9.4.10
Tiny little things
Acender um cigarro com um fósforo e inalar o cheiro do tabaco misturado com o cheiro a pólvora. Magnífico.
Sweet disposition - The temper trap
Sweet disposition
Never too soon
Oh reckless abandon
Like no one's watching you
A moment, a love
A dream, a laugh
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs
A moment, a love
A dream, a laugh
A moment, a love
A dream, a laugh
Stay there
Cause I'll be coming over
While our blood's still young
So young it runs
Won't stop till it's over
Won't stop to surrender
Songs of desperation
I play them for you
A moment, a love
A dream, a laugh
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs
A moment, a love
A dream, a laugh
A moment, a love
A dream, a laugh
Stay there
Cause I'll be coming over
While our blood's still young
So young it runs
Won't stop till it's over
Won't stop to surrender
Never too soon
Oh reckless abandon
Like no one's watching you
A moment, a love
A dream, a laugh
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs
A moment, a love
A dream, a laugh
A moment, a love
A dream, a laugh
Stay there
Cause I'll be coming over
While our blood's still young
So young it runs
Won't stop till it's over
Won't stop to surrender
Songs of desperation
I play them for you
A moment, a love
A dream, a laugh
A kiss, a cry
Our rights, our wrongs
A moment, a love
A dream, a laugh
A moment, a love
A dream, a laugh
Stay there
Cause I'll be coming over
While our blood's still young
So young it runs
Won't stop till it's over
Won't stop to surrender
7.4.10
Bem feito!
Tenho de admitir que me deu um bocadinho de gozo. O pai dos meus filhos revelou-me que os miúdos comentaram, no seguimento da questão das "amigas do pai", que "tu tens amigas mas a mãe não tem amigos".
Oh, que chatice, o gajo que fez um pé de vento (isto para ser educada) por que eu tinha um amante e porque queria era que ele saísse de casa para ir viver a minha nova vida com o meu amante, que quase me partiu o focinho, nem sei como escapei, que tentou pôr o mundo todo contra mim à conta da história do amante, que foi perturbar o sossego dos meus pais com estas intrigas, o gajo que armou a puta da confusão e que decidiu, cheio de peito sair de casa porque descobriu que a mulher o enganava, descobre agora através dos filhos que a mãe não tem "amigos". Oh, que chatice. É bem feito!
A mãe tem "amigos" que não tinha antes obviamente, os filhos é que não os conhecem, porque estes "amigos" não têm importância suficiente para isso.
Mas, também tenho de admitir que na altura me chateou um bocado ter levado com a fama de ter um amante, sem tirar qualquer proveito. Mas pronto, antes confusão com a consciência tranquila do que com ela pesada.
Oh, que chatice, o gajo que fez um pé de vento (isto para ser educada) por que eu tinha um amante e porque queria era que ele saísse de casa para ir viver a minha nova vida com o meu amante, que quase me partiu o focinho, nem sei como escapei, que tentou pôr o mundo todo contra mim à conta da história do amante, que foi perturbar o sossego dos meus pais com estas intrigas, o gajo que armou a puta da confusão e que decidiu, cheio de peito sair de casa porque descobriu que a mulher o enganava, descobre agora através dos filhos que a mãe não tem "amigos". Oh, que chatice. É bem feito!
A mãe tem "amigos" que não tinha antes obviamente, os filhos é que não os conhecem, porque estes "amigos" não têm importância suficiente para isso.
Mas, também tenho de admitir que na altura me chateou um bocado ter levado com a fama de ter um amante, sem tirar qualquer proveito. Mas pronto, antes confusão com a consciência tranquila do que com ela pesada.
6.4.10
Retirando o bom senso
Pele macia e toque delicado mas ao mesmo tempo decidido. Forte mas ao mesmo tempo tão doce que apetece trincar. Uma brisa agradável que percorre o corpo e arrepia, mas ao mesmo tempo um raio de sol quente que traz a vontade de fechar os olhos e espreguiçar. O silêncio que nada tem de desconfortável e a segurança de um olhar meigo. O encaixe perfeito dos corpos que leva ao cérebro a sensação de serem velhos conhecidos que se estão a reencontrar, apesar de ser a primeira vez. O abraço que sela o momento sem segundas intenções. Perfeito.
5.4.10
Proibido II
Passou-me a coisinha ruim que às vezes me chateia os miolos e lá vou eu toda poderosa so full of myself e encontro o raio do puto que parece que tem íman e vai não vai, nem embriagada estava,e meto em sentido proibido em grande velocidade. Está mal, mas está feito. Foda-se, ainda falam da TPM. Há alturas muito mais difíceis de ultrapassar sem danos colaterais. Isto de ser saudável e de ter o sistema hormonal a funcionar que nem um relógio tem o seu lado menos positivo.
3.4.10
Moods
Tenho às vezes uns achaques. Muito raramente apetece-me mimo, e quando isso acontece fecho-me em casa, quieta e sossegada, aninhada no meu ninho e espero que passe. Enquanto espero, mimo-me com isto:
2.4.10
1.4.10
Contra todas as probabilidades
Ok, não tenho qualquer dúvida. O homem atrai-me bastante. Pronto, é um facto incontornável a atracção dos corpos. Tirando isso, há o paleio, a postura e a atitude. Tem ar de rufia, gosto; tem ar de engatatão, gosto; tem sangue quente, ferve em pouca água, gosto; é confiante, gosto. Depois, em todo o discurso, apesar de ter notado um leve esforço para me impressionar, aquelas merdas normais do costume, não me impressiou nada. Contudo houve um pormenor que por iniciativa própria não foi desvendado. Perguntei-lhe directamente e respondeu-me um nadinha encabulado. Essa resposta sim, impressionou-me.
31.3.10
Respeito
Tenho para mim que a minha mania de não ter problema nenhum em discordar e de expor os meus argumentos com toda a naturalidade impõe respeito. Aquele respeito que impede o indivíduo de tomar determinadas atitudes com receio de levar imediatamente um desempeno à moda antiga. Esta merda baralha-me. No outro dia, o homem fez-se a mim e eu deixei. Mais, alinhei o que é diferente de deixar. Quando finalmente nos encontramos (não, desta vez não adormeceu) ele estava nitidamente mais nervoso, ou ansioso do que eu.
Corrijo, ele estava, eu não.
Repito, esta merda baralha-me.
Corrijo, ele estava, eu não.
Repito, esta merda baralha-me.
30.3.10
Vou ter de ver isto
Assim como há músicas que provocam em mim uma reacção de quase náusea, há outras que também me mexem com as entranhas, mas em bom. Não deve ser normal, vou ter de ver isto.
29.3.10
28.3.10
Pois... paranóia minha... pois.
Os meus rapazes começaram a falar de uma amiga do pai com quem têm convivido mais ultimamente e a mim, eles dizem naturalmente sem se lhes colocar qualquer questão, que é uma pessoa "muito fixe", simpática e amiga. Fiquei, obviamente muito satisfeita com isso. É a única coisa que me interessa, que os miúdos se sintam bem com quem é introduzido na vida deles. Contudo, pedi a intervenção de outra pessoa, com quem eles conversam privadamente e que sabe muito bem como chegar-lhes. Sei que eles tentam "poupar-me" a determinadas coisas. Custa-me que eles achem que têm de me poupar ao que quer que seja, primeiro porque não é suposto eles terem este tipo de preocupação ou "fardo" e depois porque é completamente desnecessário. Concluiu-se que as referências à amiga do pai são sinceras e que eles aceitam bem esta realidade. Por isso mesmo, ouvi que as minhas questões sobre introduzir novas pessoas na vida dos meus filhos talvez fossem mais problema meu do que deles. Ouvi que não havia mal nenhum e que eles convivem bem com isso, que talvez eu devesse deixar-me de merdas e que se se proporcionasse não deveria deixar de aproveitar situações em que eles se pudessem divertir e viver experiências novas com pessoas novas. Porque não? Ouvi, mas mantive as minhas reservas, não sou capaz de fazer isso. Evidentemente que conheci outras pessoas, evidentemente que convivo com pessoas que não conhecia antes de me separar, acontece que os meus filhos apenas convivem com as pessoas que sempre fizeram parte da vida deles, com os amigos que tinhamos, com os filhos desses amigos, e amigos novos são eles que os fazem, não sou eu que os trago. Ouvi que provavelmente tudo isto seria talvez um grande disparate. Pois... mas para mim não faz sentido. Se nem eu sei se daqui a um mês estas pessoas continuarão na minha vida, não me parece bem que os meus filhos conheçam pessoas que provavelmente irão desaparecer. Ou não. Mas isso, nem eu sei. Ontem, o pai relatou-me que o mais velho ficou muito triste porque esteve há pouco com uma pessoa de quem gostou particularmente e percebeu que não vai ver essa pessoa durante muito tempo, e que isso o perturbou. Erro crasso, tendo em conta a sensibilidade muito especial do miúdo. O pai já devia saber, mas percebeu o erro e assegurou-me que não se repetirá. Se com todo o discurso que ouvi sobre as minhas "paranóias" quanto a este assunto eu tivesse ficado com dúvidas, ontem elas teriam desaparecido ao saber deste episódio. Mas não, nunca tive qualquer dúvida, há coisas que não se misturam.
No lanço, ainda me disse que não usa a família dele para nada, e que é complicado estar sozinho com os dois. Não percebi se foi uma farpa para mim, que ele sabe muito bem que os meus pais me dão muito apoio, ou se foi para tentar justificar as pessoas que têm convivido com os miúdos quando eles estão com o pai. Se foi para me atingir perdoo-lhe, ele não sabe que o tempo que tenho com os miúdos é dedicado a eles somente, e que no fim-de-semana que estão comigo não os deixo nos avós para poder sair. Ele não sabe disso, mas não senti necessidade de lho dizer.
No lanço, ainda me disse que não usa a família dele para nada, e que é complicado estar sozinho com os dois. Não percebi se foi uma farpa para mim, que ele sabe muito bem que os meus pais me dão muito apoio, ou se foi para tentar justificar as pessoas que têm convivido com os miúdos quando eles estão com o pai. Se foi para me atingir perdoo-lhe, ele não sabe que o tempo que tenho com os miúdos é dedicado a eles somente, e que no fim-de-semana que estão comigo não os deixo nos avós para poder sair. Ele não sabe disso, mas não senti necessidade de lho dizer.
27.3.10
Proibido
Não falei disto a ninguém, nem sei se isto é sequer normal, nem me interessa. O que sei é o que senti e é o que guardo lá atrás num cantinho no fundo da gaveta. Desconheço as consequências do acto e assim ficarei, sem saber. Um momento doce, só isso, que ficará associado à musica que tocava e que me inundou a par do puro prazer. Fui indecente, fui do piorio. Aproximei-me de mansinho, sabendo perfeitamente que nunca ele iria dar o primeiro passo, mas sempre soube que se eu alguma vez o desse a resposta seria a que eu esperava. E foi. Não consigo imaginar o que ele pensou exactamente mas a expressão dele foi de quem não acreditava no que lhe estava a acontecer, e foi essa reacção que despoletou o que aconteceu a seguir. O poder que senti foi avassalador, tomou conta de mim e eu deixei. Incendiei-o enquanto dançava colada a ele e enquanto lhe sentia o toque, tímido no início, o cheiro cada vez mais próximo, à medida que ele se libertava permitindo-se afundar o rosto no meu cabelo arrepiando-me com a respiração no meu pescoço. Três ou quatro minutos que dançamos, apenas um momento inconsequente, mas gostei da sensação de tê-lo à minha mercê, frágil e confuso, arrebatado. Despedi-me dele com um beijo na boca, fiz questão, e fui embora. Acho-o lindo de morrer, não fosse ele amigo do meu irmão e não tivesse ele apenas vinte e dois anos e... mas é proibido. Fundo da gaveta.
