5.12.09
Recap
No dia em que fez 6 meses que ele se foi embora, entreguei os papéis na Conservatória. Não foi premeditado ser precisamente nesse dia, apenas calhou assim. A correr bem, embora não acredite muito na rapidez do processo, começo o próximo ano já com novo estado civil. Veremos. Lembro-me de mais ou menos por esta altura, no ano passado alguém no trabalho ter ido ver as provisões do horóscopo para 2009. A mim diziam-me que este ano iria ser um ano de grande mudança, e eu ria-me. Eu já sabia disso. Eu já sabia o que iria dizer o meu horóscopo. Sucede que não sei, nem quero saber o que vai acontecer em 2010, como se eu acreditasse nas previsões dos astros. Mas prefiro assim, está tudo em aberto, tudo pode acontecer. É bom este sentimento de expectativa sem esperar nada de concreto. A certeza de que há um mundo de possibilidades à minha espera, sem que eu queira nada de especial. Que tenho tudo ao meu alcance, tudo à minha disposição, e eu sem pressa nem ânsia. É bom.
4.12.09
Amo-te
Amo-te. E depois?
As palavras valem pouco quando não são coerentes com a atitude.
Amo-te. E depois?
As palavras valem pouco quando são usadas como uma borracha para apagar o sofrimento causado.
Amo-te. E depois?
As palavras valem pouco quando são usadas como tábua de salvação.
Amo-te. E depois?
As palavras não valem nada.
Nunca duvidei que de facto me amasses.
Provavelmente ainda me amas.
Mas não me soubeste amar.
Há muito que não te amo.
Percebeste isso.
Só que há pouco.
As palavras valem pouco quando não são coerentes com a atitude.
Amo-te. E depois?
As palavras valem pouco quando são usadas como uma borracha para apagar o sofrimento causado.
Amo-te. E depois?
As palavras valem pouco quando são usadas como tábua de salvação.
Amo-te. E depois?
As palavras não valem nada.
Nunca duvidei que de facto me amasses.
Provavelmente ainda me amas.
Mas não me soubeste amar.
Há muito que não te amo.
Percebeste isso.
Só que há pouco.
3.12.09
And the Oscar goes to:
Por acaso, só por acaso, deparei-me com a melhor tradução de sempre na história do audiovisual em Portugal, (ui, que isto até rimou!) que como toda a gente sabe há-de ser das piores nações a traduzir títulos de filmes, séries, etc... Excepção seja feita a títulos básicos de uma palavrinha só como o Dallas, mas esses não contam como traduções certo? Nomes não se traduzem, dahaaaa!!!
Pois muito bem, senhoras e senhores, o Oscar para a categoria de "melhor tradução de título" vai para a série infantil (transmitida não sei em que canal, não fixei, mas que é um verdadeiro marco histórico):
Lazy town
Traduzido para português como:
Vila Moleza
(É ou não é do melhor? Hein?)
Pois muito bem, senhoras e senhores, o Oscar para a categoria de "melhor tradução de título" vai para a série infantil (transmitida não sei em que canal, não fixei, mas que é um verdadeiro marco histórico):
Lazy town
Traduzido para português como:
Vila Moleza
(É ou não é do melhor? Hein?)
2.12.09
1.12.09
De longe a longe
...encarno um personagem. Não se trata de mentir, e também não considero que seja fingir. Acontece que há alturas em que para que as pessoas se dêm conta das suas próprias atitudes não adianta nada contrariá-las, a única atitude que resulta é ser burra e obediente. É mais ou menos equivalente a mostrar-lhes um espelho. Temos sempre essa possibilidade, eu faço isso muito mais do que entrar em discussões inúteis, há posturas que podemos ter, que simplemente são como esfregar-lhes com um espelho na cara. Sem precisar de gritos nem zangas, é muito mais eficaz mostrar. Este "personagem "é extremamente eficaz se utilizado com pessoas inteligentes que tenham a capacidade de a dada altura analisar a própria postura e ajustar a atitude de acordo com o que acabaram de ver no tal espelho que lhes mostro, caso contrário é perder tempo. Burra e obediente, sou-o as vezes que forem necessárias, e sou tão boa nisso.
30.11.09
Abraço
Conheço-te a pele, as mãos, o sexo. Conheço-te os olhos, a boca, os lábios. Mas não te conheço o abraço. Aquele que se dá depois, aquele que diz que se está bem, exactamente onde se quer estar naquele momento. Aquele que mostra que mesmo tendo, não se tem pressa de ir, e que cristaliza o momento numa boa recordação. Não te conheço esse abraço, esse, não o deste. Nem eu to pedi.
27.11.09
Stretchy weekend
E eis que de repente, dois dias de sorna se transformam em quatro. Há lá coisa melhor do que um fim de semana que só acaba na terça-feira à noite? Há nada...
What goes around comes around
Ontem à noite:
"Não mãe, não te levantes, deixa-te estar, eu faço-te o chá"
O meu filho fez-me um chá, coisa insignificante para muitos, mas para mim foi um momento marcante. Foi a primeira vez desde há muitos anos que alguém fez alguma coisa por mim. Ainda por cima o meu filho. E lembrei-me de quando era miúda e a minha mãe tratava de mim quando estava doente. Venha quem vier, é um facto incontornável que só quando nos tornamos pais percebemos o que significa estar constantemente disponíveis e alerta para as necessidades dos filhos. Não importa se estamos doentes, se nos dói a cabeça ou se estamos mal dispostos, eles estão primeiro e reduzem as nossas próprias dores à insignificância. Aí relembramos todos os momentos enquanto crianças em que a nossa mãe ou o nosso pai nos trouxeram o leite à cama ou nos acarinharam durante a noite afastando os nossos pesadelos. Aí pensamos que nem por um segundo nos ocorreu que também eles poderiam sentir-se mal mas abdicaram sempre deles próprios em nosso proveito. Aí, secretamente agradecemos todos esses mimos e além do amor e dedicação que lhes temos, agarramo-nos também a essa recordação que nos traz ainda mais força para fazermos exactamente a mesma coisa pelos nossos próprios filhos. E depois os nossos filhos crescem e começam a retribuir e nós ficamos tão contentes. E pela primeira vez percebi que também eu proporcionei momentos destes à minha mãe.
"Não mãe, não te levantes, deixa-te estar, eu faço-te o chá"
O meu filho fez-me um chá, coisa insignificante para muitos, mas para mim foi um momento marcante. Foi a primeira vez desde há muitos anos que alguém fez alguma coisa por mim. Ainda por cima o meu filho. E lembrei-me de quando era miúda e a minha mãe tratava de mim quando estava doente. Venha quem vier, é um facto incontornável que só quando nos tornamos pais percebemos o que significa estar constantemente disponíveis e alerta para as necessidades dos filhos. Não importa se estamos doentes, se nos dói a cabeça ou se estamos mal dispostos, eles estão primeiro e reduzem as nossas próprias dores à insignificância. Aí relembramos todos os momentos enquanto crianças em que a nossa mãe ou o nosso pai nos trouxeram o leite à cama ou nos acarinharam durante a noite afastando os nossos pesadelos. Aí pensamos que nem por um segundo nos ocorreu que também eles poderiam sentir-se mal mas abdicaram sempre deles próprios em nosso proveito. Aí, secretamente agradecemos todos esses mimos e além do amor e dedicação que lhes temos, agarramo-nos também a essa recordação que nos traz ainda mais força para fazermos exactamente a mesma coisa pelos nossos próprios filhos. E depois os nossos filhos crescem e começam a retribuir e nós ficamos tão contentes. E pela primeira vez percebi que também eu proporcionei momentos destes à minha mãe.
26.11.09
Porque mesmo uma mulher como eu tem as suas fraquezas
Quem me conhece sabe que o "outfit" abaixo é a minha cara.
Ok, menos as botas...
Acontece que nunca na puta da vida me iria assentar como à manequim, por isso olho para a foto e nem sequer me permito sonhar com a roupa, tenho a certeza absoluta de que adquiri-la representaria um esforço completamente em vão. Fico-me pelo delírio, que é uma cena que não chega a ser um sonho, de tão estapafúrdio que é. É verdade, juro, eu tenho destas cenas às vezes, eu sei que não parece, mas é verdade, a sério, tenho, tenho.
Ok, menos as botas...
Acontece que nunca na puta da vida me iria assentar como à manequim, por isso olho para a foto e nem sequer me permito sonhar com a roupa, tenho a certeza absoluta de que adquiri-la representaria um esforço completamente em vão. Fico-me pelo delírio, que é uma cena que não chega a ser um sonho, de tão estapafúrdio que é. É verdade, juro, eu tenho destas cenas às vezes, eu sei que não parece, mas é verdade, a sério, tenho, tenho.
Vivienne Westwood - Fall 2009 Ready to wear collection
25.11.09
Pronto, já está!
Os 7 dias de molho do mais velho acabaram, já curou a gripe e amanhã regressa à escola. Chego do trabalho hoje e o pequeno tem febre. Porreiro, outro que fica 7 dias recolhido, começa amanhã. Acaba um e começa outro, se fosse combinado não acertavam. Mas nem tudo é mau, se tivessem de ficar os dois em casa ao mesmo tempo, alguém iria entrar em depressão profunda, rouquidão extrema e cansaço muscular generalizado. Os meus filhos dão-se bem, que fique claro. Mas é só durante os primeiros 30 minutos, depois... bem depois... é uma alegria!
Keane
Por acaso travei conhecimento com a música destes três moços logo no início, o que não é normal. Normalmente, quando se trata de bandas ou cantores novos, quando eu percebo que existem já têm dois ou três trabalhos publicados e já não são recentes. Ando sempre atrasada nestas coisas. Mas neste caso não. Lembro-me que ouvi na rádio um piano que me surpreendeu, uma melodia muito bem construida e uma letra honesta que me prenderam o ouvido. E fiquei atenta. Não apanhei o nome da banda ou do cantor, mas fiquei atenta. Alguns dias depois consegui saber quem tinha feito aquilo, Keane, banda inglesa, três putos, ok. Comprei o cd e escusado será dizer que me apaixonei por eles. Já não falo do piano, que toda a gente sabe da minha obcessão por ele, mas rendi-me completamente à música destes três putos. Gostei da simplicidade de apenas umas teclas uma bateria e voz. Tão pouco e tão extraordinário. A composição é bem estruturada, complexa, não tem nada de simples. Só quem sabe muito bem o que está a fazer é capaz de compor música assim, estes rapazes não aprenderam a tocar na garagem. Goste-se ou não do género, temos de lhes dar crédito, eles sabem ler pautas, conhecem os tempos, os ritmos, sabem ler e escrever notas e aproveitam os sustenidos e os bemóis. Acontece que eu gosto do género. Gosto de ouvir o piano, mas ouvi-lo bem e não disfarçado no meio de muitos instrumentos, gosto de escutar letras honestas, mesmo sendo umas mais lamechas do que outras. Não são complicadas de perceber, mas são fortes, palavras simples, mas frases fortes. E entendo e aceito que neste último trabalho eles tenham querido experimentar e tenham percorrido um caminho novo para eles, que quanto a mim resultou também bem. Reconheço as letras potentes, e a música também é pontente. Já ouvi dizer que ficaram descaracterizados, mas não concordo. Todos têm o direito de mudar, de experimentar, de tentar fazer e trazer algo de novo. Seria um tédio ficar sempre no mesmo registo, até porque depois também há quem critique dizendo que é mais do mesmo, nada de inovador. Eu gosto deles, aprecio a música que os moços fazem, tanto o antigo como o novo registo. Não tive oportunidade de os ouvir ao vivo, mas hei-de ter. Enquanto eles fizerem música de que eu goste, e enquanto tocarem ao vivo, oportunidades não faltarão. Aqui fica uma das que gosto mais.
Gastronomia
Uma conversa que tive ontem fez-me pensar, e pensei.
