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1.9.09

Reboque

Há muita gente que anda a reboque. Vejo-os (as) à minha volta e dou voltas à cabeça. Andam a reboque do que os outros fazem ou (e muito pior) do que os outros pensam. E não estou a falar dos "carneirinhos" da sociedade actual, etc...
Falo de gente com quem convivo e que conheço.
Porque me é próxima. Porque não os via assim. Porque me choca. Porque me desiludo.
Falo de indivíduos, homens e mulheres - é igual, isto nada tem a ver com o género. Falo de casados e de solteiros. Falo de novos e de velhos.
Há-os de vários tipos:
- Os que sem conseguir formular uma opinião própria sobre coisa nenhuma, assumem as opiniões dos "outros" e as debitam como se fossem suas, mas que eu identifico porque também conheço os tais "outros";
- Os que só fazem as coisas que vêm fazer, ir de férias para os mesmos sítios, ir comer aos mesmos restaurantes, matricular os filhos nas mesmas escolas, não articulando uma só vantagem decente para as suas escolhas;
- Os que pretendem mostrar um determinado nível financeiro, que não possuem mas que é importante que se exiba no círculo de amigos, para não se "ficar atrás", quando na verdade, naquilo que é fundamental, como por exemplo no que diz repeito ao conforto e ao bem-estar do núclo familiar são do mais avaro que se possa imaginar;
- Os que mantêm relações só para parecer bem, porque a menina ou o menino são engraçados e ficam bem ou dentro do carro ou ao lado, nas fotos dos casamentos da família, ou pior ainda, porque não suportam estar sozinhos;
- Os que mantêm casamentos só porque assim a vidinha é muito mais fácil, muito mais confortável, e fecha-se os olhos ao resto, sejam traições, falta de respeito, ou puro desprezo.
Terei encontrado, talvez, algumas das razões pelas quais andam a reboque,contudo não as percebo, isso não consigo. Ultrapassa-me. Pela direita e de gás.

27.8.09

Nota mental

"...não quero ter internet em casa, porque se tiver perco tempo a trabalhar..."

19.8.09

Bad ass

Gostava de perceber como é que a cara de um dos gajos do meu tempo de liceu aparece agora num cartaz do CDS-PP! Fiquei estarrecida!! Este moço era, na sua adolescência um verdadeiro "bad ass", mas daqueles mesmo bons. Não ia em merdas, era insolente mas mantendo um low profile que lhe garantia sempre safar-se quando o resto do grupo era apanhado nas cowboiadas. Sempre o imaginei filho de pais endinheirados (no mínimo) mas sempre o vi como um rebelde por convicção, não daqueles imbecis que só querem chatear os papás. É verdade que há umas semanas atrás vi-o na rua e desconfiei do sapatinho de vela, da calça beije e do blazer azul marinho. Pensei de mim para mim: "olha-m'este gajo... que diferente que ele está... " Mas nunca, nunca me passou pela cabeça semelhante reviravolta. Achei que o trabalho lhe exigisse a indumentária certinha. Este era o tipo de gajo que nunca imaginaria sequer metido na política, quanto mais enrodilhado no CDS-PP... Mas tenho de aceitar que há gente que cresce e dá uma volta de 180º, ou que me enganei completamente quando pensava que a rebeldia da juventude era genuína, se calhar não era...

17.8.09

Fora de tempo

Tudo isto que sinto deveria ter sido sentido antes, não depois. É muito estranho. Não era suposto sentir o nervoso miudinho, o frio na barriga, o tremor das mãos, antes? Então porque é que tudo isto me assola depois? De cada vez que me lembro sinto tudo isto, umas vezes em separado, outras vezes tudo junto e outras também em que não consigo (ainda) verbalizar exactamente a sensação que tenho. No início, nem parecia real. Depois de ter dormido e acordado a coisa “materializou-se”. E começaram as sensações, as tais que deveriam ter ocorrido antes. Não percebo, mas também tudo isto é novo. Talvez seja mesmo assim, talvez seja assim que deve ser. Não sei. Mas sei que antes ou depois, estas sensações são muito boas, gosto delas. Quanto tempo irão durar?

10.8.09

Especulação

Só não sei se fui eu que compliquei, só porque quero em vez de palavras actos, ou se foste tu, só porque elevas a coisa a um nível para o qual não havia, acho, para já necessidade.

8.8.09

Let's see

...if you miss me.

4.8.09

É o piano... é sublime...

O resto também é sublime, mas acho que dispenso... para já.

3.8.09

Naked

O que é mais difícil, despirmos a roupa ou despirmo-nos de tudo o resto?

