3.9.09
Absurdo
Para mim é absurdo que pessoas em posse de uma informação que, não fazendo a menor ideia se é correcta e não se dando ao trabalho de a confirmar, partam do princípio que o é, lançando assim a confusão. Em coisas banais que podem à primeira vista não ter importância nenhuma, tanto como em coisas importantes que podem vir ter consequências graves. Não têm sequer o bom senso de dizer que acham ou que não têm a certeza. Afirmam que é. Assim. Com a maior das descontracções. Absurdo.
2.9.09
O Tasco e os cheiros
Passei parte da minha infância no tasco dos meus tios. Era um tasco daqueles onde se espalhava serrim no chão quando chovia, o chão era de cimento, mas vermelho. Tinha um balcão minúsculo preto onde tanto eu como o meu irmão aprendemos a andar. Num canto havia 3 pipas de vinho enormes (pareciam enormes para quem tinha 3 ou 4 anos).
Que aventura era tentar trepar as pipas, só bem sucedida quando algum adulto se dispunha a emprestar as mãos para ajudar na escalada. Lembro-me perfeitamente da perspectiva que eu tinha das minhas botas de borracha a derraparem nos aros de metal das pipas, enquanto esticava os braços e apertava aquelas mãos então tão grandes e fortes. E da alegria que sentia quando chegava lá cima, tão fácil a sensação de vitória.
Íamos lá todas as noites, quer dizer, éramos levados lá todas as noites, pelos nossos pais evidentemente, que iam tomar o último café antes de se desligar a máquina. O Bick, um cão preto e castanho vinha invariavelmente receber-nos, já conhecia o barulho do nosso carro. Quase maior do que nós o Bick, manso e dócil apesar do tamanho.
Havia ao lado da porta de trás uma pia em mármore branco, que cheirava a lexívia e tinha sempre chávenas de café para lavar. Por essa porta tínhamos acesso ao tesouro maior daquele sítio: a cozinha!
O cheiro daquela cozinha! Os segredos daquela cozinha! Era escura, o fogão a lenha encarregou-se de a escurecer, anos de pregos na chapa e de bacalhau frito. Ao pé do fogão, no canto, cheirava a alho, a lenha e a fumo. Do outro lado, um armário gigantesco, as portas em rede, as prateleiras completamente inacessíveis. Mas nós sabíamos muito bem que o que aquelas prateleiras escondiam. Cheiravam a chocolates e a bolachas trazidos de Espanha, que mais ninguém tinha. Como nós olhávamos para aquele armário! Ao centro uma mesa de tábuas corridas, nunca naquela mesa vi uma toalha. Tudo era manipulado directamente na madeira, que era esfregada com lexívia amiúde, não estava escura nem tinha manchas. As tábuas da mesa eram claras e estavam sempre limpas, mas rompidas. Distinguia-se perfeitamente a zona mais usada, as tábuas eram mais finas.
Numa das pontas da mesa havia um cesto que tinha sempre cebolas e especiarias, e o cheiro das cebolas misturava-se com o da pimenta.
Ao domingo passávamos lá a tarde. Havia um laranjal nas traseiras. Com mesas e bancos de pedra. Ao fundo, começava uma quinta, era a fronteira, o limite que não podia ser ultrapassado, era o mistério. A minha tia fazia-nos o lanche, pão com fatias muito finas de carne assada. Um petisco! “Sandes de carne fria!!!” respondíamos à pergunta: “E o que vamos lanchar?” E depois, claro, as bolachas.
Eu tinha 3 anos, sei disso por causa do que vou descrever a seguir. Eu tinha 3 anos quando pelo Natal o meu tio me ofereceu uma boneca que estava empoleirada numa bicicleta. Era loira, e tinha um gorro e um cachecol cor de laranja. A bicicleta era de metal, tinha-a trazido de Espanha. Mas, alguns dias depois chamou-me e disse-me: “Vou levar a bicicleta da tua boneca comigo para minha casa, vou dar-lhe de comer e quando ela estiver grande devolvo-ta, pode ser?”. “E a boneca, também levas?” Perguntei-lhe, e ele: “Não, só a bicicleta”. Não me importei, e esqueci-me completamente da bicicleta.
Veio Setembro, e no dia dos meus anos, ele devolveu-me a bicicleta, já grande, conforme tinha prometido. “Devolveu-ma” crescida o suficiente para que uma menina de 4 anos pudesse aprender a andar de bicicleta.
Veio Setembro, 30 anos depois, e deste tio, deste tasco, desta cozinha, deste laranjal, o que tenho mais presente na memória (além da bicicleta que eu depois imaginei a comer naquela cozinha para crescer e poder voltar para a dona) são todos os cheiros, as misturas de cheiros.
Do serrim húmido dos dias de chuva misturado com o cheiro do vinho das pipas, da lexívia misturada com café, do chocolate com as bolachas, do alho com a lenha, das cebolas com a pimenta, das laranjeiras com o cheiro a terra, a pó que levantávamos com os pés, incapazes de não correr à volta das mesas e bancos de pedra nos dias de Sol.
Que aventura era tentar trepar as pipas, só bem sucedida quando algum adulto se dispunha a emprestar as mãos para ajudar na escalada. Lembro-me perfeitamente da perspectiva que eu tinha das minhas botas de borracha a derraparem nos aros de metal das pipas, enquanto esticava os braços e apertava aquelas mãos então tão grandes e fortes. E da alegria que sentia quando chegava lá cima, tão fácil a sensação de vitória.
Íamos lá todas as noites, quer dizer, éramos levados lá todas as noites, pelos nossos pais evidentemente, que iam tomar o último café antes de se desligar a máquina. O Bick, um cão preto e castanho vinha invariavelmente receber-nos, já conhecia o barulho do nosso carro. Quase maior do que nós o Bick, manso e dócil apesar do tamanho.
Havia ao lado da porta de trás uma pia em mármore branco, que cheirava a lexívia e tinha sempre chávenas de café para lavar. Por essa porta tínhamos acesso ao tesouro maior daquele sítio: a cozinha!
O cheiro daquela cozinha! Os segredos daquela cozinha! Era escura, o fogão a lenha encarregou-se de a escurecer, anos de pregos na chapa e de bacalhau frito. Ao pé do fogão, no canto, cheirava a alho, a lenha e a fumo. Do outro lado, um armário gigantesco, as portas em rede, as prateleiras completamente inacessíveis. Mas nós sabíamos muito bem que o que aquelas prateleiras escondiam. Cheiravam a chocolates e a bolachas trazidos de Espanha, que mais ninguém tinha. Como nós olhávamos para aquele armário! Ao centro uma mesa de tábuas corridas, nunca naquela mesa vi uma toalha. Tudo era manipulado directamente na madeira, que era esfregada com lexívia amiúde, não estava escura nem tinha manchas. As tábuas da mesa eram claras e estavam sempre limpas, mas rompidas. Distinguia-se perfeitamente a zona mais usada, as tábuas eram mais finas.
Numa das pontas da mesa havia um cesto que tinha sempre cebolas e especiarias, e o cheiro das cebolas misturava-se com o da pimenta.
Ao domingo passávamos lá a tarde. Havia um laranjal nas traseiras. Com mesas e bancos de pedra. Ao fundo, começava uma quinta, era a fronteira, o limite que não podia ser ultrapassado, era o mistério. A minha tia fazia-nos o lanche, pão com fatias muito finas de carne assada. Um petisco! “Sandes de carne fria!!!” respondíamos à pergunta: “E o que vamos lanchar?” E depois, claro, as bolachas.
Eu tinha 3 anos, sei disso por causa do que vou descrever a seguir. Eu tinha 3 anos quando pelo Natal o meu tio me ofereceu uma boneca que estava empoleirada numa bicicleta. Era loira, e tinha um gorro e um cachecol cor de laranja. A bicicleta era de metal, tinha-a trazido de Espanha. Mas, alguns dias depois chamou-me e disse-me: “Vou levar a bicicleta da tua boneca comigo para minha casa, vou dar-lhe de comer e quando ela estiver grande devolvo-ta, pode ser?”. “E a boneca, também levas?” Perguntei-lhe, e ele: “Não, só a bicicleta”. Não me importei, e esqueci-me completamente da bicicleta.
