Anda o pessoal a divertir-se a ler as sombras daquele senhor que parece que lhe bate e ela gosta e eu sou obrigada a ler Sá de Miranda e Virgínia Wolf. Da outra vez fiz de conta que li mas não li e safei-me mas desta... hum... acho que não ne safo.
(Ontem pela primeira vez na vida li, obrigada, uns poemas de Sá de Miranda e, surpresa, gostei muito.)
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26.9.12
19.9.12
Benção
Depois de várias alterações ao horário, este primeiro semestre vislumbra-se menos difícil do que o anterior, mas ainda assim três noites por semana os moços terão de dormir nos avós. Na cabeça da minha mãe isto é terrível porque e se depois eles têm dúvidas nos trabalhos de casa e eu não consigo ajuda-los? Ao que eu respondo, tentando sossega-la, que num desses três dias da semana só tenho aulas às oito o que me permite ir a casa deles depois do trabalho, ver os trabalhos dos rapazes antes das aulas. Serão só dois dias em que eles têm de fazer os trabalhos sem ninguém para acudir às dúvidas e nesses dias farão como os outros e colocarão as dúvidas aos professores no dia seguinte. Mas não sei, continua ela, eles vão ter saudades, e eu é que sei porque eu é que os deito e eles dizem-me, não sempre, mas às vezes, que têm muitas saudades da mãe. Eu sei mamã, eu sei, e isto corta-me o coração também a mim. Só que o meu pai, mediante as choraminguices de mãe e de avó, eu já a considerar deixar mais uma cadeira para exame e libertar outra noite da semana, insurge-se e pergunta por que raio haveria eu de deixar de ir a essa aula, porque os rapazes ficam bem e ela fez tudo este ano que passou, não fez? Fiz, papá, fiz. Então que faça igual agora neste que dos moços cuidamos nós e se vai fazer o esforço, que aproveite o mais possível para acabar o mais depressa possível. E eu fico a vê-los aos dois, a minha mãe e o meu pai, assim a decidirem a minha vida como se eu nem lá estivesse, a discutirem e a organizarem as vidas, a deles, a minha e a dos meus filhos, sempre pelo melhor, sempre sem pensar nos próprios sacrifícios. E eu fico a vê-los aos dois, a minha mãe e o meu pai, e penso, que sorte que eu tenho.
8.3.12
Finalmente
O trabalho foi entregue e hoje saiu e nota. 18. Devia estar contente, e até estou, só que não estou. Fico a pensar que se tivesse tempo para estudar e para preparar os trabalhos como deve de ser fazia esta merda com uma perna às costas. Mas como o tempo é pouco, os meus filhos pesam-me na alma por estar a roubar-lhes tempo e atenção, o dinheiro não sobra e o meu carro bebe cada vez mais o que significa que tenho realmente de trocar de carro urgentemente porque as viagens até Braga estão literalmente a depenar-me, o novo trabalho que me faz estar constantemente alerta, e isto não é forçosamente uma coisa má, mas o facto de ter tido boas notas no primeiro semestre, em vez de me trazer satisfação só me dá tristeza, porque provavelmente vou congelar a matricula no final do segundo semestre e vou ter muita pena. Só não o faço já porque iria deitar fora a massa que já paguei de propinas e como já paguei metade custa-me desperdiçar. Mas custa-me aguentar, custa, custa, bastante.
26.2.12
Falta pouco...
Estou a tentar terminar o último trabalho que tenho de apresentar, que é um web site que tenho de entregar amanhã e cuja entrega significa colocá-lo online e enviar aos professores o link para lá irem ver. Mas não resisti e fui ver se já está na pauta a nota do exame que fiz no dia dezasseis e como tinha dito que mostrava as notas do primeiro semestre, cá estão:
Introdução aos Estudos Literários: 12 (a do exame)
Introdução aos Estudos da Linguagem: 14
Português: 15
Inglês: 19
E só falta esta, que os professores são finos, não se sabe a nota do primeiro trabalho para ninguém se baldar neste. Veremos.
Introdução aos Estudos Literários: 12 (a do exame)
Introdução aos Estudos da Linguagem: 14
Português: 15
Inglês: 19
E só falta esta, que os professores são finos, não se sabe a nota do primeiro trabalho para ninguém se baldar neste. Veremos.
