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19.8.10
Dores de crescimento
Lembro-me bem quando me deitava e me doía a dobra das pernas, por detrás dos joelhos e não havia posição que acalmasse o raio da dor. A minha mãe dizia-me que eram as dores de crescimento, que era normal. Sei lá se eram, mas doía e não era pouco. Há outras dores, na idade adulta, daquelas que o corpo não sente e essas são sim, as dores de crescimento. E doem muito mais. Doem cá dentro, por dentro, e não há pomada, comprimido ou xarope que as acalme. O único calmante para estas dores é o perceber que não somos os únicos com dores, que há outros como nós e que há sempre quem não nos julgue. Há sempre alguém que nos segure a mão, que nos dê a opinião sem censura que mesmo não sendo igual à nossa nos faz pensar e nos ajuda a aceitar as nossas falhas como parte de nós, e a retirar-lhes a lição para evoluirmos como indivíduos. E quando finalmente percebemos e aceitamos que a vida não é a preto e branco mas pintada de milhares de tons de cinza encontramos alguma paz. Quando finalmente aceitamos a nossa condição de seres feitos de racionalidade mas também de impulsos, que não deixamos de ser bichos muitas vezes guiados por instinto, estamos a crescer.
13.8.10
O amor
Há um homem que se casou com uma mulher, que não ama que nunca amou e de quem fez a segunda escolha, mas nunca a traiu. Ama desde sempre outra mulher que não consegue esquecer, apesar de nunca lhe ter tocado. Vive assim, resignado. A mulher dele sente-lhe o mau humor, sente-lhe a indiferença e a distância. Vive assim, resignada.
Há um homem que se casou com uma mulher, que ama profundamente, a quem dá toda a atenção quando estão juntos. Leva-a ao cinema e ao teatro, ajuda-a em tudo o que pode, esforça-se por ser o melhor marido, e trata-a muito bem. No entanto, no horário de expediente, porque pode, trai-a sempre que tem oportunidade, tem casos fugazes com variadíssimas mulheres e não consegue viver sem isso, sem a emoção da caça, sem a adrenalina. Vive assim, no limite. A mulher sente-lhe o carinho, o amor, a dedicação. Vive assim, sente-se a mulher mais amada do mundo.
Há um homem que se casou com uma mulher, diz-lhe que a ama todos os dias e nunca a traiu. Pensa basicamente nele, e não nela. Faz o que quer e não tem em conta os desejos dela. Diminui-a todos os dias, emocionalmente e intelectualmente. Diz-lhe que a ama todos os dias. Desilude-a frequentemente com comportamentos que a magoam sem sequer se dar conta disso. Desvaloriza os sentimentos dela, o amor dela. Vive assim, sem noção do que lhe faz. Ela sente-lhe a arrogância, sente-lhe a distância, sente o quanto ele se acha melhor do que ela, e sente que só está com ele porque a ele lhe convém. Vive assim, frustrada.
Conheço estes três casos de perto, e desconheço se o homem comprometido de quem falei se encaixa em algum deles, nunca saberei.
Pergunto a todas as mulheres qual destas três esposas preferiria ser.
O que conta mais? O que eles efectivamente fazem ou o que eles nos fazem sentir?
Eu já fui a terceira e não gostei, por isso, já não sou.
Há um homem que se casou com uma mulher, que ama profundamente, a quem dá toda a atenção quando estão juntos. Leva-a ao cinema e ao teatro, ajuda-a em tudo o que pode, esforça-se por ser o melhor marido, e trata-a muito bem. No entanto, no horário de expediente, porque pode, trai-a sempre que tem oportunidade, tem casos fugazes com variadíssimas mulheres e não consegue viver sem isso, sem a emoção da caça, sem a adrenalina. Vive assim, no limite. A mulher sente-lhe o carinho, o amor, a dedicação. Vive assim, sente-se a mulher mais amada do mundo.
Há um homem que se casou com uma mulher, diz-lhe que a ama todos os dias e nunca a traiu. Pensa basicamente nele, e não nela. Faz o que quer e não tem em conta os desejos dela. Diminui-a todos os dias, emocionalmente e intelectualmente. Diz-lhe que a ama todos os dias. Desilude-a frequentemente com comportamentos que a magoam sem sequer se dar conta disso. Desvaloriza os sentimentos dela, o amor dela. Vive assim, sem noção do que lhe faz. Ela sente-lhe a arrogância, sente-lhe a distância, sente o quanto ele se acha melhor do que ela, e sente que só está com ele porque a ele lhe convém. Vive assim, frustrada.
