12.7.10
Alta
Tenho a informar que o raio do regime funciona! Hoje de manhã a balança marcou menos dois quilos! Só me resta render-me às evidências, comer hidratos de carbono em quantidades industriais faz perder peso. É verdade que há pequenos detalhes que temos de eliminar como molhos, álcool e açúcar, mas podemos comer compotas e manteiga no pão, carne e peixe em quantidade razoável, e empanturrarmo-nos de arroz, massa e batatas. Não é nada mau. De modos que hoje estou em alta, um fim-de-semana excelente a todos os níveis e a cereja no topo do bolo: estou mais magra. Categoria!
11.7.10
A partir do momento
em que aceitas os outros como são e não esperas deles aquilo que eles não são capazes de te dar, consegues ajustar a tua vida e a tua postura perante eles de acordo com isso, a partir daí, vives muito mais feliz.
9.7.10
Wake up
Tudo calmo, tudo em ordem. A vida rola sem pressa, sem sobressaltos, enfim. E de repente há uma pedrada no charco, algo que faz com que, nasça uma pontinha de agitação. Daquelas coisas que caem assim no nosso colo e que nos fazem pensar que afinal, quando menos se espera contecem coisas boas e nós nem fizemos nada, basta existirmos. Hoje de manhã, quando acordei e vi as horas no telemóvel reparei que tinha uma mensagem. Quando a li, fez-me precisamente este efeito, senti-me bem. Primeiro porque foi uma completa surpresa, segundo porque o remetente da mesma demonstrou possuir uma característica que me agrada muito, pode até estar cagadinho de medo, mas faz-se à vida. Adoro.
8.7.10
No tempo
em que a existência se reduzia a muito pouco, no tempo em que o coração quase não batia, em que o cansaço era soberano, no tempo em que a dor no peito era tão forte que respirar se tornava impossível, no tempo em que chorar seria um bálsamo, no tempo em que o sono era uma miragem, nesse tempo, eu ouvia isto, ouvia desesperadamente, como quem se agarra aos destroços de uma vida naufragada, para não afundar.
Despistada
Tive de dar uma série de voltas agora à hora de almoço. Várias coisas para tratar na rua, mas percursos que obrigam a andar de carro. Um calor infernal. Entra no carro, sai do carro, tudo normal. Até que chego ao sítio onde fui levantar o Cartão de Cidadão e mal sai o bilhete da maquineta com o número, o ecrã solta imediatamente aquele toque e aparece o meu número atribuido a um balcão que estava vazio. Hesitei, verifiquei o ecrã e batia certo, era mesmo aquele balcão. Fui e vem lá de não sei onde um senhor na minha direcção, quer dizer, na direcção do balcão e muito delicadamente mandou-me sentar. Muito simpático, gostei. Depois tive de passar em casa porque me esqueci de uns documentos e como queria carregar o telemóvel no multibanco mesmo por baixo não meti o carro na garagem e estacionei-o em frente ao prédio. Vou à caixa multibanco e um senhor que lá estava cedeu-me a vez, muito gentil, agradeci e tratei da minha vida e o homem lá ficou à espera. No regresso ao escritório, parei no sítio do costume, onde tomo todos os dias o pequeno-almoço, para comprar qualquer coisa para comer, e enquanto esperava que me servissem, reparei num jovem que sentado numa das mesas mais próximas me mirava de cima abaixo. Estranhei, pensei logo que grande merda devo ter a roupa suja ou qualquer coisa, e aí fez-se-me luz. Roupa... pois... raio de ideinha me deu hoje para vestir os putos calções e ainda por cima com o top que nunca deve ser conjugado com outra peça de dimensões reduzidas, mas hoje de manhã não me ocorreu e enfiei os calções e o top e aqui a gaja andou a fazer estas figuras, a mostrar demasiada carne e tão tótó que sou nem achei estranha tanta simpatia. Moral da história: dou-me mal com o calor.