26.3.10
Gosto de ouvir mas...
dança-la é consideravelmente melhor.
Ele nem acreditava no que lhe estava a acontecer, tão giro.
Um amor.
Ele nem acreditava no que lhe estava a acontecer, tão giro.
Um amor.
Como dantes
Estivemos na conversa três horas e meia e foi tudo igualzinho.
Conversámos e rimos, rimos e conversamos, o trabalho, os filhos, os pais, os amigos.
Como dantes.
Não falamos do assunto que me atordoou.
Não se tocou nesse tema.
Como dantes.
Conversámos e rimos, rimos e conversamos, o trabalho, os filhos, os pais, os amigos.
Como dantes.
Não falamos do assunto que me atordoou.
Não se tocou nesse tema.
Como dantes.
24.3.10
Estou triste
Como se não fosse suficiente mudarem-lhes o nome, mudaram-lhes a cara também. Estou triste. Está bem que já iniciei o processo de separação. Está bem que penso mesmo abandoná-los, mas foda-se, podiam deixar uma mulher despedir-se dos seus cigarros em condições. Paneleiros. Anos e anos de fidelidade aos meus Marlboro Lights, que eu tanto acarinhei como sendo a única coisinha light da minha vida e agora mandam-me esta embalagem paneleira, branquinha, a lembrar aqueles pseudo-cigarros de gaja fininhos que até metem nojo, e ainda por cima começam a chamar-lhes Gold? Foda-se, Gold? Mas que merda é esta? Paneleiros.
22.3.10
Era mesmo disto que eu precisava agora
De ser assaltada outra vez pela puta da dúvida, pelo puto do medo. Et voilá... Já não é só um vislumbre, já é uma verdadeira possibilidade e eu fiquei toda a tremer. Eis que surge a oportunidade para o salto em direcção ao sonho, acompanhado de todas as contra-partidas que me inquietam profundamente. Deve uma mulher sozinha com duas crianças a seu cargo arriscar um novo emprego que a realizaria plenamente mas que a longo prazo é inseguro ou deve uma mulher manter o que já tem, que a realiza substancialmente e que a longo prazo pode vir a ser inseguro? Pondo de parte o gozo pessoal que eu retiraria de um projecto extremamente aliciante, a grande diferença é apenas esta: havendo a possibilidade de tanto um como o outro acabarem por me deixar no desemprego, um deles não me pesará na consciência. E agora, o que faço?
A bela adormecida
Se calhar eu devia ter ficado chateada. Acontece que não fiquei. Não fiquei assim muito. Passo a explicar: O meu date de sexta-feira à noite não apareceu. É verdade, o moço não apareceu nem deu sinal. Fiquei um pouco chateada mais por não ter sido avisada do que por ele não ter aparecido. Será que deveria ter ficado muito chateada com ele? É que não fiquei, mas pronto. No dia seguinte desculpou-se e disse que adormeceu. A-dor-me-ceu??? É o que ele diz. Tadito, e acha que eu acreditei. Eu deixo-o acreditar que eu acreditei. Dá-me jeito que ele acredite que eu acredito, faz parte do meu plano, que ele obviamente desconhece. Ora o moço, desde então tem-me inundade do sms, ora a pedir desculpa ora a pedinchar uma nova oportunidade. Ele ainda não sabe, mas vai tê-la, e mais cedo do que espera. Não vejo motivo para desperdiçar um jovem saudável e bem apessoado e que ainda por cima corresponde ao tipo de homem que... digamos... me desperta, porque para ser franca, serve perfeitamente o propósito que lhe está designado.
19.3.10
Estreia
Hoje tenho um date. Com o fulano do flirt. Um date mesmo, comme il faut. Foi ele que convidou, e escolheu o destino, assim tipo à moda antiga. E atenção, não foi uma cena daquelas arranjada na internet, foi como antigamente se fazia, ao vivo e cara a cara. Engraçado foi ele a explicar-me assim com algum receio que, sendo hoje dia do pai pretende jantar com os pais, ou seja, achava que eu estava à espera que me levasse a jantar. Adorei a expressão de surpresa dele quando percebeu que eu não estava nada a contar com isso. Vai ser um date after dinner. So far so good.
17.3.10
Harmonia
Uma coisa é certa, nunca houve nem haverá jamais conflitos de interesses entre "moi même" e alguma das minhas amigas por causa de homens. Nunca acho piada aos mesmos que elas. É bem.
16.3.10
Standards
Os meus filhos são rapazes completamente diferentes, tanto fisicamente como em todas as outras características, enfim, não podiam ser mais diferentes e há coisas até em que eu diria que são opostos. Cada um com a sua personalidade, a sua sensibilidade, a sua abordagem à vida muito particular,e eu, no meio deles, por baixo, por cima, de lado, à volta, tentado o melhor que sei e posso, apoiá-los, guiá-los, protegê-los, educá-los, ensiná-los. Não tenho preferência por nenhum deles, amo-os profundamente de forma igual. Um dia eles perguntaram-me de qual gostava mais e eu respondi que se me cortassem a perna esquerda eu ficaria coxa, e se me cortassem a perna direita ficaria coxa também. Duas pernas, e ambas igualmente necessárias. Foi assim que expliquei, acho que entenderam. Procuro orientá-los, mas tento aceitá-los como são. Não quero forçá-los a serem o que não são, contudo sei que precisam de mim para lhe mostrar e ensinar o caminho. Quero que sejam felizes, mas também gostava que escolhessesm uma profissão que lhes proporcionasse alguma estabilidade. O que eu quero mesmo, é que se transformem em homens sérios, honestos, que gostem do que quer que seja que façam, que sejam equilibrados e emocionalmente bem sucedidos. Isso, para mim é mais importante do que ter muito dinheiro, ter carros desportivos ou casas com piscina. Quero que sejam capazes de amar uma mulher, ou um homem, tanto me faz e que respeitem a ou o companheiro. Quero que sejam capazes de olhar os mais velhos com carinho e quero que sejam capazes de transmitir coisas boas aos filhos, se os vierem a ter. Quero que tenham a capacidade de se divertirem e de se rirem mesmo nos momentos mais adversos. Quero que sejam optimistas e que olhem para a vida de frente, sem medos, e com um sorriso. É isto que eu quero para os meus filhos.
O pai deles ontem fez-me sentir uma merda, porque durante o fim-de-semana não obriguei o rapaz a estudar para o teste de História que tem hoje. "estou muito desiludido" disse-me. Hoje, penso nisto tudo e não voltarei a sentir-me uma merda com os reparos do pai deles. O rapaz deveria ser o melhor aluno da turma, segundo os standards do pai. Lamento, não concordo. O rapaz tem de dar o seu melhor. Se for o melhor aluno da turma, óptimo. Se não for, não vou ficar desiludida. Não vou.
O pai deles ontem fez-me sentir uma merda, porque durante o fim-de-semana não obriguei o rapaz a estudar para o teste de História que tem hoje. "estou muito desiludido" disse-me. Hoje, penso nisto tudo e não voltarei a sentir-me uma merda com os reparos do pai deles. O rapaz deveria ser o melhor aluno da turma, segundo os standards do pai. Lamento, não concordo. O rapaz tem de dar o seu melhor. Se for o melhor aluno da turma, óptimo. Se não for, não vou ficar desiludida. Não vou.
13.3.10
Maaaaaaaaaaaaaaãe, olha para miiiiiiiiiiiiiiiim!
Eu, concentrada a fazer o jantar, viro-me e vejo o puto de 7 anos, de pijama, a entrar pela porta da cozinha, com as minhas botas de salto alto calçadas, a darem-lhe até à coxa, e a tentar correr com elas nos pés. Não podia mais de tanto rir mas quando vi que as botas estavam calçadas trocadas, atirei-me para o chão. Este puto não existe!
E com esta palhaçada, claro, o arroz queimou.
E com esta palhaçada, claro, o arroz queimou.
Se
Se um dia ela se despir, ela gosta de ser despida, se algum dia ela se despir para ele, será com isto a tocar:
12.3.10
Detalhes
Como será que ela vive com um homem que está com ela só porque não pode estar com outra? Um homem a quem tanto lhe faz com quem está, já que não é a mulher que quer? Um homem que teria vivido outra vida se pudesse, que pensa noutra como a mulher certa para ele, que nunca teve e que sabe que não pode ter mas que mantém viva dentro dele? O que sentiria ela se soubesse?
Esta é a maior traição de todas, fazer de alguém a segunda escolha.
Esta é a maior traição de todas, fazer de alguém a segunda escolha.
Aldrabice
Descobri hoje que tenho andado a aldrabar as bicicletas e os tapetes lá do ginásio. É que para pôr a funcionar aquelas geringonças temos de introduzir várias informações, o tempo, o nível de dificuldade e o nosso peso. E eu, inocente, punha lá o peso que achava que tinha. Hoje descobri que peso menos 2 kilos do que o que tenho andado lá a meter. E que ninguém me diga que é normal, que se tenho ido ao ginásio já perdi peso e tal, porque nem as vezes que já fui nem o esforço que lá faço justificam perder 2 kilos. Sim, porque só vou na segunda semana e o esforço é quase (mas quase) nenhum.
11.3.10
10.3.10
Quem me dera
Choque. Não sei o que pensar, não sei o que fazer, não sei o que sentir. Que confusão aqui dentro.
Descobrir ao fim de 20 anos que durante todo esse tempo se é protagonista na vida de alguém, que se é o fantasma que assombra e perturba toda uma existência, que a ilusão dos 15 anos ao invés de se esfumar no tempo foi alimentada e tomou proporções verdadeiramente "shakesperianas", no mínimo,abala.
A mim deitou-me por terra.
Quem me dera não ter sabido disto, quem me dera nunca ter sido encontrada, quem me dera viver desconhecendo esta realidade que não é a minha, mas que mesmo assim me dói.
Descobrir ao fim de 20 anos que durante todo esse tempo se é protagonista na vida de alguém, que se é o fantasma que assombra e perturba toda uma existência, que a ilusão dos 15 anos ao invés de se esfumar no tempo foi alimentada e tomou proporções verdadeiramente "shakesperianas", no mínimo,abala.
A mim deitou-me por terra.
Quem me dera não ter sabido disto, quem me dera nunca ter sido encontrada, quem me dera viver desconhecendo esta realidade que não é a minha, mas que mesmo assim me dói.
Nem acredito
Estou tão, mas tão contente que nem sei. Tive uma belíssima surpresa hoje quando recebi uma mensagem de um amigo que já não vejo e com não tenho contacto há cerca de 20 anos. Éramos inseparáveis quando estudamos juntos e, ele não sabe mas o meu filho mais novo tem o nome dele. Ele descobriu-me e mandou-me mensagem, tão bom! É provavelmente a pessoa com o sentido de humor mais genial que alguma vez conheci, divertíamo-nos tanto os dois na escola, éramos tão amigos. Eu continuo, ao fim destes anos todos a gostar tanto dele como antes e ele de certeza que sente a mesma coisa. Os verdadeiros amigos não sentem o passar do tempo, a amizade não tem prazo de validade e não esmorece à conta do tempo ou da distância. Estou mortinha por estar com ele e saber tudo da vida dele nestes 20 anos, espero que seja em breve. Nem sequer sei onde ele está, mandei-lhe e-mail e só quero que seja amanhã para ter resposta. Estou mesmo contente.
9.3.10
Fui...
... lá. Mal me viu veio imediatamente ter comigo e depois dos beijinhos e do "olá tudo bem?" perguntou-me se o número de telefone que tinha estava correcto (?!). Ah pois, tentou ligar-me ontem para o meu número antigo que descortinou não sei como (?!), e não deu, claro. Dei-lhe o actual, e com um sorriso e um "estou cheia de pressa", porque até estava, despedi-me e vim embora a pensar: Ena, temos homem!