Veio Setembro, e no dia dos meus anos, ele devolveu-me a bicicleta, já grande, conforme tinha prometido. “Devolveu-ma” crescida o suficiente para que uma menina de 4 anos pudesse aprender a andar de bicicleta.
Veio Setembro, 30 anos depois, e deste tio, deste tasco, desta cozinha, deste laranjal, o que tenho mais presente na memória (além da bicicleta que eu depois imaginei a comer naquela cozinha para crescer e poder voltar para a dona) são todos os cheiros, as misturas de cheiros.
Do serrim húmido dos dias de chuva misturado com o cheiro do vinho das pipas, da lexívia misturada com café, do chocolate com as bolachas, do alho com a lenha, das cebolas com a pimenta, das laranjeiras com o cheiro a terra, a pó que levantávamos com os pés, incapazes de não correr à volta das mesas e bancos de pedra nos dias de Sol.
1.9.09
Organização
Estive à conversa com o meu primo.
Falei de coisas das quais não falava há algum tempo.
Falei dos acontecimentos do passado já longínquo, do mais recente, e do de há alguns dias. Foi bom. Ao revivê-los senti que tenho a casa arrumada. Tenho as ideias arrumadas, está tudo no devido lugar. Não há pontas a espreitar das gavetas nem as gavetas estão meias fechadas. Está tudo bem dobrado, bem acondicionado e bem fechado.
Os factos, resumidos:
Apaixonei-me profundamente.
O meu amor foi sincero.
A entrega, total.
Desiludi-me lenta e dolorosamente.
O meu amor foi esbanjado, mal aproveitado.
Não tenho mais amor para dar, acabou-se-me.
E eu aceito estes factos pacificamente.
Sem remorsos, sem revolta, nem desânimo.
Falei de coisas das quais não falava há algum tempo.
Falei dos acontecimentos do passado já longínquo, do mais recente, e do de há alguns dias. Foi bom. Ao revivê-los senti que tenho a casa arrumada. Tenho as ideias arrumadas, está tudo no devido lugar. Não há pontas a espreitar das gavetas nem as gavetas estão meias fechadas. Está tudo bem dobrado, bem acondicionado e bem fechado.
Os factos, resumidos:
Apaixonei-me profundamente.
O meu amor foi sincero.
A entrega, total.
Desiludi-me lenta e dolorosamente.
O meu amor foi esbanjado, mal aproveitado.
Não tenho mais amor para dar, acabou-se-me.
E eu aceito estes factos pacificamente.
Sem remorsos, sem revolta, nem desânimo.
Compras
"O que te faz pousar de volta na prateleira um artigo que gostaste muito e até já ias comprar?
Encontrar um outro do mesmo tipo, que cumpre o mesmíssimo objectivo, mas que possuí uma outra característica que te agrada mais.
Se o encontras depois de já teres comprado o primeiro, ficas lixada. Se mesmo assim compras o segundo, estás a esbanjar... e ficas lixada."
Por isso é que quando eu compro alguma coisa, ponho-me imediatamente a andar, eliminando assim qualquer hipótese de ficar lixada. Tendo um fiozinho de dúvida que seja, simplesmente não compro.
Encontrar um outro do mesmo tipo, que cumpre o mesmíssimo objectivo, mas que possuí uma outra característica que te agrada mais.
Se o encontras depois de já teres comprado o primeiro, ficas lixada. Se mesmo assim compras o segundo, estás a esbanjar... e ficas lixada."
Por isso é que quando eu compro alguma coisa, ponho-me imediatamente a andar, eliminando assim qualquer hipótese de ficar lixada. Tendo um fiozinho de dúvida que seja, simplesmente não compro.
Não preciso de mapa
A vida é uma auto-estrada, quando percebemos que nos enganamos, nada nos obriga a continuar até ao fim. Mesmo que se tenha de fazer mais uns quilómetros, temos sempre a próxima saída.
Reboque
Há muita gente que anda a reboque. Vejo-os (as) à minha volta e dou voltas à cabeça. Andam a reboque do que os outros fazem ou (e muito pior) do que os outros pensam. E não estou a falar dos "carneirinhos" da sociedade actual, etc...
Falo de gente com quem convivo e que conheço.
Porque me é próxima. Porque não os via assim. Porque me choca. Porque me desiludo.
Falo de indivíduos, homens e mulheres - é igual, isto nada tem a ver com o género. Falo de casados e de solteiros. Falo de novos e de velhos.
Há-os de vários tipos:
- Os que sem conseguir formular uma opinião própria sobre coisa nenhuma, assumem as opiniões dos "outros" e as debitam como se fossem suas, mas que eu identifico porque também conheço os tais "outros";
- Os que só fazem as coisas que vêm fazer, ir de férias para os mesmos sítios, ir comer aos mesmos restaurantes, matricular os filhos nas mesmas escolas, não articulando uma só vantagem decente para as suas escolhas;
- Os que pretendem mostrar um determinado nível financeiro, que não possuem mas que é importante que se exiba no círculo de amigos, para não se "ficar atrás", quando na verdade, naquilo que é fundamental, como por exemplo no que diz repeito ao conforto e ao bem-estar do núclo familiar são do mais avaro que se possa imaginar;
- Os que mantêm relações só para parecer bem, porque a menina ou o menino são engraçados e ficam bem ou dentro do carro ou ao lado, nas fotos dos casamentos da família, ou pior ainda, porque não suportam estar sozinhos;
- Os que mantêm casamentos só porque assim a vidinha é muito mais fácil, muito mais confortável, e fecha-se os olhos ao resto, sejam traições, falta de respeito, ou puro desprezo.
Terei encontrado, talvez, algumas das razões pelas quais andam a reboque,contudo não as percebo, isso não consigo. Ultrapassa-me. Pela direita e de gás.
Falo de gente com quem convivo e que conheço.
Porque me é próxima. Porque não os via assim. Porque me choca. Porque me desiludo.
Falo de indivíduos, homens e mulheres - é igual, isto nada tem a ver com o género. Falo de casados e de solteiros. Falo de novos e de velhos.
Há-os de vários tipos:
- Os que sem conseguir formular uma opinião própria sobre coisa nenhuma, assumem as opiniões dos "outros" e as debitam como se fossem suas, mas que eu identifico porque também conheço os tais "outros";
- Os que só fazem as coisas que vêm fazer, ir de férias para os mesmos sítios, ir comer aos mesmos restaurantes, matricular os filhos nas mesmas escolas, não articulando uma só vantagem decente para as suas escolhas;
- Os que pretendem mostrar um determinado nível financeiro, que não possuem mas que é importante que se exiba no círculo de amigos, para não se "ficar atrás", quando na verdade, naquilo que é fundamental, como por exemplo no que diz repeito ao conforto e ao bem-estar do núclo familiar são do mais avaro que se possa imaginar;
- Os que mantêm relações só para parecer bem, porque a menina ou o menino são engraçados e ficam bem ou dentro do carro ou ao lado, nas fotos dos casamentos da família, ou pior ainda, porque não suportam estar sozinhos;
- Os que mantêm casamentos só porque assim a vidinha é muito mais fácil, muito mais confortável, e fecha-se os olhos ao resto, sejam traições, falta de respeito, ou puro desprezo.
Terei encontrado, talvez, algumas das razões pelas quais andam a reboque,contudo não as percebo, isso não consigo. Ultrapassa-me. Pela direita e de gás.
30.8.09
Nota mental II
“Men heap together the mistakes of their lives, and create a monster they call destiny.”
John Hobbes
John Hobbes
28.8.09
27.8.09
And it hit me...
... that even if most things have changed, there are some things that, in a quite comforting way, remain exactly the same.
26.8.09
The cook, the thief, his wife and her lover (1989)
Foi há 20 anos e continua a ser o meu filme preferido, de sempre, de todos, o mais intenso.