7.7.10
Eficácia
O habitual é ser o grande a vir a chorar contra o pequeno. O grande é sossegado, o pequeno é atravessado. Normalmente o pequeno bate no grande, provoca-o e massacra-o. Mas às vezes, lá vem o pequeno a chorar contra o grande porque o grande, já pelos cabelos, lhe mandou um safanão que o fez, literalmente, voar. Confesso que tenho medo e ralho sempre, ao pequeno para não dar cabo da cabeça ao grande e ao grande para não magoar seriamente o pequeno. Ontem à noite, estavamos em casa dos meus pais, os grandes ainda sentados à mesa nas traseiras calmamente a tomar café, e os pequenos já na sala a ver televisão no sofá. As portas estavam todas abertas e ouvimos começar a discussão à conta do espaço ocupado por cada um no sofá. Eu olhei para os meus pais e para o meu irmão com a cara de "oh não, vai começar" e eles encolheram os ombros com a cara "vai lá impôr respeito antes que a coisa descambe". Mas, subitamente a discussão acabou, fez-se silêncio e vem o pequeno a chorar, braço estendido, o indicador a apontar em direcção à sala e ao sofá, e grita: "oh mãaaaaaaae, ele deu um peido para cima de mim!!!"
Explodimos todos a rir. Eu sei que devia ter ralhado, eles não costumam usar estas linguagens, mas juro que não consegui.
Explodimos todos a rir. Eu sei que devia ter ralhado, eles não costumam usar estas linguagens, mas juro que não consegui.
6.7.10
Quando o melhor momento do dia é à noite
Venho de lá de dentro, da zona dos quartos, como sempre faço, depois de os deitar e sento-me no sofá e acendo um cigarro. Deito-me com o mais novo e leio-lhe uma história que ele escolhe. Encanto-me sempre ao ouvi-lo ler o título, estamos a ler as fábulas de La Fontaine. Leio-lhe, apesar dele já ser capaz de ler, o primeiro ano está feito. No fim, apago a luz e ele abraça-me e dá-me muitos beijos, e não adormece sem estar encostado a mim, tem de me tocar, tem de me sentir e adormece em menos de 2 minutos. Então levanto-me e saio de mansinho em direcção ao quarto do mais velho, que está a ler a sua enciclopédia, que pode ser do corpo humano, pode ser de animais ou então de meios de transporte ou grandes construções. Hoje era sobre combóios. Quando me vê chegar fecha o livro e apaga a luz, deito-me ao lado dele e repete-se o ritual do beijo. Só um, este não é beijoqueiro, e vira-se de costas para mim pegando-me na mão e colocando-a à volta da sua cintura enquanto os pés procuram os meus. Gosta de me sentir os pés, nisso é como eu, pés com pés, também gosto. Demora mais tempo a adormecer do que o irmão, conversa sempre um bocadinho comigo no escuro em voz baixa. Fala-me do que esteve a ler em jeito de professor, e eu aprendo, e às vezes conta-me pedaços do seu dia. Depois adormece sossegado. Por muito mau que tenha sido o meu dia, por muito mal que eles se tenham portado, por muito irritada que esteja, recuso-me a que o momento deles adormecerem, aquele momento tão solitário às vezes, onde o silêncio impera dando todo o espaço aos pensamentos, não seja carregadinho de amor.
5.7.10
Parir
Não é à toa que foi destinada às fêmeas a tarefa de carregar a cria no ventre e de a parir no fim do tempo. É que a Natureza sempre soube que uma fêmea, por muito que lhe doa, por muito que lhe custe, ainda que lhe rasgue as entranhas, a fêmea faz o que tem de ser feito, e a cria vem ao mundo. Há milhares, ou milhões de anos que é assim. Porque se esta tarefa fosse confiada aos machos, na hora da verdade, fechavam as pernas e ficavam à espera que passasse. É preciso fazer? Uma mulher faz. É fodido? Uma mulher faz. Custa cumó caralho? Uma mulher faz. Onde é que ela vai buscar a força? Pois ela não sabe, mas faz. E quando uma mulher tem de parir seja lá o que for, ela sabe que é para ela, ela sabe que ninguém o vai fazer por ela. Os homens, ao invés, esperam que passe. Os homens, por norma, não fazem. Em raras excepções eles podem até fazer, mas o truque é nunca esperar deles que façam. Fica tudo muito mais simples.