8.3.10
Não sei bem como fazer...
...para passar o meu número de telefone ao fulano com quem flirtei este fim-de-semana. Não sou artista nestas merdas. Não tenho jeitinho nenhum para estas cenas. Nem para estas cenas nem para seduzir com merdinhas e poses e sorrisinhos. Comigo é gargalhadas mesmo. Ainda vou ter de tirar um puto dum curso! Amanhã ou depois vou lá, onde sei que o vou encontrar, e dependendo da reacção dele vejo se lhe dou o meu número de telefone. Sim, porque lá onde ele está o mais provavel é que ele não tenha lata para mo pedir. Se tiver, ui, só ganha pontos, mas desconfio que não. O problema é se me apetece dar-lho e depois não me desenrasco de maneira a que ninguém tope. É lixado isto. Tenho sempre tendência para as cenas mais directas, às claras, o que me pode estragar o esquema todo. Estranho é que consigo ser extremamente subtil em varidíssimas situações mas nestas coisas não tenho jeitinho nenhum. Preciso de um curso intensivo urgentemente! Só me dá vontade de rir a minha falta de... digamos... tacto... ninguém imagina o que eu me divirto com isto!
7.3.10
Flirt
Foi uma daquelas situações em que o que se estava a passar na minha cabeça era exactamente o que se estava a passar na dele. Mais um copo, mais um cigarro, mais uma gargalhada. Depois já se bebe do mesmo copo, já se fuma o mesmo cigarro e as gargalhadas já são intercaladas com sorrisos acompanhados de olhos que procuram os olhos. Gentilezas que de desinteressadas nada têm, o vou contigo que está muita confusão e dá-me a mão e aperta ao mesmo tempo que a outra mão suavemente pousa na cinta que disfarçadamente passa a ser a anca deslizando até à barriga diminuindo a distância entre os corpos a cada passo dado. E no meio da confusão há uma torrente de gente que força a marcha até à parede e eu quase arrastada pela multidão sinto um braço que me envolve, me levanta e vira colocando-me entre a parede e o corpo que colado ao meu me protege do arrastão. Eu a ver, eu a ver tudinho e ele a perceber perfeitamente que eu estava a perceber. Nada mais que isto. Despedidas sem troca de contactos com o intuito óbvio de dar seguimento ao flirt delicioso que ali ocorreu. Nada. Mas ambos sabemos que mesmo sem se ter combinado o que quer que fosse é apenas uma questão de dias até que nos voltemos a encontrar. E esta expectativa, assim no "escuro", é provavelmente o melhor que esta cena toda tem.
6.3.10
Que seja a última vez!
Os meus rapazes dormem comigo uma vez por semana, é a regra que instituí desde que o pai saiu de casa. Uma vez por semana e não há cá confusões. Admito que adoro tê-los na minha cama, um de cada lado, eu no meio de barriga para cima e eles, agarrados aos meus braços e com as pernitas entrelaçadas nas minhas até adormecerem. Fico dividida a meio, quase literalmente, cada um deles agarra a sua metade e adormece. Estes momentos são do melhor que há. Acontece que esta semana, precisamente quando nos preparavamos para dormir, eu no meu quarto e eles cada um no seu, começo a ouvir as habituais discussões e não liguei, contudo quando os ouço a insultarem-se com palavras obscenas passou-me uma coisinha pela cabeça, transformei-me e fui disparada ter com o mais novo, obriguei-o a repetir o que tinha dito e percebi que além de palavras houve também gestos obscenos. Bem, apliquei-lhe dois pares (sim, 4) de estalos na cara mais uma boa meia-dúzia de palmadas no rabo com quanta força consegui arranjar. Pelo meio das tentativas de se defender ele lá soltou que o irmão também lhe tinha feito. Segui directa para o quarto do mais velho (que estava imóvel e acho que nem sequer respirava) e forcei-o a repetir também o que tinha feito ao irmão. Outro gesto obsceno (diferente do do mais novo) Oh meus amigos, foi logo mais uma dose de porrada. "Mas o que é isto??? Os meus filhos não são fazem estas coisas! Eu não tenho filhos mal-educados!" Berrei eu. "E digo-vos meninos, que seja a última vez que isto acontece, e eu se eu sei que lá fora, onde quer que seja, vocês me fazem destas coisas, levam semalhante coça que vos ponho aos dois no hospital, percebido? Isto foi só uma amostra! PERCEBIDO?" Nem responderam, claro. Entre soluços foram que nem flechas vestir o pijama e escovar os dentes. Em menos de um minuto estavam prontos para se deitarem e enfiei-os na minha cama, com direito a um "Estão os dois de castigo", apaguei a luz e virei costas. O mais novo, ainda aos berros: "Mas não te vens deitar? Vamos ficar aqui sozinhos?" Disse que sim, que não mereciam, "e se não te calas imediatamente vais já para a tua cama dormir sozinho!" Ele não tem mais, levanta-se e vai para o quarto dele. O outro, pesou-lhe lá ficar sem o irmão, levantou-se e foi também. Nesta altura já eu estava exausta, mais calma, mas exausta. Do mais velho não ouvi mais um pio. O mais novo ainda chorou durante mais de meia hora, sozinho no quarto dele. Depois de se acalmar, chamou-me e disse: "Mãe, já me estou a portar bem, vens adormecer-me?" (o mais velho já dormia). Respondi que não, que estava de castigo e que sabia muito bem que não merecia. Recomeçou a soluçar. "Um beijo já aqui imediatamente, e apontei para a minha bochecha. E pensa naquilo que fizeste, porque se pensas que te portas mal e que não se passa nada e que a mãe te vem adormecer como se nada fosse estás muito enganado com a tua vida. E outro beijo já! Ele deu-me outro beijo, eu também lhe dei e a última coisa que lhe disse ao sair do quarto foi um "Dorme bem".
Passei-me da cabeça, é verdade. Mas não posso admitir este tipo de merdas, não admito. Que os putos digam umas coisas menos aceitáveis quando estão sozinhos ou com os amigos, pelos vistos é normal e segundo o que sei através de casais amigos com filhos da idade dos meus todos o fazem, agora dentro de casa comigo ao lado e saem-se com isto? É que nem pensar, era o que faltava! Se não lhes meto travão os gajos ainda pensam que este tipo de coisas não têm mal nenhum e fazem disto uma coisa banal em qualquer lado, com qualquer pessoa e em qualquer situação. Não pode ser!
Passei-me da cabeça, é verdade. Mas não posso admitir este tipo de merdas, não admito. Que os putos digam umas coisas menos aceitáveis quando estão sozinhos ou com os amigos, pelos vistos é normal e segundo o que sei através de casais amigos com filhos da idade dos meus todos o fazem, agora dentro de casa comigo ao lado e saem-se com isto? É que nem pensar, era o que faltava! Se não lhes meto travão os gajos ainda pensam que este tipo de coisas não têm mal nenhum e fazem disto uma coisa banal em qualquer lado, com qualquer pessoa e em qualquer situação. Não pode ser!
4.3.10
Cavaleiro andante
Acabo de receber uma informação que não posso dizer que me choca mas, que me intriga. Nem sei se intrigar é sequer a palavra correcta. Pouco depois de ter tido "aquela" conversa com o meu marido fiquei a saber que a irmã dele estava a ter problemas no casamento também. Golpe duro para os pais dele, e ele pediu-me para que não revelássemos os nossos de imediato, para os poupar. Aceitei. Os ecos que me foram chegando do outro lado foram que ela teria um caso com alguém que trabalhava com ela, esse alguém estava devidamente identificado e que ela estava a forçar o divórcio. Drama gigantesco naquela família. Ora, quando começa o circo para o meu lado, achei que em parte toda a confusão na cabeça dele teria sido em parte por sugestão, ou seja, ele teria transportado a cena da irmã para mim. A outra parte atribuí ao grandessíssimo golpe no ego que preferiu atribuir a ruptura a uma terceira pessoa do que admitir o falhanço pessoal. Quando tudo acalmou, cheguei à conclusão que a irmã não deveria ter caso algum porque como eu passei por ter um amante sem ter, ela padeceu do mesmo. Aqui reside o que me intriga. Acabo de ser informada que a irmã já comprou casa juntamente com o namorado novo, que é nada mais nada menos o fulano com quem "supostamente" tinha um caso. Espero que lhes corra tudo bem. Mas tendo estes acontecimentos tido lugar há menos de um ano, e não estando a julgar atitudes ou posturas, fazem-me imensa impressão estas cenas de trocar um homem por outro. Tenho para mim que estas decisões são sempre alicerçadas em areias movediças. O homem que se acha que é o cavaleiro andante que vem salvar a donzela nunca é o que parece ser. Quando se está numa relação que não é satisfatória, os olhos estão turvos e não enxergam devidamente. O tempo acabará por mostrá-lo tal como ele é e chega-se à conclusão que não se pensou lá muito bem. Não quer dizer que se volte atrás e que se queira o homem que se deixou, apenas penso que não se consegue ter bem a noção da realidade relativamente ao homem seguinte. Mas isto sou eu. A que na fotografia ficou como a mulher que o marido deixou porque descobriu que ela tinha um amante, a que queria despachar o marido para ir viver com o amante mas o marido foi mais esperto e descobriu, e antes que ela o deixasse, deixou-a ele. Até hoje haverá gente admirada por me ver sozinha, mas onde é que está o amante? Amante não tenho, não tive. Homens, há-os e eu vejo-os muito bem pois nada me turva a visão e também ninguém me vem salvar, não preciso, obrigada. E se um dia escolher alguém será, para o bem e para o mal, com total consciência do que estou a fazer.
Preparativos
Isto de ser hipo-coagulada (nome pomposo, hein?) é uma carga de trabalhos. Vejamos: tenho um dente que já há uns tempos é uma bomba pronta a explodir. Andou calminho durante uns meses, mas há dois dias acordou e eu tinha sido avisada que se ele desse qualquer tipo de sinal teria de ser extraído. Ora isto, nada teria de especial ou extraordinário se eu fosse uma pessoa normal, hum... quer dizer... se eu não fosse hipo-coagulada. Assim, a extracção do dentito requer mais preparativos do que um casamento de uma casa real. Falei hoje com a dentista e o primeiro passo é contactar o serviço de imuno-hemoterapia para fazer medição do sangue antes de mais nada. Depois há que tomar antibiótico durante oito dias. Aí, suspende-se o anti-coagulante durante cinco ou seis dias substiuindo-se por injecções de heparina (as famosas picas na barriga) e só depois se pode extrair o dentinho, cosendo claro os todos os tecidos para reduzir a hemorragia. E é isto a minha vida, qualquer merda vira uma tamanha complicação que nem eu acredito. Tirar um dente, coisa banalíssima, vai envolver deslocações, tempo e chatices que avaliando bem, acho que vou fazer tudo o que ando a adiar fazer há meses nos dentes, e já que esta merda me vai dar semelhante trabalheira, faço tudo duma só vez e não penso mais nisto. É assim, já que a trabalheira vai ser em grande, façam-se os trabalhos também em grande!
3.3.10
Argh!
Arrepio-me de cada vez que penso que mais logo vou gramar com mais uma hora de ginásio, argh...
Arrepio-me de cada vez que penso naquelas pessoas todas suadas e a adorar ali estar, argh...
Arrepio-me de cada vez que penso que vou ter de esperar entre exercícios porque está muita gente, argh...
Arrepio-me de cada vez que penso nos moços do pólo aquático todos a deslizar na piscina, em "bikini", ali à minha frente, ui...
(o ginásio é nas mesmas instalações da piscina e apesar de estar a um nível mais elevado, não tem parede, tem um v-i-d-r-o!!!)
Arrepio-me de cada vez que penso naquelas pessoas todas suadas e a adorar ali estar, argh...