Realização: Peter Greenaway
Com: Helen Mirren
Música: Michal Nyman
Guarda-roupa: Jean-Paul Gaultier
Realização: Peter Greenaway
Com: Helen Mirren
Música: Michal Nyman
Guarda-roupa: Jean-Paul Gaultier
25.8.09
The lover / L'amant (1992)
Waiting for a sign, a touch of your grace
To carry me home, under these waves… I’m slipping…
I’m crying like a child for the day to begin, to follow your breeze, haunted by your skin
I’m slipping
So please, do me right woman
Cause I’m hanging by a thread, far from divine
Wish I could flourish and speed up time… I’m slipping…
I’m sliding down…
So please, do me right woman
Please do me right woman
Do me right woman, enter my space
Fragile and pure… I will follow your pace
Just do me right woman… please…
I’ve taken all your wisdom, but my plate is not filled
My spirit is not calm, my soul yet to be thrilled
And my heart has not got enough… I’m still slipping…
So please, do me right woman
Please, do me right woman
Just do me right now
24.8.09
Momento L'Oreal
Enquanto preparo o jantar, ocorre-me que no outro dia comprei vinho. Acabo de abrir uma garrafa, só para mim.. só para mim. Porque eu mereço!
23.8.09
Glow
Ela não é linda nem deslumbrante, mas sente-se bem e gosta de si como é. Não tem complexos com o corpo, é o corpo dela, com todos defeitos e marcas que nunca apagaria porque lhe lembram todos os dias a sua história. É descontraída e não gosta de merdas complicadas. Sente-se solta, livre, sem planos. Ela gosta de rir, de dançar e de apanhar sol. Gosta de conversar, gosta de conviver. Também gosta de estar sozinha, de não fazer nada, de se atirar para cima do sofá e de não ligar nenhuma à televisão. Gosta de provocar, mesmo sabendo que a maioria das vezes não provoca nada, não lhe interessa muito. Ela não se preocupa com o efeito que causa nos outros. Ela deseja, ela vibra e treme por dentro, incondicionalmente. Ela persegue o que quer. Só porque sim. Só porque se tinha esquecido há muito tempo do que é vibrar. Lembrou-se agora, e sabe muito bem o que a faz agora vibrar. O que a estimula, excita e acende. E retira o melhor disso, retira o seu prazer pessoal de tudo o que sente. O seu. O dela. É egoista, ela sabe. E tudo isto se vê: "Minha filha, tu agora parece que brilhas!" disse-me a minha tia de 80 anos no outro dia.
22.8.09
Pára, não faças nada.
Deixa-me beijar-te. Deixa-me percorrer o relevo dos teus lábios, deixa a minha língua explorar a tua. Não faças nada, sossega. E beijei-te. A boca, a face, o pescoço, a curva do ombro, o peito… os pelos macios do teu peito. E desci por ti fora, e a tua cinta e o teu umbigo… as minhas mãos ficando para trás percorrendo o caminho que a boca havia feito. Deslizei uma mão por baixo da tua coxa, levantei-a e afastei a tua perna, tu instintivamente, fizeste o mesmo à outra e… lembras-te?
Sons
... tão sussurrados e tímidos para pedir o prazer, como profundos e exuberantes para o demonstrar...
Toque
... a mão que depois, lentamente, subindo e descendo me acaricia as costas, é a mesma que antes me fez subir... subir... e subir...
21.8.09
20.8.09
E depois dá nisto...
"Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!"
José Régio
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!"
José Régio
Falta
Hoje acordei com uma sensação estranha... como se me faltasse qualquer coisa. Foi de fininho, mas espreguicei-me na cama e invadiu-me. Falta-me qualquer coisa... E assim passei o dia, com aquela coisa chata a vir-me à ideia várias vezes, mais do que as que eram precisas. Não gosto nada disto! Chateia-me, irrita-me! A merda toda é que continua e o mais certo é que dure mesmo até adormecer. Hoje fez-me falta um bocado de, e odeio mesmo esta palavra, mimo.
19.8.09
Sabor
...as gotas de suor que do rosto me desciam até à boca e que eu saboreei de olhos fechados não eram minhas...
Bad ass
Gostava de perceber como é que a cara de um dos gajos do meu tempo de liceu aparece agora num cartaz do CDS-PP! Fiquei estarrecida!! Este moço era, na sua adolescência um verdadeiro "bad ass", mas daqueles mesmo bons. Não ia em merdas, era insolente mas mantendo um low profile que lhe garantia sempre safar-se quando o resto do grupo era apanhado nas cowboiadas. Sempre o imaginei filho de pais endinheirados (no mínimo) mas sempre o vi como um rebelde por convicção, não daqueles imbecis que só querem chatear os papás. É verdade que há umas semanas atrás vi-o na rua e desconfiei do sapatinho de vela, da calça beije e do blazer azul marinho. Pensei de mim para mim: "olha-m'este gajo... que diferente que ele está... " Mas nunca, nunca me passou pela cabeça semelhante reviravolta. Achei que o trabalho lhe exigisse a indumentária certinha. Este era o tipo de gajo que nunca imaginaria sequer metido na política, quanto mais enrodilhado no CDS-PP... Mas tenho de aceitar que há gente que cresce e dá uma volta de 180º, ou que me enganei completamente quando pensava que a rebeldia da juventude era genuína, se calhar não era...
18.8.09
Odor
... na mesma medida em que vai lentamente desaparecendo eu vou percebendo que queria que ficasse...
17.8.09
Fora de tempo
Tudo isto que sinto deveria ter sido sentido antes, não depois. É muito estranho. Não era suposto sentir o nervoso miudinho, o frio na barriga, o tremor das mãos, antes? Então porque é que tudo isto me assola depois? De cada vez que me lembro sinto tudo isto, umas vezes em separado, outras vezes tudo junto e outras também em que não consigo (ainda) verbalizar exactamente a sensação que tenho. No início, nem parecia real. Depois de ter dormido e acordado a coisa “materializou-se”. E começaram as sensações, as tais que deveriam ter ocorrido antes. Não percebo, mas também tudo isto é novo. Talvez seja mesmo assim, talvez seja assim que deve ser. Não sei. Mas sei que antes ou depois, estas sensações são muito boas, gosto delas. Quanto tempo irão durar?
16.8.09
Visão
És, como te tinha dito, uma belíssima visão. Ficas lá muito bem, tal como eu imaginava. Os restantes sentidos não ficam a nada perder, de maneira nenhuma. Volta sempre que quiseres.
15.8.09
Sonho adolescente
Um dos motivos que me fazem gostar tanto desta praia é a possibilidade de assistir às manobras diárias dos aviões de caça da base aérea que fica aqui perto. Fazem-me regressar à minha adolescência, e à época em que eu queria ser piloto da Força Aérea. Além disso levam-me a pensar também nestes tempos recentes. Ultimamente senti-me como se estivesse a fazer testes psicotécnicos. Tal como fiz na altura. Não sei se dei a entender que tive sempre a noção de cada teste, de cada matéria, de cada capítulo, e de cada nível de “dificuldade”. Sempre. E decidi em consciência submeter-me a cada um deles. Para aprender, tal como fiz na altura. Há 15 anos atrás, os testes serviram para também aprender sobre mim própria, tanto quanto os verdes 18 anos permitem. Agora, aprendi muito, mas a outro nível, claro. Foi muito interessante ver e analisar as minhas respostas a cada tema introduzido, porque os exercícios mentais que fui fazendo me mostraram a que ponto amadureci as ideias e conceitos que fui adquirindo, e por outro lado, como alterei alguns dos meus pontos de vista. Fui percebendo o quão claras para mim estão certas questões, de que forma as vivo ou relativizo. Percebi que basicamente procuro o equilíbrio entre o emocional e o racional, apesar de ter plena consciência que quase toda a vida adulta vivi pendendo sempre mais para o lado racional do que para o lado emocional. O meu lado racional ainda ganha, mas gostaria que o lado emocional ganhasse algum terreno, mas sem perder nunca o controlo, isso não. Aprendi também que sou intensa. Seja o que for que decida fazer ou viver, tem de ser intensamente. E isto não tem a ver com emoções. Mesmo decisões racionais têm de ser intensas. Não faz sentido viver as coisas pela metade. E pode parecer uma grande contradição, dizer que procuro o equilíbrio e ao mesmo tempo dizer que tudo tem de ser intenso. Mas se as decisões forem tomadas em consciência, com plena noção da realidade, não há espaço para dúvidas nem receios e assim sendo, só faz sentido que se viva intensamente. Não sei até que ponto esta intensidade poderá ser eventualmente mal interpretada e confundida com um certo abandono a emoções novas ou procura de afectos ou ligações mais profundas. Nada tem a ver com isso, apenas intensidade e autenticidade. E regresso ao início, quando eu queria ser piloto de aviões, de caça ainda por cima. Não me ocorre profissão em que seja necessário ser tão frio e racional, e ao mesmo tempo se tenha sensações, não confundir com emoções, tão intensas. Conhecendo-me agora como me conheço, fazia todo o sentido o meu sonho adolescente.
