27.8.09

And it hit me...

... that even if most things have changed, there are some things that, in a quite comforting way, remain exactly the same.

26.8.09

The cook, the thief, his wife and her lover (1989)

Foi há 20 anos e continua a ser o meu filme preferido, de sempre, de todos, o mais intenso.

Realização: Peter Greenaway
Com: Helen Mirren
Música: Michal Nyman
Guarda-roupa: Jean-Paul Gaultier

25.8.09

The lover / L'amant (1992)



Waiting for a sign, a touch of your grace
To carry me home, under these waves… I’m slipping…
I’m crying like a child for the day to begin, to follow your breeze, haunted by your skin
I’m slipping
So please, do me right woman
Cause I’m hanging by a thread, far from divine
Wish I could flourish and speed up time… I’m slipping…
I’m sliding down…
So please, do me right woman
Please do me right woman
Do me right woman, enter my space
Fragile and pure… I will follow your pace
Just do me right woman… please…
I’ve taken all your wisdom, but my plate is not filled
My spirit is not calm, my soul yet to be thrilled
And my heart has not got enough… I’m still slipping…
So please, do me right woman
Please, do me right woman
Just do me right now

24.8.09

Momento L'Oreal

Enquanto preparo o jantar, ocorre-me que no outro dia comprei vinho. Acabo de abrir uma garrafa, só para mim.. só para mim. Porque eu mereço!

23.8.09

Glow

Ela não é linda nem deslumbrante, mas sente-se bem e gosta de si como é. Não tem complexos com o corpo, é o corpo dela, com todos defeitos e marcas que nunca apagaria porque lhe lembram todos os dias a sua história. É descontraída e não gosta de merdas complicadas. Sente-se solta, livre, sem planos. Ela gosta de rir, de dançar e de apanhar sol. Gosta de conversar, gosta de conviver. Também gosta de estar sozinha, de não fazer nada, de se atirar para cima do sofá e de não ligar nenhuma à televisão. Gosta de provocar, mesmo sabendo que a maioria das vezes não provoca nada, não lhe interessa muito. Ela não se preocupa com o efeito que causa nos outros. Ela deseja, ela vibra e treme por dentro, incondicionalmente. Ela persegue o que quer. Só porque sim. Só porque se tinha esquecido há muito tempo do que é vibrar. Lembrou-se agora, e sabe muito bem o que a faz agora vibrar. O que a estimula, excita e acende. E retira o melhor disso, retira o seu prazer pessoal de tudo o que sente. O seu. O dela. É egoista, ela sabe. E tudo isto se vê: "Minha filha, tu agora parece que brilhas!" disse-me a minha tia de 80 anos no outro dia.

22.8.09

Pára, não faças nada.

Deixa-me beijar-te. Deixa-me percorrer o relevo dos teus lábios, deixa a minha língua explorar a tua. Não faças nada, sossega. E beijei-te. A boca, a face, o pescoço, a curva do ombro, o peito… os pelos macios do teu peito. E desci por ti fora, e a tua cinta e o teu umbigo… as minhas mãos ficando para trás percorrendo o caminho que a boca havia feito. Deslizei uma mão por baixo da tua coxa, levantei-a e afastei a tua perna, tu instintivamente, fizeste o mesmo à outra e… lembras-te?

Wicked Games

what a wicked thing to do
to let me dream of you



...nobody loves no one...

Sons

... tão sussurrados e tímidos para pedir o prazer, como profundos e exuberantes para o demonstrar...

Toque

... a mão que depois, lentamente, subindo e descendo me acaricia as costas, é a mesma que antes me fez subir... subir... e subir...

21.8.09

Easy

I've been

putting out the fire with gasoline...

(David Bowie)

20.8.09

E depois dá nisto...

"Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!"

José Régio

Falta

Hoje acordei com uma sensação estranha... como se me faltasse qualquer coisa. Foi de fininho, mas espreguicei-me na cama e invadiu-me. Falta-me qualquer coisa... E assim passei o dia, com aquela coisa chata a vir-me à ideia várias vezes, mais do que as que eram precisas. Não gosto nada disto! Chateia-me, irrita-me! A merda toda é que continua e o mais certo é que dure mesmo até adormecer. Hoje fez-me falta um bocado de, e odeio mesmo esta palavra, mimo.

19.8.09

Sabor

...as gotas de suor que do rosto me desciam até à boca e que eu saboreei de olhos fechados não eram minhas...

Bad ass

Gostava de perceber como é que a cara de um dos gajos do meu tempo de liceu aparece agora num cartaz do CDS-PP! Fiquei estarrecida!! Este moço era, na sua adolescência um verdadeiro "bad ass", mas daqueles mesmo bons. Não ia em merdas, era insolente mas mantendo um low profile que lhe garantia sempre safar-se quando o resto do grupo era apanhado nas cowboiadas. Sempre o imaginei filho de pais endinheirados (no mínimo) mas sempre o vi como um rebelde por convicção, não daqueles imbecis que só querem chatear os papás. É verdade que há umas semanas atrás vi-o na rua e desconfiei do sapatinho de vela, da calça beije e do blazer azul marinho. Pensei de mim para mim: "olha-m'este gajo... que diferente que ele está... " Mas nunca, nunca me passou pela cabeça semelhante reviravolta. Achei que o trabalho lhe exigisse a indumentária certinha. Este era o tipo de gajo que nunca imaginaria sequer metido na política, quanto mais enrodilhado no CDS-PP... Mas tenho de aceitar que há gente que cresce e dá uma volta de 180º, ou que me enganei completamente quando pensava que a rebeldia da juventude era genuína, se calhar não era...

18.8.09

Odor

... na mesma medida em que vai lentamente desaparecendo eu vou percebendo que queria que ficasse...

