Gosto muito de ver mulheres que se arranjam, gostava de ser assim, de me arranjar todos os dias, mas não sou capaz. Não me maquilho todos os dias, pensando bem não toco em maquilhagem há muitos meses, há mais de um ano talvez. Admiro quem pensa na roupa que vai vestir e nos acessórios que combinam, quem muda de bolsa frequentemente, eu pego nas calças que são quase sempre neutras e pego na primeira t-shirt que apanhar, ou quando as calças não são neutras, agarro em partes de cima brancas ou beges. O que não dispenso são os saltos altos, adoro, sapatos e sandálias e raios me partam que ainda me faltam uns sapatos vermelhos, mas eles cá virão ter. Às vezes ponho uma saia travada preta, que vai obviamente com uma t-shirt, ou camisola no inverno, mas tenho de acordar com um determinado estado de espírito.
Agora, ver uma mulher toda arranjada, unhas pintadas, maquilhagem total, mas depois o cabelo está gorduroso e levanta os braços e pelas cavas da blusa espreitam os pelos das axilas?
Lá se foi a classe.
O tempo que que gasta a imaginar o "outfit", a passar a tralha toda de uma mala para a outra, e maquilhar-se não seriam muito mais bem empregues a lavar o cabelo e a depilar as axilas?
Eu acho.
Mostrar mensagens com a etiqueta não precisa de tag. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta não precisa de tag. Mostrar todas as mensagens
24.9.14
23.9.14
23.3.11
Não precisa de título
Esta história da universidade, podia ter sido outra coisa qualquer, porque pensar é coisa que me acontece frequentemente, fez-me pensar. E penso na minha vida, onde estou e para onde vou. Ainda não sei assim muito bem. Penso no que foi a minha vida desde que me conheço adulta e comparo com o que vivi nos últimos meses. Penso no meu percurso profissional e no que espero ainda alcançar. Penso nos meus filhos e na marca que gostaria de lhes deixar. Penso essencialmente em mim. Sou tão exigente, tão rigorosa em determinados aspectos e tão desleixada noutros. Gosto de pensar que valorizo muito mais aquilo que importa e o que considero superficial é tratado simplesmente assim, como superficial, sem direito a grande tempo ou esforço, mas este balanço é somente o meu. Aprendi a perdoar e hoje sei que é dos estados mais libertadores que podemos atingir. Há alguns anos achava que nunca perdoaria determinadas atitudes, mas isso só significa agarrarmo-nos a coisas más, e quem se agarra a coisas más fica mau, fica azedo. Quando perdoamos os outros libertamo-nos de nós mesmos, e quem nos olha com desdém porque somos parvos ou fracos é aos nossos olhos apenas mesquinho. Avançamos, deixamos o que nos faz mal para trás e às vezes pessoas também, mas percebemos que não precisamos delas para nada. Nem para nos sentirmos fortes, nem para sermos felizes. Para sermos felizes temos de perdoar a nós próprios, mas isso, ainda não aprendi.
Subscrever:
Mensagens (Atom)