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5.6.10

Fascínio

O que dizer? Que durante toda a minha adolescência era esta figura que me fazia sonhar? Era. Que nunca me disseram nada os bonitões da moda? Nunca. Que a série era sagrada? Era. Que anos depois, já adulta comprei a colecção toda em vídeo? Comprei. Que a inteligência sempre teve para mim uma forte carga erótica? Sempre.


















O ter descoberto há uns anos que o actor era gay não mudou rigorosamente nada. Eu era apaixonada pelo Sherlock Holmes, que tanto quanto se sabe, também podia muito bem ser gay, eu na altura é que não tinha rasgo para tanto.


22.3.10

Era mesmo disto que eu precisava agora

De ser assaltada outra vez pela puta da dúvida, pelo puto do medo. Et voilá... Já não é só um vislumbre, já é uma verdadeira possibilidade e eu fiquei toda a tremer. Eis que surge a oportunidade para o salto em direcção ao sonho, acompanhado de todas as contra-partidas que me inquietam profundamente. Deve uma mulher sozinha com duas crianças a seu cargo arriscar um novo emprego que a realizaria plenamente mas que a longo prazo é inseguro ou deve uma mulher manter o que já tem, que a realiza substancialmente e que a longo prazo pode vir a ser inseguro? Pondo de parte o gozo pessoal que eu retiraria de um projecto extremamente aliciante, a grande diferença é apenas esta: havendo a possibilidade de tanto um como o outro acabarem por me deixar no desemprego, um deles não me pesará na consciência. E agora, o que faço?

5.12.09

Recap

No dia em que fez 6 meses que ele se foi embora, entreguei os papéis na Conservatória. Não foi premeditado ser precisamente nesse dia, apenas calhou assim. A correr bem, embora não acredite muito na rapidez do processo, começo o próximo ano já com novo estado civil. Veremos. Lembro-me de mais ou menos por esta altura, no ano passado alguém no trabalho ter ido ver as provisões do horóscopo para 2009. A mim diziam-me que este ano iria ser um ano de grande mudança, e eu ria-me. Eu já sabia disso. Eu já sabia o que iria dizer o meu horóscopo. Sucede que não sei, nem quero saber o que vai acontecer em 2010, como se eu acreditasse nas previsões dos astros. Mas prefiro assim, está tudo em aberto, tudo pode acontecer. É bom este sentimento de expectativa sem esperar nada de concreto. A certeza de que há um mundo de possibilidades à minha espera, sem que eu queira nada de especial. Que tenho tudo ao meu alcance, tudo à minha disposição, e eu sem pressa nem ânsia. É bom.

25.11.09

Keane

Por acaso travei conhecimento com a música destes três moços logo no início, o que não é normal. Normalmente, quando se trata de bandas ou cantores novos, quando eu percebo que existem já têm dois ou três trabalhos publicados e já não são recentes. Ando sempre atrasada nestas coisas. Mas neste caso não. Lembro-me que ouvi na rádio um piano que me surpreendeu, uma melodia muito bem construida e uma letra honesta que me prenderam o ouvido. E fiquei atenta. Não apanhei o nome da banda ou do cantor, mas fiquei atenta. Alguns dias depois consegui saber quem tinha feito aquilo, Keane, banda inglesa, três putos, ok. Comprei o cd e escusado será dizer que me apaixonei por eles. Já não falo do piano, que toda a gente sabe da minha obcessão por ele, mas rendi-me completamente à música destes três putos. Gostei da simplicidade de apenas umas teclas uma bateria e voz. Tão pouco e tão extraordinário. A composição é bem estruturada, complexa, não tem nada de simples. Só quem sabe muito bem o que está a fazer é capaz de compor música assim, estes rapazes não aprenderam a tocar na garagem. Goste-se ou não do género, temos de lhes dar crédito, eles sabem ler pautas, conhecem os tempos, os ritmos, sabem ler e escrever notas e aproveitam os sustenidos e os bemóis. Acontece que eu gosto do género. Gosto de ouvir o piano, mas ouvi-lo bem e não disfarçado no meio de muitos instrumentos, gosto de escutar letras honestas, mesmo sendo umas mais lamechas do que outras. Não são complicadas de perceber, mas são fortes, palavras simples, mas frases fortes. E entendo e aceito que neste último trabalho eles tenham querido experimentar e tenham percorrido um caminho novo para eles, que quanto a mim resultou também bem. Reconheço as letras potentes, e a música também é pontente. Já ouvi dizer que ficaram descaracterizados, mas não concordo. Todos têm o direito de mudar, de experimentar, de tentar fazer e trazer algo de novo. Seria um tédio ficar sempre no mesmo registo, até porque depois também há quem critique dizendo que é mais do mesmo, nada de inovador. Eu gosto deles, aprecio a música que os moços fazem, tanto o antigo como o novo registo. Não tive oportunidade de os ouvir ao vivo, mas hei-de ter. Enquanto eles fizerem música de que eu goste, e enquanto tocarem ao vivo, oportunidades não faltarão. Aqui fica uma das que gosto mais.

23.11.09

Flying high



Este vídeo foi gamado ao Pulha Garcia, aka O Bom Sacana (e não sei meter links nesta merda, sorry) mas não foi por mal, que eu gosto muito dele.