17.8.09

Fora de tempo

Tudo isto que sinto deveria ter sido sentido antes, não depois. É muito estranho. Não era suposto sentir o nervoso miudinho, o frio na barriga, o tremor das mãos, antes? Então porque é que tudo isto me assola depois? De cada vez que me lembro sinto tudo isto, umas vezes em separado, outras vezes tudo junto e outras também em que não consigo (ainda) verbalizar exactamente a sensação que tenho. No início, nem parecia real. Depois de ter dormido e acordado a coisa “materializou-se”. E começaram as sensações, as tais que deveriam ter ocorrido antes. Não percebo, mas também tudo isto é novo. Talvez seja mesmo assim, talvez seja assim que deve ser. Não sei. Mas sei que antes ou depois, estas sensações são muito boas, gosto delas. Quanto tempo irão durar?

16.8.09

Visão

És, como te tinha dito, uma belíssima visão. Ficas lá muito bem, tal como eu imaginava. Os restantes sentidos não ficam a nada perder, de maneira nenhuma. Volta sempre que quiseres.

15.8.09

Sonho adolescente

Um dos motivos que me fazem gostar tanto desta praia é a possibilidade de assistir às manobras diárias dos aviões de caça da base aérea que fica aqui perto. Fazem-me regressar à minha adolescência, e à época em que eu queria ser piloto da Força Aérea. Além disso levam-me a pensar também nestes tempos recentes. Ultimamente senti-me como se estivesse a fazer testes psicotécnicos. Tal como fiz na altura. Não sei se dei a entender que tive sempre a noção de cada teste, de cada matéria, de cada capítulo, e de cada nível de “dificuldade”. Sempre. E decidi em consciência submeter-me a cada um deles. Para aprender, tal como fiz na altura. Há 15 anos atrás, os testes serviram para também aprender sobre mim própria, tanto quanto os verdes 18 anos permitem. Agora, aprendi muito, mas a outro nível, claro. Foi muito interessante ver e analisar as minhas respostas a cada tema introduzido, porque os exercícios mentais que fui fazendo me mostraram a que ponto amadureci as ideias e conceitos que fui adquirindo, e por outro lado, como alterei alguns dos meus pontos de vista. Fui percebendo o quão claras para mim estão certas questões, de que forma as vivo ou relativizo. Percebi que basicamente procuro o equilíbrio entre o emocional e o racional, apesar de ter plena consciência que quase toda a vida adulta vivi pendendo sempre mais para o lado racional do que para o lado emocional. O meu lado racional ainda ganha, mas gostaria que o lado emocional ganhasse algum terreno, mas sem perder nunca o controlo, isso não. Aprendi também que sou intensa. Seja o que for que decida fazer ou viver, tem de ser intensamente. E isto não tem a ver com emoções. Mesmo decisões racionais têm de ser intensas. Não faz sentido viver as coisas pela metade. E pode parecer uma grande contradição, dizer que procuro o equilíbrio e ao mesmo tempo dizer que tudo tem de ser intenso. Mas se as decisões forem tomadas em consciência, com plena noção da realidade, não há espaço para dúvidas nem receios e assim sendo, só faz sentido que se viva intensamente. Não sei até que ponto esta intensidade poderá ser eventualmente mal interpretada e confundida com um certo abandono a emoções novas ou procura de afectos ou ligações mais profundas. Nada tem a ver com isso, apenas intensidade e autenticidade. E regresso ao início, quando eu queria ser piloto de aviões, de caça ainda por cima. Não me ocorre profissão em que seja necessário ser tão frio e racional, e ao mesmo tempo se tenha sensações, não confundir com emoções, tão intensas. Conhecendo-me agora como me conheço, fazia todo o sentido o meu sonho adolescente.

14.8.09

Não, não fui eu

que compliquei. Foste tu... pensas demais.
Desliga-me esse complicador, experimenta, pode ser que gostes da vida "versão simples".

10.8.09

Especulação

Só não sei se fui eu que compliquei, só porque quero em vez de palavras actos, ou se foste tu, só porque elevas a coisa a um nível para o qual não havia, acho, para já necessidade.

8.8.09

Let's see

...if you miss me.

7.8.09

The real thing

Estas estão a ser as melhores férias que tenho, desde há uns bons anos para cá. Nos últimos anos, as férias foram sempre motivo de stress para mim, por muito estranho que possa parecer, (férias = stress ???) não faz sentido nenhum, pois não? Pois não. Mas é a mais pura das verdades, desde pensar quando vão ser as férias até à escolha do local (quem me conhece sabe que tenho muita dificuldade em planear seja o que for com muito avanço) até à pressão que antecipo durante as mesmas. Eu ando o ano todo a toque de caixa, pressionada pelas horas, pelo pouco tempo para seja o que for, pelos contra-relógios diários na tentativa de manter toda uma estrutura familiar a funcionar de forma mininamente decente. Por isso na minha cabeça, "férias" significa a antítese de tudo isto, significa acordar sem despertador, pensar no que apetece fazer e fazer, ou de imediato ou mais tarde sem problemas com as horas, ou mudar de ideias só porque sim, ou não fazer mesmo nada. Acontece que durante muitos anos, a minha ideia de férias foi mesmo só isso, uma ideia, porque na prática... na prática continuei a sentir-me pressionada pelas horas, a ter de controlar o tempo para poder "aproveitar" bem. O que é aproveitar? É definir o que se vai (ou tem de) fazer e fazê-lo? Sem espaço para a preguiça ou para alternativas que entretanto poderão surgir ou apetecer? Isto para mim não é aproveitar as férias. Não e não! Estas sim, estas férias são mesmo férias. Fiz, fui, fiquei, não fiz, não fui e não fiquei. Só porque me apeteceu. E depois, qual é o mal? Desde que os meus apetites não chateiem ninguém. Não vejo mal algum.

You can't always get what you want

"You can't always get what you want
But if you try sometime
You just might find
You get what you need"

6.8.09

Justify my love - Madonna

No final do video-clip aparece esta frase:

"poor is the man
whose pleasures depend
on the permission of another"

Não sei quem a escreveu, não importa.

5.8.09

4.8.09

One of my favourites

A poem by W.H. Auden

I

"Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good."

É o piano... é sublime...

O resto também é sublime, mas acho que dispenso... para já.