Sou exigente, é verdade. A questão foi colocada de forma ligeira, foi comparada com snacks e boas refeições. Entre debicar uns snacks e esperar para ter uma boa refeição com tudo a que tenho direito, prefiro sempre esperar pela refeição, dá-me muito mais gozo sentar-me à mesa e disfrutar das entradas, do prato ou talvez dois e da sobremesa, tudo regado com um bom vinho, do que ir comendo snacks aqui e ali.
Nem sempre há é restaurante à altura. Mas eu sei esperar, nisso sou muito boa para não dizer excelente.
E posso sempre recorrer ao Guia Michelin, os melhores estão todos lá.
Sou exigente, é verdade. A questão foi colocada de forma ligeira, foi comparada com snacks e boas refeições. Entre debicar uns snacks e esperar para ter uma boa refeição com tudo a que tenho direito, prefiro sempre esperar pela refeição, dá-me muito mais gozo sentar-me à mesa e disfrutar das entradas, do prato ou talvez dois e da sobremesa, tudo regado com um bom vinho, do que ir comendo snacks aqui e ali.
Nem sempre há é restaurante à altura. Mas eu sei esperar, nisso sou muito boa para não dizer excelente.
E posso sempre recorrer ao Guia Michelin, os melhores estão todos lá.
24.11.09
Padrão
Eu tenho uma tendência estúpida para adiar aquelas coisas que só dependem de mim e são só para mim. É um facto indiscutível. Não faz lá muito sentido, porque sendo apenas eu a beneficiar da decisão o mais lógico seria tratar de vida, não seria? Volto à questão da disciplina, ou da falta dela. Do excesso de preguiça, ou de inércia. Que nojo. É cansaço também, que toma conta de mim depois de muito tempo em grande agitação. Não me apetece fazer nada, quer dizer, apetece-me mas depois não faço. É estúpido. Hoje, por exemplo estive à procura de um sítio para ir no próximo fim-de-semana e encontrei-o, o sítio ideal para passar dois dias nas calmas, sozinha e na sorna total. Nem sequer é longe, mas depois pensei, e entre ter de preparar a mala ainda que pequenina, de me meter à estrada provavelmente com um tempo de merda e no fim ter de voltar, também provavelmente com um tempo de merda e o passar o fim-de-semana no quentinho da minha casa, aninhada no meu sofá, na companhia da minha lareira e se correr bem, com o meu livro novo, não sei... hesito. Mesmo agora, ao ler isto que acabo de escrever, parece-me cada vez mais que a solução do descanso, no conforto da minha casa, é a que me fará melhor. Sempre ponho o sono em dia, ou quase, e se gostar do livro, tanto melhor.
Planeta X
Se os opostos se atraem, este lindo mês de Novembro só deveria ter-me trazido coisinhas boas, dado o meu "estado" negativo.
Mas não.
Aqui a nina anda mais por baixo e só lhe acontecem misérias. Devo viver noutro planeta onde as leis da Física tal como se conhecem na Terra não se aplicam.
É... deve ser isso. Tadinha de mim que está tudo contra mim, não tenho sortinha nenhuma, ai meu Deus o que é que eu faço?
P'ra já p'ra já só meto mesmo nojo, fazer fazer, começo já a fazer alguma coisa por mim abaixo este fim de semana. Ai não, não faço!
Mas não.
Aqui a nina anda mais por baixo e só lhe acontecem misérias. Devo viver noutro planeta onde as leis da Física tal como se conhecem na Terra não se aplicam.
É... deve ser isso. Tadinha de mim que está tudo contra mim, não tenho sortinha nenhuma, ai meu Deus o que é que eu faço?
P'ra já p'ra já só meto mesmo nojo, fazer fazer, começo já a fazer alguma coisa por mim abaixo este fim de semana. Ai não, não faço!
23.11.09
Flying high
Este vídeo foi gamado ao Pulha Garcia, aka O Bom Sacana (e não sei meter links nesta merda, sorry) mas não foi por mal, que eu gosto muito dele.
Life and death
Há 10 anos que não estou só. O mais velho faz hoje 10 anos. Desde o dia 23 de Novembro de 1999 que eu não penso só por mim, que eu não decido só por mim, que eu não ajo só por mim, ou seja tornei-me refém. Os progenitores são reféns dos filhos, temos sempre medo pelos filhos, ficamos presos a eles, desde que nascem até que um de nós morra. Não importa onde nem quando. Tudo o resto pode ir e vir, ser e não ser, estar e não estar, menos os filhos. Os meus filhos são a única constante da minha vida. E da morte também, serei vossa mãe mesmo depois de morrer, sereis meus filhos mesmo depois de morreres.
Estranhamente ainda não perdi a ideia de que terei 4 filhos, ainda persiste apesar de tudo. Algo em mim acha que ainda há mais dois para vir, o que neste momento é praticamente um absurdo, mas mesmo assim este sentimento não se esbate, e eu aceito-o.
Estranhamente ainda não perdi a ideia de que terei 4 filhos, ainda persiste apesar de tudo. Algo em mim acha que ainda há mais dois para vir, o que neste momento é praticamente um absurdo, mas mesmo assim este sentimento não se esbate, e eu aceito-o.
Mal pensado
Foi mal pensado, o largar as rédeas. Ok... descansar e tal... ver a vida passar... mal pensado. Ver a vida passar não tem piada nenhuma, e além do mais a vidinha que vi passar é um tédio total. Fico mal disposta com esta vidinha entediante. Estou mal disposta. Tomar medidas, tenho de tomar medidas.
A partir de AGORA.
A partir de AGORA.
22.11.09
Tristeza
Amanhã despacham o meu livro, recebi a confirmação há uns minutos. Estou ansiosa por tê-lo nas mãos. Quero ver a minha reacção, quero ver se é a mesma que tenho tido nos últimos tempos. Uma tristeza profunda porque não tenho vontade de ler, pego e largo. Tem sido assim, pego e largo, nem a meio chego. O pior é que os livros provavelmente até são bons, o último que tentei ler é dum homem que já ganhou muitos prémios, o livro deve ser bom, eu é que não presto.
De certeza que foi por causa disto que demorei três meses a decidir comprar o livro. O desânimo toma sempre conta de mim de cada vez que pouso um livro, por isso não tive qualquer pressa, e tenho medo que aconteça a mesma coisa. Começar com muito entusiasmo e depois, ao fim de 2 ou 3 capitulos abandonar, e desanimar. Mas porque é que já não me entusiasmo como dantes? Ainda não percebi.
Será este que vai mudar tudo?
De certeza que foi por causa disto que demorei três meses a decidir comprar o livro. O desânimo toma sempre conta de mim de cada vez que pouso um livro, por isso não tive qualquer pressa, e tenho medo que aconteça a mesma coisa. Começar com muito entusiasmo e depois, ao fim de 2 ou 3 capitulos abandonar, e desanimar. Mas porque é que já não me entusiasmo como dantes? Ainda não percebi.
Será este que vai mudar tudo?
Write
"Better to write for yourself and have no public than to write for the public and have no self."
Cyril Connolly
Cyril Connolly
21.11.09
Brand new old
Acabo de comprar um livro num leilão online. 7,50€ incluindo portes de envio. Um livro que me aconselharam a ler há 3 meses. Só hoje me dispus a encontra-lo e a compra-lo apesar de não me ter saido da ideia desde então. Está feito. É um livro velho, usado. Para mim será novo em folha. Levou-me 3 meses. É muito, mas estou satisfeita, comigo.
(É "O fio da navalha" de Somerset Maugham)
(É "O fio da navalha" de Somerset Maugham)
20.11.09
How is life?
Hoje, ao telefone com o S.
S.: So, how is life?
Eu: Life is pretty shitty right now actually...
S.: Why?
Eu: My son is sick.
S.: Oh, I'm sorry. I thought you were going to say that you don't fuck...
Eu: Ahahahah. But... true, I don't fuck much... life is pretty shitty in that department too...
S.: Ahahahah
S.: So, how is life?
Eu: Life is pretty shitty right now actually...
S.: Why?
Eu: My son is sick.
S.: Oh, I'm sorry. I thought you were going to say that you don't fuck...
Eu: Ahahahah. But... true, I don't fuck much... life is pretty shitty in that department too...
S.: Ahahahah
19.11.09
Assombro
Ainda me espanto, depois destes anos todos com as coisas que os meus filhos me fazem.
O pequeno está aqui, estivemos a jogar às cartas, ora às orelhas ora à pesca. Momentos de puro gozo, sem televisão mas com o cd dele a tocar, com a selecção de música que ele fez e que o tio gravou. Pelo meio da palhaçada ia dizendo, tu gostas desta música mãe, eu sei que gostas, e eu a dizer que sim e a sorrir por dentro. Não há muito melhor do que isto.
O maior está doente, amanhã não vai para a escola. Por isso ficou em casa dos avós e assim amanhã não precisa de se levantar cedo nem de apanhar frio. E não me sai do pensamento, nem por um segundo.
É assombrosa esta capacidade que tenho de ao mesmo tempo e com a mesmíssima intensidade, sentir pura felicidade e estar triste como a noite.
O pequeno está aqui, estivemos a jogar às cartas, ora às orelhas ora à pesca. Momentos de puro gozo, sem televisão mas com o cd dele a tocar, com a selecção de música que ele fez e que o tio gravou. Pelo meio da palhaçada ia dizendo, tu gostas desta música mãe, eu sei que gostas, e eu a dizer que sim e a sorrir por dentro. Não há muito melhor do que isto.
O maior está doente, amanhã não vai para a escola. Por isso ficou em casa dos avós e assim amanhã não precisa de se levantar cedo nem de apanhar frio. E não me sai do pensamento, nem por um segundo.
É assombrosa esta capacidade que tenho de ao mesmo tempo e com a mesmíssima intensidade, sentir pura felicidade e estar triste como a noite.
And your promisses will turn into lies
Não compreendo as mulheres que caem no conto do vigário, que acreditam nas promessas deles que até querem mas não podem, que é muito complicado, que vão resolver tudo e que vão ser só delas, bla bla bla... mas nunca mais se despacham, e elas ficam à espera, deixam-se estar, têm peninha deles, e tudo e tudo. Ora, este fadinho tem dois significados apenas: ou é tudo treta, o que faz deles mentirosos, o que é mau, ou é mesmo verdade fazendo deles uns grandessíssimos cagões, o que é péssimo. Pelos mentirosos consigo ter algum respeito, é preciso ser bom para manter uma mentira deste calibre e conseguir iludir completamente uma fulana. Já pelos cagões não consigo ter respeito nenhum. Têm medo, não têm coragem de perseguir o que querem, e ainda se fazem passar por vítimas - vómito - despertando a compaixão e as ternuras à gaja. Prefiro gajos que assumem que o que querem é o que nós sabemos, que não estão com rodeios, e que não iludem ninguém. Sim, aqueles mulherengos do piorio, tipo: é p'ra isto, se queres tudo bem, se não queres, há quem queira. Estes ao menos não são mentirosos e muito menos cagões, além de que são muito mais divertidos.
18.11.09
Nem acredito
que o meu filho mais velho começou a ler um livro... nem acredito. Até tenho medo de falar nisto, mas aqui não é propriamente falar, por isso aqui posso. Começou ontem a ler "O diário de Anne Frank". É adaptado à idade dele (faz 10 anos daqui a 5 dias) obviamente, e hoje, como ontem, antes de dormir quis ler. Perguntei-lhe se estava a gostar e ele resumiu a parte que já leu ontem, interessadíssimo na história. Nem caibo em mim de contente. Desde que ele sabe ler que tento incentivá-lo a ler livros, livros mesmo, que os outros não contam. Nem acredito que está a resultar. Não vou contar a ninguém, não vá estragar-se o "encanto".
Não, não se trata de hipocrisia
Há o que eu digo, o que eu faço e o que eu sinto, 3 coisas diferentes. Se primeira e a segunda andam quase sempre a par, e se não andam não é de forma voluntária, a terceira tanto pode estar em perfeita sintonia com as duas primeiras, como pode estar completamente isolada e independente delas. O que sinto nunca condicionou o que faço ou o que digo, apenas se limita a existir. É sempre uma escolha minha permitir ou não que o resto esteja de acordo com isso.