3.7.10
Compra-venda-troca
Da primeira vez o meu irmão foi comigo, mas hoje tenho de ir sozinha. Vou ao stand ver um carro. Tenho de trocar a minha traineira e quero ver vários, não só porque o orçamento não é ilimitado, longe disso, como também quero alargar o leque de opções e tentar fazer a melhor escolha possível. Numa situação ideal onde não teria de preocupar-me com os numeros a escrever no papelito na hora do pagamento saberia muito bem onde ir e o que trazer para casa, contudo isso é mesmo só aquela coisa do se fosse acima e se fosse abaixo e como não há cá se fosses nenhuns e só há o que é mesmo, o que é mesmo é que os euros que há são os euros que há e ninguém me vai dar mais e são os que eu posso trocar por um carro, junto com a minha traineira que não vale quase nada, mas que há-de servir para alguma coisa. Nestes momentos rogo na pele do meu ex-marido que no final de 2003 achou que não valia a pena comprar um motor a gasóleo, e vai e compra-se uma carrinha com um motor 1.8 a gasolina, que além de beber como uma louca, agora não vale a ponta de um chavelho. E eu que me lixe agora, que sou eu que tenho de a vender. Ora merda!
2.7.10
Control freak
Pois é, control freak. Só que eu eu não pretendo controlar tudo, só a mim. É algo estranho eu ter esta mania e no entanto não ser obcecada por ter tudo planeado na minha vida. Gosto de não ter tudo sempre planeado e ir andando ao sabor do que me apetece, mas isto claro é só no que a mim diz respeito, porque no que diz respeito aos meus filhos obviamente que penso nas coisas com antecedência e planeio o que tem de ser planeado. No entanto tenho um profundo pavor a perder o controlo, por causa disso nunca na vida me embebedei a sério, páro de beber logo que começo a sentir-me tonta. Por isso nunca expludo, por isso é raríssimo seguir impulsos sem antes os tentar compreender. E se momentos há em que acho que esta minha capacidade é uma grande coisa, muito útil e que me evita de certeza muitas chatices, tenho outros em que me pergunto seriamente até que ponto não estarei a transformar-me numa pessoa completamente calculista e manipuladora, daquelas que eu não gosto. E isto leva-me ao início, a minha mania de me controlar e de ter sempre a noção das coisas, e reparo que não me dando conta, provavelmente estou a ir precisamento pelo caminho que abomino e sem ter sequer consciência disso. É ruim...
30.6.10
Nervos
Estou cheia de trabalho, estou exausta, tenho saudades dos meus filhos, e tenho milhares de coisas a rabiar dentro da cabeça como a remodelação da casa, a troca de carro, as matrículas, as incrições, as papeladas, as compras que preciso de fazer, as arrumações que urgem, e o filha da puta do tempo que não estica, e estas merdas todas não se fazem sozinhas. Há alturas em que sinto que a minha vida se equilibra a muito custo em cima de umas canas finas e que aos tropeções no piso sinuoso a qualquer segundo pode desabar. E enervo-me.
28.6.10
As pessoas são engraçadas
Esta é mais uma das coisas que não percebo. A minha mulher a dias, que desde a separação divido com o meu ex-marido, vem frequentemente falar-me de coisas, de merdas, de situações que se passam em casa dele. A maior parte das vezes nem a ouço e as que ouço esqueço quase de imediato. Já lhe expliquei que não me interessa rigorosamente nada do que lá se passa e que não quero que ela me fale disso. Contudo a senhora, apesar de ser uma excelente pessoa e uma boa profissional não prima pela inteligência nem pela esperteza e a cada passo lá vem com as conversas às quais só obtem da minha parte uns pois, uns deixe lá isso, uns não quero saber e outras coisas deste género. Parto obviamente do princípio que o mais certo é que faça o mesmo no sentido inverso, coisa que não chateia absolutamente nada, e dou-lhe o devido desconto. Há contudo outras pessoas que me espantam com as coisas que me dizem. Encontrei numa loja um casal que foi meu vizinho, quando nos primeiros anos de casada vivi onde vive agora o meu ex-marido. Não os via há anos, desde que nos mudámos para outra casa, e depois dos cumprimentos da praxe, a senhora lá vem com a conversa do pois, quem lá vive outra vez é o seu ex-marido, e eu sim, regressou, e ela é verdade, mas deixe lá, há coisas piores do que um divórcio, e eu exactamente, são coisas que acontecem, e ela mas olhe, ele também não acerta com nenhuma, já por lá têm andado várias e não acerta com nenhuma. Apeteceu-me insultá-la mas contive-me num simples, isso não sei nem me interessa. Despedi-me e virei-lhe costas. O que é isto? Qual é a necessidade desta senhora de me dizer este tipo de coisas? Não lhe perguntei rigorosamente nada, no entanto automaticamente fez comentários relativos à vida amorosa do meu ex-marido. Tem a certeza que é um assunto que me interessa, e deve ter ficado desiludida por eu não ter querido saber mais detalhes. A verdade é que eu sei perfeitamente que ele já tem namorada completamente assumida perante os filhos e perante os pais e que a namorada até já tem ficado a passar fins-de-semana em casa dele com os miúdos mas não abri a puta da boca. Primeiro ao fazê-lo seria exactamente igual a esta senhora ao permitir-se fazer comentários sobre um assunto que não lhe diz respeito, segundo porque correria sérios riscos de ser mal interpretada, estou mesmo a imaginar a senhora a ficar convencida que eu estou chateadíssima com o facto do meu ex-marido ter arranjado namorada. Estou-me completamente nas tintas para isso, quer dizer, não estou nada, a verdade é que acho muito bem que ele tenha assumido a namorada e estou satisfeitíssima porque os miúdos gostam imenso dela. O que eles me contam, com a maior naturalidade do mundo e sem eu lhes perguntar nada, a respeito da namorada do pai é muito positivo, que mais poderia eu querer? Nada. Por mim, está óptimo.