Escravidão

A minha mãe passa a vida a arrumar. Está sempre a mexer, sempre a por alguma coisa no sítio, sempre a abrir ou fechar gavetas ou a limpar coisas. Ela não pára, é impressionante, tem uma energia que francamente não sei de onde lhe vem. Admiro-a imenso por isso (e por outras coisas bem mais importantes). Pois está claro que eu fui muito bem educada nas lides domésticas. Demais até, durante toda a minha adolescência achei que estava a ser castigada por qualquer acto hediondo que tinha cometido sem me aperceber, tal foi o nível de colaboração em todas as tarefas domésticas que me foi sempre exigido. Sou portanto uma dona de casa perfeitamente qualificada. Certificada pela minha mãe nas lides da casa e certificada pelo meu pai nas lides culinárias (sim, sempre foi o meu pai o cozinheiro, e de truz!) Acontece que aqui a moça, tão bem preparada que estava para enfrentar todos os desafios inerentes à gestão de uma casa (e família, porque não?) quando se casa, recebe de "presente" uma empregada, ou mulher a dias porque só estava 2 dias por semana (começou por 1 mas depois passou a 2). E pronto, tantos aninhos a trabalhar, a preparar-me para a vida para depois não ter que fazer quase nada. "Oh que chatice..." Pois, pois... Esta foi precisamente a minha recompensa. Os cinemas com as amigas que falhei, os cafés que não tomei, os passeios que não dei, etc... finalmente recompensados! É certo que tive de ensinar à senhora (que podia ser minha mãe), do alto dos meus vinte e poucos anos, como se executavam certas tarefas de forma mais eficiente do que ela tinha por hábito fazer (o saber não ocupa lugar, dizia a minha mãe). E durante anos vivi assim, com mulher a dias 2 vezes por semana. Um dia para a limpeza geral do espaço e outro dia para passar a ferro toda a roupa entretanto lavada e seca. Um espectáculo! E moi, (podre, na boca do meu pai) além de cozinhar (mas isso sempre foi um prazer, nunca encarei a cozinha como uma tarefa), só fazia o estritamente necessário no dia a dia. O que era muito pouco. Vida boa, portanto. Agora, a mulher a dias só vem uma vez por semana (não preciso nem quero mais) o que significa que sou eu que passo a ferro. Não me importo, prefiro do que limpar, que é o que ela faz quando vem. Contudo, tocam-me também outras coisas. E aqui, não é bem que me toquem. Assim parece que as faço contrariada, e não faço. Habituada que estava ao bem bom, poderia até custar-me entrar no ritmo da manutenção básica da organização da casa, mas não. Limpo o que entretanto se sujou (numa semana muita coisa se suja), arrumo roupas, brinquedos, papéis. Faço camas, mudo lençóis e mudo também coisas de sítio, só para variar. Não me custa nada, e no fim tenho uma sensação de satisfação, de dever cumprido. Talvez sinta a casa como "mais minha" agora e ela me desperte mais atenção. Trabalho muito mais, é certo, mas é com gosto. Só não sou como a minha mãe, que é escrava da casa. Eu não: a casa é que é minha escrava, ela é minha e não o inverso. Eu arrumo e limpo, mas gosto de chegar a casa e sentir que vive cá alguém. Gosto de ver as almofadas do sofá amassadas, gosto de sentir o cheiro da lareira no inverno, gosto de ver os brinquedos na sala, gosto de ver os dvd's em cima da mesa, sentir que há vida cá dentro. Detesto aquelas casas que parecem montras de lojas ou exposições. Tudo impecável, nem um grão de pó, nem um fio fora do sítio, nem uma ruga no sofá. Dá-me a sensação que ali ninguém disfruta do conforto, que ali ninguém relaxa, que ali ninguém vive.

Apêndices

Ontem à noite tirei o relógio. Estou já na segunda semana de férias, e só agora consigo retirar do pulso o relógio, sem o qual, durante o resto do ano não me consigo orientar. Não vivo sem o relógio, só o tiro do pulso para tomar banho e lavar louça. De resto fica, sempre, e só sai nas férias e nem sequer é imediato. Mas não estou constantemente a ver as horas. Só tenho de saber que está lá para quando quiser ou precisar de saber as horas. Só durante a noite é que é um "nadinha" paranóica a minha necessidade de saber as horas de cada vez que acordo. Assim como os meus óculos de sol, tenho-os sempre comigo, sempre. Assim como cigarros e isqueiro, sempre comigo também. E aspirinas, e a mola do cabelo, estas claramente cenas de gaja, e depois? Eu sou uma gaja, tenho direito ou tenho de pagar?

Nem mais...

Deixemo-nos de merdas

E, enquanto se conversa, se fuma e se bebe, na televisão está a dar este filme. E por muito que se diga que se é forte, independente, dura e afins, é assim que eu gosto. Que me agarrem com segurança, convicção e firmeza. Tanto no tango como em tudo o resto.

Live

Estamos os 3 na minha sala, eu a minha amiga e o meu amigo. Ele veio fazer-me o jantar (tirei um dente, correu mal e estava de rastos), ela veio mais tarde, trazer natas (que por sinal detesta mas faziam falta para o jantar) e pão, porque já estava tudo fechado. Estamos os 3 na minha sala a conversar, a beber e a fumar. Agora, mesmo agora. E ele, no meio da conversa animada, esbarra com o cigarro no meu sofá! "Aaaaiiiii, que me queimaste o sofá!!!" (Grito eu) "Também, nunca gostei desta cor!" (Gritou ele) Atiramo-nos os 3 para o chão a rir. Ainda me dói a barriga, já não me dói o (buraco do) dente...

P.S. Ele é decorador... parece que vou ter sorte...