O que não é necessariamente uma coisa boa.
O que não é necessariamente uma coisa boa.
16.11.09
Last call
Não me contentarei com menos.
Quero e posso ter mais.
Não falo de sentimentos, nunca falei.
É tudo ou nada.
Tenho de sentir que o mundo é meu.
Naquele momento tem de ser meu.
Não me contentarei com menos.
Quero e posso ter mais.
Não falo de sentimentos, nunca falei.
É tudo ou nada.
Tenho de sentir que o mundo é meu.
Naquele momento tem de ser meu.
Não me contentarei com menos.
Home
And I thank you
For bringing me here
For showing me home
For singing these tears
Finally I found that I
Belong
Feels like home
I should have known
From my first breath
It's no good
Don't say you want me
Don't say you need me
Don't say you love me
It's understood
Don't say you're happy
Out there without me
I know you can't be
Cause it's no good
15.11.09
Healing
DEPECHE MODE 14-11-2009 PAVILHÃO ATLÂNTICO
O som trespassa o peito e impõem o ritmo ao coração. Os olhos fecham-se e cada grave é um arrepio na espinha, que se estende pela pele molhada e quente. E no meio de milhares de pessoas estou só, no meio de milhares de pessoas não está lá mais ninguém, pois tudo, mas tudo é sentido como se fosse só para mim. Só para mim.
14.11.09
Negação
Há homens que dão pouco e mesmo sendo pouco, parece muito.
Há homens que dão pouco e mesmo sendo muito, parece pouco.
Quero pouco, preciso de pouco, mas entre receber pouco e ter a sensação de que é muito, e receber pouco mesmo que seja muito tendo a sensação que é pouco, eu prefiro que o pouco que recebo pareça muito.
Na prática recebo o mesmo, eu sei, mas pouco parecendo muito faz-me muito melhor do que pouco parecendo pouco.
Há homens que dão pouco e mesmo sendo muito, parece pouco.
Quero pouco, preciso de pouco, mas entre receber pouco e ter a sensação de que é muito, e receber pouco mesmo que seja muito tendo a sensação que é pouco, eu prefiro que o pouco que recebo pareça muito.
Na prática recebo o mesmo, eu sei, mas pouco parecendo muito faz-me muito melhor do que pouco parecendo pouco.
13.11.09
Agora sim
Depois de anos a arrastar-me num limbo ridiculamente longo, agora sinto. Sinto fúria e raiva, sinto alegria, tenho momentos de pura felicidade, e momentos em que me sinto uma completa miserável. Há dias em que sou pequenina, noutros sou poderosíssima. Agora sim, vivo. Tudo.
12.11.09
Scar tissue
Já não me apetece muito ir ao concerto dos Depeche Mode. Vou, mas depois da desilusão de Julho, agora já não tenho a mesma pica.
É sempre a mesma merda, depois de sofrer uma desilusão, já não é a mesma coisa. Acontece-me isto. Sempre.
Depois, até gosto, só que a desilusão é como uma cicatriz. Mesmo sarada, fica lá.
Gostava que um dia me provassem que não, que estas cicatrizes desaparecem, sem cirurgias.
É sempre a mesma merda, depois de sofrer uma desilusão, já não é a mesma coisa. Acontece-me isto. Sempre.
Depois, até gosto, só que a desilusão é como uma cicatriz. Mesmo sarada, fica lá.
Gostava que um dia me provassem que não, que estas cicatrizes desaparecem, sem cirurgias.
Perfect fit
Todas temos aquele par de calças que é o nosso preferido. Aquele que nos assenta bem, que nos conhece as curvas, que nos envolve o corpo sem hesitar. Conhecemos bem o prazer de vestir aquelas calças, podem ser de ganga ou de sarja, podem até ser de fazenda, mas são aquelas que nos fazem sentir bem, são as que nos fazem gostar das nossas ancas e coxas, sempre que baixamos os olhos e temos a perspectiva que nos faz sorrir por dentro.
Há homens assim, que nos assentam como uma luva, que nos envolvem não a mão, mas o corpo todo, sem hesitar. Há homens que nos conhecem as curvas, mesmo que seja a primeira vez, há homens que tal como as nossas calças favoritas, nos fazem sentir bem, nos fazem gostar do nosso corpo e nos fazem também, baixar os olhos e gostar daquela perspectiva, tão bem que ficam nas nossas ancas, entre as nossas coxas…
Há homens assim, que nos assentam como uma luva, que nos envolvem não a mão, mas o corpo todo, sem hesitar. Há homens que nos conhecem as curvas, mesmo que seja a primeira vez, há homens que tal como as nossas calças favoritas, nos fazem sentir bem, nos fazem gostar do nosso corpo e nos fazem também, baixar os olhos e gostar daquela perspectiva, tão bem que ficam nas nossas ancas, entre as nossas coxas…
11.11.09
Bálsamo
Já não me apetece chorar, já passou.
Os deveres, as gargalhadas, o banho, alguns gritos, as gargalhadas, o jantar, a conversa, as cartas, as orelhadas, as gargalhadas, as cócegas, as gargalhadas, o edredon, o beijo, o abraço e o sorriso, o dorme bem meu amor, e o até amanhã.
Os deveres, as gargalhadas, o banho, alguns gritos, as gargalhadas, o jantar, a conversa, as cartas, as orelhadas, as gargalhadas, as cócegas, as gargalhadas, o edredon, o beijo, o abraço e o sorriso, o dorme bem meu amor, e o até amanhã.
Pesadelo
Não sei se chorei mesmo ou se só sonhei que chorei. No meu sonho chorei desalmadamente porque o meu filho mais velho, apesar de dormir profundamente na sua cama, me tinha sido levado. Eu tinha-o, mas tinham-mo tirado. Tão confuso, tão estranho. E eu chorava sabendo-o na sua cama e sentindo que o não tinha. O mais novo tentava consolar-me e não conseguia. Adivinho um dia mau...
10.11.09
Ironia
Durante muitos anos passei despercebida onde quer que fosse. Nunca me importei com isso, aliás a grande maioria das vezes o objectivo foi mesmo esse. Ultimamente não tenho passado despercebida, o que não deixa de ser estranho. Não é a indumentária que chama a atenção, essa mantém-se mais ou menos a mesma desde há vários anos. Continuo com o meu estilo muito básico e sempre de tons escuros ou neutros. Nada chama a atenção, daí que é estranha esta sensação de não passar despercebida. Mais, comparando o meu aspecto com o das pessoas que me rodeiam, a lógica seria que eu fosse a última a chamar a atenção. Não uso saias, nem curtas nem compridas, não uso decotes que quase nada há para revelar num decote mais profundo, não uso roupa da moda nem com brilhos nem estampados vistosos, e também não me maquilho. Não sou alta nem esguia, muito pelo contrário. Mas também, não olho para o chão, não encolho os ombros, não murmuro, nem tão pouco me escondo. Olho em frente quando ando na rua, olho nos olhos as pessoas a quem me dirijo, falo-lhes abertamente e com um sorriso, e não sou tímida, longe disso. Se quero passar e alguém está no meu caminho não hesito em pedir para se desviarem e se me chamam respondo. O mais divertido disto tudo é que já me olharam de cima a baixo e eu a ver que naqueles olhos que me olhavam estava a expressão de quem estava convencido que estava a ver uma gaja gay. Tive a certeza. A roupa simples e a falta de pose levaram a criatura a pensar isso. Além disso, a forma como o olhei e lhe disse: "Com licença, já está servido? Posso passar?" deu-lhe a certeza absoluta, que se lhe traduziu na expressão do olhar, de que estava perante alguém com atitude de gajo, portanto, só pode ser fufa a gaja. E é isto, é esta a dedução que normalmente se faz. Como não tenho medo de existir, como não me visto de acordo com o último grito da moda nem me apresento cheia de "não me toques", só posso ser gay. Ironia das ironias... não sou gay, só não vou é em paneleirices.
9.11.09
What are the odds?
Quais são as probabilidades de pensares e escreveres sobre quereres ter um amante que te inunde de desejo, de descreveres cenas de um filme e fantasiares com isso, e dois dias depois te dizerem que vás ter a determinado sítio daí a 2 horas, e à chegada te agarrarem e te beijarem quase sem te deixarem falar, te empurrarem para cima de uma cama e te despirem quase furiosamente?
Quais são as probabilidade de sentires naquele momento que aquele homem te deseja intensamente e de por isso mesmo quase te deixares à mercê dele, de não pensares sequer em tudo o que imaginaste fazer-lhe se viesse, de quereres que seja ele a conduzir, a dominar, para saboreares todo o seu desejo por ti?
Quais são as probabilidades de isto tudo isto vir do homem que tu achavas que já não viria?
As probabilidades de tudo isto acontecer são muito reduzidas, eram muito reduzidas.
Tão reduzidas que tudo pode ser apenas uma mera coincidência.
Quais são as probabilidade de sentires naquele momento que aquele homem te deseja intensamente e de por isso mesmo quase te deixares à mercê dele, de não pensares sequer em tudo o que imaginaste fazer-lhe se viesse, de quereres que seja ele a conduzir, a dominar, para saboreares todo o seu desejo por ti?
Quais são as probabilidades de isto tudo isto vir do homem que tu achavas que já não viria?
As probabilidades de tudo isto acontecer são muito reduzidas, eram muito reduzidas.
Tão reduzidas que tudo pode ser apenas uma mera coincidência.
8.11.09
Como se nada fosse
Cresci num ambiente onde toda a gente sempre disse o que tinha a dizer, na cara de quem tivesse de o ouvir. Sempre foi assim. Quando os meus pais casaram, talvez porque a minha mãe é a mais nova dos irmãos, ficaram a viver com os meus avós. Por isso, desde que sou gente que fomos sempre muitos em casa. Os meus pais, os meus avós, o meu tio solteiro (que vivia com os pais, logo connosco) o meu irmão e eu. Uma das lembranças que tenho de pequenita é de por a mesa para sete pessoas. E esta gente toda foi sempre assim, sempre que havia algo a dizer, dizia-se. E depois passava, passava-se à frente e ficava tudo bem. Fui educada assim, a não ter problema nenhum em falar, e a ter a certeza que depois tudo iria ficar na mesma. Quer dizer, não na mesma, mas sem ressentimentos nem amuos. Mesmo entre as minhas tias, a minha mãe tem 4 irmãs, mesmo entre elas é assim. Discutem umas com as outras, discordam umas das outras, mas nenhuma delas manda recado, dizem na cara o que têm a dizer, quase que se “insultam” mas nunca se zangaram. São irmãs e amam-se incondicionalmente. Não têm inveja umas das outras, e ajudam-se sempre que necessário. Admiro-as a todas, cada uma com as suas características, de todas aprendo sempre alguma coisa, aprendo sempre alguma coisa importante, aquelas mulheres na sua simplicidade de quase iletradas dão-me bocadinhos de sabedoria que nem sempre sei aproveitar. Voltando ao assunto, faz parte de mim o espírito de bater de frente, e perturbam-me as pessoas que não dizem o que querem dizer, que guardam para mais tarde e depois vêem com rodeios, e massacram espetando a faca na ferida, de mansinho mas certeiras, durante dias e semanas e meses… Conheci pessoas assim, convivi com estas pessoas, que são todas sorrisos pela frente e depois lançam a areia a cada oportunidade com o objectivo de desestabilizar. De tanto que insistem acabam por vencer pelo cansaço que provocam, porque já não se pode aturar mais. Eu não consigo ser assim. Aturei este tipo de atitude durante anos, aturei toda uma família assim durante anos, esta família sendo o oposto daquilo que sou. Ninguém batia de frente, sempre com rodeios, sempre com agulhadas, aquelas bocas meias de lado, como quem não quer a coisa, instalando aquele ambiente de cortar à faca. Até que já não podia aturar mais. E deixei de os aturar. A todos. Agora só tenho as discussões com o meu pai, com a minha mãe ou com o meu irmão, em que se berra alto e bom som, onde se diz que não, que não é nada disso, ou que se está a ser um grande palerma ou um grande burro, mas na certeza que no dia seguinte ou nem isso, que 15 minutos depois se restabelece a normalidade e se conversa sobre qualquer assunto com toda a naturalidade, e se reflecte sobre a discussão e quem tem razão não se vangloria e quem a não tem cala o bico e enfia a carapuça e promete a si próprio tentar fazer melhor na próxima vez. Assim, simples.