14.8.09
Não, não fui eu
que compliquei. Foste tu... pensas demais.
Desliga-me esse complicador, experimenta, pode ser que gostes da vida "versão simples".
Desliga-me esse complicador, experimenta, pode ser que gostes da vida "versão simples".
10.8.09
Especulação
Só não sei se fui eu que compliquei, só porque quero em vez de palavras actos, ou se foste tu, só porque elevas a coisa a um nível para o qual não havia, acho, para já necessidade.
8.8.09
7.8.09
The real thing
Estas estão a ser as melhores férias que tenho, desde há uns bons anos para cá. Nos últimos anos, as férias foram sempre motivo de stress para mim, por muito estranho que possa parecer, (férias = stress ???) não faz sentido nenhum, pois não? Pois não. Mas é a mais pura das verdades, desde pensar quando vão ser as férias até à escolha do local (quem me conhece sabe que tenho muita dificuldade em planear seja o que for com muito avanço) até à pressão que antecipo durante as mesmas. Eu ando o ano todo a toque de caixa, pressionada pelas horas, pelo pouco tempo para seja o que for, pelos contra-relógios diários na tentativa de manter toda uma estrutura familiar a funcionar de forma mininamente decente. Por isso na minha cabeça, "férias" significa a antítese de tudo isto, significa acordar sem despertador, pensar no que apetece fazer e fazer, ou de imediato ou mais tarde sem problemas com as horas, ou mudar de ideias só porque sim, ou não fazer mesmo nada. Acontece que durante muitos anos, a minha ideia de férias foi mesmo só isso, uma ideia, porque na prática... na prática continuei a sentir-me pressionada pelas horas, a ter de controlar o tempo para poder "aproveitar" bem. O que é aproveitar? É definir o que se vai (ou tem de) fazer e fazê-lo? Sem espaço para a preguiça ou para alternativas que entretanto poderão surgir ou apetecer? Isto para mim não é aproveitar as férias. Não e não! Estas sim, estas férias são mesmo férias. Fiz, fui, fiquei, não fiz, não fui e não fiquei. Só porque me apeteceu. E depois, qual é o mal? Desde que os meus apetites não chateiem ninguém. Não vejo mal algum.
You can't always get what you want
"You can't always get what you want
But if you try sometime
You just might find
You get what you need"
But if you try sometime
You just might find
You get what you need"
6.8.09
Justify my love - Madonna
No final do video-clip aparece esta frase:
"poor is the man
whose pleasures depend
on the permission of another"
Não sei quem a escreveu, não importa.
"poor is the man
whose pleasures depend
on the permission of another"
Não sei quem a escreveu, não importa.
5.8.09
4.8.09
One of my favourites
A poem by W.H. Auden
I
"Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good."
I
"Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good."
Escravidão
A minha mãe passa a vida a arrumar. Está sempre a mexer, sempre a por alguma coisa no sítio, sempre a abrir ou fechar gavetas ou a limpar coisas. Ela não pára, é impressionante, tem uma energia que francamente não sei de onde lhe vem. Admiro-a imenso por isso (e por outras coisas bem mais importantes). Pois está claro que eu fui muito bem educada nas lides domésticas. Demais até, durante toda a minha adolescência achei que estava a ser castigada por qualquer acto hediondo que tinha cometido sem me aperceber, tal foi o nível de colaboração em todas as tarefas domésticas que me foi sempre exigido. Sou portanto uma dona de casa perfeitamente qualificada. Certificada pela minha mãe nas lides da casa e certificada pelo meu pai nas lides culinárias (sim, sempre foi o meu pai o cozinheiro, e de truz!) Acontece que aqui a moça, tão bem preparada que estava para enfrentar todos os desafios inerentes à gestão de uma casa (e família, porque não?) quando se casa, recebe de "presente" uma empregada, ou mulher a dias porque só estava 2 dias por semana (começou por 1 mas depois passou a 2). E pronto, tantos aninhos a trabalhar, a preparar-me para a vida para depois não ter que fazer quase nada. "Oh que chatice..." Pois, pois... Esta foi precisamente a minha recompensa. Os cinemas com as amigas que falhei, os cafés que não tomei, os passeios que não dei, etc... finalmente recompensados! É certo que tive de ensinar à senhora (que podia ser minha mãe), do alto dos meus vinte e poucos anos, como se executavam certas tarefas de forma mais eficiente do que ela tinha por hábito fazer (o saber não ocupa lugar, dizia a minha mãe). E durante anos vivi assim, com mulher a dias 2 vezes por semana. Um dia para a limpeza geral do espaço e outro dia para passar a ferro toda a roupa entretanto lavada e seca. Um espectáculo! E moi, (podre, na boca do meu pai) além de cozinhar (mas isso sempre foi um prazer, nunca encarei a cozinha como uma tarefa), só fazia o estritamente necessário no dia a dia. O que era muito pouco. Vida boa, portanto. Agora, a mulher a dias só vem uma vez por semana (não preciso nem quero mais) o que significa que sou eu que passo a ferro. Não me importo, prefiro do que limpar, que é o que ela faz quando vem. Contudo, tocam-me também outras coisas. E aqui, não é bem que me toquem. Assim parece que as faço contrariada, e não faço. Habituada que estava ao bem bom, poderia até custar-me entrar no ritmo da manutenção básica da organização da casa, mas não. Limpo o que entretanto se sujou (numa semana muita coisa se suja), arrumo roupas, brinquedos, papéis. Faço camas, mudo lençóis e mudo também coisas de sítio, só para variar. Não me custa nada, e no fim tenho uma sensação de satisfação, de dever cumprido. Talvez sinta a casa como "mais minha" agora e ela me desperte mais atenção. Trabalho muito mais, é certo, mas é com gosto. Só não sou como a minha mãe, que é escrava da casa. Eu não: a casa é que é minha escrava, ela é minha e não o inverso. Eu arrumo e limpo, mas gosto de chegar a casa e sentir que vive cá alguém. Gosto de ver as almofadas do sofá amassadas, gosto de sentir o cheiro da lareira no inverno, gosto de ver os brinquedos na sala, gosto de ver os dvd's em cima da mesa, sentir que há vida cá dentro. Detesto aquelas casas que parecem montras de lojas ou exposições. Tudo impecável, nem um grão de pó, nem um fio fora do sítio, nem uma ruga no sofá. Dá-me a sensação que ali ninguém disfruta do conforto, que ali ninguém relaxa, que ali ninguém vive.
Apêndices
Ontem à noite tirei o relógio. Estou já na segunda semana de férias, e só agora consigo retirar do pulso o relógio, sem o qual, durante o resto do ano não me consigo orientar. Não vivo sem o relógio, só o tiro do pulso para tomar banho e lavar louça. De resto fica, sempre, e só sai nas férias e nem sequer é imediato. Mas não estou constantemente a ver as horas. Só tenho de saber que está lá para quando quiser ou precisar de saber as horas. Só durante a noite é que é um "nadinha" paranóica a minha necessidade de saber as horas de cada vez que acordo. Assim como os meus óculos de sol, tenho-os sempre comigo, sempre. Assim como cigarros e isqueiro, sempre comigo também. E aspirinas, e a mola do cabelo, estas claramente cenas de gaja, e depois? Eu sou uma gaja, tenho direito ou tenho de pagar?