3.8.09

Fama

Sábado à noite, Bairro Alto, um bar qualquer. Ao balcão, estou a pedir o meu vodka/limão quando sinto alguém atrás de mim, muito próximo de mim. Institivamente olho para trás e dou de caras com este senhor. Reconheci-o imediatamente apesar de não me lembrar do seu nome. De cabelo muito curto, de olhos muito azuis. Surpreendentemente mais alto do que parece na televisão e agradavelmente muito mais atraente também. Abri um sorriso e:
Eu: Olá!
Ele: Olá! (também abriu um sorriso)
Eu: (chamando a atenção da minha amiga que entretanto chegou) Conheces este senhor não conheces?
A minha amiga: (surpreendida e tímida) Conheço...
Ele: (não disse mais nada mas olhava ora para mim ora para ela e sorria estupidamente)
Eu: (já a rir) Pois... (entretanto recebi a minha bebida) ele é que não nos conhece a nós... soltei uma gargalhada e vim embora. Ninguém me tira da ideia que aquele sorriso estúpido foi de quem achou logo que ia ter "festa" com mais 2 gajas que iam ficar ali a bajulá-lo só porque aparece na televisão. Querias...
(Só agora é que fiquei a saber o nome dele, ao procurar a foto na net, é o Pedro Laginha que além de ser actor é o vocalista da banda Mundo Cão)

Naked

O que é mais difícil, despirmos a roupa ou despirmo-nos de tudo o resto?

Girls on film

É puro egoísmo, e sem sombra de culpa. É isso que sinto quando tiro fotografias e tas mando. Não são para ti, são por mim.

Back to basics

Tenho aproveitado as oportunidades que se me têm apresentado. Tenho a sorte de estar de férias neste momento o que é evidentemente fundamental porque tenho tempo e disposição para isso. Este fim de semana foi um excelente exemplo disso.
Para começar a simples planificação do fim de semana em si constituiu uma grande vitória, pois foi feita numa altura em que tudo, mas tudo me parecia imensamente complicado. Mas consegui marcar o hotel, comprar bilhetes para o concerto (o móbil de todo o fim de semana) e fiquei muito satisfeita. Tomei esta decisão completamente só, tratei de tudo só para mim. Entretanto alguns amigos resolveram alinhar no programa e devo dizê-lo, a gosto, comprei depois mais 4 bilhetes e reservei mais 2 quartos no mesmo hotel para eles. Durante o fim de semana, além do concerto, "lambuzámo-nos" com refeições divinais em restaurantes daqueles em que a reserva teve de ser feita na mesma altura em que reservei o quartos do hotel, bares e discotecas muito fashion (até me vesti de forma diferente do habitual e gostei) e claro, esticámo-nos ao sol na piscina do hotel, o auge da preguiça. Muitas gargalhadas, algumas até às lágrimas. Enfim, sintonia perfeita entre pessoas que se conhecem a um nível de "raio X". Em suma, acho que raramente haverá situações destas, onde todos os intervenientes estão, ao mesmo tempo, tão bem dispostos e tão dispostos à partilha da boa disposição. E é isto que me fica, não são os restaurantes, não são as festas "in", nem o luxo do hotel, são as pessoas com quem estive, e a felicidade que senti por estar com elas. Isso é que é importante.

2.8.09

Literalmente

Não sou diferente das outras pessoas. A música provoca-me emoções. Várias. Mas há alguma música que me faz cócegas, porque me faz literalmente rir. Não é um sorriso interior, nem um sorriso exterior. É riso mesmo, são gargalhadas às vezes até. E não é por achar cómico. As cócegas provocam-me a mesmíssima coisa, por isso são cócegas. Ou então é simples felicidade.

Gozo

É um facto. Eu espremo até ao fim, até à última gota. Enquanto os outros já dormem ou lêem uma qualquer revista, daquelas que têm mais fotos que texto e mais páginas com publicidade a produtos de beleza ou griffes do que páginas de texto e fotos juntas, eu ainda estou a curtir, e largo. Pela simples razão que estou a conduzir. Eu adoro guiar, e se for em auto-estrada, ainda mais. Com a música certa então, é quase como levantar voo!
Obrigada “dj” pela música fabulosa que foste pondo, só houve mesmo aqueles minutos de merda em que me começaram a espreitar uns bocejos, mas perdoo-te porque depressa atinaste da cabeça e regressaste ao espírito que eu esperava de ti.
E obrigada dona do carro por me teres deixado guiá-lo (eu sei que pareceu que eu te estava a fazer um favor por causa das tuas dores nas costas mas não foi favor nenhum, topas?)
Por isso hoje fiz a A1 de Lisboa até casa a uma média de 150 Km/h (calculados por defeito) só porque o carro não era o meu…

P.S. dj amor, não ouvimos esta só porque tu não sabes… que tem tudo a ver…

30.7.09

I can't wait - Seal 31/7 - Cascais

Digam o que disserem, quero lá saber! Podem dizer que é música de gaja, podem dizer que é por ser um pretalhão enorme, o que quiserem. Não importa. Eu gosto dele. E gosto da música dele no geral. Mas há algumas melodias mais bonitas do que outras, e como sempre, para mim as melhores nem são as mais conhecidas. O que é certo é que este homem de certa forma deixou qualquer coisa em mim, descobri a música dele num tempo em que descobria muitas outras coisas e agora não posso dissociá-la de tudo o resto, é impossível.

Claro que o fim de semana num hotel em frente ao mar, de papo para o ar "sem fazer nenhum" também não vai calhar nada mal.

29.7.09

Flashback

Hoje comprei algodão doce. Diverti-me a lambuzar os dedos, já me tinha esquecido que era assim... e por uns momentos regressei à infância. Foi tão bom!...

Primeira vez

Os últimos tempos têm sido férteis em novas experiências. A conjuntura actual obriga-me a determinadas tarefas com as quais antes não tinha de me preocupar, simplesmente porque estavam a cargo de alguém, tais como pagar as contas inerentes à gestão de uma casa, ou mandar meter pneus novos no carro, ou chamar o jardineiro, ou até comprar vinho no supermercado, esta última a mais estranha de todas. Não percebo nada de vinhos excepto se gosto ou não do sabor, mas escolhi e comprei. São para mim. E muitas outras, algumas que dão mais e outras que dão menos trabalho. E eu, no meio de tantas coisas novas não me sinto nada perdida, muito pelo contrário: encontrei-me.