14.2.12
Valentine
Não tenho um mas dois. São dois tremendos calhamaços que tenho de peneirar e absorver até quinta-feira pois espera-me de goelas abertas e dentes afiados um magnífico exame da cadeira semestral de "Introdução aos Estudos Literários" prontinho para me devorar. Vai daí, tenho programa para hoje à noite, amanhã à noite e quinta-feira até à hora do exame. Se correr bem devoro-o eu a ele e poderei dizer o que quero tanto dizer: menos uma! Depois dessa é fazer e entregar o trabalho da outra cadeira semestral que se chama "Tecnologias de Comunicação em Humanidades" que é nada mais nada menos do que construir um website para a empresa de um amigo que gentilmente concordou com esta aventura. E acabo o semestre, aleluia! As outras estão no papo já desde que acabaram as aulas. Depois mostro as notas. Estou triste contudo, ainda não sei se o novo emprego me permitirá frequentar o segundo semestre. Façam figas...
11.12.11
Agora aguenta que ninguém te mandou meteres-te nelas
Textos, e mais textos. Resumos de textos, textos argumentativos sobre outros textos. Um ensaio sobre um livro que escolhi e que me custou imenso acabar de ler. E mais trabalhos, que são textos, sobre as características do texto lírico, e sobre as diferentes correntes literárias. E outro trabalho que consiste em utilizar a linguagem html e construir um website, com tema à minha escolha. E o emprego, e os rapazes, e os trabalhos de casa e os testes deles, e a roupa para passar a ferro, e o carro para levar à inspeção, e as contas para pagar, e os papéis para arrumar. A minha vida parece um castelo da cartas, abana uma e eu seguro, para logo de seguida abanarem mais duas ou três. E eu seguro, e eu corro, e eu aguento. Não sei quanto tempo mais. Fecha os olhos, respira e aguenta, trabalha, não durmas, trabalha. Podias muito bem ter ficado quieta, mas não, queixavas-te do tédio, não queixavas? Agora aguenta, é bem feito, vês? Tédio é a última coisa de que te podes queixar.
12.10.11
Precipício
E aos trinta e seis anos volto a sentir-me insegura e acagaçada. Recordo como é constatar a ignorância e abrir involuntariamente as portas ao medo. Saio, ao fim de muitos anos, da minha zona de conforto e tenho de respirar fundo para não sucumbir ao pânico. Trinta e seis e mais parece que tenho dezasseis. Não gosto.
9.10.11
Medo, medinho, daquele de não caber um feijão no...
Vinha toda lançada para meter aqui um texto que acabo de escrever sobre o amor a mando do professor de Português. Quer avaliar o nosso nível de escrita. Dez linhas, disse ele, não é preciso mais. Mas não, não meto aqui o texto. Ele disse que vai ao Google e mete as primeiras frases dos trabalhos só para topar as batotas. Ficava logo queimada, era lindo ele descobrir que copiei um texto de um blog chamado somos-a-normais escrito por uma tipa que diz que é jacklyn. Esturricadinha. Já enviei o texto por e-mail e a verdade é que não me cabe um feijão no cu.
4.10.11
Actividades extra-curriculares
Ele é jantares, ele é worlshops, ele é as tunas, ele é corridas, ele é jogos de toda a espécie, ele é cursos disto e daquilo, depois junta-se a copofonia das festas à noute e é óbvio que a rapaziada não tem tempo para estudar. Registei-me naquilo e digo-vos do fundo do meu coração, estou varadinha da minha vida com a quantidade de e-mails que recebo diariamente de pessoas e entidades ligadas à Universidade do Minho a aliciar os estudantes para todas as merdas e mais algumas. Não admira que a canalhada ande com a cabeça virada do avesso, eles têm muito mais que fazer do que tirar cursos. O tempo não lhes chega para tudo, claro que não.