Arrepio-me de cada vez que penso que vou ter de esperar entre exercícios porque está muita gente, argh...
Arrepio-me de cada vez que penso nos moços do pólo aquático todos a deslizar na piscina, em "bikini", ali à minha frente, ui...
(o ginásio é nas mesmas instalações da piscina e apesar de estar a um nível mais elevado, não tem parede, tem um v-i-d-r-o!!!)
2.3.10
Juro que parto a puta da cara
ao gajo ou gaja que eu apanhe a meter aquelas publicidades de merda no limpa pára-brisas do meu carro. Quando não chove pego nos papéis e meto dentro do carro, que eu não sou mulher para deitar lixo para o chão. Se chove, aquilo cola-se ao vidro e é uma dor de cabeça para conseguir tirar. Que eu nunca apanhe ninguém com a boca na botija, que juro que lhe parto a puta da cara!
Fenómeno sobrenatural
Os fenómenos sobrenaturais são acontecimentos para os quais não se encontra explicação lógica, toda a gente sabe. Ontem tive vontade de rir quando tentei lembrar-me das vozes e consegui encontrar os adjectivos com que as classifico mas apenas de uma me lembro do timbre. Consigo ouvi-la mesmo, as vezes que eu quiser, as outras não. É de rir, pois isto não tem qualquer explicação lógica.
Ameaça
Enchi-me de coragem e fui. Demorei a aquecer, no início é sempre aborrecido. É sempre assim. Mas respirei fundo e venci o impulso de virar costas e desandar dali para fora. Fiquei e insisti. Todos aqueles aparelhos me parecem ter vida própria e tenho sempre a sensação que me vão fazer mal. Há uns dos quais nem sequer me aproximo, tenho-lhes um medo irracional. Há outros que nem toquei, tenho a desculpa da perna. Depois irritam-me os gajos e as gajas que lá estão a destilar, tenho-lhes uma raiva descomunal, porque parece mesmo que gostam daquilo. Não percebo como é que alguém gosta daquilo. Até aqui tudo bem, ou seja, menos mal. Das poucas vezes em que olhei para o espelho e vi a minha cara de frete quase que me ri, estava claramente a destoar. Os gajos vermelhíssimos, as gajas todas esbaforidas, todos invariavelmente suados. Eu ali, como se nada fosse, nem um pingo de suor e a tez esverdeada. É, o meu tom de pele, tem dias que é esverdeado. Eu fico verde, literalmente. Não tem a ver com a raiva que tenho àquela gente que gosta daquilo, é mesmo por estar com má cara e, ninguém no seu juízo perfeito vai para ali com maquilhagem. Eu, nem para ali nem para lado nenhum ultimamente. No fundo, estou contente, venci mais uma vez o meu ódio a ginásios, a ginástica, a exercício físico em geral, é uma experiência profundamente desagradável a hora que lá passo no meio daquilo tudo. Venci porque me têm doído aquela vértebra que de há uns anos para cá não me deixa esquecer que existe, e quando chega ao ponto de me ameaçar que vai bloquear com qualquer movimento menos calculado, eu obedeço e vou ao ginásio trabalhar os músculos das costas. Só sob ameaça, porque de livre vontade ninguém me apanha lá. Por isso, não posso verdadeiramente dizer que venci, tenho de dizer que obedeci, cabisbaixa e com o rabinho entre as pernas. Mais uma vez. Veremos quanto tempo aguento. Isto, sem pensar que amanhã me vão doer todos os músculos que tenho e mais os que já não me lembrava que tinha. Depois de amanhã volto lá, para mais uma dose de infelicidade. Ai...
1.3.10
Ritual
Há algumas coisas que não consigo deixar de fazer, é quase uma daquelas cenas obsessivo-compulsivas daquele filme com o Jack Nicholson, o "As good as it gets" e não me lembro do título em português. Uma delas é não conseguir deitar-me sem ir ver os meus rapazes, cada um na sua cama, mesmo que o tenha feito apenas minutos antes, é mesmo a última coisa que faço antes de me deitar. Vou ver um, cubro-o e beijo-o, depois vou ver o outro e faço a mesma coisa. Não consigo, falta-me alguma coisa. Tenho um absurdo pavor de dormir e nunca mais acordar, e uma ridícula ideia de que se isso acontecer não me terei despedido deles. É que pode acontecer, morrer durante o sono. E se isso acontecer, terei dado o derradeiro beijo às únicas pessoas de quem faço questão, se puder obviamente, de me despedir. Não sei o que isto quer dizer, nem faço quaquer diligência no sentido de tentar perceber. Está dentro de mim e não há nada a fazer. E ocorre-me agora se todas as mães serão assim.
Não sei, nunca perguntei.
Não sei, nunca perguntei.
27.2.10
26.2.10
Música
Nunca me peçam para cantar, é um erro crasso, aviso já.
Eu, do alto da minha imbecilidade vocal mas abrigadinha pelo meu (ainda algum) bom senso, às vezes canto, mas só quando estou sozinha que até os meus rapazes quando vão comigo de carro me berram um "Mãaaaae, faz playbaaaaaaack!!!" De maneiras que com eles dentro do carro, já desisti. Mas quando vou sozinha, que é sempre à hora de almoço, ó p'ra lá e ó pra cá, se a música me inspirar canto. Claro que as pessoas que me vêm a cantar dentro do carro olham para mim com aquela expressão que tão bem conheço e que quer dizer que eu devo ser tolinha. Só espero é que hoje aquela senhora que se cruzou comigo há 20 minutos não saiba ler os lábios. Espero que não, porque o que eu vinha a cantar era isto:
Now you've gone somewhere else, far away
I don't know if I will find you
But you feel my breath on your neck
Can't believe I'm right behind you
Cause you keep me coming back for more
And I feel a little better than I did before
If I never see you face again I don't mind
Cause we've gone much further than
I thought we'd get tonight
É que se a senhora percebeu isto, não fica só a pensar que eu sou tola...
(Maroon 5 - If I don't see your face again - excerto)
Eu, do alto da minha imbecilidade vocal mas abrigadinha pelo meu (ainda algum) bom senso, às vezes canto, mas só quando estou sozinha que até os meus rapazes quando vão comigo de carro me berram um "Mãaaaae, faz playbaaaaaaack!!!" De maneiras que com eles dentro do carro, já desisti. Mas quando vou sozinha, que é sempre à hora de almoço, ó p'ra lá e ó pra cá, se a música me inspirar canto. Claro que as pessoas que me vêm a cantar dentro do carro olham para mim com aquela expressão que tão bem conheço e que quer dizer que eu devo ser tolinha. Só espero é que hoje aquela senhora que se cruzou comigo há 20 minutos não saiba ler os lábios. Espero que não, porque o que eu vinha a cantar era isto:
Now you've gone somewhere else, far away
I don't know if I will find you
But you feel my breath on your neck
Can't believe I'm right behind you
Cause you keep me coming back for more
And I feel a little better than I did before
If I never see you face again I don't mind
Cause we've gone much further than
I thought we'd get tonight
É que se a senhora percebeu isto, não fica só a pensar que eu sou tola...
(Maroon 5 - If I don't see your face again - excerto)
Auto-estima
Alguém, ontem à noite, caiu na asneira de me dizer "que falta de auto-estima".
Primeiro, não me viu, claro está, com a minha gabardine. Se tivesse visto teria percebido que a minha auto-estima está ao mais alto nível.
Segundo, a minha resposta a este "petit commentaire" foi:
"tivesse eu de tudo como tenho auto-estima"
Sim, porque se eu, além de não largar minha amiga auto-estima por um segundo, que somos unha-com-carne, fosse giraça, alta, elegante, feminina e sensual, ui, seria de certeza uma gaja absolutamente insuportável. Ninguém, mas ninguém me aturava.
Mas acho que também não queria, depois era só gajos atrás de mim, o que me ia dar uma trabalheira, e era só gajas cheias de inveja, o que me ia complicar um nadinha a vida.
Assim, a minha existência é tão mais sossegada e acima de tudo, divertida.
Primeiro, não me viu, claro está, com a minha gabardine. Se tivesse visto teria percebido que a minha auto-estima está ao mais alto nível.
Segundo, a minha resposta a este "petit commentaire" foi:
"tivesse eu de tudo como tenho auto-estima"
Sim, porque se eu, além de não largar minha amiga auto-estima por um segundo, que somos unha-com-carne, fosse giraça, alta, elegante, feminina e sensual, ui, seria de certeza uma gaja absolutamente insuportável. Ninguém, mas ninguém me aturava.
Mas acho que também não queria, depois era só gajos atrás de mim, o que me ia dar uma trabalheira, e era só gajas cheias de inveja, o que me ia complicar um nadinha a vida.
Assim, a minha existência é tão mais sossegada e acima de tudo, divertida.
Inspector Gadget
Todo o dia fui alvo de chacota no trabalho. Começou cedinho quando quase não me reconheceram por causa da gabardine que resolvi ir buscar ao fundo do meu roupeiro. Tem chovido a potes, e pensei que a gabardine me ia fazer um jeitaço. Admito que quando a vesti imediatemente previ a tourada que iria ser no escritório, e ri-me por dentro. A minha gabardine fez muito mais sucesso do que eu imaginava. Sabia que ia dar em circo, mas tanto não contava. Foi o fim da macacada. Choramos a rir, todas, as sete, literalmente. A gabardine foi elogiada ao pormenor, desde a presilha com botões nas costas, aos chumaços de espuma, altos e redondos que me fazem uns ombros dignos de Rambo. Eu diverti-me tanto com isto que quanto mais elas, incrédulas, olhavam para mim, mais eu me ria. As minhas seis compinchas de sala estavam burras da vida delas, por eu ser capaz de sacar uma gabardine pirosíssima e andar com ela na rua, a pé e com toda a naturalidade, como quem enverga o último modelito Dior!!! Ah pois, eu sou capaz disso, elas nunca, nunquinha. Elas queriam era ser como eu, que de vez em quando, faço assim umas barbaridades, que ninguém acredita em semelhante coisa, e ainda por cima com a maior das latas, me divirto à grande e à francesa nas trombas delas, Elas queriam...mas não são.
25.2.10
Razão directa
And off we go again!!! Fiz serão hoje. Saí do escritório já perto das 23:30h. Pronto, vai começar outra vez, quer dizer, já começou. A verdade é que é assim que eu gosto. Detesto ter trabalho para ir fazendo, prefiro ter muito trabalho todo para ontem porque assim estou concentrada, alerta e estimulada. Quanto menos faço, menos me apetece fazer. Assim, dá gosto! Desde que regressei já tenho dois novos projectos, ou seja dois novos clientes, duas novas marcas. Trabalho na industria têxtil. Durante os primeiros 10 anos de actividade passei por várias empresas, todas do mesmo género, e passei também por quase todos os departamentos, não propositadamente, mas quiseram as circunstâncias que assim fosse. Conheço o "metier" de trás para a frente. Depois, há oitos anos, passei-me para o outro lado da barricada, o que para as empresas com quem trabalho é um bocadinho chato, porque sei todos os truques, eu também os fazia. Sei todas as manhas, conheço todas as mentiras. Enfim, dizia eu que tenho dois novos clientes. Um deles é uma grande estrutura, com centenas de lojas e uma marca desportiva/casual, que tenta desmarcar-se do conceito muito específico que durante anos manteve, desportos ao ar livre: Ski, golfe, caça, pesça, equitação, vela, e por aí fora. Fazem desde casacos impermeáveis às galochas para ir á pesca, passando pelos fatos de ski e pelos polos para o golfe. Estão a desenvolver produtos connosco que não conseguem desenvolver na Ásia, não tanto devido aos materias nobres que fazem questão em utilizar, mas mais pelas quantidades que para as fábricas com milhares de trabalhadores da China e do Bangladesh, são grãozinhos de milho num silo de toneladas. Eu estou a gostar, não muito dos modelos, não são nada de especial, mas porque estou a ter a oportunidade de aprender tudo o que há a aprender sobre algodão orgânico, polyester reciclável, linho, tratamentos que protegem dos raios ultra-violeta, tratamentos anti-bacterianos, características sobre fibras técnicas que fazem coisas que ninguém sonha com a transpiração, tudo isto traduzido em peças de roupa. Interessantíssimo para quem "fazia" t-shirts em 100% algodão. Ok, também sei tudo o que há para saber sobre uma t-shirt em algodão, sobre técnicas de tingimento e de estamparia, sobre tratamentos de cloro ou de lazer, sobre encolhimentos e torções, sobre resistência de cores à luz, à água ou à fricção. Mas agora tudo é novo, e se há alguma coisa boa neste trabalho de ver nascer as peças de roupa de um desenho num papel, é que há sempre algo novo a aprender, os modelos mudam sempre, todas as estações, isso toda a gente sabe, mas aqui é diferente, tudo é novo. E como eu gosto de aprender, estou a gostar imenso. Não vou gostar é de ter de lidar com toda a burocracia inerente a uma grande empresa, os vários departamentos com várias pessoas diferentes cujos nomes vou ter de decorar e associar a cada assunto, a cadeia de decisões demasiado lenta precisamente porque há imensas pessoas envolvidas em cada merdice, e a tacanhez de alguns dos departamentos cuja capacidade de adaptação já notei ser reduzidíssima.