Conheço estes três casos de perto, e desconheço se o homem comprometido de quem falei se encaixa em algum deles, nunca saberei.
Pergunto a todas as mulheres qual destas três esposas preferiria ser.
O que conta mais? O que eles efectivamente fazem ou o que eles nos fazem sentir?
Eu já fui a terceira e não gostei, por isso, já não sou.
1.8.10
Plástico
Sempre que vou a Trás-os-Montes venho de lá com a sensação que a minha vida é de plástico. Descartável. O ambiente agreste lá de cima faz-me sempre pensar que não dou o devido valor às coisas. Caio sempre num estado de espírito que me atinge como um balde de água fria. Volto sempre a achar que ali sim, se vive verdadeiramente. Ali, nas aldeias de Trás-os-montes, onde se trabalha a terra, onde as estações do ano comandam o ritmo da vida, onde tudo é díficil e vem apenas do trabalho, ali é que se vive. Aqui, onde tudo é fácil, onde tudo se compra feito, onde tudo se desperdiça, aqui a vida é de plástico, não conta. Nem se trata de ter mais ou menos dinheiro, de ter mais ou menos poder de compra, é o trabalho, é o levantar de madrugada, é o frio, é o ter a canseira de fazer as coisas mesmo que custe, senão não há frutos, senão não se come, senão não há nada. Não sei explicar porquê mas no fundo, tenho a convicção que aquelas vidas difíceis valem muito mais do que a minha.
19.7.10
3.7.10
2.7.10
Control freak
Pois é, control freak. Só que eu eu não pretendo controlar tudo, só a mim. É algo estranho eu ter esta mania e no entanto não ser obcecada por ter tudo planeado na minha vida. Gosto de não ter tudo sempre planeado e ir andando ao sabor do que me apetece, mas isto claro é só no que a mim diz respeito, porque no que diz respeito aos meus filhos obviamente que penso nas coisas com antecedência e planeio o que tem de ser planeado. No entanto tenho um profundo pavor a perder o controlo, por causa disso nunca na vida me embebedei a sério, páro de beber logo que começo a sentir-me tonta. Por isso nunca expludo, por isso é raríssimo seguir impulsos sem antes os tentar compreender. E se momentos há em que acho que esta minha capacidade é uma grande coisa, muito útil e que me evita de certeza muitas chatices, tenho outros em que me pergunto seriamente até que ponto não estarei a transformar-me numa pessoa completamente calculista e manipuladora, daquelas que eu não gosto. E isto leva-me ao início, a minha mania de me controlar e de ter sempre a noção das coisas, e reparo que não me dando conta, provavelmente estou a ir precisamento pelo caminho que abomino e sem ter sequer consciência disso. É ruim...
23.6.10
Peso
Pesei-me esta manhã, uma semana após o início do regime alimentar que contraria toda a lógica. Tenho comido imenso, de tudo o que habitualmente automaticamente me faz rebentar as costuras da roupa, verifiquei que a balança marcou o mesmo número de há oito dias atrás. Inacreditável, não engordei!!!
16.6.10
Isto vai ser lindo
Passei o dia a comer, seguindo religiosamente as instruções do senhor doutor e foda-se, estou com mais fome do que ontem que só fiz as refeições principais. Ele foi pão ao pequeno-almoço, ele foi iogurte e mais pão a meio da manhã, ele foi batatas com fartura ao almoço, ele foi fruta e mais pão ao lanche e estou com uma puta duma fome do caralho. Mau, brincamos ou quê?
Medo
Estou cagadinha de medo. Fui hoje a um senhor doutor que supostamente me vai ajudar a emagrecer. 5 quilos, disse ele, e fico óptima. Eu tenho de ter pressão, tenho de ter as putas das regras bem definidas porque senão abandalho a dieta toda e era o emagrecias, era... Pois bem, já que o outro senhor doutor me liberou completamente só de olhar para mim, que está tudo bem e a perna não impede rigorosamente nada, cá vamos nós tentar perder a banha acumulada desde a puta da trombose que me obrigou a ficar de molho. E ouvi o que nunca pensei vir a ouvir na minha vida. Tenho, TENHO, de comer pão e arroz, ou masssa, ou batata, TODOS OS DIAS, ao almoço E ao jantar. Com a carne ou peixe e com os legumes. E tenho, TENHO, de fazer cinco, CINCO, refeições por dia. Estou fodidinha. Daqui a 1 mês volto lá, quer dizer, não sei se volto, porque o mais certo é não passar na porta. Tenho para mim que este senhor doutor vai levar nas trombas desta vossa amiga que me cheira que a comer desta forma vai triplicar o peso. Não passando na porta, espero por ele cá fora.