7.11.09
Comfort zone
"The comfort zone is a behavioural state within which a person operates in an anxiety-neutral condition, using a limited set of behaviours to deliver a steady level of performance, usually without a sense of risk."
This is where I want to be, in my comfort zone. I've been out there for quite some time and I am tired, I need to lay back and rest.
This is where I want to be, in my comfort zone. I've been out there for quite some time and I am tired, I need to lay back and rest.
Baking
Pediram-me um bolo de chocolate, e eu disse que sim. Vou fazer o bolo de chocolate, com amor. Mas vou esperar por eles, porque essa é a melhor parte do bolo de chocolate, tê-los à minha volta, cheios de amor. Estão quase a chegar.
6.11.09
Stop // Pause
O constante exercício que faço de olhar para mim de fora para dentro, conjugado com a análise que faço de dentro para fora cansa-me, desgasta-me, suga-me uma boa parte da energia que ainda me resta. Se por um lado me facilita a escalada e me dá impulso para me levantar quando caio, por outro faz com que frequentemente me sinta no limiar da exaustão e deseje que fosse possível ficar algum tempo a ver a vida passar. Como se eu fosse uma simples espectadora, completamente impotente no desenrolar dos acontecimentos. Sempre fiz questão de tomar as minhas decisões antes que alguém as tome por mim, sempre fiz questão de analisar e racionalizar tudo o que sinto ou faço, mas tenho momentos em que a ideia de me sentar e encostar para trás e ficar só a ver não me desagrada de todo, levar as mãos à nuca e entrelaçar os dedos, levantar as pernas e cruzar os pés pousando-os em cima da mesa, enfim, descansar. Vou tentar, só por um bocado. Até recuperar o fôlego para voltar a tomar as rédeas. Tenho é de ficar quieta, senão arrisco-me a apanhar areia na curva e sem contar, sacar uns peões e acabar espatifada contra um muro. É este o grande problema de se soltar as rédeas, basta 1 segundo de distracção para sofrer um violentíssimo acidente. Por isso, quieta... quietinha...
5.11.09
Eu assino!!!
Comprei hoje outro par de sapatos de salto alto. Há cerca de um mês tinha comprado uns botins. No fim do verão comprei umas sandálias e em Março passado comprei também um par de sapatos. Todos de salto alto.
Mau!!!
Isto não é normal, ah não! Já vou em quatro pares de calçado de salto alto em poucos meses, alguma coisa no meu cérebro desligou, ou então alguma coisa entrou em "auto mode". Alguma função até aqui desconhecida disparou e começou a dar ordens aos olhos para se poisarem nos ditos, aos pés para os experimentarem e às mão para sacarem o cartão. Mas isto até se compreende, desconfio que a culpa é do cromossoma. Agora, a função mais complexa e díficil de desligar é a que afirma e confirma que gosta.
Dêem-me um papel onde esteja escrito que me vão internar que eu assino. Eu assino!!! Ráaaaapido...
Mau!!!
Isto não é normal, ah não! Já vou em quatro pares de calçado de salto alto em poucos meses, alguma coisa no meu cérebro desligou, ou então alguma coisa entrou em "auto mode". Alguma função até aqui desconhecida disparou e começou a dar ordens aos olhos para se poisarem nos ditos, aos pés para os experimentarem e às mão para sacarem o cartão. Mas isto até se compreende, desconfio que a culpa é do cromossoma. Agora, a função mais complexa e díficil de desligar é a que afirma e confirma que gosta.
Dêem-me um papel onde esteja escrito que me vão internar que eu assino. Eu assino!!! Ráaaaapido...
A doce e inocente J.
A J. é uma moça americana, de origem eslovaca que vive em Los Angeles e que trabalha no escritório que a empresa onde trabalho lá tem, em Los Angeles, USA.
Ontem, ao telefone com ela:
Ela: So, how are you?
Eu: I'm good, thank you dear...
Ela: Listen, I'm anxiously waiting for you to be my friend on Facebook
Eu: Didn't I tell you that I had closed my Facebook account? Actually, it's been a while now...
Ela: Yes you did, but I was hoping you'd get back...
Eu: No J. I'm not really into that stuff right now, I'm more into real people, you know... flesh and bone...
Ontem, ao telefone com ela:
Ela: So, how are you?
Eu: I'm good, thank you dear...
Ela: Listen, I'm anxiously waiting for you to be my friend on Facebook
Eu: Didn't I tell you that I had closed my Facebook account? Actually, it's been a while now...
Ela: Yes you did, but I was hoping you'd get back...
Eu: No J. I'm not really into that stuff right now, I'm more into real people, you know... flesh and bone...
4.11.09
Ronan Keating
Rapaz engraçado, que nunca levei a sério. Nem a ele nem à musiquinha dele. Só guardei uma frase de uma canção muito light, mas que na sua ligeireza me calha hoje muito bem. Diz assim:
"Life is a roller coaster, you just have to ride it"
Sendo hoje um dos dias em que a montanha russa está muito em baixo, com sérias dificuldades em subir, encravada diria até... tento pensar que eventualmente subirá, voltará a engrenar e a vista ampla substituirá a medonha perspectiva que hoje tenho a partir do fundo do poço.
Bottom line: as montanhas russas não se aproveitam de olhos fechados, há que mantê-los abertos mesmo quando estamos cagados de medo.
"Life is a roller coaster, you just have to ride it"
Sendo hoje um dos dias em que a montanha russa está muito em baixo, com sérias dificuldades em subir, encravada diria até... tento pensar que eventualmente subirá, voltará a engrenar e a vista ampla substituirá a medonha perspectiva que hoje tenho a partir do fundo do poço.
Bottom line: as montanhas russas não se aproveitam de olhos fechados, há que mantê-los abertos mesmo quando estamos cagados de medo.
Não se aplica
A expressão "um dia de cão" não se aplica no meu caso. No meu caso seria "um dia de cadela", contudo nem no feminino se aplica pois até o bicho, independentemente do género, está errado.
Um dia de formiga, ou um dia de joaninha, ou um dia de mosquito, tão pequena que estou hoje. Existo, estou aqui, visível a olho nú, mas pequenina e frágil. Não, lembrei-me agora daqueles bichinhos que ao mínimo toque se enrolam sobre si próprios transfigurando-se em pequeninas esferas que tendem sempre a rolar para cantinhos onde mais ninguém os vê. É isso, hoje sou um bichinho desses, enroladinha sobre mim própria, só não consigo é ir para onde ninguém me veja. Tenho a sensação que estes bichinhos estão relacionados de alguma forma com a merda, mas até isso bate certo, há tanta à minha volta.
Hoje encolhi outra vez. Há dias em que encolho, reduzo, mingo. Minguei sob o peso da culpa. Pesa-me nos ombros, empena-me os braços e as pernas. Fico lenta, desajeitada.
E depois saio de mim e olho para mim, e vejo uma daquelas pessoas que desprezo, que têm pena de si próprias e que basicamente me metem nojo. Meto-me nojo hoje, porque esta manhã adormeci. Tive de saltar da cama e acelerar o ritmo para conseguir sair de casa a tempo. Só que não consegui. E o puto chegou atrasado à escola e a culpa é minha. É minha!!! E é tão grande que me esmaga, me transforma num bichinho redondinho que tenta rolar para onde ninguém o veja e não pode, tem de desenrolar e ir dar a cara ao Director de Turma e justificar a falta do rapaz.
Inspira.
Expira.
Agora vai.
Um dia de formiga, ou um dia de joaninha, ou um dia de mosquito, tão pequena que estou hoje. Existo, estou aqui, visível a olho nú, mas pequenina e frágil. Não, lembrei-me agora daqueles bichinhos que ao mínimo toque se enrolam sobre si próprios transfigurando-se em pequeninas esferas que tendem sempre a rolar para cantinhos onde mais ninguém os vê. É isso, hoje sou um bichinho desses, enroladinha sobre mim própria, só não consigo é ir para onde ninguém me veja. Tenho a sensação que estes bichinhos estão relacionados de alguma forma com a merda, mas até isso bate certo, há tanta à minha volta.
Hoje encolhi outra vez. Há dias em que encolho, reduzo, mingo. Minguei sob o peso da culpa. Pesa-me nos ombros, empena-me os braços e as pernas. Fico lenta, desajeitada.
E depois saio de mim e olho para mim, e vejo uma daquelas pessoas que desprezo, que têm pena de si próprias e que basicamente me metem nojo. Meto-me nojo hoje, porque esta manhã adormeci. Tive de saltar da cama e acelerar o ritmo para conseguir sair de casa a tempo. Só que não consegui. E o puto chegou atrasado à escola e a culpa é minha. É minha!!! E é tão grande que me esmaga, me transforma num bichinho redondinho que tenta rolar para onde ninguém o veja e não pode, tem de desenrolar e ir dar a cara ao Director de Turma e justificar a falta do rapaz.
Inspira.
Expira.
Agora vai.
3.11.09
National Geographic
As feras começam a mostrar as garras, é bom. Mas acho que há ainda toda uma selva a desbravar, um novo mundo a descobrir e explorar. Mas isto sou eu, que gosto de uma boa aventura.
1.11.09
O amante
Ou como um dia magnifico termina numa noite sumptuosa. Continuo com o meu copo de vinho e deparo-me com um do filmes que mais me marcou nos verdes anos. Sempre me interroguei sobre como seria rever este filme agora. Ver este filme com os novos olhos que tenho, com a nova cabeça que tenho, senti-lo como a nova pessoa que sou. Evidentemente que o vi de forma diferente. Vi-o sumptuosamente. Avassalador. Derrubou-me. Vi muito do que sou hoje, muito do que recentemente descobri sobre mim. Fez-me rir quando vi a rapariga desabotoar a camisa do chinês, percebi porque gosto tanto de botões, de botões desabotoados revelando a pele. Vi porque gosto tanto do contacto da pele, vi tanto, mas tanto. Eu sou aquela rapariga, só que já não sou rapariga. Sou mas já não sou. Nunca fui, e fui sempre a rapariga que desabotoa a camisa ao chinês, que lhe acaricia a pele macia na voracidade da descoberta. Eu gostava de ter um amante. Um amante que me tomasse à porta, cujo desejo o impedisse de chegar sequer à cama, que me saciasse ali, no chão, como eles pregados um ao outro no chão. Eu gostava de ter um amante, que não me amasse, como eles, sem amor, só desejo de pele e de carne. Desprovidos de sentimentos, e no entanto cúmplices na escuridão do quarto, mas expostos ao ruído da rua. Eu gostava de ter um amante, mas ao contrário dele, que não se apaixonasse perdidamente por mim, garantindo-me pelo menos a ilusão de que eu nunca me apaixonaria por ele. Há-de haver um homem, algures, capaz disto, é um homem, é um amante assim que eu quero.
