7.7.10

Eficácia

O habitual é ser o grande a vir a chorar contra o pequeno. O grande é sossegado, o pequeno é atravessado. Normalmente o pequeno bate no grande, provoca-o e massacra-o. Mas às vezes, lá vem o pequeno a chorar contra o grande porque o grande, já pelos cabelos, lhe mandou um safanão que o fez, literalmente, voar. Confesso que tenho medo e ralho sempre, ao pequeno para não dar cabo da cabeça ao grande e ao grande para não magoar seriamente o pequeno. Ontem à noite, estavamos em casa dos meus pais, os grandes ainda sentados à mesa nas traseiras calmamente a tomar café, e os pequenos já na sala a ver televisão no sofá. As portas estavam todas abertas e ouvimos começar a discussão à conta do espaço ocupado por cada um no sofá. Eu olhei para os meus pais e para o meu irmão com a cara de "oh não, vai começar" e eles encolheram os ombros com a cara "vai lá impôr respeito antes que a coisa descambe". Mas, subitamente a discussão acabou, fez-se silêncio e vem o pequeno a chorar, braço estendido, o indicador a apontar em direcção à sala e ao sofá, e grita: "oh mãaaaaaaae, ele deu um peido para cima de mim!!!"

Explodimos todos a rir. Eu sei que devia ter ralhado, eles não costumam usar estas linguagens, mas juro que não consegui.

9 comentários:

Anónimo disse...

LOL
Um "pum", "traque", "bufa", "farpa".
LOL
JR

jacklyn disse...

Eles costumam dizer um "pú" ou "pusête".

Mas aquilo foi a gargalhada geral!

Bípede Falante disse...

Bah! Dois não é moleza! Você já tem uma cadeirinha no céu. Pode apostar.

jacklyn disse...

Não é moleza não! Mas também tem o lado divertido :)

provocação disse...

Imagino a cara do pequenino, como quem diz, mas que raio, com esta não contava mesmo, o que faço agora? E imagino o raciocínio do maior, tipo bem se lhe bater lixo-me que a mãe ralha, deixa cá tentar nova táctica...

jacklyn disse...

Foi de morte! O pequeno ficou completamente desconcertado e o grande a rir como um perdido. Ai a minha vida... :)

Anónimo disse...

É chamada a guerra biológica.
JR

Noya disse...

O meu irmão tem mais 5 anos que eu e éramos assim - eu batia-lhe à traição e fugia para junto dos meus pais - mas quando entrei nos 11, 12 anos (e ele naturalmente numa adolescência mais avançada) deixámos-nos disso. Hoje somos grandes amigos (ele altamente protector).
Tudo isto para dizer que não deves (em princípio, claro) preocupar-te muito com isso.

jacklyn disse...

Obrigada Noya! Também acho que é apenas uma fase e acredito que daqui a uns anos a relação deles evolua de forma mais pacífica (é que senão enlouqueço :))