Recebi ontem um email de um "old acquaintance of mine" a perguntar-me quando é que nos podemos encontrar, que está cheio de saudades minhas... de me ver... de... enfim... cheio de saudades. Tem mandado mensagens escritas e eu não tenho respondido, decidiu mandar email.
E eu, nada.
O tipo é giro, bem educado, simpático e tem tamanho e força suficiente para me encostar à parede. E pelo que parece, tem vontade também.
E eu, nada.
Nem um formigueirosinho, uma pequena efervescência dentro de mim, umas borboletitas, nada.
Morri. Pelos vistos.
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10.1.14
20.9.12
Fúria
Ontem, tinha acabado de anoitecer e eu dirigia-me ao meu carro depois da reunião na escola do meu filho mais velho. E enquanto retirava a chave do carro de dentro da bolsa reparei num indivíduo que estava parado no passeio, encostado à parede na esquina da entrada de um café. O homem olhava para mim e eu passei e ouvi um sussurro melado assim: "pareces a Gabriela". A verdade é que morena, rechonchuda e de cabelo escuro, comprido e ondulado, com um vestido vermelho justo pelo joelho, sou o mesmo tipo de mulher que a moça que faz de Gabriela na telenovela. Quando ouvi aquilo, dito assim, daquele indivíduo que não me conhece de lado nenhum, não sei, mas em vez de ficar contente com o que foi nitidamente um elogio, ou no mínimo uma demonstração de tesão, apeteceu-me esbofeteá-lo. Mas esbofeteá-lo violentamente. É muito estranho.
15.6.11
Morte
Sonhei comigo grávida em fim de tempo com violentas contracções, desfeita em água e com a criança quase a nascer, gritava à minha mãe que tinha de ir para o hospital e ela, calma, dizia-me que não, que havia tempo. Sonhei que o tempo passou, as contracções passaram, a água secou e a criança não nascia. Não existia o pai da criança e nem era coisa que me preocupasse, preocupava-me a criança que não nascia e os dias que passavam, um, dois, três. Depois acordei e tive medo de adormecer de novo. Não dormi mais, tive medo de parir um filho morto.
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