Deixemo-nos de merdas
E, enquanto se conversa, se fuma e se bebe, na televisão está a dar este filme. E por muito que se diga que se é forte, independente, dura e afins, é assim que eu gosto. Que me agarrem com segurança, convicção e firmeza. Tanto no tango como em tudo o resto.
Live
Estamos os 3 na minha sala, eu a minha amiga e o meu amigo. Ele veio fazer-me o jantar (tirei um dente, correu mal e estava de rastos), ela veio mais tarde, trazer natas (que por sinal detesta mas faziam falta para o jantar) e pão, porque já estava tudo fechado. Estamos os 3 na minha sala a conversar, a beber e a fumar. Agora, mesmo agora. E ele, no meio da conversa animada, esbarra com o cigarro no meu sofá! "Aaaaiiiii, que me queimaste o sofá!!!" (Grito eu) "Também, nunca gostei desta cor!" (Gritou ele) Atiramo-nos os 3 para o chão a rir. Ainda me dói a barriga, já não me dói o (buraco do) dente...
P.S. Ele é decorador... parece que vou ter sorte...
P.S. Ele é decorador... parece que vou ter sorte...
3.8.09
Fama
Sábado à noite, Bairro Alto, um bar qualquer. Ao balcão, estou a pedir o meu vodka/limão quando sinto alguém atrás de mim, muito próximo de mim. Institivamente olho para trás e dou de caras com este senhor. Reconheci-o imediatamente apesar de não me lembrar do seu nome. De cabelo muito curto, de olhos muito azuis. Surpreendentemente mais alto do que parece na televisão e agradavelmente muito mais atraente também. Abri um sorriso e:
Eu: Olá!
Ele: Olá! (também abriu um sorriso)
Eu: (chamando a atenção da minha amiga que entretanto chegou) Conheces este senhor não conheces?
A minha amiga: (surpreendida e tímida) Conheço...
Ele: (não disse mais nada mas olhava ora para mim ora para ela e sorria estupidamente)
Eu: (já a rir) Pois... (entretanto recebi a minha bebida) ele é que não nos conhece a nós... soltei uma gargalhada e vim embora. Ninguém me tira da ideia que aquele sorriso estúpido foi de quem achou logo que ia ter "festa" com mais 2 gajas que iam ficar ali a bajulá-lo só porque aparece na televisão. Querias...
(Só agora é que fiquei a saber o nome dele, ao procurar a foto na net, é o Pedro Laginha que além de ser actor é o vocalista da banda Mundo Cão)
Eu: Olá!
Ele: Olá! (também abriu um sorriso)
Eu: (chamando a atenção da minha amiga que entretanto chegou) Conheces este senhor não conheces?
A minha amiga: (surpreendida e tímida) Conheço...
Ele: (não disse mais nada mas olhava ora para mim ora para ela e sorria estupidamente)
Eu: (já a rir) Pois... (entretanto recebi a minha bebida) ele é que não nos conhece a nós... soltei uma gargalhada e vim embora. Ninguém me tira da ideia que aquele sorriso estúpido foi de quem achou logo que ia ter "festa" com mais 2 gajas que iam ficar ali a bajulá-lo só porque aparece na televisão. Querias...
(Só agora é que fiquei a saber o nome dele, ao procurar a foto na net, é o Pedro Laginha que além de ser actor é o vocalista da banda Mundo Cão)
Girls on film
É puro egoísmo, e sem sombra de culpa. É isso que sinto quando tiro fotografias e tas mando. Não são para ti, são por mim.
Back to basics
Tenho aproveitado as oportunidades que se me têm apresentado. Tenho a sorte de estar de férias neste momento o que é evidentemente fundamental porque tenho tempo e disposição para isso. Este fim de semana foi um excelente exemplo disso.
Para começar a simples planificação do fim de semana em si constituiu uma grande vitória, pois foi feita numa altura em que tudo, mas tudo me parecia imensamente complicado. Mas consegui marcar o hotel, comprar bilhetes para o concerto (o móbil de todo o fim de semana) e fiquei muito satisfeita. Tomei esta decisão completamente só, tratei de tudo só para mim. Entretanto alguns amigos resolveram alinhar no programa e devo dizê-lo, a gosto, comprei depois mais 4 bilhetes e reservei mais 2 quartos no mesmo hotel para eles. Durante o fim de semana, além do concerto, "lambuzámo-nos" com refeições divinais em restaurantes daqueles em que a reserva teve de ser feita na mesma altura em que reservei o quartos do hotel, bares e discotecas muito fashion (até me vesti de forma diferente do habitual e gostei) e claro, esticámo-nos ao sol na piscina do hotel, o auge da preguiça. Muitas gargalhadas, algumas até às lágrimas. Enfim, sintonia perfeita entre pessoas que se conhecem a um nível de "raio X". Em suma, acho que raramente haverá situações destas, onde todos os intervenientes estão, ao mesmo tempo, tão bem dispostos e tão dispostos à partilha da boa disposição. E é isto que me fica, não são os restaurantes, não são as festas "in", nem o luxo do hotel, são as pessoas com quem estive, e a felicidade que senti por estar com elas. Isso é que é importante.
Para começar a simples planificação do fim de semana em si constituiu uma grande vitória, pois foi feita numa altura em que tudo, mas tudo me parecia imensamente complicado. Mas consegui marcar o hotel, comprar bilhetes para o concerto (o móbil de todo o fim de semana) e fiquei muito satisfeita. Tomei esta decisão completamente só, tratei de tudo só para mim. Entretanto alguns amigos resolveram alinhar no programa e devo dizê-lo, a gosto, comprei depois mais 4 bilhetes e reservei mais 2 quartos no mesmo hotel para eles. Durante o fim de semana, além do concerto, "lambuzámo-nos" com refeições divinais em restaurantes daqueles em que a reserva teve de ser feita na mesma altura em que reservei o quartos do hotel, bares e discotecas muito fashion (até me vesti de forma diferente do habitual e gostei) e claro, esticámo-nos ao sol na piscina do hotel, o auge da preguiça. Muitas gargalhadas, algumas até às lágrimas. Enfim, sintonia perfeita entre pessoas que se conhecem a um nível de "raio X". Em suma, acho que raramente haverá situações destas, onde todos os intervenientes estão, ao mesmo tempo, tão bem dispostos e tão dispostos à partilha da boa disposição. E é isto que me fica, não são os restaurantes, não são as festas "in", nem o luxo do hotel, são as pessoas com quem estive, e a felicidade que senti por estar com elas. Isso é que é importante.
2.8.09
Literalmente
Não sou diferente das outras pessoas. A música provoca-me emoções. Várias. Mas há alguma música que me faz cócegas, porque me faz literalmente rir. Não é um sorriso interior, nem um sorriso exterior. É riso mesmo, são gargalhadas às vezes até. E não é por achar cómico. As cócegas provocam-me a mesmíssima coisa, por isso são cócegas. Ou então é simples felicidade.
Gozo
É um facto. Eu espremo até ao fim, até à última gota. Enquanto os outros já dormem ou lêem uma qualquer revista, daquelas que têm mais fotos que texto e mais páginas com publicidade a produtos de beleza ou griffes do que páginas de texto e fotos juntas, eu ainda estou a curtir, e largo. Pela simples razão que estou a conduzir. Eu adoro guiar, e se for em auto-estrada, ainda mais. Com a música certa então, é quase como levantar voo!
Obrigada “dj” pela música fabulosa que foste pondo, só houve mesmo aqueles minutos de merda em que me começaram a espreitar uns bocejos, mas perdoo-te porque depressa atinaste da cabeça e regressaste ao espírito que eu esperava de ti.
E obrigada dona do carro por me teres deixado guiá-lo (eu sei que pareceu que eu te estava a fazer um favor por causa das tuas dores nas costas mas não foi favor nenhum, topas?)