31.10.09
Eu sou
Acabei de jantar, mas ainda não terminei o meu vinho. Nem sei quando irá terminar, pode até ser só quando terminar a garrafa. Sinto-me bem. Apetece-me continuar a beber o vinho branco, Periquita, não sei qual é o ano nem importa, porque gosto dele, é bom. Hoje foi um dia perfeito, não podia deixar de o registar. Começou com o acordar os miúdos com o habitual beijo, o pequeno almoço e o vestir. Tudo decorreu calmamente. Depois foram à aula de natação, aproveitei e arrumei a casa, as roupas e saí. Estive com o meu melhor amigo, tomamos um café e conversamos um bocadinho, só um bocadinho, ele estava a preparar uma sessão fotográfica que teria mais tarde para uma revista do ramo dele, está a ficar famoso. Fico feliz por ele, merece. Tem um talento extraordinário, efectivamente merece. Depois fui às compras, abastecer a casa de mantimentos, a velocidade a que desaparecem é alucinante. Depois do almoço os miúdos regressaram e inacreditavelmente estiveram cada um no seu quarto a fazer os trabalhos de casa enquanto eu arrumei o armário do stock. Chamo-lhe assim porque neste armário guardo os mantimentos, lembra-me os filmes antigos, do tempo da guerra em que as famílias guardavam mantimentos para quando os não houvesse. Faz-me lembrar os tempos em que as famílias se uniam, os grandes abriam as asas para proteger os pequenos, hoje sinto-me assim, de asas abertas com as minhas crias debaixo delas, aninhadas e quentinhas, protegidas do mundo. Mais um golo de vinho, tão bom. Depois saímos para a festa. Tão atrasada esta festa, tantas vezes perguntada esta festa. E finalmente marcada, organizada e oferecida à alegria, gargalhadas e energia inesgotável de 15 putos completamente libertos nos gritos e correria, derretidos em suor perdoado por ser a festa, sujos em bolo e sumo perdoados por ser a festa. Tanta alegria, tanta energia, tanta que não cabe numa só que eu sou e que sente que não podia, não me perdoaria se não lhe desse esta festa, nunca me perdoaria. Depois o regresso, atulhado de presentes. O inevitável banho, na minha banheira que eles adoram e eu delicio-me com os dois nús, a rir embrulhados em espuma e champo, e a água que queima e os faz saltar, e a toalha macia e fofa, e o cabelo a pingar. O pijama lavado já estava pronto, tão bem que cheira o pijama mãe, e eu sorrio. O jantar foi a cereja no topo do bolo, lasanha!!! Ena mãe, lasanha, a nossa comida preferida! E o vinho sabe-me cada vez melhor. Estarei enebriada pelo vinho talvez, mas nada supera, absolutamente nada supera estar enebriada pela felicidade.
29.10.09
Canalhice
Faz-me imensa confusão ver determinadas mulheres a colocarem-se gratuitamente em situações que permitem aos seus parceiros (ou potenciais parceiros) terem absoluto domínio sobre elas. É uma condição que me transcende há muitos anos, desde a altura em que na escola as miúdas mandavam a melhor amiga falar com o rapaz por quem estavam apaixonadas. Aquelas coisas de putos. Mesmo nessa altura eu questionava por que raio quereriam elas que eles soubessem, não tendo elas a menor ideia se eles correspondiam ou não. Colocavam-se automaticamente numa posição de "inferioridade", ou não? Eles depois fariam o que bem lhes apetecesse com essa informação. E provavelmente não fariam o que elas queriam verdadeiramente, ser correspondidas. Olhando para trás, atribuo este comportamento à imaturidade típica da adolescência. Hoje, em mulheres adultas este tipo de comportamento é simplesmente estúpido. Acho uma perfeita estupidez, não consigo dar-lhe outro nome. Mesmo sabendo que hoje em dia não compete sempre ao macho fazer a primeira aproximação, clichés aparte, eu não acho que se deva entregar o ouro ao bandido. E vejo-as prostrarem-se, entregarem-se, porem-se à mercê deles. E vejo-os deliciarem-se com isso. E as desgraçadas sofrem como cadelas, e eles alimentam-se disso. Têm um prazer em explorar esta miséria que não consigo explicar. Compreenderia se se tratasse de uma situação meramente carnal, se fosse apenas físico. Saber que alguém nos deseja faz bem ao ego, aceito. Mas explorar emoções alheias é de muito mau gosto. Alimentar-se da miséria alheia é cruel. Fazer crer que se gosta apenas para deleite próprio é pura canalhice. Elas metem-me pena, eles metem-me nojo. Para não falar dos que depois ainda as ridicularizam, esses só me suscitam desprezo, o pior sentimento de todos, que equivale a nada. Nada.
28.10.09
27.10.09
Começar bem o dia
Ok, tens vinte e seis mil, quatrocentas e setenta e quatro merdas para fazer, todas elas perfeitamente exequivéis. Mas não todas ao mesmo tempo. Nem sequer se trata de trabalho, se fosse era mais fácil. Em separado fazes tudo com uma perna às costas, com todas ao mesmo tempo sentes-te a encolher perante a grandiosidade da montanha.
Pára. Inspira.
Fecha os olhos. Expira.
Agora deixa-te de merdas e faz-te à vida. Define prioridades, estipula tempos. Arregaça as putas das mangas e mexe-te. Estás proibida de ter pena de ti própria, sabes perfeitemente que já passaste por muito pior e sobreviveste. Deixa-te de merdas, foda-se! E andamento, que se faz tarde!
(Hoje de manhã antes de me levantar desanquei-me, precisei de me meter na ordem, dei-me à panelereirice, baaaaaahhhh)
Pára. Inspira.
Fecha os olhos. Expira.
Agora deixa-te de merdas e faz-te à vida. Define prioridades, estipula tempos. Arregaça as putas das mangas e mexe-te. Estás proibida de ter pena de ti própria, sabes perfeitemente que já passaste por muito pior e sobreviveste. Deixa-te de merdas, foda-se! E andamento, que se faz tarde!
(Hoje de manhã antes de me levantar desanquei-me, precisei de me meter na ordem, dei-me à panelereirice, baaaaaahhhh)
26.10.09
Try again
Na tentativa de transformar um falhanço pessoal numa vitória, resolvi registar desde o início, esperando que este registo seja uma fonte de vergonha no futuro. Pois que a vergonha, no que me diz respeito é bastante parca, eu estava no fim da fila e quando chegou a minha vez já não havia muita para dar. Por outro lado, não sei como, quando deram a preguiça fui logo das primeiras, e tocou-me um bom pedaço. Mas enfim, tentarei mais uma vez, e este ano é já pelo menos a terceira ou quarta. Vou então começar um programa de exercício físico, que vai consistir em caminhar (ou correr, mas não deitemos foguetes antes da festa) num tapete que não tem motor, só desliza ao ritmo do passo de quem em cima dele estiver. Pu-lo no meu quarto, obrigatóriamente colocado de forma a poder ver televisão, porque se à minha preguiça adicionar o tédio, pulverizo qualquer possibilidade de sucesso. Aqui virei, registar o tempo da caminhada de todas as vezes que caminhar. Não quero fazer previsões sobre a frequência pois arrisco-me a descambar logo à segunda vez. Prometo que farei o registo, mas não posso, caso falhe, prometer que tenha vergonha. Tenho tão pouca, precisarei dela, talvez, para outras andanças.
25.10.09
Pop up
Outra merda que embora não tendo sido nenhuma descoberta é de vez em quando confirmada. Destas merdas todas, há as que me perturbam, há as que são muito úteis na prevenção de posteriores dissabores, e há as que... as que... ora bem, há as que... não é que eu não soubesse já, mas... aquelas coisas que são... pronto, são aquelas coisas.
23.10.09
22.10.09
É-me Impossível
explicar, então só me resta descrever que sofro por não poder sofrer. Isto é tão verdadeiro quanto contraditório. Se eu pudesse sofrer por eles, se eu pudesse fazer magia e transferir para mim as dores deles. Eles não sabem lidar com a dor, eu sei. Eles desesperam, eu não. E o desespero deles sufoca-me, rasga-me o peito, mata-me. O miúdo mais novo acordou literalmente a gritar, em pânico. Não conseguia articular palavra, demorei a perceber o que o atormentava, o ouvido. Os minutos que levei a ir buscar o analgésico e a verter água para o copo foram de sofrimento atroz, quando me aproximei dele batia com a cabeça na cabeceira da cama. Dei-lhe o xarope e de seguida a água, o sabor do xarope dá-lhe náuseas, e enrolei-me nele. Abracei-o o mais que pude e sussurrei-lhe ao ouvido promessas inúteis enquanto lhe limpei as lágrimas, grossas que já tinham molhado a almofada. Senti as minhas a querer saltar. Não, tu não importas agora, deixa-te disso, concentra-te nele que precisa da tua voz serena e segura. Tu não importas nada, só serves agora para lhe garantir que vai passar já, que a mãe está aqui e que vai tratar de ti muito bem, mas tens de te acalmar meu amor para parares de chorar e adormeceres porque quando acordares já não vai doer. Dorme meu amor, sossega. Só quando tu sossegares é que a mãe pode voltar a viver.
21.10.09
Alerta vermelho
Fui levantar os resultados das análises. Como sempre abri imediatamente o envelope para verificar os valores. Começo a ler a nada de mais, até que vejo o valor do colesterol: 220 quando o ideal é inferior a 200. Pensei que não é nenhuma desgraça, nada que uma dietinha saudável não resolva. E aqui soaram todos os alarmes. Oh que caralho! Dieta?! Lá se vão as mamas pr'o galheiro!!! Estou fodida, nunca terei umas mamas de jeito! Se não for duma maneira é doutra. É o destino, esse camelo do destino na minha ficha de certezinha que escreveu assim: Terás cú e ancas que se vejam (só porque são grandes, mais nada) mas mamas, minha filha, nem penses.
(Tenho p'ra mim que se algum dia pensar em próteses, o destino desenvolve-me imediatamente uma diabetes só para me impedir de as colocar)
(Tenho p'ra mim que se algum dia pensar em próteses, o destino desenvolve-me imediatamente uma diabetes só para me impedir de as colocar)
20.10.09
Lume
Eu sei perfeitamente que ainda não está frio que justifique, mas eu andava mortinha por usá-la. A chuva e descida de temperatura de hoje foram desculpa suficiente para encher o cesto de lenha e trazê-lo, para logo ao chegar a casa acender a lareira. Gosto tanto, mas tanto de olhar para ela. Devo ter uma costela incendiária, que me impele para o lume. Gosto de lareiras, de fogueiras e de lume. Nunca na minha vida incendiei nada, só acendo lareiras, ou melhor acendo uma lareira. Ainda gosto mais dela este Outono do que no Outono passado, porque ela agora é minha.
O que sentes?
Sabes aquelas coisas que fazes sem sequer te aperceberes que as fizeste? Sabes aquelas coisas que simplesmente não consegues perceber como fizeste? Porque não viste o que estava tão perto de ti, e dás voltas à cabeça e não entendes como foi possível? Toda a gente já teve alguma vez na vida esta experiência. Imagina que o que não viste foi uma senhora na casa dos cinquenta e o que fizeste foi passar-lhe com a viatura por cima, mesmo em cima duma passadeira. Devagar, que a curva era apertada e estavas a tentar entrar com jeitinho. Imagina que só te apercebes quando já passaste com a roda da frente por cima da senhora. Imagina que algumas horas depois recebes a notícia que se a senhora sobreviver, se sobreviver, não andará mais pelo próprio pé porque ficou com a bacia desfeita, de tal forma que ainda não encontraram forma de a poder operar. Agora imagina viveres com esta irremediável culpa para o resto da tua vida. Imagina tudo isto. E se esta senhora for a tua mãe? E se esta senhora for a tua mulher? E se esta senhora for a tua irmã? Sentes-te capaz de matar o cabrão, em cuja pele te meteste há apenas alguns segundos, quando leste ali em cima. E agora, o que sentes? Consegues explicar o que sentes?
Não se enxergam
Há gente que não sabe e há gente que não sabe e acha que sabe, e mesmo com provas irrefutáveis de que não sabe à frente do nariz, continua a recusar-se a admitir que não sabe, para poder começar a aprender. Teimosos!