Em vez de

Em vez de sorrisinhos e olhinhos, olha-me nos olhos, puxa-me para ti e beija-me ardentemente;
Em vez de beijinhos e abraços, despe-me e deixa-me despir-te;
Em vez de romantismo, diz-me o quanto me queres;
Em vez de com cuidado e com meiguice, possui-me e mostra-me que não aguentas mais;
E no fim, em vez de festinhas e miminhos, deixa-me fumar um cigarro.

26.7.09

Birra

Sempre embirrei com este género de música: Gispy Kings e afins além de todas as guitarradas variadas dentro do género, incluindo também flamengo com todos os seus bailarinos da moda e os já passados de moda. Não gosto. Há uns bons anos atrás descobri que há apenas uma, repito, uma melodia que pode ser classificada dentro do género e da qual gosto, entrou-me imediatamente no ouvido e ficou. Ficará para sempre. Claro que, não escapou totalmente e arranjaram umas imagens que imediatamente me trazem a monumental birra à flor da pele, mas aí é fácil, basta fechar os olhos. E quanto à letra, não faço comentários porque tenho a impressão que nunca lhe prestei atenção suficiente, mas há-se ser lamechas, basta ver o título. Portanto, é seguir as instruções:
1) fechar os olhos ao mesmo tempo que se clica no play
2) de preferência, começar a dançar para abstrair dos disparates que o senhor diz.

Have fun.

25.7.09

Começam hoje

Estou oficialmente de férias! Não tenho planos para as próximas duas semanas. E gosto tanto desta ideia, de não ter planos, de fazer só o que me apetecer quando me apetecer... Nem parece real. Mas é!

24.7.09

Não encontro palavras... e não são precisas.

Apetite

Apetecia-me agora uma coisa boa... assim... não sei... assim como...

...como vinho tinto e queijo da serra seguidos de um cigarro;
...ou champagne e morangos seguidos de um cigarro;
...ou então vodka e sumo de limão seguidos de um cigarro;
...ou ainda chocolate e chantilly seguidos de um cigarro.

(Eu a minha mania de associar comida, bebida e cigarros a tudo, porque será? Ando a fumar demais...)

Countdown

Falta 1 dia...

23.7.09

Genial

Countdown

Faltam 2 dias...

21.7.09

Marcas

Não me importo de dizer que faço parte da geração que foi profundamente marcada pelo filme Top Gun. A marca mais engraçada foi o ter-me apaixonado perdidamente pelo Tom Cruise, o que aos 11 anos é perfeitamente compreensível e é completamente ridicularizado aos 34... A marca mais intensa foi o ter-me convencido que queria ser piloto-aviador, o que aos 15 anos é perfeitamente rebelde, cool e "tough", ao ponto de ter ido aos 18 anos fazer testes de admissão à Base do Lumiar, e é totalmente surrealista aos 34.. A marca que é mais uma cicatriz do que uma marca, é usar até aos dias de hoje os óculos Ray-ban, o modelo clássico de aviador, ora em preto ora em verde com armação dourada (os melhores de todos). É tão importante tê-los comigo como ter a chave de casa. Curiosamente há poucos anos viraram moda, mas não faz mal, a moda há-de passar... os meus ficarão, como as cicatrizes.

Diversidade ou inconsistência?

Não sei o que pensar sobre o facto de apreciar géneros musicais tão diferentes...
Por isso não penso, aprecio.

(and more) F U N

F U N (too)

F U N

Countdown

Faltam 3 dias...

20.7.09

Tiny little things

Turning point

This is where this whole thing changes;
This is where I change too;
This is where I level the expectations;
This is where the only doubt is cleared:
This was no lack of opportunity, this was the lack of will to take it.
Plain and simple lack of will.
This is also where I begin to notice a slight feeling of disappointment growing inside me, which tells me that it's usually time to move on.

19.7.09

Tiny little things

O ar condicionado do meu carro não funciona, não sei porquê mas dentro em breve saberei quando o levar à oficina. É uma grande chatice, e com este calor...

Por outro lado, depois de 1 hora de esplanada a torrar ao sol, conduzir na auto-estrada com as janelas abertas, e com vento a "incendiar-me" o cabelo, a ouvir isto... é F A B U L O S O ! ! !


Hum...

És giro comó raio que te parta, foda-se!
Quero-te!
E tenho pena que não me queiras tanto como eu te quero a ti!
Que lhe hei-de eu fazer? Nada... não há nada a fazer.
That's life.

18.7.09

Guts



I haven't got much time to waste
It's time to make my way
I'm not afraid of what I'll face
But I'm afraid to stay
I'm going down my own road
And I can make it alone
I'll work and I'll fight 'till I find
A place of my own
Are you ready to jump?
Get ready to jump, don't ever look back oh baby
Yes, I'm ready to jump, just take my hand
Get ready to jump

Overwhelming

The eternal quest



I have spoke with the tongue of angels
I have held the hand of the devil
It was warm in the night
I was cold as a stone
But I still haven't found what I'm looking for

Shiver



You can drink a little more
And you hurt a little less
And you get that butterfly feeling
Underneath your dress
And your promises
Will turn into lies

Velvet



If you'd accept surrender
I'll give up some more
Weren't you adored?

16.7.09

Entretenimento

Música para entreter o espírito, não vá ele entusiasmar-se...
Enough!
No more... at least for a while.

Motown forever III (adulterada mas aceito e gosto)

Motown forever II

Motown forever

Sheer fun



"I spoke about wings
You just flew
I wondered, I guessed, and I tried
You just knew"

Balanço

Resultado da análise das etiquetas dos posts:

65% factos
27% duvidas
4% lyrycs
4% sombras

Há que fazer agora, a análise do resultado desta análise. Esta, muito mais difícil.

14.7.09

Serve? Serve!