6.6.10
Interruptor
Desde ontem que sinto uma energia estranha, uma vibração que não sei de onde vem. Como aquela tristeza que chegou de parte incerta e se instalou como se fosse a dona da casa. Uma pujança inexplicável que desde ontem me faz fazer coisas que há muito não fazia. Estou cheia de ganas. De tudo. O que é estranho. O que me faz pensar que da mesma forma que me toma a tristeza só porque sim, me toma agora uma força vinda do nada que me faz arrancar a todo o gás e me faz sentir bem. E esta merda, assim sem explicação é sinal de desiquilíbrio. Isto é andar ao sabor do vento sem qualquer controlo sobre nada. E a puta da minha vida não pode ser isto, como os interruptores, ora para cima ora para baixo, só porque sim. De modos que não sei o que é normal, se estar triste se estar porreira visto que nem uma coisa nem outra se baseiam em qualquer motivo válido, porque afinal todo o resto se mantém constante.
21.5.10
Under pressure
E se à noite, depois das crianças adormecerem e enquanto não vem o sono, eu aproveitasse o tempo para estudar? E se à noite, em vez de ver os documentários do National Geographic e do Discovery Channel eu aproveitasse o tempo para estudar? E se à noite, em vez de ficar a pastar no sofá eu fizesse alguma coisinha de útil por mim abaixo? Tenho de investigar, há-de haver alguma coisa que me interesse, que não exija a minha presença nas aulas, e que me retire da puta da pasmaceira onde estou enterrada até ao pescoço. Mas não pode ser tudo, tudo à minha maneira que perde o interesse. Tem de ter prazos definidos, eu funciono muito melhor sob pressão.
18.5.10
Tédio
Por mais que procure não encontro nada, nadinha que me apaixone. Zero. Penso, penso, penso e não aparece nada que me faça sorrir por fora e por dentro. Durante anos o trabalho apaixonou-me, agora já não. Não tenho nenhum hobbie para além de escrever em blogs, coisa que ainda me vai dando algum gozo. Não mantenho nenhuma actividade que realmente me dê prazer. Há coisas que gosto de fazer é certo, como ir ao cinema ou ao teatro e ir a concertos, mas não passam de coisas banais. Gosto de sair à noite, de dançar e conviver. Coisas banais. Poderia falar dos meus filhos, mas não se trata de paixão, é amor, não tem nada a ver. É um amor maior do que tudo, maior do que eu. Mas, este amor preenche apenas uma parte, a parte da mãe e uma pessoa não é só mãe, é também composta de outras características, e essas andam mal preenchidas. A mulher, vai-se entretendo e divertindo com os homens que também acabam por a aborrecer, e a outra parte, essa está vazia. Essa parte é a que constata que as pessoas em geral me aborrecem, o trabalho me aborrece, as notícias me aborrecem, basicamente o mundo me aborrece. E ando assim, triste. Olho o mundo sem interesse, sem pinga de entusiasmo. Preciso de um projecto, ah pois, é verdade, já tenho um, mas também não me apaixona. Devia, tratando-se da minha casa, da renovação da minha casa, com que sonhei durante anos e que finalmente se concretiza, devia entusiasmar-me, ao invés só de pensar na canseira que me vai dar, nas consumições que irei ter, fico exausta. Esta merda não é normal.
9.5.10
Causa-efeito
Não sei me obrigo a ser racional porque me sei intensa ou se me permito ser intensa porque me sei racional. Hei-de descobrir.
23.4.10
Desconfio
Há tempos falei de quando sou burra e obediente, aqui, e de como opto por mostrar o espelho. Ainda esta semana fiz isso. As reacções que provoco quando saco do espelho e o mostro é que variam. Desta vez, por trás de uma espécie de black-out, que eu leio como: não estou para te aturar, ou: não me chateies, e respeito, desconfio que há alguma fúria. Não sei, desconfio.
16.4.10
Interesse duplo
Hoje à noite há uma reunião na escola do meu filho, mas que engloba também a escola do meu outro filho. Agrupamento, é assim que se diz, um anda no 1º ano e o outro no 5º. Esta reunião é mais um colóquio sobre a violência escolar. Estarão professores, sociólogos, psicólogos e segundo soube até o padre da freguesia estará presente. A mim interessa-me muito, aliás interessa-me duplamente, é que os meus rapazes abrangem o tema em toda a sua latitude: um é dos que leva, e o outro é dos que dá. Tenho em casa ao mesmo tempo, uma potencial vítima e um potencial agressor. Convém-me saber tudo o que há para saber sobre o assunto, ou não?