2.8.09

Literalmente

Não sou diferente das outras pessoas. A música provoca-me emoções. Várias. Mas há alguma música que me faz cócegas, porque me faz literalmente rir. Não é um sorriso interior, nem um sorriso exterior. É riso mesmo, são gargalhadas às vezes até. E não é por achar cómico. As cócegas provocam-me a mesmíssima coisa, por isso são cócegas. Ou então é simples felicidade.

21.7.09

Diversidade ou inconsistência?

Não sei o que pensar sobre o facto de apreciar géneros musicais tão diferentes...
Por isso não penso, aprecio.

12.7.09

Tiny little things

Acordar com a luz do Sol a entrar pela janela do quarto foi sempre uma coisa que me incomodou de uma forma que raia a paranóia. Estraga-me completamente o dia. A luz a esbarrar-me nos olhos logo ao acordar produz-me dores de cabeça daquelas merdeiras que nem são nem deixam de ser, que moem o juízo todo o dia, que não justificam a aspirina mas que também não desaparecem completamente. Além disso, só o facto de perceber que me esqueci de fechar o estore me enerva particularmente ("merda, já vais passar o dia com dores de cabeça", "és mesmo burra, não fechaste o estore, estás farta de saber que tens de o fechar", etc...)o que de certeza contribui em boa parte para a dor de cabeça, talvez mesmo tanto quanto a própria luz.
Ontem à noite percebi que o estore está encravado e, imediatamente fiz a previsão de como iria ser o dia de hoje... Surpreendente foi acordar, ver as horas (eram 8:45h) ter o quarto inundado de luz, espreguiçar-me longamente na cama, pensar "hum, que bom, está um dia fantástico" virar-me de barriga para baixo e deixar-me ali estar a saborear os lençóis sem por um segundo me ter vindo à ideia a merda da dor de cabeça. Será só porque me sinto bem?

4.7.09

Brincar com o fogo

Não sei... mas cheira-me que isto está prestes a descambar... para onde não era suposto. Não sei... se trave... se acelere...

28.5.09

Mulheres independentes

É comum ouvir homens dizerem que gostam de mulheres independentes. Fica-lhes muito bem. Só que eu não acredito... Vejamos:

Prós:
1)Não os chateiam porque têm vida própria. Ocupam-se com as mais variadíssimas coisas em vez de pedincharem a atenção que eles, coitadinhos têm de gerir muito bem para conseguir distribuir por todas as menos independentes que se lhes atravessam no caminho.
2)Programam e organizam fins de semana, férias ou eventos onde os incluem se eles evidentemente quiserem. Se não, vão na mesma sem cobranças nem ressentimentos.
3)São sexualmente agressivas e dominadoras, são responsáveis pelo seu próprio prazer, e não se queixam nem insistem se o parceiro não servir. Simplesmente substituem-no.
Contras:
1)"Ela não me liga nenhuma, terá perdido o interesse ou terá outro?"
2)"Ela foi na mesma sem mim, terá perdido o interesse ou terá outro?"
3)"Ela não me ligou depois da queca, terá perdido o interesse ou terá outro melhor?"

Mulheres demasiado independentes causam sempre insegurança nos homens, mesmo sendo (ou achando-se) eles independentes também. E se o homem independente encontrar a mulher igualmente independente terá encontrado a relação ideal.
Mas, será verdadeiramente uma relação? Pessoas verdadeiramente independentes não procuram nem têm relaçãoes, estar numa relação implica sempre uma certa dose de dependência.Caso contrário tudo não passa de queca. É isso que mulheres e homens independentes têm. Será que lhes basta?

25.5.09

Oásis

Nesta minha travessia do deserto avisto-te ao longe e ainda não sei se és real ou apenas uma miragem, não é importante. Basta.

30.4.09

Why does my heart feel so bad? (Moby)

Normalmente sei analisar os meus sentimentos, as minhas acções e reacções e agora não consigo perceber de onde vem esta raiva... E não passa!

29.4.09

Soluços

Ontem à noite chorei.
Não me acontece muitas vezes, aliás acontece-me muito raramente.
Comecei como quase sempre começo, por causa de um filme mais intenso, mas depois já não sabia porque chorava. Chorava compulsivamente, soluçava destroçada sem saber bem porquê. E expulsei tudo, tudo o que estava cá dentro arrolhado há muito tempo.
Talvez consiga mais tarde decifrar cada soluço, se me der ao trabalho de fazer a viagem lá ao fundo, que adio por sabê-la violenta.
Soube-me bem, o peito ficou mais leve, mais solto.
E dormi melhor.

24.4.09

Meio caminho andado

Se é verdade que sabemos perfeitamente os que nos excita, também é verdade que nem sempre é garantido. Apesar de acharmos que os mesmos ingredientes dão aquela comidinha boa que nos apetece, nem sempre resultam no prato que imaginamos, às vezes o tempero não ficou "au point", ou saiu um bocado crú, ou pior, o "soufflé" afinal abateu completamente logo ao sair do forno.
Pois é, eu acho que a culinária é uma excelente metáfora para falar de relações, querem ver?