Há as pessoas que achamos que têm bom carácter e as que achamos que têm mau carácter. Os parâmetros de avaliação variam de pessoa para pessoa obviamente. Os meus são os meus. E são estes parâmetros que contam quando decido se alguém serve para ser meu amigo, não é o aspecto, não são os amigos dessa pessoa, nem a família, nem a profissão, e muito menos a (aparente) situação financeira. Conta o carácter, apenas o carácter.
Para alguém ser meu amigo ou minha amiga tem de, naturalmente, sem qualquer esforço da sua parte, inspirar em mim os seguintes sentimentos:

- Respeito
- Admiração
- Confiança
- Ternura

Esta ordem é quase aleatória, digo quase porque a ternura virá sempre no fim, ao passo que as primeiras 3 podem ser numa outra ordem qualquer.
Mais, pode não me inspirar ternura absolutamente nenhuma, não deixará de ser meu/minha amigo/amiga, mas falhando uma das outras 3, é impossível. Já me aconteceu e não há mesmo volta a dar-lhe... temos pena.

Mas que é isto?

Eu sei o que isto é:
Isto sou eu a ser apanhada pelo cansaço;
Isto sou eu a sentir a força a fugir e a ver os joelhos a dobrar;
Isto sou eu a tombar depois de ultrapassados os obstáculos e de cortada a meta;
Isto sou eu a ver que à sensação de vitória se segue a exaustão;
Isto sou eu a sentir-me bem mentalmente e um caco fisicamente;
Isto sou eu a precisar de descanso e sossego;
Isto sou eu a desabar.

13.7.09

Cedemos?

É a sorrir que escrevo isto. Já estamos todos fartos de saber que nada escapa ao tempo. Até a pessoa mais "empedernida" que conheço está a dar sinais de que está a mudar: "ok, pronto vá lá, até pode ser desde que..."
Assim como quem não quer a coisa, ontem cedeu uns milímetros. Está a melhorar e, com o devido tempo lá chegará. Gostei de ver.

12.7.09

Good mood



"Oh Lenny, até podias estar a falar de batatas... gosto da música na mesma pá!"

Tiny little things

Acordar com a luz do Sol a entrar pela janela do quarto foi sempre uma coisa que me incomodou de uma forma que raia a paranóia. Estraga-me completamente o dia. A luz a esbarrar-me nos olhos logo ao acordar produz-me dores de cabeça daquelas merdeiras que nem são nem deixam de ser, que moem o juízo todo o dia, que não justificam a aspirina mas que também não desaparecem completamente. Além disso, só o facto de perceber que me esqueci de fechar o estore me enerva particularmente ("merda, já vais passar o dia com dores de cabeça", "és mesmo burra, não fechaste o estore, estás farta de saber que tens de o fechar", etc...)o que de certeza contribui em boa parte para a dor de cabeça, talvez mesmo tanto quanto a própria luz.
Ontem à noite percebi que o estore está encravado e, imediatamente fiz a previsão de como iria ser o dia de hoje... Surpreendente foi acordar, ver as horas (eram 8:45h) ter o quarto inundado de luz, espreguiçar-me longamente na cama, pensar "hum, que bom, está um dia fantástico" virar-me de barriga para baixo e deixar-me ali estar a saborear os lençóis sem por um segundo me ter vindo à ideia a merda da dor de cabeça. Será só porque me sinto bem?

11.7.09

Grátis

Ter amigos que nos apoiam quando estamos certos, que nos amparam a queda quando estamos errados, que não nos julgam em momento algum é um previlégio. Eu posso dizer que tenho.

Ter amigos que corajosamente vão à luta por nós, cheios de medo mas que vão na mesma tentar compôr uma injustiça de que acham que fomos alvo, e ainda por cima sem nós sabermos de nada, é... não sei... mas eu senti isto como uma grande prova de amor.

Liberdade

Sinto-me bem.
Consegui desligar-me das coisas que me incomodavam há já bastante tempo. Estou leve. Não quer dizer que os problemas já não existam, eu é que já não os vejo nem vivo da mesma forma. Atingi um estado em que não deixo que me afectem. Não, não é assim, é que nem sequer preciso de deixar nem de deixar de deixar, simplesmente não me afectam. Já não têm importância, fechei este capítulo. Só isso.

8.7.09

Raw



I've been biding my time
Been so subtly kind
I've got to think so selfishly
'Cos you're the face inside of me

I've been biding my days
You see
Evidently it pays
I've been a friend with unbiased views
Then secretly lust after you

So now you feel rusty you're bored and bemused
You wanna do someone else
So you should be by yourself
Instead of here with me
Secretly

Trying hard to think pure
Bloody hard when i'm raw
You're talking out so sexually
About boys and girls
And your friggin' dreams

So now you feel lusty you're hot and confused
You wanna do someone else
So you should be by yourself
Instead of here with me
Secretly

So now you've been busted
You're caught feeling used
You had to do, someone else
You should have been by yourself
You had to do, someone else

You should have been by yourself
Instead of here with me
Secretly, secretly

7.7.09

Colher

Há que saber quando colher os frutos, não os desperdiçar. Se se colhem demasiado verdes não os conseguiremos comer, se esperamos demais também não. Há o tempo certo para que possamos disfrutar de todo o seu sabor e doçura, só temos de saber identificá-lo, que é o mais difícil. Às vezes até o aspecto engana, o fruto está lindo e reluzente por fora, mas quando se trinca... não é o sabor que esperavamos. Ou então somos surpreendidos com um podre que estava escondido. O toque é fundamental para avaliar, não pode ser demasiado rijo nem demasiado mole. Tem de estar no ponto. Bem, eu vou fazer a minha colheita, está na hora... se espero mais não aproveito nada.

Saber esperar

É verdade, confesso que me passou pela cabeça 2 ou 3 vezes mandar tudo às urtigas e resolver o assunto logo ali.
Mas não, somos adultos e merecemos mais!