Por isso hoje fiz a A1 de Lisboa até casa a uma média de 150 Km/h (calculados por defeito) só porque o carro não era o meu…
P.S. dj amor, não ouvimos esta só porque tu não sabes… que tem tudo a ver…
Obrigada “dj” pela música fabulosa que foste pondo, só houve mesmo aqueles minutos de merda em que me começaram a espreitar uns bocejos, mas perdoo-te porque depressa atinaste da cabeça e regressaste ao espírito que eu esperava de ti.
E obrigada dona do carro por me teres deixado guiá-lo (eu sei que pareceu que eu te estava a fazer um favor por causa das tuas dores nas costas mas não foi favor nenhum, topas?)
Por isso hoje fiz a A1 de Lisboa até casa a uma média de 150 Km/h (calculados por defeito) só porque o carro não era o meu…
P.S. dj amor, não ouvimos esta só porque tu não sabes… que tem tudo a ver…
30.7.09
I can't wait - Seal 31/7 - Cascais
Digam o que disserem, quero lá saber! Podem dizer que é música de gaja, podem dizer que é por ser um pretalhão enorme, o que quiserem. Não importa. Eu gosto dele. E gosto da música dele no geral. Mas há algumas melodias mais bonitas do que outras, e como sempre, para mim as melhores nem são as mais conhecidas. O que é certo é que este homem de certa forma deixou qualquer coisa em mim, descobri a música dele num tempo em que descobria muitas outras coisas e agora não posso dissociá-la de tudo o resto, é impossível.
Claro que o fim de semana num hotel em frente ao mar, de papo para o ar "sem fazer nenhum" também não vai calhar nada mal.
Claro que o fim de semana num hotel em frente ao mar, de papo para o ar "sem fazer nenhum" também não vai calhar nada mal.
29.7.09
Flashback
Hoje comprei algodão doce. Diverti-me a lambuzar os dedos, já me tinha esquecido que era assim... e por uns momentos regressei à infância. Foi tão bom!...
Primeira vez
Os últimos tempos têm sido férteis em novas experiências. A conjuntura actual obriga-me a determinadas tarefas com as quais antes não tinha de me preocupar, simplesmente porque estavam a cargo de alguém, tais como pagar as contas inerentes à gestão de uma casa, ou mandar meter pneus novos no carro, ou chamar o jardineiro, ou até comprar vinho no supermercado, esta última a mais estranha de todas. Não percebo nada de vinhos excepto se gosto ou não do sabor, mas escolhi e comprei. São para mim. E muitas outras, algumas que dão mais e outras que dão menos trabalho. E eu, no meio de tantas coisas novas não me sinto nada perdida, muito pelo contrário: encontrei-me.
Em vez de
Em vez de sorrisinhos e olhinhos, olha-me nos olhos, puxa-me para ti e beija-me ardentemente;
Em vez de beijinhos e abraços, despe-me e deixa-me despir-te;
Em vez de romantismo, diz-me o quanto me queres;
Em vez de com cuidado e com meiguice, possui-me e mostra-me que não aguentas mais;
E no fim, em vez de festinhas e miminhos, deixa-me fumar um cigarro.
Em vez de beijinhos e abraços, despe-me e deixa-me despir-te;
Em vez de romantismo, diz-me o quanto me queres;
Em vez de com cuidado e com meiguice, possui-me e mostra-me que não aguentas mais;
E no fim, em vez de festinhas e miminhos, deixa-me fumar um cigarro.
28.7.09
26.7.09
Birra
Sempre embirrei com este género de música: Gispy Kings e afins além de todas as guitarradas variadas dentro do género, incluindo também flamengo com todos os seus bailarinos da moda e os já passados de moda. Não gosto. Há uns bons anos atrás descobri que há apenas uma, repito, uma melodia que pode ser classificada dentro do género e da qual gosto, entrou-me imediatamente no ouvido e ficou. Ficará para sempre. Claro que, não escapou totalmente e arranjaram umas imagens que imediatamente me trazem a monumental birra à flor da pele, mas aí é fácil, basta fechar os olhos. E quanto à letra, não faço comentários porque tenho a impressão que nunca lhe prestei atenção suficiente, mas há-se ser lamechas, basta ver o título. Portanto, é seguir as instruções:
1) fechar os olhos ao mesmo tempo que se clica no play
2) de preferência, começar a dançar para abstrair dos disparates que o senhor diz.
Have fun.
1) fechar os olhos ao mesmo tempo que se clica no play
2) de preferência, começar a dançar para abstrair dos disparates que o senhor diz.
Have fun.
25.7.09
Começam hoje
Estou oficialmente de férias! Não tenho planos para as próximas duas semanas. E gosto tanto desta ideia, de não ter planos, de fazer só o que me apetecer quando me apetecer... Nem parece real. Mas é!
24.7.09
Apetite
Apetecia-me agora uma coisa boa... assim... não sei... assim como...
...como vinho tinto e queijo da serra seguidos de um cigarro;
...ou champagne e morangos seguidos de um cigarro;
...ou então vodka e sumo de limão seguidos de um cigarro;
...ou ainda chocolate e chantilly seguidos de um cigarro.
(Eu a minha mania de associar comida, bebida e cigarros a tudo, porque será? Ando a fumar demais...)
...como vinho tinto e queijo da serra seguidos de um cigarro;
...ou champagne e morangos seguidos de um cigarro;
...ou então vodka e sumo de limão seguidos de um cigarro;
...ou ainda chocolate e chantilly seguidos de um cigarro.
(Eu a minha mania de associar comida, bebida e cigarros a tudo, porque será? Ando a fumar demais...)
23.7.09
21.7.09
Marcas
Não me importo de dizer que faço parte da geração que foi profundamente marcada pelo filme Top Gun. A marca mais engraçada foi o ter-me apaixonado perdidamente pelo Tom Cruise, o que aos 11 anos é perfeitamente compreensível e é completamente ridicularizado aos 34... A marca mais intensa foi o ter-me convencido que queria ser piloto-aviador, o que aos 15 anos é perfeitamente rebelde, cool e "tough", ao ponto de ter ido aos 18 anos fazer testes de admissão à Base do Lumiar, e é totalmente surrealista aos 34.. A marca que é mais uma cicatriz do que uma marca, é usar até aos dias de hoje os óculos Ray-ban, o modelo clássico de aviador, ora em preto ora em verde com armação dourada (os melhores de todos). É tão importante tê-los comigo como ter a chave de casa. Curiosamente há poucos anos viraram moda, mas não faz mal, a moda há-de passar... os meus ficarão, como as cicatrizes.
Diversidade ou inconsistência?
Não sei o que pensar sobre o facto de apreciar géneros musicais tão diferentes...
Por isso não penso, aprecio.
Por isso não penso, aprecio.
20.7.09
Turning point
This is where this whole thing changes;
This is where I change too;
This is where I level the expectations;
This is where the only doubt is cleared:
This was no lack of opportunity, this was the lack of will to take it.
Plain and simple lack of will.
This is also where I begin to notice a slight feeling of disappointment growing inside me, which tells me that it's usually time to move on.
This is where I change too;
This is where I level the expectations;
This is where the only doubt is cleared:
This was no lack of opportunity, this was the lack of will to take it.
Plain and simple lack of will.
This is also where I begin to notice a slight feeling of disappointment growing inside me, which tells me that it's usually time to move on.
19.7.09
Tiny little things
O ar condicionado do meu carro não funciona, não sei porquê mas dentro em breve saberei quando o levar à oficina. É uma grande chatice, e com este calor...
Por outro lado, depois de 1 hora de esplanada a torrar ao sol, conduzir na auto-estrada com as janelas abertas, e com vento a "incendiar-me" o cabelo, a ouvir isto... é F A B U L O S O ! ! !
Por outro lado, depois de 1 hora de esplanada a torrar ao sol, conduzir na auto-estrada com as janelas abertas, e com vento a "incendiar-me" o cabelo, a ouvir isto... é F A B U L O S O ! ! !
Hum...
És giro comó raio que te parta, foda-se!
Quero-te!
E tenho pena que não me queiras tanto como eu te quero a ti!
Que lhe hei-de eu fazer? Nada... não há nada a fazer.