19.10.09
Merda nos olhos
Estou no banco, ao balcão a depositar uns cheques. O rapaz já me conhece, é um fixolas, sempre simpático e bem humorado. Aparece uma moça, simpática também que me cumprimenta com um sorriso sempre que me vê apesar de nunca ter conversado comigo sobre coisíssima nenhuma. Vira-se para mim e diz-me assim, toda gaiteira: "Já abriu conta para a sua filhota?" Mau, começas bem tu, penso eu. Escavo fundo e vou buscar um sorriso que me custa um bocado e respondo: "Eu não tenho filhota, tenho dois filhos, mas porquê?" Ela, embasbacada mas sem perder a pose continua: "Ah, porque temos um produto que oferece uns prémios, que são uma PSP, ou uma bicicleta, ou (outra coisa qualquer que não me lembro), pode ser que lhe interesse" Resolvi alimentar um nadinha a coisa e digo que daquilo tudo o que eventualmente me interessaria seria a PSP porque eles têm uma e com duas acabava-se a trolhice. O rapaz da caixa começa a rir discretamente. Uso a palavra trolhice de propósito para tentar situá-la, só que não resulta. Estou já a dirigir-me para a porta, e ela chama-me: "Ah, mas tem de ver este cartão de crédito tão giro da Hello Kitty, tá a ver, olhe só, em fushia e com a bonequinha toda em strass, veja bem... não é o máximo?" Estaco, já está a ser demais. Explico-lhe que tenho 2 rapazes, não tenho meninas. "Eu sei, eu sei, mas para si!" A esta altura já o rapaz se ri às gargalhadas. Com toda a diplomacia que consigo, que não é muita, olho-a e digo-lhe: "Olhe para mim, olhe bem para mim, acha que sou mulher para andar com um cartão desses? Acha? Por favor!" E ela: "Então é melhor ficarmo-nos só pela PSP, não é?" "É, é melhor." E desandei dali para fora. Convém esclarecer que nem a minha vestimenta poderia induzi-la em erro porque nesse dia caprichei no básico: jeans, t-shirt lisa, não era um top da moda, era mesmo uma t-shirt clássica, lisinha, do mais simples que pode haver e sapatilhas allstar pretas. A gaja deve ter merda nos olhos, só pode. Hello Kitty? Eu? Está tudo doido?
Trivia
Há coisas que me passam completamente ao lado, outras coisas não. Dentro das coisas que não me passam ao lado há aquelas que eu gostaria que me passassem. Preocupo-me com merdas que adoraria que não me preocupassem de todo, e fico lixada porque me martelam na cabeça pormenores que considero verdadeiras paneleirices. A saber:
Paneleirice #1
Ficar com vestígios de comida nos dentes é uma merda que me chateia. Se estou com malta conhecida, faço aquele sorriso forçado e mostro a cremalheira para verificação. Se não estou fico aflita e tenho de ir à casa de banho ver-me ao espelho. Só depois de ter a certeza que não há pedaços de azeitona ou folhas de alface presas nos dentes é que fico descansada e relaxo.
Paneleirice #2
Ficar com a cueca à mostra quando me sento é outra cena que me consome. Aderi à moda do fio dental (no questions asked please) e não sendo eu uma rapariga propriamente elegante, a visão da cuequita a espreitar no lombo não corresponde de todo ao imaginário sexy de ninguém. Se a cadeira for tapada fico na boa, se não for passo a vidinha a passar a mão nas costas para ter a certeza absoluta que a parte de cima cobre perfeitamente toda a zona perigosamente ridícula.
Paneleirice #3
Os óculos de sol, sempre os óculos de sol. Tenho de os ter sempre comigo, é estupidamente inexplicável.
Paneleirice #4
Aspirinas, tenho de ter sempre aspirinas. À falta delas, poderão pontualmente ser substituídas por outro analgésico qualquer mas não descanso enquanto não comprar aspirinas para ter sempre na carteira, é doentio. Já pareço o House com o Vicodin, só que não as meto sem ter dores de cabeça ou de dentes, não exageremos.
Paneleirice #5
Gosto de um determinado tipo de isqueiros, os Bic mas dos grandes, e pretos. São já bastante raros agora e sempre que os encontro à venda compro vários e guardo. Gosto de gastar o meu isqueiro até ao fim, e fico doente quando o perco ou alguém mo gama. Há gente com a mania de meter os isqueiros ao bolso. Fico podre quando me fazem essa merda, o que me obriga a estar sempre atenta ao paradeiro do meu isqueiro.
Paneleirice #6
Os cabelos brancos, que já são muitos, e que pinto de castanho-escuro, a minha cor natural. Ao fim de 2 semanas já brilham as raízes, e obviamente que num cabelo castanho-escuro se vêem lindamente. Odeio. Mais valia não ter começado. Tinha agora umas valentes madeixas grisalhas e cagava. Do mal, o menos, como a minha mãe é cabeleireira não preciso de apanhar secas nos salões das dondocas. Ela atende-me ou à hora de almoço ou à noite, conforme me der mais jeito.
Vou parar por aqui, já vou na meia dúzia, e levar com meia dúzia de paranóias de gaja, convenhamos, é o limite, até para mim. E já é muito, arre!
Paneleirice #1
Ficar com vestígios de comida nos dentes é uma merda que me chateia. Se estou com malta conhecida, faço aquele sorriso forçado e mostro a cremalheira para verificação. Se não estou fico aflita e tenho de ir à casa de banho ver-me ao espelho. Só depois de ter a certeza que não há pedaços de azeitona ou folhas de alface presas nos dentes é que fico descansada e relaxo.
Paneleirice #2
Ficar com a cueca à mostra quando me sento é outra cena que me consome. Aderi à moda do fio dental (no questions asked please) e não sendo eu uma rapariga propriamente elegante, a visão da cuequita a espreitar no lombo não corresponde de todo ao imaginário sexy de ninguém. Se a cadeira for tapada fico na boa, se não for passo a vidinha a passar a mão nas costas para ter a certeza absoluta que a parte de cima cobre perfeitamente toda a zona perigosamente ridícula.
Paneleirice #3
Os óculos de sol, sempre os óculos de sol. Tenho de os ter sempre comigo, é estupidamente inexplicável.
Paneleirice #4
Aspirinas, tenho de ter sempre aspirinas. À falta delas, poderão pontualmente ser substituídas por outro analgésico qualquer mas não descanso enquanto não comprar aspirinas para ter sempre na carteira, é doentio. Já pareço o House com o Vicodin, só que não as meto sem ter dores de cabeça ou de dentes, não exageremos.
Paneleirice #5
Gosto de um determinado tipo de isqueiros, os Bic mas dos grandes, e pretos. São já bastante raros agora e sempre que os encontro à venda compro vários e guardo. Gosto de gastar o meu isqueiro até ao fim, e fico doente quando o perco ou alguém mo gama. Há gente com a mania de meter os isqueiros ao bolso. Fico podre quando me fazem essa merda, o que me obriga a estar sempre atenta ao paradeiro do meu isqueiro.
Paneleirice #6
Os cabelos brancos, que já são muitos, e que pinto de castanho-escuro, a minha cor natural. Ao fim de 2 semanas já brilham as raízes, e obviamente que num cabelo castanho-escuro se vêem lindamente. Odeio. Mais valia não ter começado. Tinha agora umas valentes madeixas grisalhas e cagava. Do mal, o menos, como a minha mãe é cabeleireira não preciso de apanhar secas nos salões das dondocas. Ela atende-me ou à hora de almoço ou à noite, conforme me der mais jeito.
Vou parar por aqui, já vou na meia dúzia, e levar com meia dúzia de paranóias de gaja, convenhamos, é o limite, até para mim. E já é muito, arre!
No fundo, no fundo
o que me acende, o que me faz fechar os olhos e esquecer o mundo, o que faz vibrar todas as fibras do meu corpo, será por já não ser nenhuma catraia talvez, é uma boa música rock.
Just good old rock n'roll.
Tipo esta:
Just good old rock n'roll.
Tipo esta:
18.10.09
Manias e afins
Eu tenho a mania de sair de mim e olhar para mim como se fosse outra pessoa qualquer, com a vantagem de me conhecer melhor do que a outra pessoa qualquer. E às vezes percebo coisas que mais valia ficarem enterradinhas bem lá no fundo do subconsciente. Aquele tipo de informação totalmente desnecessária, que não contribui em nada para a felicidade de ninguém, completamente inútil. Se fosse sobre outra pessoa qualquer era igual ao litro, só que como é sobre mim é altamente perturbador.
O piropo do ano
Não ouvi mas foi-me transmitido 2 minutos após ter sido proferido: "E mais uma para escachar a minha cama". Também não foi para mim, mas escachei-me a rir à mesma.
17.10.09
Absolut(amente) triste
A miúda era lindíssima. Fresca, de sorriso fácil e luminoso. Uma boa aposta para servir bebidas no bar. Até aqui tudo bem. Quando se dirigiu a mim para me atender disse-lhe que queria uma Absolut com sumo de limão. Sorriu e explicou-me educadamente que sendo noite da mulher, se a vodka fosse Eristoff seria oferta, já Absolut não poderia ser. Eu sorri e disse: "Absolut, se faz favor". Olhou para mim, aproximou-se como quem quer contar um segredo e: "Mas... não é a mesma coisa?" Respirei fundo e nem abri a boca, ela percebeu.
(E está uma rapariga que não sabe a diferença entre Eristoff e Absolut a servir bebidas... aposto que também não distingue o paté do foie gras mas, também aquilo não é nenhum restaurante. Está certo...)
(E está uma rapariga que não sabe a diferença entre Eristoff e Absolut a servir bebidas... aposto que também não distingue o paté do foie gras mas, também aquilo não é nenhum restaurante. Está certo...)
16.10.09
Vai ter de ser
Foi esta manhã, a seguir ao pequeno almoço, que veio a pergunta que eu aguardava há já algum tempo.
"Mãe, quando é que me dás o telemóvel? "
Não foi "um telemóvel", foi "o telemóvel" porque eu havia prometido que quando começasse o 5º ano, ele teria um telemóvel, não antes. Ele esperou, calminho. O 5º ano começou e eu mantive-me em silêncio (talvez ele se esqueça pensei eu, sou crente...) e só hoje ele se manifestou. Vou ter de lho dar, já o tenho guardado há muito.
"Parece-me que sou o único da minha turma que não tem telemóvel, sabes? E estou um bocado triste com isso."
Posto isto, não há qualquer hipótese de adiar mais. Apesar de não perceber para que raio precisa um puto de 9 anos de ter telemóvel (mau era eu não saber, aos 9 anos, onde é que ele anda durante o dia, a todas as horas e minutos) vou ter de ceder, só para que o miúdo não seja descriminado. É ruim... os putos são tão cruéis nesta idade e o meu sofre tanto... É ruim...
"Mãe, quando é que me dás o telemóvel? "
Não foi "um telemóvel", foi "o telemóvel" porque eu havia prometido que quando começasse o 5º ano, ele teria um telemóvel, não antes. Ele esperou, calminho. O 5º ano começou e eu mantive-me em silêncio (talvez ele se esqueça pensei eu, sou crente...) e só hoje ele se manifestou. Vou ter de lho dar, já o tenho guardado há muito.
"Parece-me que sou o único da minha turma que não tem telemóvel, sabes? E estou um bocado triste com isso."
Posto isto, não há qualquer hipótese de adiar mais. Apesar de não perceber para que raio precisa um puto de 9 anos de ter telemóvel (mau era eu não saber, aos 9 anos, onde é que ele anda durante o dia, a todas as horas e minutos) vou ter de ceder, só para que o miúdo não seja descriminado. É ruim... os putos são tão cruéis nesta idade e o meu sofre tanto... É ruim...
15.10.09
Ok... ok...
Ok, parece que tenho de dar a mão à palmatória... quer dizer, tenho nada. Os moços ganharam, mas a cena toda continua a não me seduzir. Por falar em seduzir, é de mim ou os moços malteses são muito mais giros do que os nossos? É, tive de ver, não tive hipótese, mas só vi até cantarem o hino. Mais do que isso, desculpem-me mas para mim é violento.