5.7.09

Prometo

Eu sei que gostaste de estar sossegado longe de tudo e de todos.
Eu sei que gostaste de não te preocupares com o relógio.
Vou ter mais cuidado.
Vou organizar melhor as coisas.
Vou pensar mais em ti e no teu prazer.
Tu sabes que eu gosto de ti, tal como és.
Com todos os teus defeitos.
Com todas as tuas feridas.
Com todas as tuas falhas.
Não te mudava nada, gosto de ti assim.
Prometo que vou tratar-te melhor, corpo.
Eu sei que não te deixo as vezes que gostarias, eu sei... mas prometo que logo que possa, encho a banheira e te deixo estar na água quente até não quereres mais.

4.7.09

Falso alarme

Afinal não... foi só um susto.
Continuando à velocidade de cruzeiro...

Brincar com o fogo

Não sei... mas cheira-me que isto está prestes a descambar... para onde não era suposto. Não sei... se trave... se acelere...

Como quem espera por mim

Passaram exactamente 5 semanas desde que que me sentei neste mesmo sítio e a hora não seria muito diferente. Pensei sobre várias situações e sobre a janela que me faz feliz. E ela cá está, serena a olhar para mim. A mesma de sempre, como que à minha espera. Todos os dias ao acordar ela me espera e me olha, devolve-me o sorriso e faz-me bem. Dá-me a certeza de que estará sempre comigo, estará à minha espera todos os dias, e fará com que a minha jornada pareça um bocadinho mais fácil, só um bocadinho, que eu acho já tão grande.

Marselha

Não me sai da cabeça. Tenho de lá voltar!

1.7.09

Fácil

Hoje em dia é tão fácil arranjar encontros (em inglês este termo fica muito mais giro: dates). Basta navegar um bocadinho na internet. É facílimo! Em pouco mais de 1 semana deram-me 3 números de telefone e se eu quisesse teria outros tantos "dates". Escrevem-se umas coisas, fazem-se umas piadas e já está. Há gente disposta a dar o número do telefone e a vir ao encontro de alguém que não conhece de lado nenhum.
Isto é para mim, no mínimo estranho. Antes, os "dates" não se combinavam assim. Era preciso haver a coragem de convidar alguém para sair, porque fazê-lo pessoalmente e olhando a pessoa na cara, não se compara ao conforto que dá o "esconderijo" do ecrã e do teclado. Mais, só se convidava a pessoa se de facto esta agradasse, o que logo à partida situa o nível de expectativa no seu devido lugar. Agora não, a ansiedade dispara porque afinal, nem se sabe se o aspecto da pessoa vai agradar, se o nosso aspecto vai agradar, e por aí fora. Sim, que ninguém se iluda com as fotos que circulam por aí, porque até eu se quiser, fico ao nível das carinhas da capa da Vogue. Ao vivo tudo muda de figura. Por isso, eu cá prefiro que me convidem para fazer seja o que for pessoalmente, depois de já me terem visto ao vivo e de preferência depois de já terem falado comigo, nem que seja só um simples "Olá, estás boa? Eu sou o ......." Serve perfeitamente. E depois vê-se.

Tópicos

. A festa será em ti
Foi a melhor de todas, saiu de repente, instintiva. Nunca pretendendo elevá-la a uma dimensão onde que não pertence, deixando-a apenas na realidade onde ela se enquadra, confortável e simples, mas arrebatadora.

. Às horas que tu me quiseres
Outra muito boa, a segunda melhor. Também espontânea e de um quase abandono delicioso. Guarda-se na mesma categoria da anterior.

. A cor dos olhos, a cor da pele e a cor do cabelo, é meio orgasmo
Discutível. Este género de previsão calha-me ligeiramente mal. Os melhores orgasmos não são os previsíveis, são os outros...

. Banho-maria
Não me incomoda rigorosamente nada mas poderá causar desconforto a outras pessoas, a mim não. A arte de manter uma (ou várias) pessoas em banho-maria, ou lista de espera. Dando só, quando necessário, o pequeno toque para manter a temperatura ideal, para que não desesperem. Nem todos conseguem. Engraçado é quando o artista se encontra ele próprio também em banho-maria.

30.5.09

Constantes

A janela da minha cozinha emoldura todo um conjunto de coisas verdes. Chamo-lhes o meu jardim. E num dia de sol como hoje não há nada como acordar, fazer um café e olhar a moldura, faz-me sempre sorrir. Esta foi a principal razão pela qual me apaixonei por esta casa (é um andar, mas tem esta característica de nas traseiras ser um rés do chão enquanto na frente é um 2º andar). Passados estes anos todos, esta janela ainda me faz sorrir, principalmente em dias de sol, como hoje. E pensando nisto, tento lembrar-me das características que me fizeram apaixonar pelo homem que "expulsei" da minha vida. E lembro-me... só que ao invés da janela da minha cozinha elas já não existem. As mais importantes, pelo menos, não sei para onde foram. Sei mais ou menos quando as perdi de vista, mas não sei onde estão. Ao fim destes anos todos, não consigo arranjar uma única que me faça sorrir, como dantes. E penso também que é triste, que ao longo dos anos deixemos que se perca aquilo que nos uniu. Não tenho ilusões, todos mudamos ao longo do tempo. Só que alguns têm a sabedoria de, ao longo do caminho trabalhar a partilha (sim, dá trabalho), de conseguir encontrar outros pontos em comum, de evoluir em conjunto. Outros pelo contrário, caminham em paralelo sem se encontrarem. Partilham apenas o espaço fisico, deixando o "outro espaço" ser apenas seu. ´
Então, não havendo partilha de mais nada a não ser o espaço fisico, antes verdadeiramente só, do que fingir ter um relacionamento. Tenho de ser honesta, acima de tudo comigo própria.