That's life.
Quero-te!
E tenho pena que não me queiras tanto como eu te quero a ti!
Que lhe hei-de eu fazer? Nada... não há nada a fazer.
That's life.
18.7.09
Guts
I haven't got much time to waste
It's time to make my way
I'm not afraid of what I'll face
But I'm afraid to stay
I'm going down my own road
And I can make it alone
I'll work and I'll fight 'till I find
A place of my own
Are you ready to jump?
Get ready to jump, don't ever look back oh baby
Yes, I'm ready to jump, just take my hand
Get ready to jump
The eternal quest
I have spoke with the tongue of angels
I have held the hand of the devil
It was warm in the night
I was cold as a stone
But I still haven't found what I'm looking for
Shiver
You can drink a little more
And you hurt a little less
And you get that butterfly feeling
Underneath your dress
And your promises
Will turn into lies
16.7.09
Entretenimento
Música para entreter o espírito, não vá ele entusiasmar-se...
Enough!
No more... at least for a while.
Enough!
No more... at least for a while.
Balanço
Resultado da análise das etiquetas dos posts:
65% factos
27% duvidas
4% lyrycs
4% sombras
Há que fazer agora, a análise do resultado desta análise. Esta, muito mais difícil.
65% factos
27% duvidas
4% lyrycs
4% sombras
Há que fazer agora, a análise do resultado desta análise. Esta, muito mais difícil.
14.7.09
Serve? Serve!
Há as pessoas que achamos que têm bom carácter e as que achamos que têm mau carácter. Os parâmetros de avaliação variam de pessoa para pessoa obviamente. Os meus são os meus. E são estes parâmetros que contam quando decido se alguém serve para ser meu amigo, não é o aspecto, não são os amigos dessa pessoa, nem a família, nem a profissão, e muito menos a (aparente) situação financeira. Conta o carácter, apenas o carácter.
Para alguém ser meu amigo ou minha amiga tem de, naturalmente, sem qualquer esforço da sua parte, inspirar em mim os seguintes sentimentos:
- Respeito
- Admiração
- Confiança
- Ternura
Esta ordem é quase aleatória, digo quase porque a ternura virá sempre no fim, ao passo que as primeiras 3 podem ser numa outra ordem qualquer.
Mais, pode não me inspirar ternura absolutamente nenhuma, não deixará de ser meu/minha amigo/amiga, mas falhando uma das outras 3, é impossível. Já me aconteceu e não há mesmo volta a dar-lhe... temos pena.
Para alguém ser meu amigo ou minha amiga tem de, naturalmente, sem qualquer esforço da sua parte, inspirar em mim os seguintes sentimentos:
- Respeito
- Admiração
- Confiança
- Ternura
Esta ordem é quase aleatória, digo quase porque a ternura virá sempre no fim, ao passo que as primeiras 3 podem ser numa outra ordem qualquer.
Mais, pode não me inspirar ternura absolutamente nenhuma, não deixará de ser meu/minha amigo/amiga, mas falhando uma das outras 3, é impossível. Já me aconteceu e não há mesmo volta a dar-lhe... temos pena.
Mas que é isto?
Eu sei o que isto é:
Isto sou eu a ser apanhada pelo cansaço;
Isto sou eu a sentir a força a fugir e a ver os joelhos a dobrar;
Isto sou eu a tombar depois de ultrapassados os obstáculos e de cortada a meta;
Isto sou eu a ver que à sensação de vitória se segue a exaustão;
Isto sou eu a sentir-me bem mentalmente e um caco fisicamente;
Isto sou eu a precisar de descanso e sossego;
Isto sou eu a desabar.
Isto sou eu a ser apanhada pelo cansaço;
Isto sou eu a sentir a força a fugir e a ver os joelhos a dobrar;
Isto sou eu a tombar depois de ultrapassados os obstáculos e de cortada a meta;
Isto sou eu a ver que à sensação de vitória se segue a exaustão;
Isto sou eu a sentir-me bem mentalmente e um caco fisicamente;
Isto sou eu a precisar de descanso e sossego;
Isto sou eu a desabar.
13.7.09
Cedemos?
É a sorrir que escrevo isto. Já estamos todos fartos de saber que nada escapa ao tempo. Até a pessoa mais "empedernida" que conheço está a dar sinais de que está a mudar: "ok, pronto vá lá, até pode ser desde que..."
Assim como quem não quer a coisa, ontem cedeu uns milímetros. Está a melhorar e, com o devido tempo lá chegará. Gostei de ver.
Assim como quem não quer a coisa, ontem cedeu uns milímetros. Está a melhorar e, com o devido tempo lá chegará. Gostei de ver.
12.7.09
Tiny little things
Acordar com a luz do Sol a entrar pela janela do quarto foi sempre uma coisa que me incomodou de uma forma que raia a paranóia. Estraga-me completamente o dia. A luz a esbarrar-me nos olhos logo ao acordar produz-me dores de cabeça daquelas merdeiras que nem são nem deixam de ser, que moem o juízo todo o dia, que não justificam a aspirina mas que também não desaparecem completamente. Além disso, só o facto de perceber que me esqueci de fechar o estore me enerva particularmente ("merda, já vais passar o dia com dores de cabeça", "és mesmo burra, não fechaste o estore, estás farta de saber que tens de o fechar", etc...)o que de certeza contribui em boa parte para a dor de cabeça, talvez mesmo tanto quanto a própria luz.
Ontem à noite percebi que o estore está encravado e, imediatamente fiz a previsão de como iria ser o dia de hoje... Surpreendente foi acordar, ver as horas (eram 8:45h) ter o quarto inundado de luz, espreguiçar-me longamente na cama, pensar "hum, que bom, está um dia fantástico" virar-me de barriga para baixo e deixar-me ali estar a saborear os lençóis sem por um segundo me ter vindo à ideia a merda da dor de cabeça. Será só porque me sinto bem?
Ontem à noite percebi que o estore está encravado e, imediatamente fiz a previsão de como iria ser o dia de hoje... Surpreendente foi acordar, ver as horas (eram 8:45h) ter o quarto inundado de luz, espreguiçar-me longamente na cama, pensar "hum, que bom, está um dia fantástico" virar-me de barriga para baixo e deixar-me ali estar a saborear os lençóis sem por um segundo me ter vindo à ideia a merda da dor de cabeça. Será só porque me sinto bem?
11.7.09
Grátis
Ter amigos que nos apoiam quando estamos certos, que nos amparam a queda quando estamos errados, que não nos julgam em momento algum é um previlégio. Eu posso dizer que tenho.
Ter amigos que corajosamente vão à luta por nós, cheios de medo mas que vão na mesma tentar compôr uma injustiça de que acham que fomos alvo, e ainda por cima sem nós sabermos de nada, é... não sei... mas eu senti isto como uma grande prova de amor.
Ter amigos que corajosamente vão à luta por nós, cheios de medo mas que vão na mesma tentar compôr uma injustiça de que acham que fomos alvo, e ainda por cima sem nós sabermos de nada, é... não sei... mas eu senti isto como uma grande prova de amor.
Liberdade
Sinto-me bem.
Consegui desligar-me das coisas que me incomodavam há já bastante tempo. Estou leve. Não quer dizer que os problemas já não existam, eu é que já não os vejo nem vivo da mesma forma. Atingi um estado em que não deixo que me afectem. Não, não é assim, é que nem sequer preciso de deixar nem de deixar de deixar, simplesmente não me afectam. Já não têm importância, fechei este capítulo. Só isso.
Consegui desligar-me das coisas que me incomodavam há já bastante tempo. Estou leve. Não quer dizer que os problemas já não existam, eu é que já não os vejo nem vivo da mesma forma. Atingi um estado em que não deixo que me afectem. Não, não é assim, é que nem sequer preciso de deixar nem de deixar de deixar, simplesmente não me afectam. Já não têm importância, fechei este capítulo. Só isso.