O outro cliente é completamente diferente, um conceito que me é muito familiar, coisas dentro do que descrevi acima e que domino com uma perna às costas. Mas este cromo é um gajo que conheço há anos, que já trabalhou numa das marcas que ajudei a lançar, daquelas que quando chegam a ser comercializadas em Portugal uns anos depois, já eu estou cheia delas até aos olhos que nem consigo usar os modelos sequer, e este cromo é um perigo ambulante. Apesar de eu saber perfeitamente o que ele quer, tenho de ter muito cuidado com ele, porque este melro é dos que sacode a água do capote. Não lhe convindo é gajo para dizer que fui eu que não percebi nada e que ele não disse nada disso, sim porque este é dos que telefona, deve ser alérgico à caneta ou ao teclado. Comeu-me de cebolada uma vez, a primeira. Depois deu-me foi trabalho, o trabalho de ter de escrever tudo o que ele dizia ao telefone logo a seguir, mas que remédio tenho eu, o gajo é teimoso e não muda. Mas também não me come de cebolada. Espero é que a marca dele venda, é que aturar doidos aturo, na boa, mas que os números o justifiquem, porque está frio sim senhor, mas não trabalho para aquecer.
O outro cliente é completamente diferente, um conceito que me é muito familiar, coisas dentro do que descrevi acima e que domino com uma perna às costas. Mas este cromo é um gajo que conheço há anos, que já trabalhou numa das marcas que ajudei a lançar, daquelas que quando chegam a ser comercializadas em Portugal uns anos depois, já eu estou cheia delas até aos olhos que nem consigo usar os modelos sequer, e este cromo é um perigo ambulante. Apesar de eu saber perfeitamente o que ele quer, tenho de ter muito cuidado com ele, porque este melro é dos que sacode a água do capote. Não lhe convindo é gajo para dizer que fui eu que não percebi nada e que ele não disse nada disso, sim porque este é dos que telefona, deve ser alérgico à caneta ou ao teclado. Comeu-me de cebolada uma vez, a primeira. Depois deu-me foi trabalho, o trabalho de ter de escrever tudo o que ele dizia ao telefone logo a seguir, mas que remédio tenho eu, o gajo é teimoso e não muda. Mas também não me come de cebolada. Espero é que a marca dele venda, é que aturar doidos aturo, na boa, mas que os números o justifiquem, porque está frio sim senhor, mas não trabalho para aquecer.
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vivo para trabalhar ou trabalho para viver?
24.2.10
23.2.10
Always learning from experience
Hoje tive de explicar a uma amiga minha como é que faço a "gestão" de determinada parte da minha vida. Até aí não tinha dispensado muito tempo a pensar nisso, foi sempre uma questão de vontade e algum bom senso. A conversa começou mais ou menos assim: Como é que tu consegues ir para a cama com os gajos sem te envolveres? Sim, porque tu não te envolves, tu comes os gajos mas não lhes ligas nenhuma, é como se nada fosse. Como é que tu fazes isso? Tive(mos) um ataque de riso, até chorei. Este comentário, vindo de outra pessoa qualquer, poderia ser considerado um bocadinho insultuoso, se dirigido a outra pessoa qualquer. Sendo que nem a minha amiga nem eu achamos mal ir para a cama com um homem sem haver uma ligação afectiva, esta questão é perfeitamente normal. Ela tinha curiosidade, apenas porque ela própria está convecida que não é capaz de o fazer. Ora, ao conversar com ela, fui colando peças, que junto agora à análise que fui fazendo aos homens que me levaram e que eu levei para a cama. Acima de tudo, cada um deles me ensinou algo sobre mim própria, que é o mais importante obviamente. É verdade que depois de um casamento de 12 anos com o homem que foi o primeiro e único até ao fim, o sexo era para mim uma barreira algo imponente. Custou-me ultrapassá-la, mas consegui. E desde aí, tenho aprendido algumas coisas:
1. Foi passar a barreira, mais para me testar a mim do que outra coisa qualquer. Correu bem, não custou nada, mas sem qualquer interesse posterior.
2. Aprendi que o gajo dar-me mais pica a mim do que eu a ele não é lá grande coisa. Jogar sempre em igualdade de circunstâncias. A repetir se e só se eu sentir que lhe dou tanta pica como ele a mim. Ele que se decida. A ver.
3. Aprendi que a impressão inicial sobre alguém pode ser completamente errada. A sabedoria é muitíssimo mais importante do que o tamanho. Um fulano de estatura franzina e aparentemente frágil que depois se revela um mágico na cama. Ficou tudo em aberto e tem muito interesse, mas o facto dele não ser cá da terra não é lá muito prático.
4. Aprendi que é possível ter um parceiro sexual altamente satisfatório sem haver qualquer outro ponto em comum. Só nos entendemos bem mesmo na cama, de resto... não temos mais nada em comum. E tudo bem.
5. Aprendi que sou capaz de engatar, manipular e levar um gajo para a cama. E sou capaz também de manter o interesse dele aceso depois, e levá-lo para a cama as vezes que eu quiser.
E com o 4 e o 5 aprendi que não me faz confusão nenhuma manter dois parceiros simultaneamente. Cada um no seu género, ambos igualmente bons. Às vezes apetece-me um, outras vezes apetece-me o outro.
Com todos percebi que a intimidade é puramente espiritual, que o corpo e o sexo são apenas a natureza a seguir o seu curso. Dos que ainda mantenho contacto, com alguns consigo conversar, outros nem por isso, e tendo tido sexo com estes homens, não tenho, nem pretendo ter intimidade com nenhum deles. O facto de com eles partilhar a cama não significa que tenha de partilhar mais o que quer que seja, ao ponto de nenhum dos meus amigos sequer os conhecerem, apesar de algumas pessoas saberem da existência deles. É assim que os quero, não pretendo com nenhum deles ir jantar, ou ir ao cinema ou essas coisas, o que não quer dizer que não o possa vir a fazer, talvez um dia calhe que estejamos os dois com fome e nem um nem outro tenhamos outras coisas para fazer, até pode ser. Já ir beber um copo não me importo, é diferente. Agora, não há cá confianças nem misturas, só sexo. E está muito bem assim.
1. Foi passar a barreira, mais para me testar a mim do que outra coisa qualquer. Correu bem, não custou nada, mas sem qualquer interesse posterior.
2. Aprendi que o gajo dar-me mais pica a mim do que eu a ele não é lá grande coisa. Jogar sempre em igualdade de circunstâncias. A repetir se e só se eu sentir que lhe dou tanta pica como ele a mim. Ele que se decida. A ver.
3. Aprendi que a impressão inicial sobre alguém pode ser completamente errada. A sabedoria é muitíssimo mais importante do que o tamanho. Um fulano de estatura franzina e aparentemente frágil que depois se revela um mágico na cama. Ficou tudo em aberto e tem muito interesse, mas o facto dele não ser cá da terra não é lá muito prático.
4. Aprendi que é possível ter um parceiro sexual altamente satisfatório sem haver qualquer outro ponto em comum. Só nos entendemos bem mesmo na cama, de resto... não temos mais nada em comum. E tudo bem.
5. Aprendi que sou capaz de engatar, manipular e levar um gajo para a cama. E sou capaz também de manter o interesse dele aceso depois, e levá-lo para a cama as vezes que eu quiser.
E com o 4 e o 5 aprendi que não me faz confusão nenhuma manter dois parceiros simultaneamente. Cada um no seu género, ambos igualmente bons. Às vezes apetece-me um, outras vezes apetece-me o outro.
Com todos percebi que a intimidade é puramente espiritual, que o corpo e o sexo são apenas a natureza a seguir o seu curso. Dos que ainda mantenho contacto, com alguns consigo conversar, outros nem por isso, e tendo tido sexo com estes homens, não tenho, nem pretendo ter intimidade com nenhum deles. O facto de com eles partilhar a cama não significa que tenha de partilhar mais o que quer que seja, ao ponto de nenhum dos meus amigos sequer os conhecerem, apesar de algumas pessoas saberem da existência deles. É assim que os quero, não pretendo com nenhum deles ir jantar, ou ir ao cinema ou essas coisas, o que não quer dizer que não o possa vir a fazer, talvez um dia calhe que estejamos os dois com fome e nem um nem outro tenhamos outras coisas para fazer, até pode ser. Já ir beber um copo não me importo, é diferente. Agora, não há cá confianças nem misturas, só sexo. E está muito bem assim.
22.2.10
Esbarramentos
Como já disse, há coisas que sei, apesar de não saber explicar porque é que as sei. Mas isso é só um pormenor técnico. Sei por exemplo, que uma determinada situação do meu passado vai ter o desfecho no futuro. No presente não existe, se calhar podia existir, mas não existe porque se não reúnem as condições que eu considero necessárias para tal. Contudo sei que, um dia, essas condições se reunirão, e sei também que nada necessitarei de fazer nesse sentido. Basta apenas esperar, ou melhor, basta deixar que o tempo passe naturalmente, e um dia, não sei quando, mas um dia, aquele tipo vai atravessar-se novamente no meu caminho e que irá acontecer o que deveria ter acontecido há 15 anos. É por causa destas coisas que cada vez mais penso no que uma amiga minha me diz frequentemente. Ela está convicta que nada acontece por acaso. A vida vai em determinada direcção, conduzimo-la às vezes conscientemente, outras vezes nem tanto, mas há coisas que têm de acontecer e por muitas voltas que a vida dê, elas acabam por acontecer. Mesmo que durante muito tempo não se pense sequer nelas, mesmo que durante muito tempo por motivos vários se rejeite até a simples ideia, há decididamente situações impossíveis de contornar, mesmo não fazendo rigorosamente nada para que aconteçam. A mim pelo menos, acontecem-me, eu sei.
Negação
Revi um filme que me encanta. A Festa de Babette. Ou como os prazeres do corpo são negados pela suposta redenção da alma. Não posso, não posso com isto! Somos corpo e somos alma. Não somos só corpo nem só alma, ok? Sentimos, desejamos, e não há volta a dar-lhe. Fomos ensinados durante séculos a negar tudo isso. Só que não se pode negar o que é real. Não se podem negar estes factos. A questão é outra, é o que fazemos e como lidamos esta realidade, do sentir, do desejar. Mas se pelo menos admitirmos estes factos, parece-me que vivemos muito melhor, independentemente do que se faça com eles. O filme anda à volta de comida, de um magnífico jantar e de como um grupo de pessoas vê o prazer da comida como a encarnação do demónio. Fazem um pacto, de que não emitirão uma palavra sobre as iguarias que lhes são apresentadas. Lindo é ver que depois de saborearem todos os pratos e o champagne mais o vinho e o licor, as feições alteram-se-lhes, a nuvem negra sobre aquelas alminhas desaparece, as bochechas ficam coradinhas e os sorrisos despontam naturalmente. É sobre comida, mas para mim aplica-se perfeitamente a montes de outras coisas.