28.5.09

Mulheres independentes

É comum ouvir homens dizerem que gostam de mulheres independentes. Fica-lhes muito bem. Só que eu não acredito... Vejamos:

Prós:
1)Não os chateiam porque têm vida própria. Ocupam-se com as mais variadíssimas coisas em vez de pedincharem a atenção que eles, coitadinhos têm de gerir muito bem para conseguir distribuir por todas as menos independentes que se lhes atravessam no caminho.
2)Programam e organizam fins de semana, férias ou eventos onde os incluem se eles evidentemente quiserem. Se não, vão na mesma sem cobranças nem ressentimentos.
3)São sexualmente agressivas e dominadoras, são responsáveis pelo seu próprio prazer, e não se queixam nem insistem se o parceiro não servir. Simplesmente substituem-no.
Contras:
1)"Ela não me liga nenhuma, terá perdido o interesse ou terá outro?"
2)"Ela foi na mesma sem mim, terá perdido o interesse ou terá outro?"
3)"Ela não me ligou depois da queca, terá perdido o interesse ou terá outro melhor?"

Mulheres demasiado independentes causam sempre insegurança nos homens, mesmo sendo (ou achando-se) eles independentes também. E se o homem independente encontrar a mulher igualmente independente terá encontrado a relação ideal.
Mas, será verdadeiramente uma relação? Pessoas verdadeiramente independentes não procuram nem têm relaçãoes, estar numa relação implica sempre uma certa dose de dependência.Caso contrário tudo não passa de queca. É isso que mulheres e homens independentes têm. Será que lhes basta?

27.5.09

Going nowhere




The road leads nowhere, it's all about enjoying the ride...

25.5.09

Oásis

Nesta minha travessia do deserto avisto-te ao longe e ainda não sei se és real ou apenas uma miragem, não é importante. Basta.

18.5.09

Cuspir para o ar

Não reagi.
Nada fiz a não ser observar enquanto tudo ruía de forma caótica.
Agora, sabe bem olhar para trás e pensar não fiz nada para que isto acontecesse. Sabe mesmo bem perceber toda a “porrada” que levei sem reagir está a compensar. Fui pontapeada, esmurrada, atirada ao ar, roubada e por fim atada. Apenas fechei os olhos e respirei fundo. Afinal fiz bem. O tempo encarregou-se de revelar a verdade, e como cá se fazem, cá se pagam, quem acabou por espalhar-se foi precisamente a mente ardilosa que engendrou tudo. Algures pelo caminho perdeu-se na sua própria estupidez e prepara agora um ridículo final. E eu, mais uma vez apenas observo e divirto-me com o facto de saber que não precisei fazer rigorosamente nada para este belíssimo desfecho. Só pergunto se alguma vez perceberá o quão patético é… Quanto a mim, o que não me mata torna-me mais forte.

16.5.09

Ao natural

Quero sentir o teu cheiro, não o do teu perfume. O verdadeiro, da tua pele ao natural, antes e depois do sexo. Quero sentir o sabor da tua boca, da tua saliva simples, o autêntico. O teu cheiro e o teu sabor são únicos enquanto que os perfumes e pastilhas de mentol são de toda a gente. São esses que eu quero conhecer sem camuflagem nem disfarce, são esses que eu quero guardar.

11.5.09

A doer



Se não for mais nada, esta música é honesta. De uma honestidade brutal, que dói.
Se não for a doer, não vale.

7.5.09

Contradições

Tenho vontade de fazer muitas coisas. Como algumas delas não posso fazer já, estou triste. Estou satisfeita por ter pelo menos a vontade, já estive sem vontade de fazer coisíssima nenhuma e sentia-me muito pior. Tenho medo de fazer algumas das coisas que tenho vontade de fazer, e quanto mais medo tenho dessas coisas, mais vontade tenho de as fazer - e não o inverso. Não tenho fé nas relações nem nos afectos, mas já tive. Tenho a certeza que é possível, já por lá passei. Mas também tenho a certeza que mesmo que o supérfluo sobreviva, o essencial acaba. Ainda assim, tenho fé que a fé volte. Tenho necessidade de sair de casa, mas tenho dificuldade em decidir o que fazer ou onde ir. A mais pequena coisa me parece monstruosamente difícil, mas mesmo assim preciso de sair. Programo coisinhas simples para fazer, que ao primeiro impulso me apetecem, e depois forço-me a fazê-las (o sofá chama-me sempre). Depois dou por mim a pensar que foi muito bom ter-me "arrastado". Preciso de estar sozinha, por minha conta, e quando o consigo, sinto-me só. Preciso de mimo, e não deixo que mo dêem.

5.5.09

Instantâneos

Há uns anos atrás alguém me disse que funcionamos sempre melhor quando estamos sob pressão. Isto porque damos sempre o nosso melhor para cumprir o objectivo a que nos propusemos quando sabemos que estamos na corda bamba, que o tempo está a acabar, e que não há espaço para falhas. E é verdade, pelo menos para mim.
Gosto da adrenalina, da excitação que um prazo curto exige, a atenção constante a todos os pormenores, não pode falhar nenhum deles pois compromete todos os outros. Seja em que aspecto for, profissional ou pessoal.
Quando viajo por exemplo, não gosto de fazer a mala de véspera. Se o fizer demoro 3 vezes mais tempo e decido sempre mal o conteúdo da mesma. Ou levo tralha a mais, ou a menos. Na hora acerto sempre. Nunca estudei para um exame sem ser na véspera (aqui sim, na véspera) mesmo esticando a noite até à manhã seguinte, e safei-me sempre melhor do que os que passavam uma semana inteira a marrar.
Gosto da pressão. E não gosto de quem fica aterrorizado com ela, confesso. Muito boa gente se espalha ao comprido perante a perspectiva de qualquer coisa que tenha de ser feita em menos tempos do que o normal. Atrapalham-se, bloqueiam e nem sequer conseguem raciocinar. Não são capazes de estabelecer as prioridades, de definir as fases do processo. Acabam sempre por ou fazer a coisa mal feita, ou não a conseguir fazer de todo.
Não gosto de quem não é capaz de manter o sangue frio em momentos de pressão. A falta de auto-controlo dá sempre problemas. Em vez de canalizar a energia de forma positiva deixam-se atropelar por ela e acabam espatifados no chão.

4.5.09

Stupid Girl




don't believe in love
don't believe in hate
don't believe in anything
that you can't waste