3.10.11
26.9.11
Estreia
Meu dito, meu feito. Ainda dei duas voltas até atinar com a entrada, só depois percebi que mesmo assim não dei com a entrada, mas lá consegui estacionar num buraquito e fiz a caminhada até lá. Ao telefone com uma amiga a dar-me direcções descobri o edifício que queria e cheguei à sala que marcava o horário. Vazia. Sem surpresa, mas fiquei sem saber se o professor teria aparecido ou não, à hora que cheguei tinha tido tempo de se apresentar, os alunos também e de alegremente se terem todos despedido até à próxima aula. Vagueei pelos corredores e percebi a geografia do edifício. Tive tempo para um café e para ler mais um pouco do meu livro. Depois fui à cafetaria. Uma sopa, uma maçã e outro café. Na fila, duas miúdas com a cara pintada viraram-se para trás e perguntaram-se se era professora. Sorri e respondi que não, mas também não disse que era tão caloira como elas. Já cá fora, outra miúda perguntou-me onde era uma sala qualquer e eu, que já por lá tinha andado, dei-lhe instruções precisas para lá chegar, ela ficou a pensar que eu percebia daquilo a potes. Finalmente a hora da aula e eis que me aparece uma prof com idade já próxima da reforma, um ligeiro sotaque brasileiro, simpática, e cinco compinchas de turma. Meia dúzia de gatos pingados, literalmente. Introdução aos Estudos Literários, primeira obra: Capitães de Areia (ou será da Areia?) Gostei. Este livro nunca li, mas gosto de Jorge Amado. A frustração de não ter chegado a tempo do Inglês foi subsituída pela pontinha de entusiasmo dos Estudos Literários. Jorge Amado, bem bom.
17.9.11
Agri-doce
Recebi há bocado o email que me diz que fui colocada e estou contente. Claro que estou. Mas fixe, fixe teria sido ter pegado no telefone e ter partilhado, só que não posso, e estou triste. Claro que estou. Quando temos de guardar as alegrias só para nós, transformamo-las tristezas.
22.7.11
Done
Está feito e se não consigo uma nota superior a um valor que eu cá sei, até me chicoteio. Aquilo foi escandalosamente fácil, não entendo como é que se pretende que a malta saia do secundário a falar inglês com exames com este nível de exigência. Devo ter percebido tudo mal, eu, claro. Dia 7 de Agosto veremos, depois falamos.
20.7.11
Turning point
Não sei explicar muito bem mas sinto que estou perto de um qualquer acontecimento que vai mudar o rumo da minha vida. A expectativa de ingressar na universidade fez nascer em mim algo de novo e excitante mas muito abstracto. O exame de Inglês é já esta sexta-feira e começa uma nova fase, depois a candidatura e o nervosismo da espera. Estou convencida que vou entrar, mentiria se dissesse que estou insegura. Sinto que a minha vida vai mudar, a todos os níveis. Não sei porquê, mas sinto.
22.3.11
Para começar
Para começar a pensar no assunto acho que um curso de Português, ou de Literatura Portuguesa seria bom. Podia ser também de Inglês, ou isto tudo junto. E já vi que existe um, em horário pós-laboral, que se chama assim:
Licenciatura em Línguas e Literaturas Europeias
variante bilingue major Português
minor Inglês, Alemão, Francês ou Espanhol
Sou gaja para ir pelo Inglês por não constituir motivo para qualquer preocupação, ou pelo Francês, pelo desafio de aprofundar uma língua que utilizo diariamente numa base comercial, mas que considero deliciosa. Vou pensar.
12.10.10
Carga
Deixei o homem que me interessava ter por perto, deixei o tabaco, deixei a minha casa, é preciso estar de olho nas obras lá de casa, no emprego atravesso uma fase complicada, as aulas dão-me trabalho e consomem-me tempo que encontro com muito esforço. Isto tudo junto parece-me mais do que o que consigo aguentar, mas enquanto os meus rapazes estiverem bem, o resto todo que se foda, hei-de sobreviver.
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8.10.10
Engano
Pensei que as minhas aulas iriam ser um tédio, mas não. Ontem um professor claramente de esquerda e hoje uma professora claramente de direita, começa bem.Uma turma que prova que é muito mais difícil controlar adultos apalhaçados e com a mania que são espertos e engraçados do que putos insurrectos. É triste ver homens feitos armados em adolescentes parvos a mandar bocas aos profs e raparigas que já têm idade para ter juízo a rirem das piadolas deles como se fossem adolescentes aparvalhadas. A cota bem mais cota do que eu a fazer olhinhos ao prof, o tipo que tem a mania que tem personalidade e convicções fortes quando na verdade apenas usa clichés para argumentar tudo e mais alguma coisa. Os caladinhos que nunca abrem a boca e os fala-baratos. Uma tourada, portanto. O tema para debate: O governo francês expulsa os ciganos romenos. Ninguém achou piada nenhuma. Este tema é muito difícil diziam eles. Fui a única a concordar quando ontem o prof atirou o tema para o debate da próxima semana. Agora é pesquisar. Eu adorei, é um assunto tão rico, tão abrangente, levanta tantas questões de variadíssimas ordens, estou entusiasma. Mas sou mesmo só eu. E os profs.
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