20.2.10
50% / 50%
Descobri que a minha sogra (sim, não consigo pensar nela nem referir-me a ela como ex-sogra) me odeia. Descobri por altura do Natal. Palavras dela: "Ela, para mim morreu, e quem é amigo do ...... devia fazer a mesma coisa." Ora, isto, não me surpreendeu, nadinha. Só não sei se ela me odeia mais porque dei com os pés ao seu fabuloso filho, o que aceito apesar de não concordar com a parte do fabuloso, ou se por eu ter feito o que ela queria ter feito também mas nunca foi capaz. Porque apesar de agora o marido lhe proporcionar uma existência mais ou menos pacífica, durante muitos anos, "nos meus melhores anos", palavras dela também, não foram felizes. Muito pelo contrário.
Perspicácia
Já há algum tempo que tinha a uma impressão, uma desconfiança. Mas calei-me. Havia sinais muito subtis que para mim eram reveladores. Mas calei-me. Nem sequer pensava muito nisso. Ontem à noite fui jantar a casa do meu compadre e depois fomos beber um copo com um casal de amigos e o meu irmão juntou-se a nós. Fomos de propósito a um bar onde já sabiamos que iriam estar mais amigos. Pois muito bem, lá estavam os outros, juntamo-nos todos, tudo muito bem. Conversa-se um bocado, fuma-se, um copo ou dois. Não ficamos muito tempo, viemos embora relativamente cedo, os outros que já lá estavam, lá ficaram. À saída do bar, o meu irmão puxa-me ao lado e diz-me ao ouvido: Olha lá, aquele gajo que estava lá, o "coiso" quer-te saltar, não quer? Pronto, afinal não era só impressão minha.
19.2.10
Frete
A verdade é que vou ter de fazer uma incursão pelas sapatarias da cidade. A verdade é que o pé que está na extremidade da perninha marota tem-me doído. Tem-se sentido desconfortável dentro das botas. A verdade é que vou ter de comprar calçado novo. Eu que gosto tanto destas merdas de ir às compras, que caraças. Vou apostar em sapatilhas, está decidido. Meto-me numa daquelas lojas enormes só de coisas de desporto e devo conseguir resolver o problema em pouco tempo. Acho que sim.
Efervescente
A minha rotina matinal passa por, a caminho do escritório, parar sempre no mesmo café para beber a meia de leite de golada, que os senhores já sabem que eu gosto dela morna e pegar no maço de tabaco já colocado ao lado da chávena. Agora o maço de tabaco já não é diário, só dia sim, dia não. Como todos os dias, enquanto bebo a meia de leite contemplo o filho do dono do café que com os seus vinte e poucos aninhos é um bálsamo para os olhos. Todo ele é uma delícia, bonito, alto e bem constituído e meiguinho, um doce de menino. Acontece que hoje a rádio estava a tocar uma música que em tempos provocava uma espécie de efervescência dentro de mim. E eu gostava dessa sensação. Hoje não senti efervescência nenhuma, e também gostei.
17.2.10
F.A.Q.
O que fazer quando o coração diz para ir numa determinada direcção e o bom senso diz exactamente o contrário?
O que fazer quando a paixão esquecida no canto mais longínquo do peito de repente, desponta e quer oxigénio para vingar e o cérebro fecha automaticamente todas as brechas?
O que fazer quando se vislumbra um futuro estimulante mas inseguro e por outro lado se sabe que o presente estável irá um dia desabar?
O que fazer quando só por causa de uma mera e remota hipótese se começa a sofrer de véspera?
O que fazer quando o instinto manda arriscar mas a lucidez acena constantemente com as responsabilidades?
Tantas perguntas sem resposta... tudo por causa do puto do trabalho. Que merda!!!
O que fazer quando a paixão esquecida no canto mais longínquo do peito de repente, desponta e quer oxigénio para vingar e o cérebro fecha automaticamente todas as brechas?
O que fazer quando se vislumbra um futuro estimulante mas inseguro e por outro lado se sabe que o presente estável irá um dia desabar?
O que fazer quando só por causa de uma mera e remota hipótese se começa a sofrer de véspera?
O que fazer quando o instinto manda arriscar mas a lucidez acena constantemente com as responsabilidades?
Tantas perguntas sem resposta... tudo por causa do puto do trabalho. Que merda!!!
Toca
E com o corpo molinho e a cabeça levezinha cheguei a casa e o pijama e o sofá chamavam por mim. Não resisti e deitei-me pensando que às vezes, o melhor que temos a fazer é realmente rastejar para nossa toca, e ficar, assim, quietinha e quentinha e guardar, pois tudo o que se faça a seguir é a mais, é para estragar.
14.2.10
Face-lift
Pois que eu hoje resolvi mudar o meu quarto. Troquei móveis de sítio, tirei a televisão duma coisa esquisita que mais parecia um aranhiço agarrado à parede, despedi a mesa de cabeceira da sua função habitual e promovi um cadeirão a mesa de cabeceira. Ficou tudo muito bem. Aproveitei o lanço e fiz uma inspecção às gavetas do armário já que tive de as tirar do armário para lhe poder mexer, que eu não tenho super poderes. Gosto muito, fica mais espaçoso e acima de tudo, está diferente. Falta-me comprar dois candeeiros para o tecto, sim tem dois pontos de luz, que ainda têm os tristes fios e as ainda mais tristes lâmpadas porque em oito anos nesta casa nunca se chegou a acordo sobre o estilo dos candeeiros. Admito que nos últimos anos nem sequer se falava mais nisso, deixou simplesmente de ter interesse. Agora, altamente foi ter feito isto tudo sem dar cavaco a ninguém. Sem ter de negociar com ninguém, sem ter de verificar antes se as ideias agradam ao co-habitante do quarto. Por isso, quando vir uns candeeiros que goste compro-os e acabou. Isso é que me sabe bem. Penso, decido e faço. Pronto, está feito. Eu gosto. É para mim.
12.2.10
Waste
Ia há pouco na rua e observava duas mulheres que caminhavam alguns metros à minha frente. Pararam em todas as montras de lojas de roupas. Até que acabei por alcançá-las visto que não parei. Fiquei a pensar. Este Inverno comprei 3 peças de roupa para mim. E só porque o meu trabalho me permite adquirir artigos às fábricas que os produzem a preço quase de custo. Comprei 3 peças de cachemira, que me custaram cerca de 35 dólares, envio incluído. Não comprei sapatos nem botas, nada de calças ou camisolas. Ah, comprei o vestido que deveria ter usado na passagem de ano e que ficou no armário pelo motivo que já expliquei. Não vejo qualquer utilidade em comprar coisas das quais não se precise, em quantidades maciças. Conheço pessoas que compram roupa ou calçado todas as semanas. Ou todos os meses. Não percebo. Nem sequer conseguem usar tudo, só se mudassem de roupa três vezes por dia e mesmo assim duvido. Mas tudo bem, que se queira comprar porque se pode, porque aquele dinheiro não faz falta, até aceito. O que não compreendo por mais que me esforce é porque que caralho se compra roupa ou sapatos para depois ter de contar os trocos do fundo da bolsa quando é preciso leite ou iogurtes, ou arroz ou fruta para alimentar os filhos. Essa merda é que me baralha toda. Eu não sou capaz de gastar dinheiro em coisas de que não preciso, muito menos quando tenho outras coisas muitíssimo mais importantas a fazer, tipo comprar a outra metade da minha casa, é uma questão de definir prioridades. Depois pretendo ainda fazer uma viagem que será adequada ao orçamento que me restar. Mas isto, não são coisas essenciais, podemos até chamar-lhes supérfluas se quisermos. Agora a alimentação, e o conforto, que também é importante, da família colocados em risco, ou diminuidos por causa de ter mais uns casaco ou mais uns pares de botas? Conheço gente deste calibre, infelizmente. E é gente que não vive de salário mínimo, é gente com rendimento bem acima da média, mas que só se preocupa com ostentar. Importa é fazer passar a ideia de que têm, não importa nada se dentro de portas as crianças passam frio porque a conta do aquecimento é alta, não importa se as crianças não têm o que comer excepto pão com manteiga e massa com massa ou arroz com arroz, porque a partir de determinada altura do mês já não se vai ao supermercado comprar carne nem peixe nem fruta. Mas as gordas prestações para a moradia com piscina e para o carro de alta cilindrada não podem falhar, isso não, seria a desgraça. E roupinha nova com fartura também é fundamental. Pois... ele não estica, ele esbanja-se.
11.2.10
Pain
Acabei 2009 e comecei 2010 com dores. Já estamos em Fevereiro e tenho dores. Nunca mais acaba, esta merda. Já meto nojo de tantas dores. Mas antes dores no corpo do que dores na alma, porque essas são as piores. E dessas, não tenho, há muito tempo.
9.2.10
Valentine
Juro que não entendo esta merda do dia dos namorados. Para mim deveria haver o dia dos casados em vez do dia dos namorados. Quer dizer, os namorados não deveriam precisar de um dia especial para comemorar ou para passar tempo juntos, essa merda deve ser natural. Já os casados, e principalmente os que têm filhos, coitados, esses estão à esperinha, como de pão para a boca de uma noite especial, em que possam empandeirar os filhos para os avós ou padrinhos ou babysitters, e disfrutar de um belo jantar, e de um bocado bem passado a dois, quem sabe uma pequena loucura e passar a noite fora, quem sabe... É que a rotina de um casal, ou melhor, de uma família dá cabo do romance, ninguém se iluda. Então dê-se aos casados a oportunidade de comemorar, de fugir da rotina, de fazer um truquezito e apimentar a relação. Dê-se aos casados o Valentine's day. Os namorados cuja relação não seja já apimentada sem precisar de requerer a datas especiais nem deviam ser namorados sequer, bleargh! Já estar casado, ter filhos e manter a chama viva não é fácil, dá mesmo bastante trabalho. E quem disser o contrário mente.
Filmes
Troca de SMS com o meu compadre, que está de dieta após uma análise ao sangue que revelou resultados medonhos:
Para cá: Oi
Para lá: Oi
Para cá: Estou a ver o banquete (referência ao filme "A festa de Babette")
Para lá: Fazes bem. Já que não comes vês comer. Eu estou a ver o arma mortífera. Já que não dou porrada vejo dar.
Para cá: Porca
(uma chamada e várias gargalhadas depois)
Para cá: Ca puta de fome.
Para lá: Eu também foda-se. E mais não estou a ver o banquete. Faz um chazinho que enche barriga.
Para cá: Porca
(está muito repetitivo, ele, hoje...)
Para cá: Oi
Para lá: Oi
Para cá: Estou a ver o banquete (referência ao filme "A festa de Babette")
Para lá: Fazes bem. Já que não comes vês comer. Eu estou a ver o arma mortífera. Já que não dou porrada vejo dar.
Para cá: Porca
(uma chamada e várias gargalhadas depois)
Para cá: Ca puta de fome.
Para lá: Eu também foda-se. E mais não estou a ver o banquete. Faz um chazinho que enche barriga.
Para cá: Porca
(está muito repetitivo, ele, hoje...)