8.7.09
Raw
I've been biding my time
Been so subtly kind
I've got to think so selfishly
'Cos you're the face inside of me
I've been biding my days
You see
Evidently it pays
I've been a friend with unbiased views
Then secretly lust after you
So now you feel rusty you're bored and bemused
You wanna do someone else
So you should be by yourself
Instead of here with me
Secretly
Trying hard to think pure
Bloody hard when i'm raw
You're talking out so sexually
About boys and girls
And your friggin' dreams
So now you feel lusty you're hot and confused
You wanna do someone else
So you should be by yourself
Instead of here with me
Secretly
So now you've been busted
You're caught feeling used
You had to do, someone else
You should have been by yourself
You had to do, someone else
You should have been by yourself
Instead of here with me
Secretly, secretly
7.7.09
Colher
Há que saber quando colher os frutos, não os desperdiçar. Se se colhem demasiado verdes não os conseguiremos comer, se esperamos demais também não. Há o tempo certo para que possamos disfrutar de todo o seu sabor e doçura, só temos de saber identificá-lo, que é o mais difícil. Às vezes até o aspecto engana, o fruto está lindo e reluzente por fora, mas quando se trinca... não é o sabor que esperavamos. Ou então somos surpreendidos com um podre que estava escondido. O toque é fundamental para avaliar, não pode ser demasiado rijo nem demasiado mole. Tem de estar no ponto. Bem, eu vou fazer a minha colheita, está na hora... se espero mais não aproveito nada.
Saber esperar
É verdade, confesso que me passou pela cabeça 2 ou 3 vezes mandar tudo às urtigas e resolver o assunto logo ali.
Mas não, somos adultos e merecemos mais!
Mas não, somos adultos e merecemos mais!
5.7.09
Prometo
Eu sei que gostaste de estar sossegado longe de tudo e de todos.
Eu sei que gostaste de não te preocupares com o relógio.
Vou ter mais cuidado.
Vou organizar melhor as coisas.
Vou pensar mais em ti e no teu prazer.
Tu sabes que eu gosto de ti, tal como és.
Com todos os teus defeitos.
Com todas as tuas feridas.
Com todas as tuas falhas.
Não te mudava nada, gosto de ti assim.
Prometo que vou tratar-te melhor, corpo.
Eu sei que não te deixo as vezes que gostarias, eu sei... mas prometo que logo que possa, encho a banheira e te deixo estar na água quente até não quereres mais.
Eu sei que gostaste de não te preocupares com o relógio.
Vou ter mais cuidado.
Vou organizar melhor as coisas.
Vou pensar mais em ti e no teu prazer.
Tu sabes que eu gosto de ti, tal como és.
Com todos os teus defeitos.
Com todas as tuas feridas.
Com todas as tuas falhas.
Não te mudava nada, gosto de ti assim.
Prometo que vou tratar-te melhor, corpo.
Eu sei que não te deixo as vezes que gostarias, eu sei... mas prometo que logo que possa, encho a banheira e te deixo estar na água quente até não quereres mais.
4.7.09
Brincar com o fogo
Não sei... mas cheira-me que isto está prestes a descambar... para onde não era suposto. Não sei... se trave... se acelere...
Como quem espera por mim
Passaram exactamente 5 semanas desde que que me sentei neste mesmo sítio e a hora não seria muito diferente. Pensei sobre várias situações e sobre a janela que me faz feliz. E ela cá está, serena a olhar para mim. A mesma de sempre, como que à minha espera. Todos os dias ao acordar ela me espera e me olha, devolve-me o sorriso e faz-me bem. Dá-me a certeza de que estará sempre comigo, estará à minha espera todos os dias, e fará com que a minha jornada pareça um bocadinho mais fácil, só um bocadinho, que eu acho já tão grande.
1.7.09
Fácil
Hoje em dia é tão fácil arranjar encontros (em inglês este termo fica muito mais giro: dates). Basta navegar um bocadinho na internet. É facílimo! Em pouco mais de 1 semana deram-me 3 números de telefone e se eu quisesse teria outros tantos "dates". Escrevem-se umas coisas, fazem-se umas piadas e já está. Há gente disposta a dar o número do telefone e a vir ao encontro de alguém que não conhece de lado nenhum.
Isto é para mim, no mínimo estranho. Antes, os "dates" não se combinavam assim. Era preciso haver a coragem de convidar alguém para sair, porque fazê-lo pessoalmente e olhando a pessoa na cara, não se compara ao conforto que dá o "esconderijo" do ecrã e do teclado. Mais, só se convidava a pessoa se de facto esta agradasse, o que logo à partida situa o nível de expectativa no seu devido lugar. Agora não, a ansiedade dispara porque afinal, nem se sabe se o aspecto da pessoa vai agradar, se o nosso aspecto vai agradar, e por aí fora. Sim, que ninguém se iluda com as fotos que circulam por aí, porque até eu se quiser, fico ao nível das carinhas da capa da Vogue. Ao vivo tudo muda de figura. Por isso, eu cá prefiro que me convidem para fazer seja o que for pessoalmente, depois de já me terem visto ao vivo e de preferência depois de já terem falado comigo, nem que seja só um simples "Olá, estás boa? Eu sou o ......." Serve perfeitamente. E depois vê-se.
Isto é para mim, no mínimo estranho. Antes, os "dates" não se combinavam assim. Era preciso haver a coragem de convidar alguém para sair, porque fazê-lo pessoalmente e olhando a pessoa na cara, não se compara ao conforto que dá o "esconderijo" do ecrã e do teclado. Mais, só se convidava a pessoa se de facto esta agradasse, o que logo à partida situa o nível de expectativa no seu devido lugar. Agora não, a ansiedade dispara porque afinal, nem se sabe se o aspecto da pessoa vai agradar, se o nosso aspecto vai agradar, e por aí fora. Sim, que ninguém se iluda com as fotos que circulam por aí, porque até eu se quiser, fico ao nível das carinhas da capa da Vogue. Ao vivo tudo muda de figura. Por isso, eu cá prefiro que me convidem para fazer seja o que for pessoalmente, depois de já me terem visto ao vivo e de preferência depois de já terem falado comigo, nem que seja só um simples "Olá, estás boa? Eu sou o ......." Serve perfeitamente. E depois vê-se.
Tópicos
. A festa será em ti
Foi a melhor de todas, saiu de repente, instintiva. Nunca pretendendo elevá-la a uma dimensão onde que não pertence, deixando-a apenas na realidade onde ela se enquadra, confortável e simples, mas arrebatadora.
. Às horas que tu me quiseres
Outra muito boa, a segunda melhor. Também espontânea e de um quase abandono delicioso. Guarda-se na mesma categoria da anterior.
. A cor dos olhos, a cor da pele e a cor do cabelo, é meio orgasmo
Discutível. Este género de previsão calha-me ligeiramente mal. Os melhores orgasmos não são os previsíveis, são os outros...
. Banho-maria
Não me incomoda rigorosamente nada mas poderá causar desconforto a outras pessoas, a mim não. A arte de manter uma (ou várias) pessoas em banho-maria, ou lista de espera. Dando só, quando necessário, o pequeno toque para manter a temperatura ideal, para que não desesperem. Nem todos conseguem. Engraçado é quando o artista se encontra ele próprio também em banho-maria.
Foi a melhor de todas, saiu de repente, instintiva. Nunca pretendendo elevá-la a uma dimensão onde que não pertence, deixando-a apenas na realidade onde ela se enquadra, confortável e simples, mas arrebatadora.
. Às horas que tu me quiseres
Outra muito boa, a segunda melhor. Também espontânea e de um quase abandono delicioso. Guarda-se na mesma categoria da anterior.
. A cor dos olhos, a cor da pele e a cor do cabelo, é meio orgasmo
Discutível. Este género de previsão calha-me ligeiramente mal. Os melhores orgasmos não são os previsíveis, são os outros...
. Banho-maria
Não me incomoda rigorosamente nada mas poderá causar desconforto a outras pessoas, a mim não. A arte de manter uma (ou várias) pessoas em banho-maria, ou lista de espera. Dando só, quando necessário, o pequeno toque para manter a temperatura ideal, para que não desesperem. Nem todos conseguem. Engraçado é quando o artista se encontra ele próprio também em banho-maria.
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