27.6.10
Aflição
Ontem fui para a praia com o P. Vi-me aflita. Ele não pára quieto. Vi-me aflita. Parecia possesso, e eu já a ver-me perdidinha. Aquilo não podia ser, resolvi que vinhamos embora, e quando cheguei a casa foi um fogo-de-artifício que mais parecia a noite de S. João, com a ligeira diferença que não era de noite, nem foi de artifício.
Parece impossível
Hora de almoço. à chegada a casa dos meus pais com os miúdos, que dormiram em casa do pai na noite anterior:
Mãe: Olha lá, sentiste o cheiro do pequeno?
Eu: Senti, é o perfume do pai, e que tem? Deve ter pedido ao pai para lhe pôr perfume, ele gosta.
Mãe: E não te importas?
Eu: Porque haveria de importar-me?
Mãe: Não tens saudades daquele cheiro?
Eu: (meti a expressão "tás maluquinha ou quê?") Não.
Mãe: Vá, diz lá, nem só um bocadinho?
Eu: Nada mamã, nadinha, ze-ro!!!
Ela: (meteu a expressão "tu não deves bater bem") Parece impossível...
Mãe: Olha lá, sentiste o cheiro do pequeno?
Eu: Senti, é o perfume do pai, e que tem? Deve ter pedido ao pai para lhe pôr perfume, ele gosta.
Mãe: E não te importas?
Eu: Porque haveria de importar-me?
Mãe: Não tens saudades daquele cheiro?
Eu: (meti a expressão "tás maluquinha ou quê?") Não.
Mãe: Vá, diz lá, nem só um bocadinho?
Eu: Nada mamã, nadinha, ze-ro!!!
Ela: (meteu a expressão "tu não deves bater bem") Parece impossível...
24.6.10
Dona da casa
Se eu quiser sei ser a perfeita dona de casa. Se eu quiser. Mas não sou, ao invés sou a dona da casa. Sou tudo o que a dona de casa é e sou a dona, sou eu que mando, sou eu que decido, sem prestar contas ou ter de negociar com ninguém. Isto é bom. E por conta disto, meti-me numa aventura que é remodelar a minha casa. Adiei durante meses, faltava-me a energia. Finalmente meti mãos à obra e chamei o homem que vai tratar de tudo. Já cá vieram com ele um carpinteiro, um electricista e um outro que não sei como lhe chamar mas vai tratar das janelas. Estou à espera do orçamento e não aguento de curiosidade. Estou em pulgas e nem o facto de ter de tirar tudo cá de dentro, mudar-me para casa dos meus pais durante uns meses e depois ter de voltar a pôr tudo no sítio me fazem esmorecer o entusiasmo. Engraçado como bastou apenas uma chamada e uma reunião com o homem para que haja outra vez entusiasmo dentro de mim. Isto é bom.