14.10.09
Pois... se fosse eu...
Nem digo esta merda a ninguém que ainda me lincham publicamente com honras de estado, mas vingo-me aqui que ninguém vê. Irrita-me tanto o entusiasmo futebolístico, que quase que desejo que os gajos percam e acaba-se a confusão, o stress, a correria, os infinitos programas de televisão depois dos jogos, a euforia, o histerismo, as palavras dessa língua inventada utilizada por jogadores, treinadores, comentadores e jornalistas, para não falar da corrupção (ok, aceito que a nível de selecções não se verifique como nos clubes). Se fosse eu que mandasse acabava com esta merda toda. E mais, irritam-me infinitamente mais as mulheres histéricas com o futebol do que os grunhos dos homens, eles aproveitam para extravasar aquilo que o politicamente correcto não lhes permite, o que não quer dizer que lhes justifique a estupidez. Há jogo logo à noite e desde a hora de almoço que já ninguém trabalha. Mete-me nojo! É vê-los nas esplanadas de pipo ao Sol, a emborcar a cervejola por baixo de orgulhosas bandeiras que nascem espontâneamente em qualquer varanda. À hora do jogo já está tudo bem bebido, uma alegria. Se a equipa ganha metem-me todos nojo, se a equipa perde também. Se fosse eu que mandasse acabava com esta merda toda. Trabalhem que é disso que o país precisa, não é de jogos de futebol, que só vêm arruinar os índices de produtividade das empresas. E depois há crise, bando de podres!
13.10.09
E quando
acordas e são 2:00h da matina, e estás deitada no sofá, e ficas toda contente por já teres dormido, e te levantas e vais para o quarto quase sem abrir os olhos, apagas televisão e luzes pelo caminho, fazes o xixi sem acender a luz da casa de banho e lavas os dentes de olhos fechados, e te metes na cama devagarinho, e bocejas e te esticas, e… e de repente a suavidade dos lençóis na tua pele te desperta sensações que te tiram completamente o sono? Ah? Ah? Não ficas fodida? Eu fico.
É por causa de
inteligentes condutores como V. Exa. que este país é um paraíso de civismo. Passe bem e vá aprender a estacionar.
Foi o miminho que lhe deixei no párabrisas. Tivesse a criatura aparecido e ficava a esguichar sangue, mas deixei-lhe um bilhete educado.
Foi o miminho que lhe deixei no párabrisas. Tivesse a criatura aparecido e ficava a esguichar sangue, mas deixei-lhe um bilhete educado.
Foi uma sorte
Foi por pouco que não parti as trombas ao grandessíssimo(a) camelo(a) que cagou (sim, cagou!) o carro no estacionamento e me obrigou a fazer vinte e uma mil manobras para conseguir sair. Com um metro e meio de espaço à frente o(a) anormal deixou o cú de fora impedindo a passagem à minha viatura. Não fosse a minha falta de tempo e tinha-lhe feito uma espera só para lhe dar cabo do focinho. Ainda perdi uns bons 20 minutos, fartei-me de apitar e nada. Veio o vizinho lá da rua e foi bater às portas dos possíveis sítios onde o(a) enorminho(a) pudesse estar. É que há vários, desde um bar, passando por 2 ou 3 lojas e acabando num cabeleireiro. Sim há espertinhos(as) que vão para o cabeleireiro e deixam os carros mal estacionados. Depois não ouvem o povo a apitar por causa dos secadores. Bando de burros!
Lá consegui tirar o carro, fiz-me valer da minha perícia nas manobras, que sem querer armar ao cagalhão é muito superior a muitos que por aí andam, aceitei a ajuda do vizinho lá da rua e passei com não mais de 2cm de cada lado e mais de vinte e uma mil manobras. Podia ter chamado a polícia, pois podia, mas o que me apetecia mesmo era dar-lhe cabo das trombas, logo ali. Não tive foi tempo.
(esta merda está por um triz, eu bem a sinto a vir, ela está quase a chegar...)
Lá consegui tirar o carro, fiz-me valer da minha perícia nas manobras, que sem querer armar ao cagalhão é muito superior a muitos que por aí andam, aceitei a ajuda do vizinho lá da rua e passei com não mais de 2cm de cada lado e mais de vinte e uma mil manobras. Podia ter chamado a polícia, pois podia, mas o que me apetecia mesmo era dar-lhe cabo das trombas, logo ali. Não tive foi tempo.
(esta merda está por um triz, eu bem a sinto a vir, ela está quase a chegar...)
12.10.09
Serve chilled
Hoje, devido à visita de familiares que não conseguiram evitar o assunto, revisitei um período da minha vida que há muito tempo tinha fechado na gaveta. E hoje, apenas hoje respondi a uma pergunta que tinha ficado sem resposta, mas que não impediu o arquivo do assunto. A pergunta para a qual nunca consegui encontrar uma resposta exacta, que me perguntei muitas vezes, mas cuja resposta não mudaria rigorosamente nada. Nada do que houve antes, nem nada do que se seguiu. Por isso, o caso foi arquivado, com a pergunta por responder. Hoje, falando novamente no assunto, regressando ao período ou ao dia em que tomei provavelmente a decisão mais pesada da minha vida adulta, encontrei a resposta. O que foi que me fez decidir, o que despoletou o processo, o que me fez ter a certeza que tinha chegado ao limite? Hoje sei. O copo estava cheio de um cocktail de várias coisas, tinha a base da bebida, a maior quantidade. Uns dls de mais algumas coisas, e umas gotas de outras. Mas a gota que fez transbordar o copo foi sem dúvida nenhuma a humilhação que nesse dia senti. E nessa noite foi o fim.
Disciplina
Luto diariamente contra a sensação de que deveria ser mais disciplinada. Nunca estou satisfeita, principalmente no que diz respeito a mim própria. Cumpro as minhas obrigações para com os outros, já as para comigo são muito mais difíceis. E não é porque não haja ninguém a reclamar que vou deixando andar, porque há. Farto-me de reclamar. E sinto que falho comigo. Dos outros não ouço queixas, mas calar a voz "from the back of my head" é que não consigo. O pior é que sei perfeitamente que é só uma questão de treino, de força de vontade. E uma gaja que sente que não é suficientemente disciplinada e que sabe que se tivesse força de vontade até podia ser, fica a pensar que é assim um bocado p'ró fraquinho.
11.10.09
Crias
Tenho duas, já cresciditas. Bem fixes. Embarquei na maternidade não por sentir aquelas tretas do relógio biológico, mas porque fazia sentido passar à fase seguinte. Nunca fui do tipo maternal que faz festas a todas as criancinhas que passam, aliás sempre tive pouca paciência. Mas ok, alinhei. Tive medo, claro que tive. Tive medo de não estar à altura, de não conseguir fazer depois tudo o que se exige a uma mãe sem me sentir contrariada ou irritada, tive medo de acabar por culpar a criancinha pelo meu mau humor. Tive medo de não acordar de noite (sempre dormi como uma pedra). Tive medo de me esquecer das horas de comer. Tive medo de, basicamente, não saber tratar da minha cria devidamente. E, como imagino que todas as mulheres façam partilhei os meus receios com a minha mãe. A todas as questões a única resposta que tive foi um "Não te preocupes com isso" perfeitamente despreocupado. Admito que me irritava esta resposta. Em vez de me acalmar só me irritava ainda mais. A minha primeira grande surpresa foi ter decidido instintivamente escolher o parto normal e natural, à moda antiga. Dentro de mim sabia que queria experimentar o que desde há milhares de anos todas as fêmeas experimentam, parir. Assim sem paneleirices, parir. E parir é um fenómeno. Não encontro outra palavra para melhor definir o que é parir, é simplesmente um fenómeno. Para mim foi, porque operou dentro de mim tal mudança que não tem explicação, nem racional, nem emocional. Mas esta mudança teve o seu espaço exclusivo, deu-se dentro de um território próprio. Um país que nasceu dentro de outro país, com as fronteiras claramente definidas e fechadas. Ao mesmo tempo que nasceu a criança nasceu a mãe. Ao contrário da criança a mãe nasceu completamente preparada, com todas as ferramentas para tratar da cria, e com a habilidade para as usar. Veio com tudo incluido. Esta foi a segunda surpresa. E isto nada mais é do que o instinto da fêmea que protege a sua cria. Nada mais. Básico, e simples. A terceira surpresa foi ver-me a fazer tudo, tudo mesmo, com uma leveza e prazer extraordinários. Nunca contrariada, nunca aborrecida. Com a vida virada de pernas para o ar, com uma criatura que domina e absorve todos os detalhes que se possam imaginar, e a fêmea ali, sem parar, sem respirar, a vigiar a cria, e na maior. Estão ali, as duas crias no sofá a ver televisão. A mãe prepara-lhes o pequeno-almoço e leva-lhes, e enquanto as crias se alimentam a mãe escreve sobre elas e sobre o que elas lhe fizeram, e na maior.
10.10.09
9.10.09
Guerrilha
Estou a ser metralhada. De vez em quando lá vem uma granada e faz uns estragos aqui e ali. É guerrilha, só pode. Assim de fininho, por detrás duma esquina levo com uns tiros e pronto, desiquilibro-me e lá me seguro, agarro-me às paredes e continuo o meu caminho. Começaste com o sono, que mandaste de férias só para desestabilizar. Já comeste pela medida grande, e o gajo regressou com o rabinho entre as pernas. Agora vens-me com pedaços de granito mais consistentes do que os do Gerês que de cada vez que atiras, me rebentam com as entranhas. Já delineei a estratégia, mas ainda não entrei mesmo em acção, falta pouco. Aí, sai-me da frente que vais levar com semelhante carga que nem vais saber de que terra és. Que vais mandar a seguir? Avança com toda a força que ainda posso contigo, cambaleio mas não caio. (Isso mesmo cabeçita, aguenta-te ao barulho. O corpo quer pega, mas o gajo não sabe com quem se meteu).
7.10.09
Dicionário IV
Pairar:
1.Fig. Olhar de alto, abranger com o espírito.
2. Estar iminente, ameaçar.
3. Hesitar.
1.Fig. Olhar de alto, abranger com o espírito.
2. Estar iminente, ameaçar.
3. Hesitar.
É duro
Detesto aqueles segundos em que tenho de decidir se os ponho de castigo. Se decido que sim sei que não posso voltar atrás, se decido que não o circo continua. Hoje decidi que sim e, como sempre dói-me a dobrar: porque lhes dói a eles e porque me dói a mim. Estão de castigo.
6.10.09
Escolha múltipla
Vontade
1. Faculdade comum ao homem e aos outros animais pela qual o espírito se inclina a uma acção.
2. Desejo.
3. Acto de se sentir impelido a.
4. Ânimo, espírito.
5. Capricho, fantasia, veleidade.
6. Necessidade física.
7. Apetite.
8. Arbítrio, mando, firmeza de carácter.
9. Zelo, interesse, empenho.
1. Faculdade comum ao homem e aos outros animais pela qual o espírito se inclina a uma acção.
2. Desejo.
3. Acto de se sentir impelido a.
4. Ânimo, espírito.
5. Capricho, fantasia, veleidade.
6. Necessidade física.
7. Apetite.
8. Arbítrio, mando, firmeza de carácter.
9. Zelo, interesse, empenho.
Dicionário III
Bluff: palavra ou acto que tem por fim intimidar, sem que haja a intenção de executar a ameaça.
5.10.09
Nula
Quando decidimos alguma coisa baseando o nosso raciocínio em acontecimentos que ainda não tiveram lugar mas apenas naquilo que pensamos que vai acontecer, conta verdadeiramente como uma decisão? Deveria contar se todas as possibilidades foram calculadas, se elaborarmos uma teoria à volta de várias hipóteses. Por outro lado, se apenas contamos com uma hipótese, já nem sequer se pode dizer teoria, pois se a única nos parece a mais provável, é quase uma certeza. E quando temos a certeza, ou quase, o resto passa a ser acessório. Voltando à questão, se todas as possibilidades forem estudadas, as teorias devidamente formuladas, dependendo do que depois vier a acontecer a decisão tomada previamente será posta em prática. O facto de nenhuma das hipóteses se vir a concretizar deverá ser sempre considerada uma teoria em si, e neste caso é fundamental que exista também uma decisão previamente tomada, que tanto como em todas as outras deverá ser aplicada com a mesma convicção.