8.2.10
Arma mortífera
Seja lá quantas vezes for que eu apanhe qualquer um dos filmes da série "Lethal Weapon" não consigo descolar. Já devo ter visto cada um deles uma porrada de vezes, mas vejo sempre. Não sei bem o que me atrai mais, se as cargas de lenha que eles levam, se as perseguições de carros, se os tiros e/ou explosões, se o sentido de humor tresloucado do Riggs. Esta merda toda junta faz-me colar, é irremediável. Não há volta a dar, será doença? Terá cura?
(Duvido, acontece-me o mesmo com os filmes do James Bond, e ainda por cima, deste já comprei a saga t-o-d-a em DVD).
(Duvido, acontece-me o mesmo com os filmes do James Bond, e ainda por cima, deste já comprei a saga t-o-d-a em DVD).
Épicos
Gosto de épicos. Gosto porque apesar de todas as intrigas e traições havia homens que morriam só pela honra. A palavra de um homem honrado valia mais do que a própria vida. Não se assinavam contratos, que hoje nem sequer são absolutos. Morria-se por lealdade, morria-se por amizade, morria-se pela rectidão de carácter. Gosto de homens assim, e de mulheres também. Gosto de pessoas que acima de tudo prezam os seus princípios, sem se importarem se os outros os entendem ou não, sem se importarem se têm glória ou não.
7.2.10
Instinto
Vi-o três ou quatro vezes, sempre no mesmo local. Apanhei-o outras tantas a olhar para mim. Não desviou os olhos quando os meus se fixaram nos dele, ao longe. Senti intensidade naquele olhar. Gostei. Há uns dias por acaso, mesmo por acaso, atravessou-se no meu caminho e eu, como não sou tímida não hesitei, ele também não e atirou o convite, tudo normal, conforme previsto. Exigi um destino que nenhum de nós conhecesse. Muito bom, boa música, o início de uma noite bem passada, em boa companhia que acabou por confirmar a suspeita lançada por aquele olhar intenso. Não, definitivamente não me enganei. Intenso.
5.2.10
Ana de Amsterdam
"Mais triste do que amar um homem que não nos quer é amar um cobarde que nos quer, mas não luta para nos ter."
Retirado daqui, mas gostaria imenso ter sido eu a escrever isto.
Bravo!
Retirado daqui, mas gostaria imenso ter sido eu a escrever isto.
Bravo!
4.2.10
Recordações
Tenho pensamentos que me tiram o ar, que de repente me assolam e me cortam simplesmente a respiração. Muito mau. Recordações de momentos terríveis em que algo ainda mais terrível aconteceu ou esteve na eminência de acontecer e eu, impotente, só a ver. E apesar de não terem sido muitos, esses acontecimentos amargos, a recordação deles é bastante frenquente e pior, aparece sem qualquer ligação ao que estou a fazer ou ver. É totalmente independente da minha vontade. Desde o Verão que me persegue a memória de uma situação que me esmaga, literalmente. Não consigo respirar, o peito não se mexe, encolhe e retesa-se, e dói. Literalmente. A eminência de uma desgraça, que a ter acontecido, teria mudado tudo o que conheço e o que sou. Desse momento falei talvez três vezes, porque se a lembrança me dói, verbalizá-la trucida-me. Hoje, mais uma vez, como todos os dias lembrei-me, mas hoje, não parei de respirar, e não me doeu tanto o peito. É por isso que escrevo sobre isso, só hoje tive coragem, porque hoje doeu um bocadinho menos. Hoje, agora, respiro, e dói, mas o vislumbre da possibilidade de me livrar disto dá-me algum alento. Tinha a certeza que isto iria perseguir-me toda a vida... talvez não.
2.2.10
A devida ordem
Está finalmente tudo a entrar nos eixos. Começou nova época de testes do mais velho, fartamo-nos de estudar (sim, eu também, com ele) História de Portugal, Matemática, Inglês e Lingua Portuguesa. Que saudades! Este é o programa das festas desta semana, na próxima há mais. O ritmo normaliza e é o acordar, o pequeno-almoço, a escola. Depois no trabalho, a revisão do que aconteceu na minha ausência, a organização da secretária, que ainda nao acabei. Estive a limpar o meu pc, a libertar espaço no disco, uma seca. A cereja no topo do bolo, um cliente novo, um projecto daqueles que deverá dar pica, que poderá vir a ser um grande negócio. Vamos lá ver se isto aquece. Quero adrenalina.
Diversidade
Não vale a pena ter ilusões. Só nos complicam a vida, as ilusões. Temos de ser práticos, é tão mais fácil. Para quem não pretende compromissos, a forma mais fácil de ter tudo o que quer é apostar na variedade. Vejamos: todas as pessoas têm defeitos e virtudes, ou melhor, têm coisas boas e coisas menos boas. O que há a fazer é investir nas coisas boas e ignorar as coisas menos boas. Assim, só se aproveita o que realmente interessa. E as características interessantes estão, como toda a gente sabe, distribuídas por pessoas diferentes. Por exemplo, se há alguém com quem se pode conversar sobre um determinado tema, converse-se, explore-se. Se há alguém que tem muito sentido de humor, ria-se, gargalhe-se. Se há alguém que desperta o desejo, incendeie-se, arda-se. Não se deve é ter a pretensão de querer ter tudo concentrado numa só pessoa, porque mais cedo ou mais tarde ficamos com aquela sensação de que falta qualquer coisa. E isso, estraga tudo.
1.2.10
Olá, tudo bem?
Passei este fim-de-semana por um colega de escola. Durante estes anos todos fomo-nos cruzando esporadicamente, os olás e os sorrisos de longe, mas de todas as vezes o cumprimento não faltou provando a estabilidade da memória e do carácter. Este fim-de-semana contudo algo foi diferente, não identifiquei imediatamente mas notei algo diferente no sorriso que ele me dirigiu e nas palavras (olá, tudo bem?) que lhe ouvi de passagem. Retribuí o sorriso e respondi também de passagem. Mas fiquei a pensar naquilo. Aquilo foi-me familiar, algo na expressão dele me pareceu tão próximo. E hoje de manhã, a caminho do trabalho percebi. Aquele sorriso foi meu durante anos, era o meu. Aquele sorriso é diferente dos outros sorrisos. Aquele sorriso trai, mas só quem é ou foi dono do mesmo sorriso o consegue identificar. Uns breves segundos e um olhar são suficientes para sabermos. Nós sabemos o que aquele sorriso significa. Aquele sorriso diz que a vida não vai boa, e que o simples avistar de alguém que lembra o passado e que ainda que por breves instantes traz boas recordações, automaticamente e quase desesperadamente solta um daqueles sorrisos que interrompem a realidade e por um momento sentimos conforto, alento e esperança.
Back to work
No passado dia 29 de Janeiro os senhores peritos da Segurança Social consideraram que as circunstâncias que me impediam de exercer a minha profissão não subsistem e como tal mandaram-me trabalhar. E eu vou. Toda contente. Primeiro porque estou fartinha de ficar em casa a pastar todo o dia, segundo porque se estou apta para o trabalho estou também apta para o resto: sair, dançar, curtir, etc... Estou a exagerar, mas que pretendo recuperar o tempo perdido ninguém duvide. Espero é que a minha médica de família e que os especialistas de Cirurgia Vascular do hospital concordem com a decisão dos senhores peritos porque acho um nadinha, pouquinho, estranho que a minha condição por todos tida como consideravelmente grave, se tenha de repente, assim num passe de mágica, dentro dum gabinete tenebroso, esfumado no ar. Daqui, alguém vai sair com um risquinho no verniz, porque alguém aqui é um bocadinho, pouquinho, incompetente. Ou uns, ou outros. Começamos as apostas?
31.1.10
Another night
Greed's all gone now, there's no question
And I can see you push your hair behind your ear
Regain your balance
Doesn't matter where she is tonight
Or with whoever she spends her time
If these arms were meant to hold her
They were never meant to hold her so tight
For the love of that girl
Greed's all gone now, panic subsides
When I could run, pulling arms to love her
Try to put myself on the inside
Of the love of that girl
Tears swell, you don't know why
For the love of that girl
They never fall, they can never run dry
For the love of that girl
Promise is never over, never questions that needed reply
But she could breathe deep into my neck
Let me know I'm just on the outside
Of the love of that girl
Tears swell, you don't know why
For the love of that girl
They never fall, they can never run dry
For the love of that girl
Greed's all gone now, there's no question
And I can see you push your hair behind your ears
Regain your balance
Doesn't matter where she is tonight
Or with whoever she spends her time
If these arms were meant to hold her
They were never meant to hold her so tight
For the love of that girl
Tears swell, you don't know why
For the love of that girl
They never fall, they can never run dry
For the love of that girl
30.1.10
Puzzle
Diz-me ela assim:
- O homem ideal existe, simplesmente ele é um conjunto de várias qualidades encontradas em homens diferentes.
Eu ri-me, claro minha querida, que pensas tu que eu faço?
Precisamente isso, disfruto do melhor que cada homem tem para me oferecer.
- O homem ideal existe, simplesmente ele é um conjunto de várias qualidades encontradas em homens diferentes.
Eu ri-me, claro minha querida, que pensas tu que eu faço?
Precisamente isso, disfruto do melhor que cada homem tem para me oferecer.
Os rapazes
Conversa entre os meus filhos, no carro dos meus pais, com a minha mãe sentada entre eles:
O grande: Sabes avó, vou meter esta moeda na minha carteira, e depois, tiro a carteira do bolso, abro-a e retiro a moeda, e as pessoas à volta vão pensar que sou um adulto.
O pequeno: É, e também vão pensar que és anão...
O grande: Sabes avó, vou meter esta moeda na minha carteira, e depois, tiro a carteira do bolso, abro-a e retiro a moeda, e as pessoas à volta vão pensar que sou um adulto.
O pequeno: É, e também vão pensar que és anão...
28.1.10
Perdido
Vi um homem perdido. Perdido entre mulheres, todas as da sua vida. Perdido na sua vida, numa espiral de fumo de cigarros tão difícil de agarrar quanto a farsa que lhe tomou o lugar. As mulheres tantas e nenhuma verdadeira, dependente de todas não tendo nenhuma, o rapaz deslumbrado com as descobertas, perdido sem a mãe, o eterno porto seguro mesmo depois de morta. A amante, a musa, a esposa, todas dele e nenhuma verdadeiramente sua. O gosto agridoce do sucesso, o peso da idade, o peso do nome uma vez grandioso e agora insuportável, vazio. Vi um homem perdido dentro de si. Encontrou-se mas só depois de decidir retomar as rédeas da sua vida e parar de fingir. Depois de se despir das mulheres, da fama, encontrou o caminho, o seu. O caminho que se torna sempre claro quando se assume o que se é e o que sente, e a farsa dá lugar à realidade. É isto que retiro, apenas isto. Que a vida quando se transforma numa farsa é como fumo, impossível de agarrar e muito menos de saber para onde vai, até que desaparece. E só quando toda a farsa cai se pode ter a vida de volta nas mãos. O filme, foi o Nine.
27.1.10
26.1.10
Regresso
Fui buscar os miúdos. O mais novo não quis vir, ficou nos avós. Não me zanguei, claro que não, é normal. Ele não é muito dado a essas mariquices das saudades, o mais velho sente mais. Esse, veio imediatamente, e dado que o irmão não veio já sabia que ia dormir comigo. O bónus de dormir com a mãe só acontece se estiver um só, e estando os dois, em tempos normais, só é permitido uma vez por semana. De resto, cada um na sua cama, que assim é que está bem. Amanhã, levo-o à escola e regresso ao meu sofá. Aos poucos, devagarinho, poderei abandonar o sofá e o repouso, mas por enquanto muita calma. Além disso, como amanhã dormem ambos em casa do pai, vou ao cinema, já decidi. Também mereço. Depois, uma coisa de cada vez, um dia de cada vez.