Vamos fazer uma mousse de chocolate?

Então:
1) Derretemos o chocolate, negro (diz a receita) - mas nunca experimentei com outro chocolate, nada me diz que a mousse não me saia ainda melhor com outro tipo de chocolate, não é?Isto tem de ser feito em banho-maria, e é fundamental que a água não ferva. Pois, meus amigos ferver fora do tempo pode deitar tudo a perder. (É curioso que sendo as mulheres normalmente as cozinheiras do dia a dia, sim porque os grandes chefs, quase todos homens, esses fazem da cozinha a sua profissão/arte, são elas normalmente que fervem antes do tempo. Já deviam saber, mas pronto...)
2) Juntamos manteiga (q.b.) para amaciar o chocolate, e um pouquinho de açucar - mas aqui muito cuidado - açucar a mais enjoa! Feito isto, deixamos o chocolate arrefecer só um bocadinho (não deve ficar frio) para poder juntar as gemas de ovos, que darão a consistência. É importante não avançar com a coisa ainda demasiado quente senão elas simplesmente desfazem-se e não se incorporam de todo no preparado.
Agora, reservamos. Está feita a base.
3) Batemos as claras dos ovos em castelo, e vêmo-las a crescer tal e qual as fantasias, e as ilusões. Há quem junte sal às claras, não é obrigatório. Mas é preciso que isto seja feito devagar, mas com mão certinha, controlo de velocidade e ritmo acima de tudo. Sem o ritmo certo as claras não crescem como convém, ou então ficamos com um pouco que líquido lá no fundo, que se não for descartado, vai invariavelmente estragar tudo.
4) Pegamos na nossa base, e vamos adicionando as claras aos poucos. Misturamos tudo, nunca batendo mas envolvendo, para obter aquela suavidade.

Resultado:
Tendo o ingrediente que normalmente dá certo, mas podendo utilizar uma variação (nunca se sabe), e sabendo dosear o tempero e a temperatura, garantimos a consistência da base.Dominando o ritmo com que adicionamos as ilusões e descartando as desiluções, e se soubermos envolver em vez de bater, teremos uma "mousse de chocolate" perfeita.

Está a dar-me uma fome...

13.4.09

Perder

Ouço muito dizer: "perdi-o" ou "perdi-a" quando acabam relacões.
Ouço também noutro contexto, mas esse, a morte, não é ao que me refiro.
Perdi-o/a.
Que quer isto dizer verdadeiramente?
Que o/a outro/a se foi embora mesmo sem nós querermos? Claro que sim.
Que fizemos asneira e o/a magoamos e não conseguimos que nos perdoasse? Também.
Que apareceu alguém que fez com que nós de repente nos tornássemos aborrecidos? Provavelmente.
Nunca ouvi ninguém dizer: "Perdi-o" referindo-se ao sentimento que tinha por alguém.
Porque sentimentos também se perdem. Desaparecem sem deixar rasto, e por muito que se tente não os conseguimos encontrar. Disso, nunca ouvi ninguém falar.
E isso, não dói?
E, como está dentro de nós o desejo de encontrar o amor (correspondido, obviamente) como se fica quando o encontramos, mas depois o perdemos? Quando já não o temos dentro de nós, para dar ao outro/a?
Nunca ouvi ninguém dizer: "Estou triste porque perdi o meu amor"

Distância

Conseguindo-se, é uma grande coisa a distância.
Permite o olhar mais objectivo, a análise mais fria.
Mas nem sempre se consegue, e deixamo-nos levar pelas emoções, que nos turvam o olhar e nos inflamam a análise.
Como fazer?
Este camião desgovernado que são as nossas emoções, que nos leva onde não imaginamos ir, terá ao menos travão de mão?
Tem!
Nós é que não temos, muitas vezes, a coragem de o agarrar. Temos medo que o acidente daí resultante seja muito mais grave do que percorrer a estrada sem controlo, saindo da estrada até, e levando tudo à nossa frente.
Seja qual for o ferimento resultante desse acidente, terá sempre recuperação, porque o camião já terá parado, e ainda que desfeito estará imóvel.
E nós, continuando nem que seja a pé, recuperamos o domínio sobre a nossa jornada.

12.4.09

Intersecção

Ele é o início, ela o fim.
Ele vai, ela vem.
Ele é tudo, ela nada.
Eles são o mesmo, em tempos diferentes e em direcções opostas.
Eles sabem que sim.
Eles sabem que não partilharão o mesmo caminho.
Partilham o instante em que se encontraram, ou só a ilusão de que um dia, apenas se encontrarão.