23.6.10
Fácil
Faz-me sempre imensa confusão ouvir falar de paixões. Ai que estou tão apaixonada(o), ai que nem sei o que fazer, ai que estou doida(o) por ele(a). Isto faz-me confusão. Ontem à noite, numa das séries que gosto de ver percebi que aquela gente já estava toda apaixonada por outras pessoas, bastou-me falhar dois episódios para que ficasse tudo trocado. Já não estão apaixonados por quem estavam e por quem sofriam horrores e agora já se encontram apaixonados por outros. Que coisa, será assim tão fácil apaixonarem-se? Fiquei desiludida, de repente a série que gosto tanto passou a ser de ficção. Não gostei, mesmo sabendo que tudo na TV é ficção, eu gosto da ficção que pode muito bem ser verdade. O povo apaixona-se e desapaixona-se assim tão facilmente? Como se fosse um simples carregar de botão, como se fosse automático, e como se fosse completamente independente da vontade de cada um. E isto, venha quem vier, não me cabe na cabeça. lamento muito. Não é assim fácil, nem apaixonar-se, nem desapaixonar-se. Não é. E sobretudo não é instantâneo, não se acorda um dia e se constata que se está apaixonado, não se olha para uma pessoa e se percebe que se está apanhado. É infinitamente mais complicado do que isso, acho até que o mais difícil é admiti-lo perante nós próprios. Se eu nunca pensar que estou apaixonada, nunca estarei. Posso até achar piada, posso muito bem sentir desejo, posso até sentir a falta, mas se estas palavras nunca forem proferidas ou pensadas, esse estado jamais se materializará. E há milhares de motivos pelos quais essas palavras fiquem de fora do léxico comum. Há milhares de formas de as repelir. Há milhares de maneiras de as evitar. E também há uma razão que invalida tudo isto que acabo de escrever. O medo. Não, não estou apaixonada e não tenho medo de me apaixonar, mas também não o anseio. É como conduzir a alta velocidade, é óptimo não há dúvidas, e apesar de já ter acelarado bastante e ter sentido toda a adrenalina daí resultante, vivo bem conduzindo no limite imposto por lei.
Peso
Pesei-me esta manhã, uma semana após o início do regime alimentar que contraria toda a lógica. Tenho comido imenso, de tudo o que habitualmente automaticamente me faz rebentar as costuras da roupa, verifiquei que a balança marcou o mesmo número de há oito dias atrás. Inacreditável, não engordei!!!
22.6.10
Está bem
E pronto, posso finalmente parar de tomar o anti-coagulante e deixar de fazer as visitas bi-mensais ao Hospital para verificar o meu sangue. Ao fim de seis meses os senhores doutores vão analisar o dito, não sem deixar passar um mês sem interferência de medicação, para averiguar se há uma tendência genética para as tromboses. Iremos saber então porque raio tive eu uma Trombose Venosa Profunda, se de resto sou uma mulher perfeitamente saudável. A única coisa que me causa espécie é que não fui submetida a qualquer exame, ninguém sabe se o coágulo continua na veia ou se foi naturalmente absorvido. Mas acho que se o trombo ainda lá estiver, o sangue livre de anti-coagulante engrossará e voltará a ter dificuldade em circular e voltará causar dor. Está bem, poupa-se o custo do exame e se a paciente voltar a ter dores e fizer outra trombose que se foda. Está bem, está.
21.6.10
Esquemas
Ando a pensar nisto desde sexta-feira, perturbou-me o contacto que tive através da rede social, tive um acesso de raiva e limpei tudo o que tinha na rede social, só lá deixei a minha fronha e mais nada, não há qualquer informação, acabou. E só não fecho a conta porque lá estão familiares com os quais contacto através daquilo, os miúdos. Ninguém me tira da ideia que este indivíduo tropeçou no meu perfil, verificou que já não sou casada e pensou aquilo que a maioria dos homens pensa. Então esta gaja divorciou-se? Agora quer é rambóia. Vejamos, se a situação fosse outra ao contactar-me teria tido uma atitude completamente diferente, se fosse alguém apenas a contactar um velho conhecido teria tido outro discurso, e se a rede social não fosse um esquema estaria visível a fotografia dele e o estado civil. Uma pessoa que é casada e não usa aquilo para engate não tem qualquer problema em revelar que é casada. Se bem que também as há que lá põem que são casadas e usam aquilo para engatar na mesma. Mas, se fosse livre também lá colocaria que é livre, como eu fiz. E se não fosse esquema não teria colocado um comentário no meu perfil dizendo "confirmo que continuas impressionante". Ora esta frase para mim, é frase de engate, ou não? Daqui concluo que o fulano é casado e quer saltar-me para a espinha, portanto o que tenho a fazer é cortar o mal pela raíz e não dar seguimento. Já não vou sequer tentar apurar rigorosamente nada, qualquer aproximação é demasiado perigosa, conheço perfeitamente o efeito que ele causa em mim. Foge mulher, foge!
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