(Adorei voltar a pegar no meu carro, ai o cheiro do meu carro, ai o ruído do meu carro. A sensação de conduzir depois de um mês é maravilhosa. Já me ocorreu que se um dia tiver de mudar de profissão, muito provavelmente irei tentar uma que implique conduzir.)
(Adorei voltar a pegar no meu carro, ai o cheiro do meu carro, ai o ruído do meu carro. A sensação de conduzir depois de um mês é maravilhosa. Já me ocorreu que se um dia tiver de mudar de profissão, muito provavelmente irei tentar uma que implique conduzir.)
Good news
Até que enfim!!! Finalmente o meu sangue cedeu e lá foi para onde tem de ir, teimoso!!! O resultado de hoje é muito melhor e entrou no valor pretendido. A ver se consigo deixar de ser esta entrevada e começar a recuperar as coisas mais básicas da vida normal. Porra que isto nunca mais ia lá! Aguardemos... sem medos.
25.1.10
Agonia
Domingo à noite. O mais velho telefonou-me a chorar. Tenho saudades tuas. Morri. Passou o telefone ao mais novo. Eu tenho mais saudades ainda. Morri. Estiveram aqui, comigo, o mais novo dormiu comigo na sexta e o mais velho dormiu comigo ontem. Já estão naquele ponto em que o tempo passado comigo, por ser curto, ainda lhes dói mais. Quando podemos voltar para casa mãe? Morro de cada vez que me fazem esta pergunta. Morro porque não sei a resposta. E a puta da minha perna que já nem tem sequer a decência de me doer, e o filho da puta do meu sangue que teima em não diluir. Eu aqui a sentir-me bem, que o sangue a correr nas veias não se sente, que as putas das veias não me doem, mas não posso cuidar dos meus filhos, não posso fazer coisas tão básicas como deitá-los ou levantá-los, dar-lhes o pequeno almoço e levá-los à escola. E apesar de não estar bem, como me sinto bem enlouqueço de culpa, medonha e esmagadora que me asfixia e me rói por dentro por sabê-los cheios de saudades e não os poder trazer para ao pé de mim. Morro.
24.1.10
Parva
Sou mesmo parva. A sério que sou. Na sexta-feira fiquei furiosa com o resultado do controlo do sangue, porque tuda a evolução dos últimos 20 dias foi por água abaixo. Está pior do que no início do tratamento com o anti-coagulante. Caiu-me tudo ao chão, não contava com isto, tinha interiorizado que em mais 2 semanas iria atingir os valores pretendidos e iria poder começar a fazer o regresso à minha vida normal. Já me tinha passado a neura provocada pelo facto de me sentir bem e mesmo assim ter de continuar fechada em casa, sim, porque a perninha já não me dói há bué de tempo. Parva! Parva! Parva! É que, uma vez que não se encontra explicação para a trombose ter sucedido na perna, poderia muito bem ter sido no coração ou no cérebro, e aí sim, seria muitíssimo mais grave. Parva! Ainda me queixo! O que é ter uma mancha castanha na perna ou mesmo ficar manca, coisas que não ocorreram sequer, comparadas com as possíveis sequelas de qualquer uma das outras duas hipóteses?
22.1.10
Fã da Monica
Tenho um amigo que é um grande fã da Mónica Belluci. Dizia-me ele há bocadinho no msn que ela é a mulher que mais lhe enche as medidas porque tem atitude, e eu, naturalmente gozei com ele lembrando-lhe que o que ele vê nos filmes não quer dizer nada... Continuou dizendo que como não pode encher as medidas com ela, que vai procurando um bocadinho de Mónica em cada mulher. Não resisti, e claro que tinha de meter nojo, porque em tempos este meu amigo, quando ainda não éramos amigos tentou engatar-me. Como não resultou ganhou, ao invés, uma boa amiga. A conversa que se segue foi bastante esclarecedora.
Eu: gostava era de saber se eu também tenho um bocadinho de Mónica, não ficava nada chateada.
(achei francamente que ele ia responder que tinha o cabelo, que é mais ou menos como o dela)
Ele: tens a atitude.
Eu: desculpa?
Ele: só do que conheço
como tu dizes, dos filmes
e reportagens e fotos ...
parece-me que ela tem atitude
isto é
parece-me uma mulher que sabe o que quer
que tem consciência
que uma mulher se quiser pode ter o mundo na mão
e ela procura isso
ter o mundo na mao
dominar
entendes?
Eu: entendo
e tu achas que eu tenho isso???
tás maluco pá
lol
Ele: sim, só na maneira de andar vê-se isso
Eu: ah???
como???
isto é cada revelação, hoje
lol
Ele: umas pedem licença
a uma perna para andar a outra
outras devem ter ovos no meio das pernas
Eu: lol
Ele: umas torcem-se todas que um gajo está sempre a ver quando parte a anca
outras, que é o teu caso
são determinadas a andar
e olham nos olhos de um gajo
não são daquelas que um gajo olha nos olhos e desviam o olhar
enfrentam o olhar
Eu: estou "baradinha da minha bida"
Ele: porquê?
Eu: porque sim
Ele: mas isso já tu sabias
Eu: não sabia que nisso era igual à Monica
lol
lol
segundo o teu ponto de vista
lol
Ele: eu também não conheço a Monica
Eu: pois não
lol
lol
Ele: até pode ser uma insossa
e então minha cara
podes ter a certeza que és bem melhor
Eu: LOL
Ele: se ela é assim só em frente às câmaras
tenho a dizer-te
és bem melhor
ela pode ter o melhor corpo do mundo
mas se depois não tiver sal...
(Acho que o meu "suposto" amigo ainda não desistiu de me engatar...)
Eu: gostava era de saber se eu também tenho um bocadinho de Mónica, não ficava nada chateada.
(achei francamente que ele ia responder que tinha o cabelo, que é mais ou menos como o dela)
Ele: tens a atitude.
Eu: desculpa?
Ele: só do que conheço
como tu dizes, dos filmes
e reportagens e fotos ...
parece-me que ela tem atitude
isto é
parece-me uma mulher que sabe o que quer
que tem consciência
que uma mulher se quiser pode ter o mundo na mão
e ela procura isso
ter o mundo na mao
dominar
entendes?
Eu: entendo
e tu achas que eu tenho isso???
tás maluco pá
lol
Ele: sim, só na maneira de andar vê-se isso
Eu: ah???
como???
isto é cada revelação, hoje
lol
Ele: umas pedem licença
a uma perna para andar a outra
outras devem ter ovos no meio das pernas
Eu: lol
Ele: umas torcem-se todas que um gajo está sempre a ver quando parte a anca
outras, que é o teu caso
são determinadas a andar
e olham nos olhos de um gajo
não são daquelas que um gajo olha nos olhos e desviam o olhar
enfrentam o olhar
Eu: estou "baradinha da minha bida"
Ele: porquê?
Eu: porque sim
Ele: mas isso já tu sabias
Eu: não sabia que nisso era igual à Monica
lol
lol
segundo o teu ponto de vista
lol
Ele: eu também não conheço a Monica
Eu: pois não
lol
lol
Ele: até pode ser uma insossa
e então minha cara
podes ter a certeza que és bem melhor
Eu: LOL
Ele: se ela é assim só em frente às câmaras
tenho a dizer-te
és bem melhor
ela pode ter o melhor corpo do mundo
mas se depois não tiver sal...
(Acho que o meu "suposto" amigo ainda não desistiu de me engatar...)
21.1.10
Timidez
Fiquei a pensar, desde ontem porque o assunto veio a lume durante uma conversa, nas pessoas tímidas ou envergonhadas. Nas pessoas que ficam embaraçadas e constrangidas facilmente. Fiquei a pensar nelas porque eu não sou assim. Muito dificilmente fico embaraçada e tímida não sou nem um pouco. Mas nem sempre fui assim, a adolescente envergonhada transformou-se na adulta despachada e descarada que sou hoje, desde há quase 20 anos. O facto de ter começado a trabalhar muito nova foi determinante nesta transformação, obviamente. O ter continuado a estudar mas à noite, entrando num ambiente completamente diferente daquele a que estava habituada marcou também a mudança. E aprendi que não dói nada falar com quem nunca se tinha falado antes, que as pessoas que nos intimidam não mordem nem batem, e que abordar com simpatia arranca sorrisos aos mais sisudos. É também uma questão de treino, depois da primeira vez, é sempre a andar, de tal maneira que hoje é natural e espontâneo. Acontecem situações menos positivas, é certo. Mas são só algumas, e nada significam comparadas com a liberdade e leveza que se sente quando olhamos o mundo de frente e sem qualquer problema, abordamos alguém que não conhecemos e que queremos conhecer. É fabuloso, eu gosto.
19.1.10
Bored
É verdade e já o disse, tudo aconteceu cedo na minha vida. Aos 16 anos comecei a trabalhar, aos 19 apaixonei-me e aos 21 casei-me. Com 24 tive um filho e aos 28 já tinha dois. Tenho 34 anos, divorciei-me. Não consigo evitar, sinto-me velha, e pior, aborrecida.
Correio
Um dia destes escrevo uma carta, daquelas inúteis que se escrevem mas que nunca se chegam a enviar, e escrevo tudo o que não pode ser dito porque não é verdadeiro e tudo o que poderia ser verdadeiro mas não é dito.
17.1.10
Drink
Cá estou, no mesmo sítio, na mesma, com o fim de semana já acabado que não soube a nada porque os dias têm sido praticamente todos iguais. Saio de casa apenas para tratar da saúde e para ver os meus filhos e os meus pais. E agora, à noite apeteceu-me um drink, a unica expressão de jeito trazida das novelas brasileiras. Preparei-o e beberico-o com prazer, afundada no meu sofá a fumar um cigarro e a pensar porque raio é que tens este efeito em mim.
16.1.10
Tanto
Ontem veio o mais novo, tantas saudades, tanto mimo, tantos abraços, tantos beijos. Tão bom. Hoje vem o maior, matar as saudades, gozar o mimo, aquecer os abraços e beber os beijos. Não posso cá ter os dois, não consigo, ainda. Que falta me fazem, tanta. Maldita perna, que me separa dos meus filhos. Maldita.
15.1.10
Às aranhas
Da mesma forma que uma pessoa habituada a um estilo de vida calminho não se orienta muito bem se tiver de começar a lidar com um ritmo mais acelerado, alguém que normalmente vive com o tempo cronometrado, quando confrontado com uma diminuição da velocidade e um aumento drástico de tempo livre também fica às aranhas. É aquela sensação de perder o controlo, de não saber o que fazer, porque os hábitos e as rotinas foram de repente e sem qualquer aviso prévio alterados. Percebi que me viciei em stress, em pressão e adrenalina. E agora estou simplesmente a ressacar.
14.1.10
Classe
Para mim, num homem, a peça de roupa mais sexy será sempre uma camisa justa cujas mangas estão arregaçadas até ao cotovelo. Querem ver?
Benicio del Toro
Get real
Deixei de sonhar, deixei-me disso. Não sei muito bem porquê, mas gostava de saber. Uma pessoa sem sonhos é uma pessoa que pára, estagna, deixa de querer mais, deixa de ter objectivos, sempre entendi isto assim. No entanto tenho alguns projectos. E qual é a diferença? Também não sei muito bem, mas de repente, assim muito de repente, encaro os projectos como coisas que irei realizar, são coisas concretas e definidas que me vejo perfeitamente a concretizar, com maior ou menor grau de dificuldade, mas que são, ou irão ser reais. Já os sonhos remetem-me para o mundo da fantasia, e nesse não gosto de entrar. Fantasiar não é o meu forte, nem no Carnaval. Não sou dada a fantasias, acho-as inúteis. Não me trazem nada de especial, prefiro a realidade que já é tão imprevisível e por isso mesmo me dá já tanto trabalho. Entretanto, vou apostando naquilo que me estimula e me diverte, e que é real.
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