-se irremediavelmente apanhada, viu nos olhos do predador que a única fuga possível seria abandonar-se ao seu destino. E a pantera, confiante, tomou a sua presa. A presa fechou os olhos e deliciou-se.
27.6.10
Aflição
Ontem fui para a praia com o P. Vi-me aflita. Ele não pára quieto. Vi-me aflita. Parecia possesso, e eu já a ver-me perdidinha. Aquilo não podia ser, resolvi que vinhamos embora, e quando cheguei a casa foi um fogo-de-artifício que mais parecia a noite de S. João, com a ligeira diferença que não era de noite, nem foi de artifício.
17.6.10
Inveja
Invejo-te porque quando te aproximas de mim o teu coração bate mais forte, porque o teu corpo treme, porque te arrepias. Sinto-o. Porque ficas ofegante e perdido, porque te rendes, porque involuntariamente reages a mim. Sei-o. Invejo-te porque gostava de ser como tu. Tudo isso que tu és, eu não sou.
4.6.10
Simples
O P. tem uma característica que me agrada bastante. Deve-se talvez ao facto dele ser uma pessoa simples, no verdadeiro sentido da palavra. Ele tem a capacidade de me foder com todo o vigor e desdém como se de uma puta se tratasse, e de me beijar e acariciar como se me amasse. Extraordinário.
26.5.10
Receita
Pegue-se nisto;
E coloque-se disto;
Depois, junte-se disto;
E mais isto;
E ultime-se com isto.
Depois contem-me como foi.
24.5.10
23.5.10
Voar
Sentir-te na pele faz-me voar, encheste-me de boa energia. Sinto-te no corpo, ainda, estás presente em todos os movimentos. Nada se compara aos momentos que passo contigo, dou-me, dás-te e eu absorvo tudo o que consigo. Fecho os olhos e sinto-te. E voo.
Dói-me tudo, qu'esta merda de passar um dia inteiro na praia debaixo de Sol deixa marcas.
Faz mal, eu sei.
Mas é tão bom.
Dói-me tudo, qu'esta merda de passar um dia inteiro na praia debaixo de Sol deixa marcas.
Faz mal, eu sei.
Mas é tão bom.
29.4.10
Surpresa
Equipada, de toalha e garrafa de água e com a juba presa num elástico lá vou eu, lentamente que a ideia de ter de ir dar o corpo ao manifesto não continua a não me agradar nada, mas dizia eu, calmamente dirijo-me ao ginásio. Sim, hoje outra vez, entro na sala dos horrores e quem vejo eu, ali a pedalar na bicicleta? Quem? Pois... alguém que provoca em "moi" sentimentos muito contraditórios. Se por um lado a paranóia do proibido já não faz grande sentido dado que essa estrada já foi galgada sem direito a multa nem nada, por outro continuo a achar que não devo correr o risco de alimentar uma situação que não irá dar a lado nenhum. Acontece que há ainda um outro lado, que digamos... é assim... não sei... um lado que me provoca uma certa efervescência perante a visão de uma figura que assim de repente, para a descrever, só me sai "filet mignon". É o que vos digo, "filet mignon"... ai...
6.4.10
Retirando o bom senso
Pele macia e toque delicado mas ao mesmo tempo decidido. Forte mas ao mesmo tempo tão doce que apetece trincar. Uma brisa agradável que percorre o corpo e arrepia, mas ao mesmo tempo um raio de sol quente que traz a vontade de fechar os olhos e espreguiçar. O silêncio que nada tem de desconfortável e a segurança de um olhar meigo. O encaixe perfeito dos corpos que leva ao cérebro a sensação de serem velhos conhecidos que se estão a reencontrar, apesar de ser a primeira vez. O abraço que sela o momento sem segundas intenções. Perfeito.
2.4.10
27.3.10
Proibido
Não falei disto a ninguém, nem sei se isto é sequer normal, nem me interessa. O que sei é o que senti e é o que guardo lá atrás num cantinho no fundo da gaveta. Desconheço as consequências do acto e assim ficarei, sem saber. Um momento doce, só isso, que ficará associado à musica que tocava e que me inundou a par do puro prazer. Fui indecente, fui do piorio. Aproximei-me de mansinho, sabendo perfeitamente que nunca ele iria dar o primeiro passo, mas sempre soube que se eu alguma vez o desse a resposta seria a que eu esperava. E foi. Não consigo imaginar o que ele pensou exactamente mas a expressão dele foi de quem não acreditava no que lhe estava a acontecer, e foi essa reacção que despoletou o que aconteceu a seguir. O poder que senti foi avassalador, tomou conta de mim e eu deixei. Incendiei-o enquanto dançava colada a ele e enquanto lhe sentia o toque, tímido no início, o cheiro cada vez mais próximo, à medida que ele se libertava permitindo-se afundar o rosto no meu cabelo arrepiando-me com a respiração no meu pescoço. Três ou quatro minutos que dançamos, apenas um momento inconsequente, mas gostei da sensação de tê-lo à minha mercê, frágil e confuso, arrebatado. Despedi-me dele com um beijo na boca, fiz questão, e fui embora. Acho-o lindo de morrer, não fosse ele amigo do meu irmão e não tivesse ele apenas vinte e dois anos e... mas é proibido. Fundo da gaveta.
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