Eu tenho cenas destas, de elaborar hipóteses e de tomar decisões com antecedência. Naturalmente, das várias hipóteses que formulo há sempre uma que tem mais probabilidades de se vir a verificar. Normalmente não me engano muito, são mais as vezes que acerto do que as que não acerto. E também muitas das vezes, a hipótese que posteriormente se verifica não é a que me convém mais. Apesar de saber desde o início que não é a hipótese que mais me agrada, sei sempre que é mais forte, e nem sequer dou mais crédito à teoria ideal, só porque era isso que eu gostava que acontecesse. O que é certo é que a desilusão, é nula. Naquele momento sim, é nula. E também tenho cenas em que tenho quase a certeza do que vai acontecer, em que todas as teorias à volta parecem inúteis, e que além disso nem é sequer a minha hipótese preferida. Mesmo assim, tenho momentos em que tudo isto é tão quase real, estou tão convencida que vai acontecer (ou não acontecer) que a desilusão é nula. Fica apenas uma pontinha, ainda que amarga, de satisfação por ter tido a lucidez de prever o que iria acontecer.
Eu tenho cenas destas, de elaborar hipóteses e de tomar decisões com antecedência. Naturalmente, das várias hipóteses que formulo há sempre uma que tem mais probabilidades de se vir a verificar. Normalmente não me engano muito, são mais as vezes que acerto do que as que não acerto. E também muitas das vezes, a hipótese que posteriormente se verifica não é a que me convém mais. Apesar de saber desde o início que não é a hipótese que mais me agrada, sei sempre que é mais forte, e nem sequer dou mais crédito à teoria ideal, só porque era isso que eu gostava que acontecesse. O que é certo é que a desilusão, é nula. Naquele momento sim, é nula. E também tenho cenas em que tenho quase a certeza do que vai acontecer, em que todas as teorias à volta parecem inúteis, e que além disso nem é sequer a minha hipótese preferida. Mesmo assim, tenho momentos em que tudo isto é tão quase real, estou tão convencida que vai acontecer (ou não acontecer) que a desilusão é nula. Fica apenas uma pontinha, ainda que amarga, de satisfação por ter tido a lucidez de prever o que iria acontecer.
4.10.09
E esta hein?
E não é que um dos tais amigos do americano giro me telefona a convidar-me para ir ao teatro com ele hoje à noite? Azar amiguinho, hoje fico por cá, obrigada mas fica para a próxima.
So full of shit
Ontem à noite repetiu-se uma situação que me mostra como no geral os portugueses são uns cagões no que diz respeito a abordar uma (ou mais do que uma) mulher à moda antiga. Sim, porque as modernices do mundo virtual não contam, falo da abordagem cara a cara, de meter conversa, de olhar de frente. Os homens portugueses são uns verdadeiros cagões. E a culpa é quase toda das mulheres portuguesas. Eles já fartinhos de levar com umas trombas até ao chão, com uns "estás parvo ou quê? desanda!" e similares, e também com narizes retorcidos e esgares de desprezo, simplesmente deixaram de se dirigir às mulheres que até lhes possam parecer justificar uma investida. As mulheres, francamente não as entendo. Tendo este tipo de atitude só perdem, eles já desistiram de fazer o avanço inicial, o que obriga a que elas o façam, mas quase todas se acham tão boas que não mexem o cú para nada. Olham e disfarçam sorrisinhos de caganeira, e esperam que eles venham. O mais certo é levarem com o nariz de fedor (a condizer com o sorriso de caganeira) e irem por onde vieram com o rabo entre as pernas e a orelhita caída. Pobres dos homens. Mas o pior de tudo, é que as mulheres se transformaram em ditadoras. Não dão cavaco a gajo nenhum porque partem do príncipio que eles só as querem levar para a cama. Elas depois vão, claro que vão, para a cama, nem que para isso tenham de fingir que estão bêbadas (a desculpa universal: a bebedeira) mas deve ser para se sentirem superiores. O que me leva a tirar uma conclusão que me entristece bastante. Se por um lado as mulheres (que abundam na fauna nocturna por onde tenho passado) se cortam imediatamente quando um gajo as aborda porque partem imediatamente do princípio que ele quer sexo significa que elas também estão a pensar nisso (porque ele provavelmente quer sexo, eles querem quase sempre) o que releva a meu ver alguma hipocrisia. Por outro estão automaticamente a colocar-se na plataforma da gaja desejável e a reduzir as possibilidades de todo um mundo paralelo que inclui diversão, discussão, conhecimento e convívio saudável, que acredito lhes seja desconhecido. Perdem assim oportunidade de travar conhecimento com gente que até poderá trazer-lhes algo de novo, na pior das hipóteses uma ou duas gargalhadas. Um sorriso e um "obrigada mas não, estou à espera do meu namorado" desarma qualquer gajo, não custa nada e manda-o embora imediatamente, não lhe destruindo contudo a auto-confiança e a desenvoltura para abordar a próxima. Ninas, não sejam parvas. Deixem os ninos continuar a tentar, faz-lhes bem. Sejam espertas e simpáticas em vez de cabras. Faz-vos ainda melhor. A prova está no americano que meteu conversa comigo e com a minha amiga ontem à noite, que jantou no mesmo restaurante que nós, acompanhado duma mulher, e que cá fora durante a pausa para o cigarro se dirigiu a nós e perguntou: did you enjoy your meal? Assim, simples. E a conversa fluiu daí, e depois apareceu a amiga que se apresentou imediatamente e se revelou extremamente simpática, americana também. E ficamos a saber que este americano de Nova Iorque trabalha cá em Portugal desde Janeiro e que adora este país. E a amiga veio visitá-lo e era para ficar 10 dias e já vai em 3 semanas e ainda lhe falta outra para ir embora. E estas coisas são boas de se ouvir, ou não? Discutiu-se um pouco de tudo, política, sociedade, mentalidades, etc... O americano preocupado com o rumo de Portugal, com a economia europeia. Deve estar a pensar seriamente em cá ficar. A seguir apareceram 3 amigos portugueses do americano, tudo malta porreira, e assim se passou uma noite excelente, com pessoas que nunca tinhamos visto, conversa inteligente e divertida. E acabou-se a noite a trocar numeros de telemovel e com um convite: se quiserem visitar cá a terra, que tem muito que ver, fazer e contar, será um prazer voltar a conviver com este grupo de pessoas. E não me lixem, pode-se até pensar que "oh, eles querem é rambóia". Até podem querer, mas se entretanto houver diversão, discussão, troca de conhecimento, pelo meio de desvios às investidas (se as houver)não se perde tudo. E se ficar amizade só, pelo contrário, já se ganhou qualquer coisa. Sem excluir a possibilidade de alguma "rambóia", quem sabe? O americano é bem giro...
3.10.09
I'm a fire starter
Está toda arrumada no lugar que lhe foi destinado. Está pronta para cumprir o seu destino. Liberta o aroma que me traz à memória o eterno conforto da minha lareira. Esta lenha que acabam de me trazer irá aquecer o Outono que espreita tímido, e o Inverno que desconfio irá entrar pela porta da frente. Não há nada como o lume. Não há aquecimento que se compare a uma boa lareira acesa de manhã à noite. Acordar de manhã e ver a teimosia das brasas da noite pedindo ajuda para continuar, sem descanso, a arder.
2.10.09
There are boys, and there are men.
Por tudo o que tenho observado à minha volta nos últimos tempos confirmo a minha teoria de que uma mulher que tenha saído de uma relação recentemente é considerada uma presa fácil. Desde o fulano (mal) casado ao puto engraçado com a mania que é esperto, o objectivo é sempre o mesmo, debicar qualquer coisita. Nem é sequer necessário que essa mulher seja muito bonita ou atraente, não passa por aí. A ideia geral é que uma mulher nessas condições está vulnerável, frágil, carente e mais adjectivos paneleiros que se queira atribuir, ou que está de rastos, ou por último furiosa. Passo a explicar o que uma forma geral verifico que passa pela cabeça dos homens, que de propósito ou por acaso se deparam com mulheres recentemente separadas ou divorciadas ou saídas que uma relação séria:
1) estas mulheres estão tristinhas, magoadas e desesperadamente à procura de umas festinhas, que bem aplicadas facilmente acabam onde se pretende, em sexo.
2) estas mulheres estão com a auto-estima enterrada 3 metros abaixo do nível do mar, e com uns piropos bem esgalhados facimente acabam onde se pretende, em sexo.
3) estas mulheres estão profundamente ressabiadas, ofendidas e com sede de vingança, comem tudo o que se lhes atravessa à frente e, orientando as coordenadas para o sítio certo acabam onde se pretende, em sexo.
Mas, e se uma mulher sai de uma relação e nem está triste nem carente, tem a auto-estima nivelada pela realidade, não é ressabiada e se está a literalmente a cagar para qualquer vingança?
Essa de certezinha que está doente, psiquiatra com ela, já!
1) estas mulheres estão tristinhas, magoadas e desesperadamente à procura de umas festinhas, que bem aplicadas facilmente acabam onde se pretende, em sexo.
2) estas mulheres estão com a auto-estima enterrada 3 metros abaixo do nível do mar, e com uns piropos bem esgalhados facimente acabam onde se pretende, em sexo.
3) estas mulheres estão profundamente ressabiadas, ofendidas e com sede de vingança, comem tudo o que se lhes atravessa à frente e, orientando as coordenadas para o sítio certo acabam onde se pretende, em sexo.
Mas, e se uma mulher sai de uma relação e nem está triste nem carente, tem a auto-estima nivelada pela realidade, não é ressabiada e se está a literalmente a cagar para qualquer vingança?
Essa de certezinha que está doente, psiquiatra com ela, já!
Lei de Murphy
Que mania é esta de se escrever Amor com maiúscula? Não percebo. Não se escreve inveja nem raiva nem medo, por exemplo, com maiúscula, pois não? Que bajulação é esta então? O amor, assim, como todas as outras emoções. Tudo igual, que assim é que é democrático. Hoje toda a gente fala de amor, anda tudo obcecado com o amor. Toda a gente quer encontrar o amor. Toda a gente tem medo do amor. Que psicose. Se não estivessem tão preocupados todos em encontrar o amor, talvez até o vissem passar ao lado. Ele passa e aparece de onde menos se espera. É só uma questão de o ver a aparecer. Depois decide-se se o que se faz com ele, cada um faz o que é o melhor para si. O problema é que muito boa gente o confunde com outras coisas, e bate-lhe no ombro e sorri. Depois ele vira-se e, (oh! o embaraço) lá vem o "ai desculpe, assim de costas confundi-o com outra pessoa" (quer dizer, com outra coisa). A diferença é que em vez de uns milésimos de segundo de embaraço, às vezes demora-se anos a perceber o engano. Ooops, enganei-me, não era bem isto, desculpe sim? E recomeça a dança. Ai que chatice isto do amor, é tão complicado... Não é nada complicado, é até bastante simples. Basta acreditar numa "lei" muito básica: A melhor forma de encontrar uma coisa é começar a procurar outra coisa qualquer.
1.10.09
É pena
O sonífero perfeito: trabalhar no Photoshop. Já há tanto tempo que não recorria a este amiguinho que me esqueci completamente que me dá sono. Ao fim de uma hora a mudar cores, a inserir desenhos e a rectificar formas bocejo de 5 em 5 minutos (no máximo) e tenho sérias dificuldades em manter os olhos abertos. É pena é ser a meio da tarde... merda! Vou poupar umas coisitas para logo à noite e em vez do comprimido tomo um 1 horita de Photoshop.
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