15.4.10
Não consigo perceber
Há coisas que tento e que não consigo perceber. Uma delas é porque é que as pessoas não viram a página e continuam com a sua vida depois de se divorciarem. Ultrapassa-me totalmente. Se a pessoa não queria o divórcio, aceito que guarde mágoa, que prefira abster-se de contactos e que mantenha apenas as ligações estritamente necessárias quando há crianças. Sem elas, todas as ligações podem ser completamente desfeitas. Mas, quando a pessoa que quer a ruptura, a consegue e depois insiste em agressões e guerrinhas absurdas, acho estúpido. O meu pai sempre me disse que quem não está bem põe-se, por isso quando os motivos que causam infelicidade e mau-estar deixam de existir, não compreendo porque é que as pessoas a partir daí, não se concentram em procurar serem felizes e em vez disso se consomem e desgastam em lutas de finalidade para mim duvidosa. Massacram e reviram a faca na ferida do outro, e simplesmente não viram a página. Já pensei que pode ser masoquismo, continuam a torturar-se, devem gostar, ou então é mesmo só mau-carácter, sede de vingança, de castigar e fazer sofrer. Não tenho a certeza e acho que nunca hei-de ter.
31.3.10
Respeito
Tenho para mim que a minha mania de não ter problema nenhum em discordar e de expor os meus argumentos com toda a naturalidade impõe respeito. Aquele respeito que impede o indivíduo de tomar determinadas atitudes com receio de levar imediatamente um desempeno à moda antiga. Esta merda baralha-me. No outro dia, o homem fez-se a mim e eu deixei. Mais, alinhei o que é diferente de deixar. Quando finalmente nos encontramos (não, desta vez não adormeceu) ele estava nitidamente mais nervoso, ou ansioso do que eu.
Corrijo, ele estava, eu não.
Repito, esta merda baralha-me.
Corrijo, ele estava, eu não.
Repito, esta merda baralha-me.
20.2.10
50% / 50%
Descobri que a minha sogra (sim, não consigo pensar nela nem referir-me a ela como ex-sogra) me odeia. Descobri por altura do Natal. Palavras dela: "Ela, para mim morreu, e quem é amigo do ...... devia fazer a mesma coisa." Ora, isto, não me surpreendeu, nadinha. Só não sei se ela me odeia mais porque dei com os pés ao seu fabuloso filho, o que aceito apesar de não concordar com a parte do fabuloso, ou se por eu ter feito o que ela queria ter feito também mas nunca foi capaz. Porque apesar de agora o marido lhe proporcionar uma existência mais ou menos pacífica, durante muitos anos, "nos meus melhores anos", palavras dela também, não foram felizes. Muito pelo contrário.
17.2.10
F.A.Q.
O que fazer quando o coração diz para ir numa determinada direcção e o bom senso diz exactamente o contrário?
O que fazer quando a paixão esquecida no canto mais longínquo do peito de repente, desponta e quer oxigénio para vingar e o cérebro fecha automaticamente todas as brechas?
O que fazer quando se vislumbra um futuro estimulante mas inseguro e por outro lado se sabe que o presente estável irá um dia desabar?
O que fazer quando só por causa de uma mera e remota hipótese se começa a sofrer de véspera?
O que fazer quando o instinto manda arriscar mas a lucidez acena constantemente com as responsabilidades?
Tantas perguntas sem resposta... tudo por causa do puto do trabalho. Que merda!!!
O que fazer quando a paixão esquecida no canto mais longínquo do peito de repente, desponta e quer oxigénio para vingar e o cérebro fecha automaticamente todas as brechas?
O que fazer quando se vislumbra um futuro estimulante mas inseguro e por outro lado se sabe que o presente estável irá um dia desabar?
O que fazer quando só por causa de uma mera e remota hipótese se começa a sofrer de véspera?
O que fazer quando o instinto manda arriscar mas a lucidez acena constantemente com as responsabilidades?
Tantas perguntas sem resposta... tudo por causa do puto do trabalho. Que merda!!!
17.1.10
Drink
Cá estou, no mesmo sítio, na mesma, com o fim de semana já acabado que não soube a nada porque os dias têm sido praticamente todos iguais. Saio de casa apenas para tratar da saúde e para ver os meus filhos e os meus pais. E agora, à noite apeteceu-me um drink, a unica expressão de jeito trazida das novelas brasileiras. Preparei-o e beberico-o com prazer, afundada no meu sofá a fumar um cigarro e a pensar porque raio é que tens este efeito em mim.
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